Tardigrades

Tardígrados conseguem sobreviver em ambientes extremos.
Agora são também os primeiros animais a sobreviver uma exposição ao vácuo e à radiação espacial, sem qualquer protecção. Durante 10 dias não tiveram ar, água ou comida. No vácuo espacial não tiveram qualquer problema; quanto à radiação, muitos morreram, mas alguns (12%) sobreviveram. Cerca de 3000 criaturas quando chegaram à Terra começaram logo a reproduzir-se!
Pelas experiências feitas, parece que eles sofreram alguns danos ao nível do ADN aquando da exposição à radiação, mas conseguiram fazer reparações genéticas!

Isto sim é vida praticamente “extraterrestre” em relação à normalidade de vida que vemos nas ruas na Terra.
Aliás, as suas características são de “outro mundo” (estas características foram tiradas de um outro comentário):
– Resistem a temperaturas de -272°C até 150°C.
– Resistem durante 20 horas dentro de ar liquefeito, à temperatura de quase -200°C
– Podem resistir sem oxigénio, durante vários meses em água salgada, e alguns dias em água doce sem oxigénio.
– Podem sobreviver no vácuo espacial.
– Sobrevivem a pressões 6 vezes maior que a pressão oceânica de 10000 metros de profundidade, onde normalmente o ADN é destruído.
– Reparam o seu próprio ADN.
– Sobrevivem a raios ultravioletas.
– Sobrevivem a vários tóxicos e químicos.
– Sobrevivem aos cristais de gelo, esvaziando o corpo de líquidos, e produzindo o açúcar, Tréhalose.
tardigrades
O programa chama-se TARDIS.

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  1. https://www.publico.pt/ciencia/noticia/tardigrados-ou-ursinhosdeagua-sao-tao-incriveis-que-voltaram-a-vida-ao-fim-de-30-anos-congelados-1721111

    “Os tardígrados são tão incríveis que voltaram à vida ao fim de 30 anos congelados.

    São quase indestrutíveis, resistindo a condições extremas de frio, calor, radiação ou pressão. No seu rol de recordes, inclui-se agora o despertar de alguns ursinhos-de-água após um longo sono gelado e, por isso, os cientistas não resistiram a chamar-lhes Belas Adormecidas.

    (…) estes animais, congelados depois de terem sido recolhidos na Antárctida em 1983, foram descongelados e recuperaram completamente. É um recorde para estes animais já conhecidos pela sua grande resistência.

    “Ficámos surpreendidos. É espantoso que consigam sobreviver, recuperar e reproduzir-se depois de terem estado congelados tanto tempo”(…)

    Os tardígrados são pequenos invertebrados, geralmente com menos de um milímetro de comprimento, translúcidos, segmentados, com cabeça e quatro pares de patas com várias garras. É devido ao seu aspecto e por viveram na água e em ambientes húmidos, como o musgo, que também lhes chamam ursinhos-de-água.

    Alimentam-se de plantas, algas e bactérias e há algumas espécies carnívoras. Sugiram na Terra há mais de 600 milhões de anos e estão identificadas mais de mil espécies, existindo tardígrados em quase todos os ambientes terrestres e marinhos, desde áreas geladas, florestas tropicais, mares até ao topo das montanhas.

    Além disso, são conhecidos por resistirem a condições extremas — a temperaturas muito baixas (a 200 graus Celsius negativos) e muito altas (a 150 graus Celsius), ao vácuo, a pressões muito elevadas (1200 vezes a atmosfera terrestre), a doses letais para outros animais de radiação ultravioleta e raios gama. E até já foram ao espaço.

    Parecem quase indestrutíveis. A sua resistência deve-se à capacidade, em condições adversas, de entrarem num estado reversível de latência – chamado “criptobiose” –, em que perdem a água do corpo e o seu metabolismo praticamente pára. No entanto, sem entrarem em criptobiose o seu tempo de vida máximo é de 58 dias.

    Os tardígrados têm características tão distintas que dentro do reino animal têm o seu próprio filo (unidade taxonómica em que se subdividem os reinos) – o filo Tardigrada. (…)

    Um dia depois de os cientistas japoneses terem descongelado o ovo e os dois tardígrados – a que a equipa chamou Belas Adormecidas –, os animais começaram a mexer as patas traseiras e, nos dias seguintes, foram-se movendo mais e começaram a alimentar-se.

    Um deles, a Bela Adormecida 2, morreu ao fim de 20 dias, mas a Bela Adormecida 1 recuperou e começou a produzir ovos: pôs 19 ovos, 14 dos quais eclodiram e desenvolveram-se como adultos. Também o ovo, a Bela Adormecida 3, que estava congelado eclodiu e deu origem a um adulto, que por sua vez se reproduziu. (…)

    Embora o desenvolvimento dos animais ressuscitados fosse normal, foi mais lento do que o habitual nesta espécie. Os tardígrados demoraram algum tempo a recuperar e o tempo de eclosão do primeiro ovo foi maior do que costume. “O tempo longo de recuperação observado neste estudo é consistente com a reparação dos danos nas células e no ADN acumulados durante os 30 anos de criptobiose”, lê-se no artigo científico.
    (…)
    Se recuperar e reproduzir-se ao fim de 30 anos de congelamento é um recorde para os tardígrados, não é um recorde para os animais – há relatos de vermes nemátodos que superaram congelamentos mais longos, como por exemplo o Tylenchus polyhypnus, depois de quase 39 anos congelado. Nesta perspectiva, a história em que Han Solo é congelado num dos filmes da saga de A Guerra das Estrelas e descongelado no filme seguinte torna-se quase uma brincadeira de crianças.”

  2. Eu gostaria de saber como eles sobreviveriao num clima similar ao de marte já que parecem suportar uma grande diversidade de cenários

  3. – Podem resistir sem oxigénio, durante vários meses em água salgada, e alguns dias em água doce sem oxigénio.

    Curioso este parágrafo, será que conseguem fazer algum tipo de diálise ao sal?

    1. Não sei se poderá ter a ver com isto:
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Trealose

      abraços

  1. […] Space.com, artigo científico, AstroPT, AstroPT, […]

  2. […] APOD, AstroPT, AstroPT, NetNature, […]

  3. […] que exterminaram 96% de vida na Terra (incluindo as trilobites). Seguidamente, Tyson fala dos tardígrados que sobreviveram a essas extinções e ainda hoje continuam a […]

  4. […] constituídas por minúsculos átomos. Uma gota de orvalho contém exóticas formas de vida, como tardígrados. As células nas plantas usam a fotossíntese e a luz solar para converterem quimicamente dióxido […]

  5. […] que exterminaram 96% de vida na Terra (incluindo as trilobites). Seguidamente, Tyson fala dos tardígrados que sobreviveram a essas extinções e ainda hoje continuam a […]

  6. […] 27 – Vida Estranha: vida diferente. Plantas que andam. Peixe caminha. Medusa vive para sempre. Animal faz fotossíntese. Porco-do-Mar. Glowworms. Super-organismos. Tardigrades. […]

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