Buraco/Vazio Cósmico

Em Julho de 2008, apareceu uma nova ideia que questionava o Princípio de Copérnico, analisava a expansão do Universo, questionava as medições de distância no Universo, punha como hipótese que vivemos num “vazio cósmico“, e daí que a Energia Negra podia ser facilmente explicada sem recorrermos a ela.

Nebulosa escura, nuvem molecular conhecida como  glóbulo de Bok, nomeada Barnard 68. Esta nebulosa é utilizada aqui somente para efeitos de ilustração.

Nebulosa escura, nuvem molecular conhecida como glóbulo de Bok, nomeada Barnard 68.
Esta nebulosa é utilizada aqui somente para efeitos de ilustração.

Leiam mais sobre isto, aqui, aqui, e aqui.
Artigo original, também da autoria do português Pedro Gil Ferreira!

Em Novembro de 2008, chegava a notícia que afinal parece que não estamos nesse vazio cósmico

No entanto, em Junho de 2009, a Scientific American publicava um artigo sobre estarmos no Vazio Cósmico, intitulado “Existe Mesmo uma Energia Escura?

29C0A422-C6BF-40D8-A72EEC23926D3AFC_cover

9 comentários

2 pings

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • José Simões on 29/04/2014 at 12:20
    • Responder

    A Terra é plana, um disco, como se prova com o facto de se nos afastarmos suficientemente cairmos no vazio.

    O disco está assente sobre 4 elefantes que por sua vez vivem em cima da carapaça de uma tartaruga.

    A Ciência discute o que está abaixo da tartaruga, mas a ideia mais aceite é que não está nada.

  1. Leiam também este post:
    http://www.astropt.org/2008/06/11/vazio-cosmico/

    • Alberto Carvalhal Ca on 28/10/2009 at 02:28
    • Responder

    MATÉRIA ESCURA

    A gravidade de um corpo é o somatório das gravidades de todas as partículas que compõem este corpo. O mesmo acontece com uma galáxia: a gravidade de uma galáxia seria, grosso modo, o somatório de todas as estrelas desta galáxia. O mesmo acontece com o universo. Seria, grosso modo, o somatório da gravidade de todas as galáxias deste universo. Portanto teríamos uma enorme força de gravidade agindo, relativamente sobre cada galáxias e isto interfere nelas, nos seus aglomerados e em tudo que se relaciona a isto. Esta força age como se fosse uma matéria extra, imaginária, chamada de matéria escura que é nada mais nada menos que uma força de gravidade extra do universo.

    ENERGIA ESCURA

    Como podemos ver em meu relatório anterior, o universo parece não se expandir e se isto for verdadeiro, não existirá também a tal da energia escura.

    Parece que vivemos numa eterna ilusão de ótica. Vivemos usando cálculos matemáticos, tentando provar o improvável. Podemos até dizer até que a matemática prova qualquer coisa. Estamos desmoralizando a matemática confirmando teorias que são descartadas.

    O universo deve ser mais simples do que se imagina.

    • Artur Oliveira on 25/08/2009 at 00:29
    • Responder

    O estado actual do conhecimento em relação a este assunto relacionado com a matéria escura e energia escura só vem confirmar que continuamos a não compreender o que é de facto a Gravidade.

    Julgo que antes de pustular a existência de matéria e energia escura, sob as mais variadas formas, deveriamos primeiro tentar entender melhor a existencia da própria gravidade.

    Na Teoria da Relatividade Geral houve a necessidade de explicar o funcionamento da Gravidade, e bem diga-se de passagem. Mas a Gravidade em si, como existência, continua uma incógnita fundamental. Mesmo na Teoria Quântica.

    Qual será a sua real essência?

    Será o hipotético gravitão previsto pela Teoria quântica ou algo diferente e ainda insuspeito.

    Existirá só um tipo de gravidade, a atractiva, ou ela será mais outra coisa qualquer.

    Destas questões podem surgir respostas que poderão alterar por completo as noções que possuimos da dinâmica da matéria em particular e do universo em geral. Incluindo o modelo da teoria do Big Bang que é já considerado um facto quase consumado.

  2. Para tentar uma explicação, verto aqui parte do artigo que puliquei:
    Pensamento estruturante
    O motivo da análise:
    U = (G M)/R
    Analisando a expressão do potencial gravítico na perspectiva local, não encontramos qualquer relação compreensível do ponto de vista científico.
    G – Ainda não conhecemos a sua natureza, até porque é esta a razão do analisar da expressão.
    M/R – Não possui qualquer significado científico evidente.
    Mas é esta a expressão que nos dá o potencial gravítico, qualquer que seja a sua natureza. É este o conceito científico que temos que analisar.
    Na minha perspectiva o potencial gravítico, para ser compreensível deverá ter a forma:

    U = Gk (M C^2)/(4 π R)
    Em que:
    (M C^2)/(4 π R)
    É o potencial de radiação da massa local, com significado científico.
    Gk – Só poderá ser um factor controlador dessa radiação.
    Se pensarmos em termos universais, talvez assim sejamos capazes de compreender a natureza de G_k.
    Existe um dado que já conhecemos no universo local, a velocidade da luz e a sua constância.
    Localmente a velocidade da luz, C, é a velocidade máxima possível em qualquer direcção do espaço.
    Esta é a velocidade máxima permitida pelo campo gravítico universal no local.
    Estamos portanto em presença de um potencial de fuga máximo.
    A luz está sujeita a este potencial gravítico de fuga máximo em qualquer direcção o qual origina a sua velocidade de propagação constante em todas as direcções.
    Teremos portanto localmente um potencial de fuga dado por:

    Uo = C^2

    Porque estamos a analisar potenciais universais de fuga, teremos:

    C^2 = 2 Gk (M_u C^2)/(4 π Ru )
    (Mu C^2)/(4 π Ru ) – É o potencial puro de massa universal que atinge o local, onde logicamente está incluído o efeito Doppler.
    Gk = (2 π)/((Mu )/( Ru ) )

    Gk – Não é mais do que a permeabilidade gravítica do vácuo.
    É este então o factor limitador da radiação pura (MC^2) da massa local. Como que fosse a “pressão” que o puro da massa/energia Universal, exerce sobre a massa local, impedindo a sua radiação pura.

    Atendendo à expressão usual:
    C^2 = 2 G (Mu )/( Ru )
    Implica:
    G = Gk C^2/(4 π )
    Voltando ao potencial local:
    U = (G M)/R
    Afinal a expressão tradicional do potencial gravítico, não é mais do que uma informalidade da sua expressão formal.
    M/R – É o potencial puro de massa, mas escondido por G. É a informalidade do potencial puro de massa.
    Daqui para a frente poderei trabalhar com uma ou com outra desde que tenha sempre em conta que afinal o valor G corresponde formalmente a:
    (Gk C^2)/(4 π)
    E que o potencial puro de massa está escondido em:
    M/R
    Ou seja de que a expressão informal do potencial gravítico contem em si a formal:

    U = (Gk C^2)/(4 π) M/R

    G – É assim também, embora de uma forma escondida o factor inibidor da radiação pura da massa.
    G = ( C^2)/(2 Mu/Ru )
    G = (Ru C^2)/(2 Mu )
    G tem uma natureza bem clara. O conceito curvatura espaço-tempo deverá ser repensado.

    Em termos Universais teremos então, em que (u) indica universal:

    k1 C^2 = (G Mu k2)/(Ru k3 )

    G = (K Ru)/Mu
    Formalmente teríamos:
    Gk = (K´ 4 π Ru)/(Mu C^2 )
    Então a entidade G ou Gk no local i, serão sempre inversamente proporcionais ao potencial puro gravítico universal nesse local, mesmo que lhe chamemos curvatura do espaço/tempo.
    Como a Mu ou energia universal será constante para o todo sempre.
    Então:
    G = K Ru

    Gk = K´ Ru
    Cá está o que se pressentia a variável gravítica aumenta com a expansão do Universo.
    Se um Universo globalmente está em expansão, então localmente também o deve estar.

    Ora, num universo que se supõe em expansão e em equilíbrio de translação, a distância entre os astros aumenta (Ri), provocando assim o aumento do valor da “ constante gravítica”.
    O aumento da “constante gravítica” para ser compreensível terá que estar na proporção do crescimento do Universo.
    Toda a massa tem um potencial de radiação de energia ( (M C^2)/(4 π R)). Esse potencial é contrariado por todo o potencial puro gravítico da restante massa existente no Universo e é da acção do potencial puro gravítico dessa massa universal que se estabelece a gravidade.
    Traduzindo este princípio em expressão matemática teríamos para o potencial local:

    Ui = (Gi (M C^2 ))/(4 π R)
    Sendo.
    Gi – Factor inibidor da radiação local dependente da massa universal, muito provavelmente do potencial que esta cria no local. Estamos a falar no fundo da permeabilidade gravítica do vácuo.
    (M C^2)/(4 π R) – Potencial puro da massa local.
    Logo a variável gravítica deve depender da massa/energia do Universo e da distância a que esta se encontra.
    A energia universal é constante, estando ou não condensada em forma de matéria. (massa propriamente dita x C^2+ radiação)
    Teremos um aumento da “constante gravítica” provocada pela expansão do Universo e reciprocamente um crescimento do Universo que provocará o aumento da “constante gravítica”, permitindo assim que o potencial criado pelas massas seja sempre constante.
    O universo poderá crescer para sempre à mesma velocidade. É o aumento da gravidade que permitirá uma velocidade radial e uma velocidade de translação constantes.
    A energia negra é dispensável, é o aumento da variável gravítica provocado pela expansão do universo, que garante o potencial local, ou seja que lhe dá estabilidade.
    Persente-se assim que o universo não está a acelerar. A aceleração lida é aparente, tem a ver com o curvar do tempo no nosso referencial. Localmente o tempo dilata.

    • Alberto Carvalhal Campos on 24/08/2009 at 23:30
    • Responder

    A IMPLOSÃO DO UNIVERSO

    A expansão do universo é pura ilusão de ótica

    O problema da expansão ou contração do universo só poderá ser percebido corretamente, por um observador localizado do lado de fóra do universo. Se tiver do lado de dentro, que é o nosso caso, ele terá dupla interpretação; a de expansão e de contração, porque não terá um ponto fixo de referência.
    É como o caso de uma pessoa dentro de um trem que para em uma estação, onde existe um trem parado. Se a pessoa olhar apenas para o trem parado, como fonte de referência e um dos trens partirem, ele não saberá se foi seu trem que partiu ou se foi o outro. Só depois que aparece a estação, como fonte de referência é que ele tem noção de qual trem partiu e qual ficou parado.
    Este é o caso de nossa galáxia. A “Via Lactea” está situada próximo ao centro do universo, isto é, a cerca de 100.000 anos luz deste centro, onde existe o “Grande Attractor Vigor”, um massivo e gigantesco aglomerado de estrelas. Nossa galáxia parece ser atraída por este aglomerado, porque caminhamos em direção a ele. Sendo assim, avançamos cada vez mais rápido à medida que nos aproximamos deste centro e veremos as outras galáxias se afastando cada vez mais rápido de nós dando a ilusão de expansão acelerada do universo.
    Além disto, existem evidências de que nosso universo parece girar. Isto não foi tortalmente aceito pelos cientistas, apoiados na teoria do big bang, porém as teorias mudam; as evidências não.
    Primeiramente observemos seu formato elítico. Se não girasse seu formato seria o esférico e quanto mais girar, mais seu formato tenderá para o de uma elípse ou uma pizza, como as galáxias (isto é repetitivo no universo).
    Com este movimento de translação, as galáxias da periferia girarão mais lentamente que as mais centrais, exatamente como nosso sistema solar. Como ocupamos este centro, veremos as outras galáxias se afastando de nós e quanto mais distante estiverem às galáxias, mais acentuado será este afastamento, porque giramos mais rápido. Isto também é intrepretado como expansão acelerada do universo, provando que a contração e a expansão do universo se confundem, quando estamos dentro do evento.
    Apenas com estes dados, não temos uma certeza completa da contração do universo, mas comprovamos a dupla interpretação. Entretanto com mais algumas evidências aumentaremos nossa convicção:
    1 – Juntando-se o movimento giratório das galáxias, com o movimento das galáxias em direção ao centro do universo, apresentado anteriormente, à ilusão de ótica será bem acentuada e percebida mais facilmente.
    2 – Se tivesse ocorrido o big bang, as galáxias da periferia seriam as mais antigas, porque seriam as primeiras a serem arremessadas para o espaço e as mais centais as mais jovens, pois seriam as derradeiras. Não é isto que vemos e sim, justamente o contrário, sugerindo uma contração do universo.
    3 – A disposição das galáxias no universo é oposta a de uma explosão e uma expansão. Existem mais galáxias no centro que na periferia. O certo em uma explosão é que toda a massa se encontre na periferia, estando o centro praticamente vazio, como acontece com explosões de estrelas, de granadas militares, de fogos de artifício, etc. Um universo repleto de galáxias em seu interior, sugere que não houve explosão nem expansão e sim, um jorro contínuo de matéria e isto complica muito a teoria do big bang. Isto só pode ocorrer, em uma contração do universo.
    4 – Sabemos que os corpos celestes são formados pela união de corpos menores, que por sua vez são formados por corpos menores ainda e assim sucessivamente.
    Para se aglomerar matéria no espaço é necessário que elas se aproximem pela força da gravidade e não pode haver aglomeração com expansão. Portanto o universo não se expande; ele se contrai.
    5 – Em toda explosão, o centro é a parte mais quente e a periferia a parte mais fria. Não existe este centro quente e a periferia, como exceção, apresenta um calor a cerca de 14 bilhões de anos. Como isto é possível? Como não se sabia, na ocasião exatamente o que era, foi atribuído, erradamente, a meu ver, ao eco do big bang ou ruído de fundo. Na realidade pode ser os resquícios do calor gerado por descargas eletromagnéticas do espaço extra universo infinito (raios gama), de onde existe uma energia também infinita, da qual o universo é alimentado e de onde a energia é convertida em matéria (E=MC²), indicando que o universo é formado na periferia e as micro matérias recem formadas, se unem, camiham para o centro, continuam se aglomerando, formando estrelas que se aglomeram para formarem galáxias anãs, que se aglomeram, se chocam, formando galáxias maiores e vão seguindo a evolução natural do universo. Isto permanece até hoje e para sempre.
    6 – O átomo primordial da teoria do big bang, não pode ser apenas um pequenino átomo. Ele tem que ser muito mais que um simples átomo. Como pode tanta matéria do universo, caber num pequeno átomo primordial? O tamanho do universo ainda não está definido. Já se fala hoje, que ele tem 78 bilhões de anos luz de ponta a ponta. Ainda não conhecemos todas as galáxias do universo e as que conhecemos não cabem em um átomo primordial, por mais concentradas que estevessem estas matérias. De onde surgiu esta força descomunal para comprimir toda esta matéria num pequeno átomo? Ciência não é religião: milagre não existe; mágica é pura fantasia. Existe muita coisa fantasiosa na atual teoria do big bang e isto dificulta o raciocínio lógico das coisas e nos leva a cometer erros. Como surgiu o átomo primordial? Dizer que sempre existiu, é fantasia. Como foi detonado este átomo? Enfim, precisamos de respostas coindizentes.
    7 – Em uma explosão no espaço, sem gravidade ou big bang, os estilhaços ou as galáxias, caminham em linha reta, do centro para a periferia sem jamais se chocarem e afastam-se cada vez mais umas das outras. Não é isto que vemos e sim justamente o contrário. Porque no universo tudo se choca o tempo todo? Isto é contração do universo.
    8 – O “Grande Atractor Vigor”, este massivo aglomerado de estrelas velhas pode, perfeitamente ser restos de galáxias, que atingiram seu destino final.
    Existem mais evidências, porém estas já são suficientes para confirmar as minhas suspeitas.
    . Temos que juntar a isso, as várias hipoteses, como a dúvida do desaparecimento da antimatéria por ocasião do big bang, a matéria escura, a energia escura, a constante cosmológica, etc. Tudo isto foi criado para justificar a expansão do universo. Se o exposto for verdadeiro, podemos descartar estes itens.

    NÃO EXISTIU O BIG BANG — O UNIVERSO NÃO SE EXPANDE

  3. Curtição. Realmente é uma explicação simples e era giro que assim fosse. Não gosto de pensar que o Universo é gerido por uma coisa que ninguém sabe o que é, ninguém vê e só se assume existir.

    Principio da Navalha de Occam. A explicação simples é a melhor. às vezes… 😉

  4. Concordo totalmente!!!

    😉

    Explicações simples são normalmente as mais acertadas…

    E a expressão "vazio cósmico" é realmente uma tradução melhor que a minha!

    😉

  5. Muito interessante!

    Gosto das teorias simples porquanto muitas das teorias que são desenvolvidas não passam de artifícios para tentar explicar as falhas de outras teorias.

    Singularidades, universo em expansão acelerada, energia negra, teorias de cordas e supercordas com n dimensões, tudo isso é muito interessante.

    Mas aquilo de que estou sempre à espera é duma explicação simples de uma natureza que segue sempre o caminho mais simples.

    Vivemos num vazio cósmico?

    Sei lá!

    Mas que a ideia é interessante, isso é.

    Alberto

  1. […] Em 2013, foi estudado e definido o facto da nossa galáxia, a Via Láctea, estar localizada numa região do universo onde a densidade de galáxias e matéria é relativamente menor. Isso coloca a nossa galáxia num chamado vazio cósmico. […]

  2. […] Cósmica confirmada. Imagem Profunda. Prémio Nobel da Física pela Expansão do Universo. Vazio Cósmico. Tempo. Grande Atractor. Energia Negra. Matéria Negra. Simulação Bolshoi. Mapa do Universo. […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.