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Abr 01

Mars 500

Mars 500

A 31 de Março de 2009 começou uma experiência de 105 dias para simular uma viagem a Marte.
Seis voluntários (2 europeus e 4 russos) vão estar 3 meses e meio fechados num espaço com cerca de 200 metros quadrados.
Os “astronautas” serão filmados constantemente de vários ângulos, tal e qual como se estivessem no programa Big Brother.
Cada um deles receberá cerca de 15 mil euros no final da experiência.

A 14 de Julho de 2009 terminou a missão simulada a Marte.
Após 105 dias, os 6 homens que estavam isolados numa instalação russa viram a luz do dia.
“Dentro das instalações, a tripulação foi obrigada a passar por vários cenários como se estivesse numa viagem até Marte. Todos os passos foram recriados: o lançamento, a viagem, descer e subir da superfície de Marte e finalmente voltar à Terra. Durante os 105 dias os tripulantes foram alvo de inúmeros testes médicos e psicológicos. Os tripulantes tiveram ainda que lidar com simulações de emergências e com um atraso de comunicações de 20 minutos.”

A próxima experiência, a ser feita no início de 2010, será de cerca de 520 dias, cerca de ano e meio – o tempo mínimo necessário para uma viagem de ida e volta a Marte.
A Agência Espacial Europeia está a pedir voluntários para essa missão simulada a Marte de 520 dias, quase 1 ano e meio.
Mars 500
Os candidatos têm que ser europeus, saudáveis, com uma idade entre os 20 e 50 anos, menos de 1,85m de altura, fluência em Inglês ou Russo, e experiência profissional em medicina, biologia, engenharia de sistemas e de computação, electrónica ou mecânica.
As candidaturas têm que ser realizadas até 5 de Novembro de 2009.
Leiam mais sobre isto, em português, aqui.
Leiam este PDF, com as regras.
Vejam o site de candidatura, e o formulário a preencher, aqui.

Este projecto, tal como o das “Biosferas”, pretende que os voluntários se encontrem totalmente isolados do resto do mundo, tendo que reciclar ar, criar a comida necessária numa missão do género, que realizem algumas actividades tal como os astronautas terão de realizar, e sobretudo que se dêem todos mais ou menos bem num ambiente bastante limitado e stressante.
O único contacto com o exterior é um contacto rádio que, tal como numa missão real, terá um atraso de alguns minutos para o centro de controlo em “Terra”.

Tendo em conta os resultados das anteriores “Biosferas”, e os resultados públicos de shows de televisão tipo “Big Brother”, um dos maiores problemas a resolver será mesmo o da saudável coabitação de humanos em condições bastante stressantes.

Acerca do autor(a)

Carlos Oliveira

Carlos F. Oliveira é astrónomo e educador científico.
Licenciatura em Gestão de Empresas.
Licenciatura em Astronomia, Ficção Científica e Comunicação Científica.
Doutoramento em Educação Científica com especialização em Astrobiologia, na Universidade do Texas.
Criou e leccionou durante vários anos um inovador curso de Astrobiologia na Universidade do Texas.
Foi Research Affiliate-Fellow em Astrobiology Education na Universidade do Texas em Austin, EUA.
Trabalhou no Maryland Science Center, EUA, e no Astronomy Outreach Project, UK, recebeu dois prémios da ESA, e realizou várias palestras e entrevistas nos media.

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