Nós contra Eles – a Diversidade Humana

Os últimos dias fizeram-me pensar em vários assuntos: na evolução, no Mourinho, no Jesus, na biodiversidade, na religião, no que é ser português, nas mentalidades, no Sagan, etc.
Daí que vou colocar aqui alguns desses meus pensamentos.

Há uns dias atrás comemorou-se o Dia Mundial da Biodiversidade. Leiam este post (com vídeo).
Fantástico! Digo eu…
Mas num dia em que se comemorou a diversidade da vida, deveria-se olhar também para uma parte minúscula dela, a que nós pertencemos mais especificamente, os Humanos.

A mentalidade humana faz-se de divisões. Há sempre diferenças entre nós e eles.
Existem diferenças objectivas entre os Humanos e outras espécies, até a nível visual. E como nós damos uma importância extrema ao sentido visual, então não só colocamos essa diferença entre os Humanos e os outros, mas colocamos diferenças entre Humanos. “Nós somos diferentes deles”, não só a nível visual, mas também cultural, de valores, etc.
E através da evolução, chamada cultural, passa-se a ter “vários tipos” de humanos.
E havendo essas divisões, depois passam a haver conflitos (porque uns se acham melhores que os outros).

Note-se que não estou a dizer que somos melhores que os animais, como alguns pensam (uma mentalidade que leva obviamente ao desrespeito pela natureza), mas somos diferentes.

Numa era globalizante, em que se deveria olhar para o planeta como um todo, os conflitos persistem, e as divisões mesquinhas mantém-se.
Numa era em que existem McDonald’s em qualquer parte do mundo, em que há espectadores em Portugal, nos EUA, na Venezuela, na China, no Brasil, na Austrália, todos à espera do final da fantástica série LOST, em que os filmes e valores americanos chegam a quase todos os pontos do planeta (ainda há muita gente no mundo que não sabe o que é uma TV) continua a imaginar-se razões para divisões, e continua-se a viver num mundo com desigualdades extremas.
Numa altura em que é possível estar em Portugal, e conversar-se em directo, com imagem, através da Internet com pessoas no Dubai, no Egipto, na Nicarágua, na China, ou no Zimbabué, ainda há grupos próximos fisicamente que andam em guerra porque um diz que quando morrer vai para um lugar em que lhe vão dar de sobremesa um gelado de chocolate, e outro diz que o gelado é de morango (assim, de repente, lembro-me de Israel e da Palestina, ou até do Cristianismo, do Islamismo, do Hinduísmo, etc).
São mentalidades pequenas, limitadas, fechadas, que não conseguem ver mais além. São mentalidades pseudo, que não querem saber da objectividade para nada. E as gerações a seguir persistem nessa mentalidade, porque não conhecem mais nada, só sabem odiar o outro porque o outro prefere um gelado de outro sabor.

Estas mentalidades bacocas, que levam ao conflito, não se vêem só em “diversos sabores de religiões institucionalizadas” (que excluem os outros, em vez de seguirem os seus próprios textos sagrados que são de inclusão), mas percebem-se também, por exemplo, no patriotismo bacoco, no capitalismo bacoco, na pseudociência, na pseudo-religião do Criacionismo, na política apalhaçada que só serve para “controlar as massas”, etc, etc, etc. São divisões fantasmas, que objectivamente não deveriam existir, mas que existem só para se ter controlo de parte da população, promovendo o ódio pela outra parte, ou que existem por motivos completamente irracionais, porque as pessoas não são inteligentes o suficiente para perceberem a estupidez das divisões que defendem.

Mas esta mentalidade pequenina não é algo que existe só em “grandes números”. Vê-se também nas pequenas coisas. Até no futebol!
E não vou falar nos energúmenos, de todos os clubes, que matam, atiram pedras, ou insultam, só porque os outros são de outro clube.
A sociologia e a psicologia tentam explicar a emoção e o comportamento de massas que se tem, por exemplo, no futebol, que são muitas das vezes comportamentos irracionais que nada têm a ver com a pessoa racional e individual. Mas o ódio pela outra parte levando a comportamentos extremos e violentos não deve ser desculpado pela “emoção” ou “amor” a determinada parte. Deve ser, obviamente, condenado por lei.
Aliás, para provar a imbecilidade de se pensar que para se ganhar tem que se “acabar” com os outros (tem que se acabar com essa diversidade), imaginemos que um dos lados acabava mesmo com o outro, o que acontecia depois? No futebol essa equipa jogava sozinha, e na vida seria um marasmo!
Uma coisa é a emoção, é a irracionalidade de uma escolha, outra é o ódio pela outra escolha.
Uma coisa é um comportamento irracional que não afecta fisicamente ninguém, outra é a violência física.

Dou o meu exemplo concreto: o meu clube é o Benfica. É uma escolha irracional, baseada simplesmente na emoção. Sempre que vou a Portugal tento ir ver o Benfica (se houver jogos na altura). Faço comentários irracionais (por exemplo, dizendo mal do árbitro, quando era claramente falta contra o Benfica). Mas em nenhum momento irei odiar alguém do FCP só por ser do FCP. Pelo contrário. Por ser da cidade do Porto, a minha família é portista, e a maior parte dos meus amigos é portista, incluindo o meu melhor amigo. Obviamente que discutimos bastante quando falamos de futebol, mas nunca pondo em causa a parte pessoal. Porque uma coisa é ser-se emotivo, outra é ser-se totalmente estúpido.

(imagem aqui)

Mas o futebol serve para mais análises sociológicas. O exemplo actual é do Mourinho.

(imagem aqui)
Mourinho não é Deus, não é o Papa, não está sempre certo. Mas também acho que ele nunca afirmou que estava sempre certo ou que era Deus!
Então porque raio é que alguns continuam a considerá-lo arrogante, entre outros adjectivos menos próprios? Só porque ele afirma o que está à frente de todos?
Ele é actualmente o melhor treinador do mundo, e sabe-o. Já o é há algum tempo. Leiam estes artigos: 1, 2, 3, 4.
E isto é uma análise objectiva, baseada nos seus conhecimentos, nos seus jogos mentais (que alguns não percebem e confundem com arrogância!), e sobretudo nos seus resultados!
Se ele é arrogante ou não nalgumas coisas, é-me indiferente. O que interessa é a análise objectiva aos seus feitos, a sua competência!
Alguém deita abaixo o Galileu, o Brahe, o Colombo, o Newton, entre muitos outros que idolatramos pela História, chamando-os de arrogantes? E no entanto, todos eles tinham várias características pessoais muito mais individualistas que o Mourinho. Mas não se deita abaixo um Galileu, um Newton, etc, porque os seus feitos (positivos) superam em muito tudo o resto.
Quando objectivamente se pode olhar para o fulcral, que são os feitos positivos, há pessoas invejosas que só sabem olhar para o acessório.
Além disso, fico sempre pasmado quando outros chamam, por exemplo, o Mourinho, de arrogante. Qualquer pessoa religiosa tem sempre a arrogância de dizer que sabe o que lhe vai acontecer após a morte, qualquer sacerdote tem a arrogância de dizer que tem uma “linha directa e especial” com um ser criador de todo o Universo, qualquer religião tem sempre a arrogância de dizer que o Deus deles é que é o certo… tudo isto sem haver qualquer ponta de prova ou evidência, só assumindo um cenário que geralmente depende do pequeníssimo sítio do planeta onde se nasce e cresce – seria diferente se nascessem noutro ponto da Terra. No entanto, o Mourinho é que é o arrogante por afirmar o que está à vista de todos, bastando para isso olhar para os seus feitos?
Nem toda a gente pode ser arrogante. Há muitos arrogantes que não têm qualquer razão para o serem! Mas o Mourinho teve o mérito de estar onde está! É mérito e não arrogância!

Será que este comportamento é de alguém que é arrogante?

O que me parece é que isto não passa de argumentos Ad Hominem (argumento contra a pessoa), que se utilizam quando não se consegue criticar a parte objectiva, quando não se conseguem criticar os argumentos em si.
Não sabem o que dizer, vai daí partem para as falácias, para os erros no raciocínio, para o lado dos pseudos, enfim, para a burrice.

Também não percebo assumir-se o sentido popular de negatividade a essa característica. Arrogância não é um pecado. E não o é, porque arrogância basicamente pode definir-se como tendo coragem e seguir as opiniões que se tem. Isto não é negativo. Podia-se dizer que é uma pessoa que não ouve os outros. Mas no caso do Mourinho, ele tem uma equipa a trabalhar para ele, e ele ouve-os (como eles próprios afirmam). Por outro lado, o Mourinho adapta-se, e adapta as suas estratégias dependendo das circunstâncias do momento – isso é a evolução! E o que leva ao sucesso! Mais, o Mourinho está em constante aprendizagem por isso é que se tem mantido no topo durante tantos anos, e em vários países. Logo, arrogante é o que ele não é!
Ele é objectivo! E em Portugal, não se está habituado a isso. Em Portugal nunca se pode dizer que se está bem, ou que se sabe disto ou daquilo, que se é logo apelidado de arrogante e ter a mania que sabe tudo. Mesmo que a própria pessoa diga que há coisas que não sabe e as aponte. A avaliação objectiva de si próprios (de dizer o que sabe e o que não sabe, sem medos) não existe em Portugal, e quando existe, é mal-vista pelos outros (por quem não sabe mais, por quem é fraco).
Em Portugal, privilegia-se andar com “choradinhos“. Anda-se sempre a chorar por tudo e por nada. Do género: “Sabes isto?” “Sei um bocadito”. “Estás bom?” “Mais ou menos. Hoje dói-me isto”. Quando alguém diz que até está óptimo e que sabe perfeitamente do que fala, é logo visto pelos invejosos como arrogante. O Mourinho faz o melhor com aquilo que tem, ou aquilo que pode ter. Fazer o melhor com o que tem é ser arrogante?
Também não anda com desculpas, como é costume em Portugal. “Foi sorte”. “Não tive tempo para isto”. “O cão comeu-me o trabalho”. Não, não há desculpas, nem sequer há a menção à sorte (a sorte é a desculpa dada por aqueles que não têm os mesmos resultados, pelos negativistas, pelos que não têm mérito). Ele apresenta resultados, e eles são objectivos.
Não é sorte. É mérito!
O Mourinho apresenta resultados, que são os melhores de toda a gente! Logo, ele é o melhor na profissão que escolheu!

O mérito é reconhecido em vários lados. Infelizmente, em Portugal, a mentalidade mesquinha, pequena, e invejosa de muitos, dá mais valor a outros atributos, como se a pessoa usa fato, se conhece a pessoa X, se usa “Dr.” atrás do 1º nome, se é incompetente, ou se não faz avaliações objectivas.
É uma mentalidade fruto de quem não sabe mais, de quem não tem sucesso, de quem pensa que só consegue ser ouvido pela negativa, deitando abaixo quem faz algo de positivo. É a mentalidade do Velho do Restelo levado ao exagero. O Velho do Restelo era cauteloso por motivos objectivos; estes são só “deita abaixo” devido à inveja que têm de quem tem sucesso no que se propõe fazer.

O problema dos invejosos é que o Mourinho é “especial”, e eles não o são.
E ponho “especial” entre aspas, porque na verdade toda a gente é especial, logo que vá em frente e tente ser o melhor que pode naquilo que escolhe.

É lamentável esta mentalidade de muitos portugueses. Que só pretendem deitar abaixo quem tem sucesso, porque eles não o têm. É a inveja a prevalecer.
É um sentimento contrário à Época dos Descobrimentos, e que tem colocado o país da forma como está, e que leva à depressão da sua população.
Depois ainda há quem se queixe por o país estar como está…
Se toda a gente fosse como o Mourinho, o país (e o mundo!) não estava como está… isso é certo!


(para mim, o único “erro” desta música, é ser no passado. Esta mentalidade portuguesa passada, deveria estar presente hoje, e também no futuro!)

Há muita gente que vê nestas minhas palavras um “deitar abaixo Portugal”.
Considero esse tipo de comentários como totalmente idiotas e bastante distantes da verdade.
Sendo Português, obviamente que falo é de Portugal. Nunca fui à Finlândia, daí que não tenho conhecimentos para dizer o que poderia mudar lá.
É óbvio que em Portugal existem inúmeras coisas positivas! As partes de amizade, e familiar, por exemplo, são muito melhores que a grande maioria dos países no mundo!
Mas se se quer melhorar algo, também se deve ter noção das partes negativas, no cancro que prevalece nalgumas mentalidades, e tentar-se combatê-lo para, como país, viver-se mais saudável!
É óbvio que quero o melhor para Portugal, independentemente do que seja. Se fôr unir-se à Espanha, que seja; se não fôr, que não seja. Se fôr mandar embora todos os políticos e economistas, que seja; se fôr ficar com alguns, que seja; se fôr ficar na mesma com todos, que seja. Para mim é indiferente. Logo que seja para melhorar Portugal, estou totalmente a favor.
O que não compreendo nas críticas às minhas palavras, é verem um “ataque a Portugal”. Fazem-me lembrar os idiotas da extrema direita nos EUA (muito piores que o Bush), que só por alguém dizer que o Bush errou nalguma coisa, então os críticos eram logo apelidados (e continuam a ser!) de anti-patriotas que querem afundar os EUA. É uma mentalidade fechada em si própria, fechada naquilo que conhece, que não quer pôr em causa o que sabe, que não tem inteligência para responder aos argumentos, que não quer alargar os horizontes, e daí que responde a críticas objectivas com insultos Ad Hominem.

Se calhar, como muita gente defende, o que se passa (quer nos EUA, quer em Portugal), é uma luta de mentalidades: uns querem mais conhecimento, querem melhorar, são mais liberais, são mais independentes, privilegiam a ciência, preferem as opções, gostam da objectividade (científica e não só), gostam de discussões, vêem o mundo como um todo, vêem as críticas como algo positivo que pode levar a uma melhoria, etc; enquanto outros preferem viver no seu canto, na sua casa (física ou não), que tudo continue na mesma, escolhem o fundamentalismo da sua opinião, não se abrem aos outros nem ao mundo, não querem discussões porque põem em causa a sua visão do mundo, são obcecados pela sua religião, não querem saber que há outro mundo e outras ideias lá fora, etc.
Se calhar, no Lost, uns são o Homem de Negro, enquanto outros são o Jacob (que chamava ao Homem de Negro de Maldade, só porque o Homem de Negro quer ver o mundo lá fora, quer se desenvolver, quer melhorar, quer mais conhecimento). Vejo o Homem de Negro como alguém que quer mais conhecimento, que não quer ficar preso a um lugar, que questiona o status quo, que tenta mudar as coisas – e a mudança é a única constante da vida e do Universo; enquanto vejo o Jacob como o seguidor das regras, do que lhe diziam para fazer, que não tem opinião própria (mindless).
Tal como na ilha do Lost, uns preferem escolher e fazer opções, e outros preferem seguir ideologias e pensar que já está tudo determinado.
Se calhar, uns querem comer a maçã do conhecimento (do Paraíso), e outros preferem viver na ignorância seguindo cegamente o que lhes é dito.
Na prática, uns gostam de melhorar continuamente, enquanto outros querem tudo na mesma porque para eles já tudo é perfeito.
Uns gostariam que Portugal melhorasse, e outros querem que Portugal fique na mesma e por isso todas as críticas são vistas de forma negativa.
Uns querem fazer alguma coisa pelo mundo, querem ser lembrados pelos seus feitos, e outros querem viver no medo de que algo pode correr mal e por isso é melhor fazer o mínimo possível, não mudar nada, passar pelo mundo como passa uma pedra.
Uns são positivos, outros são negativos.
Uns gostam de avançar, e outros gostam de se manter.
Uns dão valor à competência, enquanto outros dão mais valor à forma como a pessoa vai vestida, ou se tem “Dr.” atrás do nome.
Uns privilegiam o cérebro, o pensamento crítico, outros privilegiam o não pensar mas somente seguir o que já existe.
Uns têm a mentalidade aberta, enquanto os outros têm a mentalidade fechada, ainda simpatizando com o dever “patriótico” do “orgulhosamente sós”.
Uns preferem a objectividade da ciência, e outros preferem acreditar nas mentiras da pseudociência.
Uns preferem o desafio, outros preferem o conforto da comodidade.
Uns olham para o mérito, e outros olham para o acessório.
Uns celebram os feitos do Mourinho, enquanto outros ficam chateados por ele ter ganho.

Há quem vá achar nas minhas palavras que considero o Mourinho um herói. É mais um comentário idiota.
Não considero o Mourinho um herói. Heróis são estes (da CNN), e muitos outros pelo mundo fora.
O Mourinho é simplesmente um indivíduo competente, e com muito mérito no sucesso que está a ter. É o melhor na profissão dele. E deve ser reconhecido como tal!

Há quem vá achar que defendo o Mourinho por ele ser português.
Eu sou português, isso é um facto. Daí que para mim, enquanto português, é um orgulho o sucesso que ele está a ter. É para mim fantástico estar a ver a TV americana (o jogo, as entrevistas, as comemorações finais, deu aqui na TV em directo, em canal aberto), e ver o Mourinho a ser filmado a cada 5 minutos como sendo o vencedor. É para mim especial ver um português ser reconhecido pelo mundo fora como o melhor na sua profissão.
Mas o ser português é secundário. O principal é vê-lo reconhecido pelo mérito que tem. É ser reconhecido como sendo o melhor.
Ele não é o melhor por ser português, mas é o melhor pelos resultados que apresenta e pela competência que demonstra.

Será que sou patriota por dizer que o Mourinho é o melhor treinador do mundo e anti-patriota quando digo que o Messi é o melhor jogador do mundo?
Não, nem sou uma coisa nem outra. Aliás, mais do que paradoxal, seria um disparate chamar-me uma coisa e o seu oposto.
Pura e simplesmente tento analisar os feitos de forma que considero objectiva, independentemente da nacionalidade da pessoa.
Obviamente que me dá uma satisfação especial se o melhor é português, mas não é por isso que ele é o melhor.

O que me chateia mais é as pessoas concentrarem-se no acessório, na parte subjectiva.
Eu não acho que ele seja arrogante, mas sim bastante inteligente nos jogos mentais, e objectivo nas análises que faz.
Mas vamos supôr que ele era arrogante. O que interessava isso? Isso é totalmente acessório, que não belisca os feitos que tem com mérito conseguido.
Será que o facto de Galileu criar inimigos em todo o lado, e tentar fazer dinheiro até com o telescópio, faz com que não fosse um dos pais da ciência moderna, que actualmente nos permite conhecer o Universo, e nos dá tecnologias “do outro mundo”? Galileu foi um génio, independentemente do mau feitio, que era acessório.
Será que um dos maiores, senão “o” maior, génio da história da Humanidade (Newton) deixa de o ser por não se dar com ninguém? Os actuais invejosos do Mourinho, na altura diriam que o Newton era um arrogante e um presunçoso por ter que inventar um novo ramo da matemática, chamado de Cálculo, para chegar aos resultados a que chegou (Lei da Gravidade, que finalmente uniu a terra aos céus).

Pessoalmente, por vezes essa concentração no acessório faz-me sorrir. Como alguém que finalmente vê o outro chegar ao resultado certo.
É isso que espero com este e-mail. Fazer abrir as mentes a algumas pessoas. Tal como já tentei no passado, com estes posts (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7).
Um exemplo que me lembro assim de repente de quando sorri por ficar contente de ter aberto a mente a alguém que se concentrou no acessório, foi recentemente numa palestra que dei numa Universidade em Portugal.
No início as pessoas entraram, algumas até a medo (afinal, eu vinha dos EUA, como se isso fosse algum sinal especial), mas a ideia que eu tive é que os “principais” ficaram decepcionados de me ver. Afinal, eu vinha vestido com calças de ganga e uma t’shirt de astronomia.
No final, tive essa prova. Se bem me lembro, o reitor veio-me dizer que no início tinha pensado “quem é este vestido assim?”. Felizmente também disse que ficou impressionado com a minha palestra, que o conteúdo tinha sido excelente, e que a comunicação tinha sido óptima.
Ou seja, no início concentrou-se no acessório (que não digo que não seja importante, porque “os olhos também comem”), mas no final percebeu que o mais importante são os resultados – o mérito do conteúdo e da apresentação é o mais importante.

Mas esta é uma situação recorrente em Portugal.
Julga-se as pessoas “à vista”.
Se anda de fato, então as pessoas imaginam que é “doutor”, muito inteligente e muito competente; se anda de calções e t’shirt, deve ser um coitadinho.
Estou-me a lembrar de um amigo meu, português, com 3 empresas (acho que se pode dizer CEO delas, e por isso mais do que bem sucedido profissionalmente) que foi confundido por uma secretária, em Portugal, com um entregador de pizas só porque preferia vestir-se à vontade, mesmo na chegada a uma reunião de alguns milhões de euros…
Julga-se demasiado rapidamente, e depois dá nisso… a secretária, que demonstrou uma mentalidade limitada e que assumiu gostar de fazer juízos de valor apressados foi engrossar a lista de desempregados. Se tivesse uma mentalidade mais aberta, os resultados teriam sido outros.
Noutras culturas não se vê disto. Um dos melhores professores que tive (no Reino Unido), e por isso é bastante competente no que faz, e que até é “doutor” (tem dois doutoramentos diferentes), apresentou-se na 1ª aula de calções e t’shirt.
Andar de fato não faz as pessoas competentes, mas andar de t’shirt também não. Isso são coisas acessórias que nada dizem sobre a inteligência ou competência da pessoa. Mas esse é um dos defeitos da actual cultura portuguesa: dar mais valor ao acessório.

O que no caso da roupa, ou do “dr.” antes do nome, não faz grande sentido.
Afinal, no passado, os “srs.” de bem andavam todos vestidos de determinada forma, que agora nos dá vontade de rir. Da mesma forma que os fatos actuais, com as gravatas apertadas, será visto no futuro como uma vestimenta totalmente irracional.
E mesmo no presente, há culturas que vêem essa forma de vestir como os “maiores ladrões do mundo”. Assim como há mulheres que andam de burka, e como até alguns ocidentais já puderam comprovar, são mais sexy só nos olhos do que aquelas que andam diariamente de bikini (ou menos).
Ou seja, tudo é relativo. Concentrar-se no acessório para julgar alguém é de uma extrema idiotice.

Aliás a diversidade, seja biológica, seja entre humanos, é fantástica. Uns andam com turbante, outros de chapéu, outros sem nada na cabeça. Umas andam de burka e outras de bikini. Uns andam de fato e outros de calções.
Num mundo com 7 biliões de pessoas, existem 7 biliões de outros. E todos os outros são diferentes de mim.

As diferenças culturais são salutares. Devem ser apontadas e celebradas.
Muitas outras diferenças devem ser avaliadas objectivamente – sobretudo na ciência, sobre quem é especialista, etc.
Mas juízos de valor subjectivos são detestáveis. E assumirem-se esses juízos de valor, ainda pior.
E parece-me que em Portugal se julga bastante com base na subjectividade.

Há diferenças entre todas as culturas, entre várias maneiras de ser, etc.
Julgar com base no acessório é que é ridículo.
Há diferenças óbvias entre as pessoas. Eu, por exemplo, sou branco. O X é preto. O Y é de outra côr qualquer. Assim como eu sou português, e outro é espanhol, e outro americano. Isso são diferenças objectivas (cada vez menos devido à comunhão de raças e países). O que é ridículo é basearmo-nos nisso, no acessório, para fazer comentários como “Eu sou mais inteligente porque sou branco”, ou “Eu sou mais inteligente porque sou português”. Isso é uma perfeita parvoíce porque o facto de ser branco e português são acessórios que nada têm a ver com o facto de se ser inteligente ou não.
O mesmo no caso do Mourinho. Ele é o melhor pela competência e pelos resultados. Não é pelo facto de ser português. Nem sequer deixa de ser o melhor porque há quem o ache arrogante, como os invejosos querem fazer crer.

Mas no caso da roupa, ou da forma como a pessoa se apresenta, ainda há em Portugal (porventura também noutros países) um outro tipo de indivíduos: aqueles que são especialistas em tudo.
Na TV sobretudo vê-se comentadores que são seguidos por milhões, como se tivessem razão só por estarem na TV.
Sinceramente, é uma coisa que não percebo.
Eu adoro futebol e penso que percebo bastante. Mas é óbvio que para ir à TV comentar futebol deve-se chamar os verdadeiros especialistas: futebolistas ou treinadores de sucesso, que sabem daquilo que falam.
Para comentar política, na TV, deve estar não um “comentador de bancada”, mas sim um especialista em política.
Eu não sou especialista em agricultura, daí que não me vão ver a falar de agricultura aqui no blog, nem sequer na TV. Eu não sou especialista em telescópios, daí que não falo deles. Eu não sou jornalista, daí que não me vão ver aqui a dizer que o sou. Assim como não sou uma data de coisas, nem percebo de 99.99999% das coisas.
A ideia deste blog, desde o começo, foi ter especialistas nas mais variadas vertentes da astronomia. E penso que o conseguimos.
Mas o que vejo nas TVs portuguesas, é serem “endeusados” alguns comentadores só porque se apresentam como conhecedores/especialistas de todos os assuntos. E a audiência deixa-se levar, como se realmente eles fossem especialistas nos assuntos de que falam.
Isto para mim é mais um exemplo das pessoas concentrarem-se no acessório. Só porque o X fala bem, veste-se bem, e até sabe de agricultura, então de certeza que saberá do que se passa em Júpiter. É mentira! Perceber de agricultura, não leva a que perceba de Júpiter.
Da mesma forma, eu percebo de astrobiologia; a agricultura seria o acessório. Se eu falar de agricultura, não pensem que sou especialista nem sequer imaginem que sei do que falo! Mas se fôr para falar de astrobiologia, é claro que me devem consultar a mim.
Da mesma forma que se a luz fôr abaixo em minha casa, não vou falar com um biólogo! Vou sim falar com um electricista, que é o especialista no assunto em causa.
Mas em Portugal nem se reconhece o mérito dos especialistas (exemplo típico: o Mourinho não é reconhecido por alguns como sendo o melhor), e prefere-se endeusar como tendo razão aqueles que se acham especialistas em tudo e mais alguma coisa e daí que comentam na TV sobre tudo.
Esta característica de não se reconhecer os especialistas, preferindo seguir quem só imagina que sabe, faz parte do que é considerado iliteracia funcional – ou seja, no mundo de hoje, são ignorantes!

Há quem possa criticar o que eu digo aqui, como estando na mesma a promover divisões. Afinal, eu sou do SLB e não do FCP, por exemplo.
Mas, como eu disse atrás, isso são divisões irracionais. Não há uma razão objectiva para essas divisões.
E o facto é que essas divisões desaparecem quando deixa de se estar num ambiente fechado, com uma mentalidade fechada, e se vê essas divisões “de fora”. Se calhar dá lugar a outras divisões, mais abrangentes.
Por exemplo, na Final da Liga dos Campeões de 2004, quem ganhou foi o FCP de Mourinho (vejam os golos). Eu sou do Benfica. Se estivesse em Portugal, provavelmente a mentalidade seria diferente. Mas estava fora. Estava aqui no Texas num bar com mais alguns portugueses. Independentemente da côr clubistica de cada um dos portugueses, a divisão era clara: não era entre portugueses (mesmo uns sendo do SLB e outros do FCP), mas era entre portugueses (que todos apoiavam o FCP) e os franceses (que apoiavam o Mónaco, mesmo que entre os Franceses houvesse diferentes cores clubisticas também).
Ou seja, a lição que retiro daqui é que as divisões inferiores são sempre “fantasmas”, a partir do momento em que se está numa “divisão acima”. O conflito passa a ser nessa divisão e não nas inferiores – as divisões inferiores passam a não fazer sentido.
Por exemplo, se se tiver uma mentalidade planetária, então os patriotismos bacocos, as divisões entre países deixam de fazer sentido, as divisões entre culturas humanas desaparecem. Passa a fazer sentido, por exemplo, nós contra eles, os Terrestres (todos iguais) contra os Marcianos, por exemplo. É isso que se passa quase sempre nos filmes e séries de Ficção Científica – existe uma mentalidade planetária. Daí que adorava uma “investida” extraterrestre, porque seria nessa altura que perceberíamos que existe o nós (terrestres) e o eles (extraterrestres). Nesse momento, todas estas aparentes diferenças que existem entre os humanos e que actualmente levam a conflitos, deixariam de existir.
Se tivermos uma mentalidade de Sistema Planetário, então as eventuais diferenças entre terrestres e marcianos deixam de fazer sentido, e passa a haver conflito entre o nosso Sistema Solar, e o sistema de Sirius, por exemplo.
Se tivermos uma mentalidade galáctica, então as diferenças entre os diferentes seres na nossa galáxia deixam de fazer sentido, e passa a haver conflito entre a Via Láctea e Andrómeda, por exemplo.
O que me parece é que é sempre preciso sair do sítio, ver mais longe, ver as coisas de forma mais englobante, para se perceber o ridículo das divisões. Só estando mentalmente a ver “de fora”, a ver o todo, se consegue perceber a espantosa diversidade que existe lá dentro, e que essa diversidade deve ser celebrada, e não “massacrada” por um dos lados.
É preciso estar por fora (mesmo que seja mentalmente) a ver-se o todo: seja estar-se fora “mentalmente” de Portugal e perceber-se que se deve apoiar Portugal e não a côr clubistica no momento, ou estar-se mentalmente fora do planeta para se perceber que as divisões entre países ou religiões ou cores de pele ou culturais, são ridículas, porque todos somos UM, todos somos o mesmo.
Daí que coloquei no Census (recenseamento demográfico) que sou Humano, e não de uma raça em particular. E daí também pensar que é preciso estar por fora do Universo para eventualmente o compreendermos em toda a sua totalidade (será a essa mentalidade universal que alguns chamam de Deus? Apesar de o usarem erradamente para criar sub-divisões em pequeníssimas comunidades num pequeno ponto do espaço).

Será que é possível pensar de forma mais abrangente, e apagar as divisões?
É, se se pertencer ao 1º grupo das divisões que coloquei em cima (se a pessoa gostar de avançar, tiver uma mentalidade mais aberta, quiser melhorar, quiser ter mais conhecimento, quiser ver mais coisas, gostar de aprender coisas novas, ser positiva, dar valor ao mérito, etc).
E é preciso também ter oportunidade para isso. Por exemplo, vi este vídeo da Avril Lavigne no Facebook (com a música dos Guns N’ Roses), e estas crianças, e depois gerações de adultos, não verão mais nada que não seja a guerra, que não seja o ódio pelo outro lado. Infelizmente, a grande maioria delas não verá outro mundo, ficará sempre no mesmo sítio, e pensarão que só existe isso, esse mundo, essa forma de viver, essa forma de ver as coisas, esses ódios, essas divisões.

É difícil ensinar que há mais mundo, a quem não tem ferramentas para isso, porque nunca viu mais nada. É difícil explicar as diferenças a quem nunca viu o outro lado, a quem não consegue perceber que a outra forma de ver o mundo é perfeitamente válida.
Como se pode ensinar a alguém que existem outros países, se a pessoa nunca ouviu falar de mais nada e pensa que o mundo é a comunidade onde vive? O mesmo para as religiões, entre outras coisas.
Como se pode ensinar a alguém que existem outras formas de ser igualmente válidas, se a pessoa se fecha “no seu mundo” e não quer saber de alargar horizontes?
Se a pessoa tem a mentalidade limitada e não a quer/consegue abrir, então é impossível “forçá-la” a isso. Se se diz que há mais mundo para além do que a pessoa sabe, e se a pessoa se fecha e vê esse conhecimento de forma negativa, então é bastante difícil fazê-la avançar na mentalidade e no conhecimento.
Faz-me lembrar o quadrado da Planilândia: é óbvio que ele não consegue entender a 3ª dimensão espacial, porque nunca saiu do seu mundo. Não consegue entender nada para lá do seu mundo, do seu conhecimento. Nem ele, nem os outros. Incluindo daqueles que têm medo e inveja dele.

Para mim só há uma diferença clara entre as pessoas. Não é religiões, países, culturas, etc.
Nem sequer é entre quem é inteligente e quem não o é, porque inteligência é difícil de definir, e toda a gente tem o potencial para ser bastante inteligente. Aliás, será que a nossa espécie é, de todo, inteligente? Tendo em conta a inveja e mesquinhez de algumas pessoas (que não reconhecem o mérito de quem é melhor), as ideias e crenças pseudo de muita gente, a maior parte do mundo continuar a acreditar numa forma de “Pai Natal”, os comentários absurdos que continuamos a receber fruto do medo de 2012, etc, não me parece que sejamos assim muito inteligentes…
Até poderia ser entre quem objectivamente é especialista e quem não é; entre quem tem conhecimento nesse assunto específico e quem não tem.
Mas na verdade é mais abrangente do que isso.
A única divisão que vejo, é a que explanei em cima: entre quem quer evoluir, e quem quer ficar no mesmo sítio; entre quem quer ter mais conhecimento, e quem não quer saber mais; entre quem tem uma mentalidade aberta para novas coisas e novas maneiras de pensar, e quem tem uma mentalidade fechada/limitada; entre quem não tem medo de colocar em causa a sua forma de ver o mundo, e quem “desliga” a partir do momento em que há críticas ao seu mundo; entre quem dá valor ao mérito, e quem prefere dar valor ao acessório.
O Mourinho aprende, sempre quiz evoluir, e tem mérito no sucesso que está a ter. Daí que merece o nosso reconhecimento, em vez da inveja.

Pode haver quem diga que há pessoas que escolhem viver no seu mundo e nunca sair dele, e que eu não devia criticar por fazerem essas escolhas.
Eu não estou a criticar essas pessoas. Eu não critico quem sabe, compreende, vê, percebe, e admite que existem várias opções em pé de igualdade, e depois escolhe então uma dessas opções – que pode ser, por exemplo, voltar ao “seu mundo”. Isso acho muito bem. É uma pessoa com os horizontes alargados, que faz uma escolha racional, para si, de modo a ser mais feliz. Isso é o que eu defendo!
O que critico é haver quem não quer ver o resto, a pessoa querer se manter fechada no seu mundo, por ter medo de arriscar, por ter medo de perceber de vir a gostar do “mundo lá fora”, por não querer ter opções, por ser fundamentalista ao ponto de pensar que o seu mundo é o correcto, mesmo sem perceber o outro mundo. Isso é que leva a ódios infundados, a conflitos, à inveja, e à ignorância (sobre os outros, sobre outras maneiras válidas de ser, sobre o mundo, sobre o universo).

Não sou fundamentalista, daí que posso estar enganado nesta minha análise.
Mas há coisas que são certas e coisas que são erradas. A gravidade existe, a evolução está por demais evidenciada, e os traumas sobre 2012 não passam de uma fase (como tantas outras no passado) baseados em medos infundados. Isto é mais do que certo. Assim como muitas ideias pseudo (incluindo a astrologia) já foram mais do que testadas e provadas como erradas.
Ou seja, apesar de tudo isto não passar da minha opinião, o certo é que penso que estou certo. Uma estratégia está voltada para o sucesso; enquanto a outra forma de pensar é própria de quem é ignorante, sem sucesso, e quer ficar sempre na mesma.

Nunca vou compreender quem quer ficar sempre na mesma, quem não quer sair do sítio fisicamente ou mentalmente. A mudança é a única constante na vida e no universo, logo quem não se quer adaptar a coisas novas, em termos de evolução é uma estratégia vocacionada para o insucesso/fracasso. Não é, decididamente, a minha maneira de ser.

A minha mentalidade está, espero eu, muito mais voltada para uma mentalidade planetária, que privilegie o mérito, a mudança, a aprendizagem de coisas novas.
Daí que acabo este enorme texto com as palavras, legendadas em português, de Carl Sagan, alguém que teve sucesso, competência, e mérito no seu trabalho, sendo considerado o melhor na profissão dele. Além disso, esta é uma mensagem fabulosa, que já colocamos neste post, e que celebra precisamente o tipo de mentalidade planetária, de celebração das diferenças, de celebração da biodiversidade:

16 comentários

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  1. youtube.comyoutube.com…

    um vídeo giro:
    http://www.youtube.com/watch?v=a15KgyXBX24
    http://www.youtube.com/watch?v=8APbPfy3atg

  2. Li um artigo no último número da Super Interessante intitulado “ataque dos medíocres” que explica muita coisa nesta linha…

  3. Mourinho:
    “Não sou eu o provocador. O mundo é que é hipócrita.”
    http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1477172
    😛

  4. cmjornal.xl.pt…

    Um artigo interessante:
    http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=D7B917C2-9114-40BC-B70D-2A25AB334C1A&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021

    Prefere dizer a verdade, do que andar com falsas modéstias… e muito bem!

  5. “We are like butterflies who flutter for a day and think it’s forever” < -- excelente quote do Sagan 😉 http://en.wikiquote.org/wiki/Carl_Sagan

    Concordo inteiramente com a opinião sobre a série Cosmos.
    Toda a série Cosmos do Sagan, encontra-se aqui (e na FNAC a “preço da chuva”):
    http://www.astropt.org/2008/10/29/cosmos-de-carl-sagan/
    Toda a gente pode vê-la
    🙂

    O filme do Al Gore, penso que põe demasiado ênfase nos humanos, quando há imensas variáveis, algumas desconhecidas. E põe demasiado ênfase num curto espaço de tempo. E, lá está, tanto os humanos como o nosso tempo, não são nada no Tempo da Terra.
    Além de que tem alguns erros aqui e ali.
    http://www.astropt.org/2007/10/11/filme-de-al-gore-com-9-erros/
    Sendo que o pior de todos, na minha opinião, é o gráfico das temperaturas com dióxido de carbono.

    Concordo inteiramente quanto à maior parte das pessoas não se encontrar expostos a estímulos que realmente estimulem o desenvolvimento, mas pelo contrário, provocam a estagnação.

    Totalmente de acordo que a diversidade é positiva.

    Jared Diamond é da opinião que essa “ordem” nas sociedades, levou ao “declínio” digamos que “moral” da sociedade
    😉

  6. A hierarquia proporciona ordem.
    Uma nação nunca prosperaria sem uma ordem hierárquica a mantê-la.
    Essa hierarquia obtém-se da diversidade.
    A própria cadeia alimentar é uma cadeia hierárquica.

    Agora, o problema é que as desigualdades são demasiadamente evidentes. Sempre houve e sempre haverão, mas deveríamos minimizá-las, sem destruir a cadeia hierárquica que mantém a ordem.

    O desenvolvimento/evolução (do cérebro/ser humano) obtém-se através da continua exposição a estímulos, no entanto continuamos expostos a estímulos que não proporcionam desenvolvimento, que aumentam a desigualdade dentro dessa cadeia hierárquica.

    Sou apologista de que cada ser humano deveria assistir, nem que fosse uma vez na vida, a apenas dois documentários (Carl Sagan’s Cosmos e An Inconvenient Truth), mas com uma mentalidade aberta, aberta à mudança, à valorização do que somos, porque afinal o que somos nós? O que é a vida?

    Apenas um ponto azul que brilha por um mero instante num vasto e caótico oceano cósmico….

    “We are butterflies who live for a day and thing it’s forever!” Carl Sagan

    • Agostinho Magalhães on 02/10/2010 at 18:19
    • Responder

    Fico sem palavras, Carlos!
    Obrigado

  7. Leiam também este post:
    http://www.astropt.org/2010/09/15/mentes-crentes/

  8. Exacto. Foi aí mesmo k vi 🙂

  9. Pedro,

    Ia-te perguntar como sabes disso 😛

    Mas reparei que no Facebook ele mandou uma mensagem a falar num dos vídeos daqui 🙂

  10. Bem, até o director do Expresso (Henrique Monteiro) o leu. Parabéns 🙂

  11. Fantasticoooooooooo 🙂
    Mto bom mesmo!!!! 😉
    Estas sub-aproveitado,qd te descobrirem vais ser uma STAR, a BIGGGGGG STAR ;)!!!!!
    Parabens,assim é q se fala !!!!! 😉
    Bjinho 🙂

  12. Sim, tens razão. Escrevi demais.

    E sim, tens razão, deveria ter-me controlado mais na linguagem. Mas não é por mal 🙂
    Nota que faço sempre críticas aos argumentos, antes de usar esses termos, só porque acho óbvias estas conclusões.

    Mas olha que tu adicionaste ainda mais um… a “mentalidade tacanha” 🙂 ehehehehe

    • José Gonçalves on 26/05/2010 at 13:10
    • Responder

    O artigo do Mourinho / Portugal / Mentalidades está bom, deixo aqui umas observações (minha opinião apenas – via telex);

    – o artigo está muito bom, o que está a ser habitual em ti, o que é óptimo.
    As críticas e as ideias …subscrevo-as na globalidade!

    – Começaste bem, passaste de assunto em assunto, mas a dada altura começas a repetir-te (parece que tiveste uma diarreira cerebral!!!!!)
    os exemplo são bons, mas repetes-te muito. Uma só vez é suficiente, o exemplo é tão perceptível que não é necessário repetir: o futebol, o Bush, o Lost, a gravata (que tens contra a gravata?!?!), o fato, o Dr/Eng, …ufa…. … basta uma vez e um ou dois!

    – Eu não acho que criticas negativamente o país. Para quem diz isso, responde-lhe que as observações que levam à melhoria de cada um e da sociedade devem ser encaradas como coisas boas e não más – isso é típico da mentalidade tacanha e fechada de muitos tugas – se calhar são esses que te criticam!

    – tenta controlar o calão e os nomes feios. Eles são “burros” e “estúpidos” (já chega!!!! ihih) mas depois ainda levam com o “idiotice”, “ignorante”, !!!! 🙂 coitados!!!!

    – Tenta condensar mais, isto é net, não é um livro de crónicas. E como dizes, continua a ser um artigo de opinião …por muito interessante que seja, não há pachorra para ler tanto texto na net!! 60% do texto bastava…tem que bastar.. controla-te!!!

    Ainda não escreveste um livro, pois não?! Está na altura de pensares nisso.

    Ainda queria escrever mais, mas isto ficava muito longo e tenho que trabalhar, o mérito não surge por escrever comentários em blogs!!!!!

    MAS PARABÉNS, É ISSO MESMO.

  13. Grande comentário:) Que venha o ataque dos marcianos para que todos percebam do que falas;)
    Beijinho e Parabéns!

  1. […] – Mentalidades: Diversidade Humana. Reflexões. Sábios. Oportunidades. Arriscar. Ganhar. Comprimido Vermelho. Americana. Humildade […]

  2. […] mesmo poderíamos perceber na fantástica série Lost. Para mim, tal como disse aqui, Jacob sempre foi o seguidor de regras, do que lhe diziam para fazer, que não tem opinião […]

  3. […] outras fontes de saber humano, o certo é que não devemos ser hipócritas, e devemos reconhecer e dar o mérito a quem o tem – e quem tem o mérito é a ciência, que ao longo de toda a história da humanidade, nos fez […]

  4. […] sobre arriscar e criar as oportunidades. E até já liguei isto ao futebol, quando escrevi sobre o Mourinho. Agora volto ao mesmo […]

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