Teoria da Relatividade – Dilatação do Tempo

Com a Teoria da Relatividade do Einstein, utilizando o Paradoxo dos Gémeos (podem ler aqui a sua explicação, incluindo a matemática subjacente), pode-se viajar para as estrelas… o pior é quando voltamos…

Podem ver aqui esta imagem que mostra o que acontece ao gémeo que viaja a 86% da velocidade da luz (C = 300 mil kms por segundo) em relação ao gémeo que fica na Terra.
O gémeo que viaja a 86% de C demorará cerca de 5 anos a ir e a vir de Proxima Centauri, enquanto o gémeo que fica na Terra terá envelhecido quase 10 anos.

Se uma nave nos levasse a 99% da velocidade da luz, chegaríamos a Proxima Centauri em 5 meses! No entanto, 5 anos teriam passado na Terra! Quando voltássemos, estaríamos cerca de 1 ano mais velhos, mas toda a gente na Terra teria envelhecido 10 anos!

À mesma velocidade chegaríamos à estrela Vega (25 anos-luz de distância) em 1 ano!

A 99,99% da velocidade da luz, chegaríamos ao centro da nossa Galáxia (cerca de 26 mil anos-luz de distância) em somente 40 anos!!

À mesma velocidade chegaríamos e voltaríamos da galáxia de Andrómeda (a cerca de 2 milhões de anos-luz de distância) em somente 60 anos! Mas para os habitantes da Terra teriam passado cerca de 5 milhões de anos! (imaginem como será o mundo daqui a 5 milhões de anos… há 5 milhões de anos atrás, não havia humanos, nem sequer hominídeos!)

Michio Kaku, no seu livro “Visions – How science will revolutionize the 21st century”, escreveu isto:
“But since time slows down aboard the starship, according to Einstein’s special theory of relativity, the crew could reach the Pleiades star-cluster (M45), which is 400 light-years away, in as little as 11 years, by the clocks aboard the starship. After 25 shipboard years, such a ship could even reach the Great Andromeda Galaxy – although over 2 million years would have passed on the Earth.”

Tudo isto se deve ao fenómeno denominado Dilatação do Tempo. Podem ler aqui a sua explicação, incluindo a matemática subjacente.
Notem que não se está a viajar mais rápido que a luz. Simplesmente o tempo passa mais devagar.
Atentem neste excerto dessa página:
“Time dilation would make it possible for passengers in a fast-moving vehicle to travel further into the future while aging very little, in that their great speed retards the rate of passage of on-board time. That is, the ship’s clock (and according to relativity, any human traveling with it) shows less elapsed time than the clocks of observers on Earth. For sufficiently high speeds the effect is dramatic. For example, one year of travel might correspond to ten years at home. Indeed, a constant 1 g acceleration would permit humans to travel as far as light has been able to travel since the big bang (some 13.7 billion light years) in one human lifetime. The space travelers could return to Earth billions of years in the future. A scenario based on this idea was presented in the novel Planet of the Apes”.
Várias experiências comprovam este abrandamento do tempo – o tempo passa mais devagar.

Ou seja, quando tivermos tecnologia para viajar quase à velocidade da luz, será possível viajarmos para todo o lado! Mas, em certa medida, será uma viagem de suicídio, porque quando voltarmos à Terra, o mundo terá mudado. Provavelmente já nem encontraremos humanos!

O fenómeno da Dilatação do Tempo, pertencente à Teoria da Relatividade Restrita de Einstein, é bastante estranho, e inclui a famosa experiência mental do Paradoxo dos Gémeos.
Vejam este vídeo, com legendas em português, sobre o assunto:

Ainda na Teoria da Relatividade Restrita, uma das consequências é a relatividade da simultaneidade de acontecimentos.
Vejam o vídeo, com legendas em português:

Esta é a forma divertida como o Calvin vê o fenómeno da dilatação do tempo, que é um dos corolários da Teoria da Relatividade:

E a forma divertida e errónea com que o pai explica ao Calvin o porquê do tempo abrandar.

Têm aqui um exemplo da Dilatação do Tempo.
Vão aumentando a velocidade e vejam o que acontece.
A 99% da velocidade da luz, para um observador terrestre, o ET leva pouco mais de 5 horas a chegar a um objecto que dista 5 horas-luz.
No entanto, para o ET na sua nave, ele percorreu essa distância em menos de 1 hora.

Vejam esta excelente licção didáctica.

Vejam esta tabela com mais alguns números sobre isto:

Por outro lado, à medida que as incríveis velocidades aumentam, a energia requerida aumenta, a massa do objecto aumenta, e o tempo abranda.
A velocidades extremas, qualquer partícula de pó que bata na nave, destruirá essa mesma nave espacial.
No limite, à velocidade da luz, precisaremos de energia infinita (impossível), teremos uma massa infinita (impossível), e basicamente estaremos parados… em todo o lado. Lembra-lhes alguém? Alguém que está em todo o lado ao mesmo tempo?
Faz-me lembrar a Última Lei de Shermer (baseada na 3ª lei do Clarke) que diz: “Any sufficiently advanced extraterrestrial intelligence is indistinguishable from God.” Ou seja, uma civilização extraterrestre extremamente avançada é semelhante a Deus.

30 comentários

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    • ADRIANO DE AZEVEDO SILVEIRA on 13/01/2017 at 15:22
    • Responder

    Com relação ao espaço e o tempo e sua influência na massa de um corpo. A hipótese abaixo, apesar de não ser verdadeira, é além ser muito estranha, parece abrir um sentido diferente para mataria escura. Qual o seu entendimento?

    A palavra massa foi atribuída pelo Isaac Newton como a quantidade de matéria de um corpo pelo produto do seu volume e pela densidade da substância que o constitui. Albert Einstein atribuiu que a massa de um corpo é uma medida do seu conteúdo energético, e que um corpo pode sofre variações da massa, perder a energia em forma de radiação, a sua massa sofre a diminuição. E que a massa e a energia são, portanto essencialmente idênticas, elas são apenas expressões diferentes da mesma entidade.
    A hipótese da “massa de brotamento” diz que a massa de um corpo também pode variar pela influencia do “valor de espaço-tempo” sem que seu conteúdo de energia modifique.
    Na hipótese de massa de brotamento há dois conceitos;
    • Valor de espaço-tempo é o valor produzido pela alteração do espaço e do tempo pela matéria. Essa variação no “valor do espaço- tempo” para menos ou mais, pode ser produzida por qualquer corpo dotado de massa, desde partículas a corpos massivos.
    • Massa de brotamento e o aumento ou diminuição da massa sem alteração no conteúdo energético de um corpo pelo “valor de espaço-tempo” resultando na modificação das medidas de massa inercial e massa gravitacional.
    A partir daí, a variação da massa de um corpo pode ser;
    • Pela a energia radiante, como qualquer energia fornecida (ou retirada) de um corpo, aumentar (ou diminuir) a massa inercial desse corpo. A expressão que associa a massa ao conteúdo energético das partículas quando em repouso ( E0 = m.c²), demonstra que a massa e a energia são portanto essencialmente idênticas; elas são apenas expressões diferentes da mesma entidade. porem com a energia radiante a massa de um corpo não é uma constante; varia com as variações da sua energia”

    Ajuste do espaço e do tempo
    • Pelo fenômeno da velocidade (aceleração) E=m.c²
    A expressão acima demonstra a alteração da massa pela aceleração. Além de a aceleração aumentar o conteúdo energético do corpo, a aceleração altera também o espaço e o tempo que por sua vez, altera a massa de brotamento. Nesse caso além do acréscimo de energia em um sentido ocorre uma variação do conteúdo energético pelo menos em um sentido que aumenta a massa inercial no sentido da aceleração. Mas a massa de brotamento e mais evidenciada pelo valor de espaço-tempo para o corpo acelerado.
    • Pelo e fenômeno da “MASSA DE BORTAMENTO” resultado da influencia da alteração do ESPAÇO e do TEMPO, ou seja, e a medida de contração ou dilatação do espaço e do tempo. (valor de espaço-tempo).
    A massa de brotamento é uma situação onde a entidade massa e energia não parece ser idênticas, mas é só um efeito, o que ocorre é a evidencia da entidade massa que aumenta e por sua vez ,os efeitos dela é mais sentida, ou seja, o efeito massa parece ser mais exposta pelo valor de espaço-tempo. Portanto o conteúdo de energia do corpo permanece constante, mas a massa varia com as variações do espaço e do tempo. Semelhante a grandeza física de peso de um corpo que varia com o campo gravitacional. E como o mar que deixa brotar as rochas na maré baixa e quanto mais baixa maior é a exposição. Existe uma semelhança no conceito de peso com o de massa de brotamento mais a diferença esta nos efeitos sentidos que a alteração da massa produz.
    Cabe então uma expressão própria para massa de brotamento usando como ponto de partida a expressão que diz que a massa de um corpo é uma medida do seu conteúdo energético em repouso;
    E0 = m.c²
    E necessário ainda uma expressão hipotética para a origem do valor de espaço-tempo. Poderia ser tirada de um valor arbitrário de contração e dilatação do espaço e do tempo;
    ST=t/s
    ST = valor de espaço-tempo
    S= espaço pode ter um valor arbitrário de contração (1)
    T= tempo pode ter um valor arbitrário de contração (1)
    Logo, a relação entre o espaço e o tempo pode ser expressa assim;
    ST1= ESPAÇO DILATADO / TEMPO CONTRAIDO – valor de espaço-tempo maior.
    Inserindo o valor de espaço-tempo ST e o conceito Mb na expressão E0 = m.c², onde;
    Mb = massa de brotamento
    E0 = conteúdo de energia de corpo
    ST= valor de brotamento da expressão ST = S/T valor arbitrário de dilatação ou contração do espaço e do tempo.
    A expressão hipotética ficaria assim;
    Mb = E0 / (c² . ST)
    Nessa situação a energia não muda, mas a grandeza física massa se torna mais evidente pelo o valor do espaço-tempo. Seria semelhante o que ocorre com o peso de um corpo que varia com o campo gravitacional, sem que a seu conteúdo energético modifique.

    Do ponto de vista da hipótese da “massa de brotamento” um corpo acelerado a velocidade da luz ( a velocidade é constante) o espaço e o tempo se alteram para que a velocidade se mantenha constante. A alteração ocorre com a contração do espaço e a dilatação do tempo ambos se ajustando para a velocidade se manter constante do corpo acelerado. O efeito da contração do espaço e da dilatação do tempo resulta na diminuição do valor de espaço-tempo. Por sua vez essa queda no valor do espaço-tempo produz um aumento na massa de brotamento do corpo, alterando para mais a inércia do corpo.
    Outra situação que altera o espaço e o tempo é por um corpo massivo. produzem “valores de espaço-tempo” menores ou contraídos perto da superfície e vai aumentado ou dilatando com a distância. A massa do corpo massivo produz em sua superfície uma dilatação no tempo e uma contração do espaço mais expressivo do que em regiões mais afastada do centro do corpo. Seguindo o mesmo raciocínio da aceleração de um corpo a “massa de brotamento” de um corpo qualquer na sua superfície e maior e menor se o mesmo corpo estiver mais afastado da superfície.

    abraços!

  1. Pessoal, aproveitei (ou tentei) várias informações deste site para escrever um livro (ou me divertir) sobre ficção científica (parte como o filme Interestelar). É meu 10.o livro. E disponibilizei-o em meu site (gratuitamente): http://www.lucamacdoiss.com.br.
    O livro: Fuga do Mundo.

    Parabéns pelo site e Obrigado.

    LuCa

  2. Isto de dilatação do tempo, tem muito que se diga. Sobre o paradoxo dos gémeos, se o movimento é relativo entre os referenciais, isto é, para quem está na Terra, uma nave desloca-se com uma velocidade próxima à da luz, mas para quem está na nave, é a Terra que se desloca com essa velocidade. Há portanto uma simetria. Sendo assim, quem está na Terra, acha que o tempo dilata na nave, o relógio anda mais devagar, tudo fica mais lento e, as pessoas envelhecem mais lentamente. Mas quem está na nave, acha que é na Terra que o tempo dilata, o relógio anda mais devagar, tudo fica mais lento e, as pessoas envelhecem mais lentamente. Não vejo como este paradoxo possa ter solução dentro da relatividade, uma vez que a teoria não admite um referencial absoluto. Mas há muita gente que o acha ter resolvido, cada qual à sua maneira. Para uns é no referencial que sofre a aceleração que o tempo dilata, para outros é quem muda de referencial que tem os efeitos da dilatação do tempo etc. São tantas as soluções, mas eu não consigo ver lógica em nenhuma. Na verdade a base do paradoxo continua sendo a mesma: o movimento relativo. A procura por uma solução já dura há décadas e continua neste preciso momento e, vai continuar, sabe-se lá até quando.

    A velocidade da luz não se soma à velocidade da fonte, é o que diz a teoria. Ora bem, nos vídeos que vi atrás, há uns focos de luz, disparados entre duas naves, que sofrem a influência da velocidade da nave, em sentido transversal. Em meu entender, aquilo não devia acontecer. Mas não é a única coisa que eu tenha visto com esse defeito. A própria experiência mental de Einstein e suas variantes também o têm.

    Sobre a velocidade da luz ser constante em relação ao observador, independentemente da velocidade deste e, o tempo é que variar, vou expor aqui umas curiosidades, fruto da minha reflexão.

    Considerando um objeto que se move, quase à velocidade da luz quando visto da Terra, então o tempo desse objeto, terá dilatado o máximo, quase até parar. Sendo assim, a sua velocidade, medida com base no seu tempo, também terá aumentado muitíssimas vezes. Podemos imaginar que o objeto tem um velocímetro, pois então o instrumento terá que marcar a velocidade muitas vezes aumentada. A própria velocidade da luz, não será 300 000 Km/s mas muitíssimas vezes mais, tal como o objeto. O lado curioso disto, é que todas estas velocidades, só são maiores em palavras, isto é, na maneira como se diz, porque se as unidades de tempo são maiores, um segundo é muito maior para o dito objeto, do que um segundo na Terra, então é óbvio que o número de quilómetros percorridos durante esse segundo, é muito maior. Mas as velocidades reais, são iguais às da Terra. Isto porque uma velocidade grande, num tempo também grande, dilatado, acaba por ser igual a uma velocidade pequena num tempo também pequeno, contraído.

    Agora isto que acabámos de ver, também coloca um problema na teoria. É que quando se diz que a velocidade da luz é constante e não depende da velocidade da fonte nem da velocidade do observador, e é de 300 000 km/s no vácuo e, nada pode ser mais rápido do que a luz, na verdade estes 300 000 Km/s apenas dizem respeito ao tempo próprio da Terra . Como vimos atrás, com outros tempos dilatados, as velocidades são muito superiores. Mas atenção que esta diferença das velocidades, quer da luz, quer do objeto, nunca são reais. As velocidades reais são sempre iguais, mas por força dos tempos serem diferentes, temos que considerar as velocidades também diferentes. Isto é paradoxal, ser e não ser, ao mesmo tempo.

    Gostaria do vosso parecer, sobre estes assuntos.

    Um abraço.

  3. Errei, os 22 anos para os terraqueos em repouso, seriam 23 dias para os tripulantes.
    Isso à velocidade 299999 km/s, correspondente a 99,9% de c.

    • Atamar Chalub on 01/05/2015 at 13:39
    • Responder

    poderia me explicar se Proxima Centauri esta a 4.3 anos luz daqui, ou seja esse seria o tempo que a luz dessa estrela demora pra chergar aqui , porque eu numa nave com a velocidade ainda menor faço a distancia em so 5 meses

    1. Não sei se entendi a pergunta… mas se a pergunta é porque viajando próximo da velocidade da luz, chega a Proxima Centauri em menos tempo do que a distância dela em anos-luz, a resposta é a Dilatação do Tempo, de que fala o texto.

      abraços!

  4. Acho que nunca vou entender essa teoria. a questão dos observadores sempre me deixa confuso.
    Como saber quem está se movendo rapidamente se o movimento é relativo? ou seja, sem a referência da Terra, qual dos gêmeos deveria envelhecer mais? só saberíamos a velocidade relativa entre eles.
    1 ano luz está definido do ponto de vista de quem está em repouso? se fizer uma viagem proxima a velocidade da luz para um ponto distante vc diria que o ponto é mais próximo do que parece pra quem esta parado? afinal porque vc levou menos tempo que a luz levaria? enfim, os multiplos referenciais causando confusão.

      • Manel Rosa Martins on 28/04/2015 at 07:34
      • Responder

      De facto a Teoria da Relatividade Especial é extremamente anti-intuitiva. É natural que cause confusão porque os nossos olhos não se apercebem da velocidade da luz no vácuo e na atmosfera (são velocidades diferentes), nem há nada na nossa experiência quotidiana que nos diga que o tempo é relativo e não absoluto, excepto, claro está, uma reflexão muito cuidadado sobre o funcionamento dos GPS’s.

      Admiro a sua coragem intelectual em admitir a sua perplexidade. Essa boa postura até lhe permitiu antever e descrever uma outra grande implicação da Teoria da Relatividade Especial para além da da Dilatação do Tempo, que é a da Contracção do comprimento das distâncias.

      Sim, a Teoria da Relatividade, tanto sobre a luz (Especial) como sobre a Gravitação (Relatividade Geral) são complexas e difíceis de assimilar, mas não tanto para quem tem uma postura intelectual honesta.

      🙂

  5. Tire a duvida de minha filha de 8 anos. Se um astronauta ficar 1 ano terrestre na base espacial internacional, quanto tempo ele ficou la? Acredito que assim da pra ter uma media do tempo aqui na terra e la no espaço, sem ter que viajar em velocidade da luz, apenas um calculo simples, pois ela assistiu o filme INTERESTELLAR e ficou chocada com o assunto da dilatação gravitacional. desde já agradeço.

      • Manel Rosa Martins on 28/04/2015 at 07:56
      • Responder

      Sem ter que viajar a pelo menos 10% da velocidade da luz a dilatação do tempo não se faz notar de modo perceptível. A ISS percorre a sua órbita a cerca de 28 000 km/h, e 10% da velocidade da luz são 30 000 km…por segundo. 🙂

      No entanto seria possível com relógios atómicos e uma experiência mental que ligasse a ISS com fibra óptica à Terra notar a dilatação do tempo, mas penso (sem ter a certeza) que seria na ordem dos 0, seguido de 23 zeros, segundos, dependendo da capacidade dos relógios atómicos.

      Parabéns por inculcar na sua filha o espírito da exploração espacial. 🙂

  6. É uma propriedade do espaço-tempo, é a sua natureza, quem tem que se adaptar para o entender somos nós 🙂

    A lanterna tem massa e não pode viajar a c. Só as entidades sem massa viajam DENTRO do espaço-tempo a c.

    Por absurdo? Se a lanterna estiver virada para o observador sim, a velocidade dos objectos emitentes não está limitada em si, caso esta lanterna estiver numa galáxia muito longínqua e por um absurdo ainda mais louco a luz dela fosse detectável pois seria vista.

    Como? A velocidade de expansão do PRÓPRIO espaço-tempo (não dentro dele) é superior a c. E é cada vez maior quanto mais longínqua estiver a galáxia com a nossa absurda lanterna.

    A velocidade da luz da lanterna nunca será superior a c. Não se soma c com a velocidade do objecto emissor, c DENTRO do espaço-tempo nunca é ultrapassada.

    Excelentes perguntas, obrigado.

    1. Compreendo que os relativistas tenham que defender sempre a sua teoria. Como chegaram à conclusão que o Universo se expande com velocidade superior à da luz, e, como isso quebra a teoria, tiveram que arranjar uma desculpa esfarrapada para negar a quebra da teoria.

      Então dizem que é o espaço-tempo que se expande e, assim as Leis da física não são quebradas. Quer dizer, não são as Galáxias, as estrelas e, todos os corpos celestes, tudo o que é matéria, que se move com essa velocidade, é o espaço-tempo que os leva consigo.

      Admitindo que seja assim: será que os corpos materiais não têm essa velocidade? É óbvio que têm!! Quer sejam levados pelo espaço-tempo, quer não sejam. Se eu estiver num carro que se desloque a 100 km/h, eu não estou também com essa mesma velocidade? é claro que estou!!

      Mas o mais engraçado, é que esse espaço-tempo, em si mesmo é polémico. Afinal o que é o espaço-tempo? Só pode ser o vácuo espacial!! Então é o vácuo espacial que se expande e arrasta os corpos com massa?! Que haja um pouco de bom senso.

      1. Em vez de bom-senso, se calhar o melhor seria gastar algum tempo a adquirir conhecimento…

        O tecido do espaço-tempo não é, obviamente, o dito vácuo espacial que exista nele.

        Por último, não sei quem são os “relativistas”, mas sei quem são os hipócritas que utilizam as leis da relatividade em várias aplicações eletrónicas… para depois negarem que elas existem e funcionam.

  7. Sob q condições o tempo dilata em relação ao observador na terra??

      • Manel Rosa Martins on 09/04/2015 at 21:05
      • Responder

      Olá Renato, boa tarde, as condições em que se verifica a dilatação do tempo são, a partir dum observador estacionário, como respondido pelo Carlos Oliveira, em função do aumento da velocidade do objecto relativamente à veloc. da luz no vácuo.

      Calcula-se pela equação recíproca da contracção de Lorenz, esta (com legenda dos símbolos) :

      c = veloc.da luz
      t’ = tempo para o observador estacionário.
      t = tempo para o objecto
      SQRT = raíz quadrada
      v = velocidade do observador
      ^= elevado a

      t’ = t / SQRT 1v^2/c^2

      Então isto dá que os chamados efeitos relativistas começam a ser notados a cerca de 40% de c, ou seja a 120.000 Km/s.

      40% – 9 % de dilatação

      E depois um quadro mais completo:

      v/c Dias Anos
      0.0 1.00 0.003
      0.1 1.01 0.003
      0.2 1.02 0.003
      0.3 1.05 0.003
      0.4 1.09 0.003
      0.5 1.15 0.003
      0.6 1.25 0.003
      0.7 1.40 0.004
      0.8 1.67 0.005
      0.9 2.29 0.006
      0.95 3.20 0.009
      0.97 4.11 0.011
      0.99 7.09 0.019
      0.995 10.01 0.027
      0.999 22.37 0.061
      0.9999 70.71 0.194
      0.99999 223.61 0.613
      0.999999 707.11 1.937
      0.9999999 2236.07 6.126
      0.99999999 7071.07 19.373
      0.999999999 22360.68 61.262
      0.9999999999 70710.68 193.728
      0.99999999999 223606.79 612.621
      0.999999999999 707114.60 1937.300
      0.9999999999999 2235720.41 6125.261
      0.99999999999999 7073895.38 19380.535
      0.999999999999999 22369621.33 61286.634

      —–

      Sim acontece junto a grandes massas como estrelas mas aí o factor destacável é a massa e são outros cálculos, que dão uma relação muito idêntica.

      MRU não sei o que quer dizer.

      Obrigado

        • Renato on 09/04/2015 at 21:31

        Em resumo, do ponto de vista do observado, o espaço e que se adapta para limitar a velocidade, para esta ser o limite??
        Se uma laterna viajar a velocidade da luz e emitir um feixe de luz, o observador veria a luz sair da lanterna?
        E se o mesmo medir a velocidade da lanterna e do feixe de luz ele encontraria a mesma medida?

  8. Gostaria de saber sob q condições o tempo dilata: gravidade, velocidade reta uniforme, aceleração, foca centrípeta, etc. E se o tempo dilata, podemos dizer q o espaço condensa? Pois se o comprimento diminuem no sentido da viagem , me parece mais fácil dizer q o espaço condensa. E como dizer q em uma unidade de tempo temos 1 unidade de espaço qdo estático e 2 unidades de espaço dentro de uma unidade de tempo qdo em dado movimento.

    1. Estes efeitos são medidos a velocidades menores, mas só são notados por nós se estivermos a viajar a velocidades próximas da da luz.

      Nesse caso, o tempo dilata, o comprimento comprime, e a massa aumenta.

      Daí a impossibilidade, segundo Einstein, de viajar à velocidade da luz.

      abraços

        • Renato on 09/04/2015 at 19:47

        Tá, mas não respondeu. Quero saber sob q condições o tempo dilata: forcas como gravidade, aceleração, mru, etc. Porque pensei q só acontece em campos de forca como gravidade, f centripeda, e aceleração. MRU também?

  9. Boa noite. Eu penso que tempo o tempo não tem que ser dependente da velocidade da luz. Quanto a mim o exemplo dos relógios com a mecânica dos espelhos só prova que esses relógios não prestam mais para medir o tempo numa circunstância de movimento comparado entre dois referenciais. Se eu contar “um mississipi, dois mississipi, três mississipi…” e por diante, o tempo já não muda porque é aferido por um diferente aparelho que não é mecânico e não depende da velocidade da luz. Se insistir que eu não domino essa contagem com acerto, então eu direi que para um referencial em movimento, é preciso introduzir uma variável para corrigir a medição do tempo. Quanto mais não seja, por não chegar perto de uma conclusão tão estúpida de dois gémeos virem a ter idades diferentes. Quanto muito, essa dilatação temporal carece então da introdução de uma variável que corrija o tempo para que ele coincida com o tempo padrão. A dilatação não é uma ocorrência mas sim uma falha na medição. Assim como se acertam os dias do ano de 4em4 anos, também tem de se acertar o tempo caso este seja medido por um meio mecânico em movimento. Regressar ao passado e viver o futuro é uma ilusão mal interpretada de um aspecto mal concebido da teoria da relatividade. Minha opinião. Obrigado pela oportunidade de poder expressá-la.

    1. Essa “conclusão tão estúpida de dois gémeos virem a ter idades diferentes” é comprovada todos os dias na Estação Espacial Internacional e em vários satélites.
      Aliás, para provar que assuntos de ciência não dependem de opiniões, basta dizer que milhões de GPS estão em actividade em todo o mundo neste momento, devido a esta Teoria de Einstein 😉

      abraços

        • Francis on 27/12/2016 at 13:04

        Na realidade estão em funcionamento por causa de Lorentz. Einstein se baseou nele.

  10. Carlos tenho curiosidades muito grandes em relação a progressão no tempo.Queria saber se atualmente existe algum equipamento em testes que reproduz proxímo a velocidade da luz,já que vi algo parecido em documentarios exibido na tv, claro que é só hipotese. E como podemos utilizar naves no espaço se não é possivel ingnição por motor já que não funciona combustão por causa da gravidade, como essa nave funcionária para percorrer outras galáxias, teria que ser acionada por algum tipo de combustivel que não acabasse nunca, como fazer isso teoricamente?

    Desculpe minha ingnorância, mas isso realmente mexe com minha imaginação.

    Obrigado.

    1. No espaço, não se pode utilizar o mesmo tipo de motor que utilizamos na terra… por exemplo, de combustão… se quisermos andar a enormes velocidades.

      Terá que ser iões, ou aniquilamento de matéria e anti-matéria como em Star Trek, etc.

      Mas para andarmos próximos da velocidade da luz, terá que ser algo que neste momento nem conseguimos imaginar 😉

      abraços!

        • guilherme andre on 25/11/2013 at 05:11

        “Terá que ser iões, ou aniquilamento de matéria e anti-matéria como em Star Trek, etc.”

        tenho duvida quanto as curvas…afinal não poderia colocar um sistema de pás próximo ao jato senão a nave rotacionaria eternamente.como faz a curva no espaço?tenho essa duvida

  11. Quando estiver perto da Terra, basta viajar em velocidade negativa e voltaremos os 5 milhões de anos. Assim, enganaremos o tempo. Eu sou um gênio.

    1. Isso não é possível ! Não existe velocidade negativa. A velocidade é uma grandeza escalar, ou seja, é considerado o seu modulo. Ao contrario de um força (grandeza vetorial), que pode ser positiva (vamos denominar como compressão), e pode ser negativa (como a tração). A unica “velocidade negativa” seria uma possível aceleração negativa, ou seja, uma desaceleração, ao qual obviamente atuaria em uma velocidade já existente.

  12. Espetacular, e eu pensava que era impossível.

    1. Surpreendente!

  13. Espetacular, e eu pensava que era impossível.

  1. […] começa com a dilatação gravitacional do tempo, que faz com que o tempo passe mais devagar próximo de objetos massivos, como o planeta Terra. […]

  2. […] quase 300 mil quilómetros por segundo (cerca da velocidade da luz no vácuo). Claro que faltam as distorções fruto da Relatividade, mas isso já seria “pedir demais”… Mascare-se de fotão e faça esta […]

  3. […] Compreendemos que vivemos num poço gravitacional. A gravidade é uma distorção no tecido do espaço-tempo. E percebemos os fenómenos estranhos que acontecem quando sofremos os efeitos relativistas. […]

  4. […] Compreendemos que vivemos num poço gravitacional. A gravidade é uma distorção no tecido do espaço-tempo. E percebemos os fenómenos estranhos que acontecem quando sofremos os efeitos relativistas. […]

  5. […] a viagem superior à da luz: devido à Relatividade, as pessoas na Terra deveriam ter envelhecido mais que ela; no entanto, no filme passa-se o […]

  6. […] Lua e Proxima Centauri. Viajar de carro. Viajar para outras estrelas. Harold White. Porquê? Dilatação do Tempo. Nave […]

  7. […] (lembro que isto é relativo ao tempo de quem ficava parado na Terra. Quem viaja verá o seu tempo de viagem encurtar um pouco, dependendo da velocidade a que vá. Leiam este artigo) […]

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