E ALF disse: “Faça-se Luz”

Publiquei no LabLit.
O artigo era para ter como título: E ALF disse: “Faça-se Luz”.
ALF foi uma série cómica do final da década de 80, que marcou muita gente, incluindo-me a mim.
Nela, um simpático e engraçado extraterrestre vive com a família Tanner, após ter espatifado a nave ET sobre a garagem da família (vejam aqui).
O nome ALF = Alien Life Form = Forma de Vida Extraterrestre.
O título seria um trocadilho às palavras de Deus na Bíblia.

Mas o título com que ficou foi: “On God and aliens – How the extraterrestrial question affects us all”.
O artigo é baseado na secção de história do curso que lecciono de astrobiologia, e na relação que existe entre astrobiologia e religião.
Entre outras características, um dos fracos argumentos utilizados pelos líderes religiosos era dizer o que Deus fez ou não fez para supostamente provar a existência ou inexistência de vida ET. Mas desde mais ou menos o ano 1400 que a Igreja Católica, através dos seus representantes, assumiu claramente que a existência de vida ET está de acordo com os ensinamentos religiosos.
Daí que foi com bastante surpresa que vi tanta gente na comunicação social dar relevância às palavras do Reverendo Funes em Maio de 2008, em que ele disse que a Igreja Católica aceita a existência de extraterrestres (Reverendo Funes que, diga-se de passagem, pelo pouco que falei com ele, me parece uma pessoa simpática e inteligente). A minha pergunta introspectiva foi pensar: porque será que os jornalistas não perguntam a alguém que perceba de história da astrobiologia?
Assim, decidi escrever um artigo profissional sobre o assunto.

Leiam o artigo, publicado no LabLit, clicando aqui.

1 comentário

1 ping

  1. […] (crenças). Da Terra a Marte. Do infinitamente grande ao infinitamente pequeno. AAS. IJA, 33 euros, Faça-se Luz, Sagan, Big Bang. Cambridge University Press. Estudo. Conferência. PAPS. Ficção Científica. […]

Responder a Carlos Oliveira Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.