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Jun 10

Colisão de Campos

Existe a hipótese de que “o Universo ainda está se expandindo e que vivemos em uma diminuta região de estabilidade, uma bolha cósmica em meio a uma gigantesca tormenta universal.
A pergunta que fica é: como podemos aferir esses Universos se estão para além do nosso?

Neste artigo de Anthony Aguirre e Atthew Johnson, de 21 de Setembro de 2009. Transcrevo o abstract (do Eternos Aprendizes):
Neste quadro de eterna inflação guiada por uma potência escalar de mínimos múltiplos, nosso Universo observável reside dentro de uma das diversas bolhas formadas pelas transições de um falso vácuo. Essas bolhas necessariamente colidem entre si, perturbando a homogeneidade e isotropia de nossa bolha interior e possivelmente levando a assinaturas detectáveis na porção observável de nossa bolha cósmica, potencialmente na radiação cósmica de fundo de microondas (CMB – Cosmic Microwave Background) ou outras sondagens de alta precisão. Isto constitui um teste direto experimental da teoria da eterna inflação e o cenário do vácuo da teoria das cordas. A forma simplificada de abordar esta possibilidade pode se resumir a responder 3 questões: O que acontece em uma colisão genérica em bolhas cósmicas? Quais são os efeitos observacionais que poderiam ser esperados? Como poderíamos observar tal colisão? Nesta revisão nos relatamos o progresso corrente em cada uma destas questões, melhoramos alguns dos resultados existentes e tentamos estabelecer direções para futuras pesquisas.”

A resposta poderá estar na colisão dos campos dos outros Universos com o nosso.
“Este choque cósmico haveria deixado seu marca na forma de várias facetas simétricas na radiação cósmica de fundo de microondas.
A sonda Plank está a captar imagens da Radiação Cósmica de Fundo em Microondas, e poderá revelar surpresas.

Acerca do autor(a)

Dário S. Cardina Codinha

Frequentou o Mestrado Integrado em Engenharia Biológica na Universidade do Algarve e o curso de Biologia Celular e Molecular na Universidade Nova de Lisboa. Presidiu ao Núcleo de Engenharia Biológica da Universidade do Algarve.

Manteve o blog Universo Paralelo que está a dormir desde 2010. Apaixonado pela escrita criativa, sátira e humor.

Luta constantemente contra ideias falaciosas e teorias erradas. A realidade é explicada por um mecanismo chamado ciência e ela merece ser respeitada e seguida.

Desde os 11 anos que lê notícias sobre o Universo e recebeu, aos 13 o livro Cosmos, de Carl Sagan, que devorou. A partir daí coleccionou artigos e livros científicos. Gosta de divulgar ciência da vida (área académica) e ciência espacial (área de paixão). De vez em quando "saca" algumas sebentas para se manter actualizado.

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