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Jul 09

Depois da Vida

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Soube de um programa pseudo, e bastante aparvalhado existente na TVI.
O programa chama-se “Depois da Vida”, em que a medium britânica Anne Germain transmite aos convidados, supostas mensagens de mortos que eles conheciam.

Podem ler uma excelente crítica a este programa, em português, aqui.
Podem ver este vídeo de como os truques são feitos:

Sobre esta e outras palhaçadas, podem também ler, em português, aqui.

O que esta Anne Germain faz, não é mais do que o famoso John Edward faz.
Já escrevi sobre ele, devido ao brilhante episódio de South Park, neste post. Recomendo uma nova leitura desse genial episódio.

A conclusão é óbvia: é preciso ser muito ignorante para acreditar nestas vigarices à luz do conhecimento.

Outra conclusão que me parece óbvia: a TVI deveria ter vergonha de enganar desta forma a sua audiência.

Por último, um apelo: se querem ser tão burros ao ponto de acreditar nestas mentiras, então é fácil, paguem-me que eu ponho-vos a falar com todos os mortos que quiserem, incluindo com cães e gatos que tenham sido vossos animais de estimação e que entretanto tenham morrido. Vai dar para vocês chorarem, pensarem que só eu sei alguns segredos entre vocês, etc. E pelo mesmo preço, até vos ponho a falar com esses animais, mesmo que eles estejam vivos! E pelo mesmo preço, até vos explico o truque, e vos mostro como estão a ser idiotas por me pagarem por essas trafulhices! Não há como enganar! É 3 em 1! É uma pechincha!
Não estou a brincar! Eu consigo fazer o mesmo que esta inglesa, não preciso de tradutor, e ainda vos explico o truque!!!

Enfim…

Acerca do autor(a)

Carlos Oliveira

Carlos F. Oliveira é astrónomo e educador científico.
Licenciatura em Gestão de Empresas.
Licenciatura em Astronomia, Ficção Científica e Comunicação Científica.
Doutoramento em Educação Científica com especialização em Astrobiologia, na Universidade do Texas.
Criou e leccionou durante vários anos um inovador curso de Astrobiologia na Universidade do Texas.
É actualmente Research Affiliate-Fellow em Astrobiology Education na Universidade do Texas em Austin, EUA.
Trabalhou no Maryland Science Center, EUA, e no Astronomy Outreach Project, UK, recebeu dois prémios da ESA, e realizou várias palestras e entrevistas nos media.

45 comentários

7 pings

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  1. Jaculina

    Não é vigarice.
    A senhora já conseguiu falar com o cavalo do Napoleão e com o papagaio do Long John Silver.
    Alguns dos falecidos que foram ao programa até me disseram que gostariam de voltar. Ao programa, não a este mundo…

    1. Ana GP

      LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL :D

      Jaculina, clap clap :D:D:D

  2. Carlos Oliveira

    LOLLLLLLL Jaculina :)

  3. Carlos Oliveira

    Já agora, cá ficam alguns comentários meus no Facebook, que podem ser vantajosos ler:
    ———————-

    É certo que as pessoas que acreditam nisto, e até choram no programa é devido à carga emotiva e aos afectos que têm pelas pessoas falecidas.
    Como eu disse, o episódio de South Park é brilhante a retratar tudo isso.

    Mas é uma questão de literacia. Que passa por uma questão de inteligência, de não terem espírito crítico.
    Os meus alunos, ao fim de 1 mês, deixam de cair nestas patranhas, porque será?

    Também é uma questão de inteligência, quando explicas directamente quais são os truques… as pessoas estão a ver o truque… vêem que é truque… e no entanto, continuam a pensar que se fala mesmo com mortos. Sim, isso é falta de inteligência. É querer continuar a continuar a acreditar no Pai Natal, mesmo sabendo que ele não existe.

    Qualquer mágico te pode explicar essas situações, que estão bem retratadas no episódio de South Park.

    Também já me faleceram pessoas queridas, por isso esse argumento dos afectos, não pega.
    Prefiro a verdade à mentira.

    http://www.astropt.org/2008/07/27/o-maior-parvalhao-no-universo/
    “You find comfort in the thought that your loved ones are floating around trying to talk to you, but think about it: Is that really what you want? To just be floating around after you die, having to talk to this asshole? We need to recognize this stuff for what it is: magic tricks. Because whatever’s really going on in life and in death is much more amazing than this douche.”
    Subscrevo completamente esta frase!

    ———————————————–

    Concordamos que os seres humanos são feitos de emoções (não são Vulcans). Até concordamos que isso é algo positivo (não sermos Vulcans). Concordo que eu possa ser visto como “frio” para quem acredita nestas coisas, e concordo que assumam que estou a chamar nomes a essas pessoas.

    As pessoas são burras, no sentido de não terem sentido crítico.
    Como eu sou, por exemplo, quando eu vejo o Benfica! E percebo que tou a ser burro, mas não me importo. A emoção fala mais alto. Mas reconheço isso.

    Ou seja, é certo que as as emoções, por vezes, conseguem “toldar” o bom senso.

    Mas para mim, as coisas são bastante simples: uma coisa é verdade, e outra é mentira. Não há razão para acreditar na mentira, quando a verdade sobre o Universo e a vida é muito mais fantástica que qualquer mentira inventada por um mentiroso que só quer fazer dinheiro.

    Também todos sabemos quais as consequências das emoções, sobretudo mindless emotions (emoções sem razão).
    Poderia dar inúmeros exemplos pela história, com milhentos mortos.

    Ou até períodos da história em que essas crenças sem espírito crítico reinaram.
    Uma delas é chamada de DARK Ages… Idade das Trevas… por alguma razão é.

    Era uma altura em que as pessoas acreditavam nas maiores das burrices. E não queriam saber da busca da verdade.
    Para mim, acreditar nestas tretas, é o mesmo que acreditar no Criacionismo (e mudarem os livros de ciência devido a isso!), ou acreditarem nos “remédios cura tudo” (em vez de irem ao médico por exemplo).
    Se calhar estou mais sensível a estas tretas, porque lidamos muitíssimo com o Criacionismo por aqui.
    Ou se calhar porque acho uma infantilidade (o mesmo que acreditar no Pai Natal), e porque acho uma hipocrisia (quando estão doentes, vão a médicos, usam carros e telemoveis diariamente, mas depois acreditam em palhaçadas da pseudociência que já existe há milhares de anos sempre com os mesmos truques e sempre sem nada positivo).

    Também todos sabemos os números da literacia científica. Mas depois acham estes programas de “entertenimento”. E depois culpam as escolas. A TV chega a praticamente toda a gente, e educa toda a gente. Com estes programas, educa de modo a se voltar às Dark Ages.
    Mas depois admiram-se da literacia cientifica andar pelas ruas da amargura…

    Ou seja, para mim, as pessoas na “audiencia” serem “burras” (acreditarem sem espirito crítico) é mau, mas MUITO PIOR é quem divulga estas coisas. Esses sim estão a promover uma cultura de burrice. Podiam usar o meio (TV) para educar as pessoas, mas não – usam para o contrário.
    (e nota que estamos a falar deste caso específico)

    É claro que os ratings e e dinheiro fala mais alto…

    Mas o problema não é só a TV, obviamente.

    E claro que isto me afecta pessoalmente. Talvez daí a minha “emoção”.
    Eu dou aulas e tento educar as pessoas a terem maior espírito crítico. Chego por semestre a algumas centenas de alunos.
    Ela promove mentiras e é “glorificada” pela TV para deseducar milhões de espectadores.
    Assim anda o mundo…

    Por fim, deixo mais estas quotes desse episódio:
    http://www.astropt.org/2008/07/27/o-maior-parvalhao-no-universo/
    John Edward: Look, what I do doesn’t hurt anybody. I give people closure and help them cope with life.
    Stan: No, you give them false hope and a belief in something that isn’t real.
    —————————————-
    John Edward: Everything I tell people is positive and gives them hope! How does that make me a douche?!
    Stan: Because the big questions in life are tough: Why are we here? Where are we from? Where are we going? But if people believe in asshole douchey liars like you, we’re never gonna find the real answer to those questions. You aren’t just lying, you’re slowing down the progress of all mankind, you douche!
    ——————-

    Para mim, este tipo de programas promove mindless people que acreditam em tudo e mais alguma coisa. Ou seja, a divulgação destas mentiras, atrasa o progresso da Humanidade (tal como aconteceu na Dark Ages, em que eram este tipo de programas que se via “na rua” – não existia TV).

    —————————————————————————-

    É certo que somos todos ignorantes fora da nossa área, e que acreditamos no que nos dizem, sem sequer pensar.
    Eu sou ignorante numa infinidade de assuntos, sobretudo artísticos, mas até científicos. E aceito o que me vão dizendo.
    Mas até dentro da nossa própria área somos ignorantes sem espírito crítico. Seguimos os chamados paradigmas, que muitas vezes são simples crenças (porque não os conseguimos comprovar)…

    Mas uma coisa é seguir algo para os quais existem evidências e provas, mesmo que não as conheçamos… e outra é acreditar em algo que se sabe (está provado) que é mentira.

    —————————————————————————

    Entre ver na TV um programa tipo Rua Sésamo adaptado para adultos (ou seja, que as pessoas gostassem e fosse educativo), OU um programa que te mente e BRINCA com as tuas emoções mais queridas, o que as pessoas preferem?

    Esta é, para mim, a pergunta-base que se deve colocar a toda a comunicação social. Literacia ou brincar com emoções?

    É certo que as pessoas saem mais felizes destes programas, porque sentem-se aliviados por os “entes queridos estarem bem”.
    Mas, para mim, é o mesmo que a aspirina, e muitos outros exemplos.
    É um efeito “científico” chamado de placebo.
    Ou seja, as pessoas acreditam e realmente ficam melhores, sem haver uma real causa-efeito.
    Já foram feitas inúmeras experiências que o comprovam.
    Incluindo sobre as rezas (as pessoas que rezam ficavam melhores mais depressa).
    É tudo baseada numa crença, mesmo crenças em mentiras (mas que acreditam ser verdade), como no caso da mulher que fala com os mortos.
    É tudo psicológico.
    Pessoalmente, sou a favor de usar o efeito placebo.
    Mas não sou a favor de mentiras.

    Eu prefiro usar o chamado pensamento positivo. Para mim, optimismo (e não a mentira) é o melhor remédio :)

    Mas sabes quem ficou mais feliz?
    A Anne Germain, com o cachet que ganha, a divulgar mentiras.

    ————————————————————-

    Sobre as pessoas não quererem ver programas científicos, e por isso a TV perderia audiência e dinheiro:

    Então é melhor a TV divulgar mentiras? Isso é que é o certo?
    Disfarçando isso de entertenimento, e tornando as pessoas mais estúpidas (mas felizes, devido ao efeito placebo).

    Eu já falei na Rua Sésamo, porque é cultural e muita gente (miúdos) viam e adoravam.
    O mesmo resultado com as séries Era uma vez a Vida e Era uma vez o Espaço. Educativas, e com bastante audiência.
    Basta adaptar a idades mais avançadas, com conteúdos mais avançados.

    Cosmos, de Carl Sagan, diz-te alguma coisa? :)
    Também toda a gente dizia que ia ser um desastre, que ninguém ia ver… e foi o que foi. Temos a série toda, aqui:
    http://www.astropt.org/2008/10/29/cosmos-de-carl-sagan/

    Ou seja, acho essa uma falácia, de modo a não se tentar mudar algo. Dá-se “pão” e diz-se que a pessoa gosta de pão, e por isso vai-se continuar a dar pão, sem perceber que se calhar a pessoa também gostava de bolo ;)

    Se a cultura não fôr mostrada de forma chata, as pessoas também vêem.
    E se os programas científicos não assumirem que tenho 5 anos… como o programa da SIC há uns anos atrás.

    Outro exemplo: o programa da RTP de há uns anos, Gregos e Troianos, foi uma porcaria em termos de literacia, mas era visto por muita gente. Porquê? Porque havia emoção, discussão, e intervenção do público.
    E o programa era uma porcaria em termos de literacia porquê? Eu posso dar pelo menos 5 exemplos que ainda me lembra, mas vou-me ficar pelo gajo que partiu um bloco de gelo com uma cabeçada e isso “provou” que ele tinha poderes psíquicos…

    Sabes o que gera intervenção do público, provoca discussão, e leva a imensa emoção (sobretudo dos que trabalham nessas áreas)?
    A ciência. :-)

    Eu acho é que “quem manda” (neste caso na TV) não tem ideia do que é a natureza da ciência, e pensa que ela é chata, feita em laboratório, e por gajos ke adormecem as pessoas.
    (também existem na ciência, claro… mas a natureza da ciência não é assim)

    A população em geral não é mais do que uma amostra maior do que a população universitária non-science majors, com que fazemos estudos.
    E essa população adora ETs (sobretudo sermos invadidos, como nos filmes, o que dá para explicar astrobiologia), adora discutir Deus (e assim passarmos soluções do Paradoxo de Fermi), morrerem todos porque o asteróide Apophis está a vir na nossa direcção (e assim explicar o que é asteróides e formas de os detectar), e morrerem todos já em 2012 devido à Profecia Maia.
    Ou seja, em alguns segundos, pensei logo em 4 temas que as pessoas vêem e querem saber mais. E de forma não chata, dá para explicar vários conceitos científicos, a natureza da ciência, e o espírito crítico.

  4. Sónia

    Lamentavelmente, nenhuma das partes, os crentes e os cépticos, vão conseguir comprovar nada. É a palavra de uns contra outros, como tem sido sempre desde há séculos.
    O que não acho bem, é a designação de “aparvalhado” e de “palhaçadas”, neste tópico. Quando queremos escrever sobre algum assunto e fazê-lo de forma credível, temos de o fazer de forma imparcial. Podemos dar sempre a nossa opinião, sem julgar por isso ou emitir juízos de valor. Para mim acreditar ou não advém mais de um processo reflectivo e de bom senso, somos livre de acreditar, ou não que a Srª recebe mensagens espirituais, da mesma forma que somos livres de acreditar que de facto o homem nunca pisou a lua, e que fazer um contacto directo da lua para a terra no preciso momento em que a pisavam foi de facto uma sorte.

    Só acreditamos naquilo que para nós faz sentido, no que temos interesse.
    Contudo não nos podemos fundamentar nas nossas crenças e desvalorizar as crenças dos outros utilizando a forma mais errada de a fazer, criticar sem argumentos!

  5. Carlos Oliveira

    britannica.comrandi.orgrandi.orgrandi.orgbritannica.comrandi.orgrandi.org…

    Bem, sobre a Lua, temos vários posts aqui com várias provas de que fomos à Lua.
    Se lesse mais os nossos posts, em vez de comentar rapidamente, perceberia isso.
    Logo, sim, quem não acredita que o Homem foi à Lua, é parvo!
    E, já agora, não deve usar micro-ondas em casa (é um dos benefícios de termos ido à lua).

    Quanto à espírita, há IMENSAS experiências já feitas nesse sentido.
    O resultado foi só um: é tudo MENTIRA.
    Já ouviu falar de James Randi, por exemplo?
    Logo, sim, quem acredita em MENTIRAS COMPROVADAS é de facto, parvo.

    Mais, falar nos cépticos como se fossem “uns quaisquer” é de uma hipocrisia extrema.
    Hipocrisia porquê?
    Porque esse cépticos são pessoas racionais, com espírito crítico, e uma lógica de bom senso. Normalmente esses “cépticos” são cientistas.
    Daí que pôr no mesmo patamar, dar a mesma importância a cientistas (que lhe dão TUDO o que tem – desde saber que vive num planeta, até ter computadores e carros, passando por medicina e cirurgias, e acabando a escrever na internet) com pseudos que pela história sempre venderam “mesinhas cura-tudo para enganar tolos”, é hipocrisia.

    Deve-se ser imparcial e não fazer juízos de valor??? LOLLLL
    2 + 2 = 4
    Vai uma mulher inglesa para a TV dizer que 2 + 2 = 7
    Eu digo que isso é uma MENTIRA, que é fazer os outros de parvos, e que as pessoas são burras por acreditarem nela (bastaria perderem 2 segundos no Google para perceberem que o que ela diz é mentira).
    E isso é ser parcial e fazer juízos de valor?
    Não!
    Essa é a realidade! 2 + 2 = 4. Mesmo que haja pessoas que preferem a crença que o resultado é 7. Elas estão a ser enganadas, porque a mulher anda a fazer delas parvas, e são burras de não pesquisarem mais sobre isso, para perceberem qual é o resultado certo.

    Novamente… James Randi, sabe quem é? Sabe qual é o prémio que ele dá?

    Claro que as pessoas são livres de acreditarem no que quiserem.
    Mas umas crenças são mais parvas que outras, já que têm uma enormidade de provas contra. É o caso de quem acredita que a Terra é plana: são parvos, porque há imensas provas do contrário! É o caso de quem acredita que a Terra tem 6000 anos: são parvos, porque há imensas provas do contrário! É o caso de quem acredita que se fala com os mortos: são parvos, porque há imensas provas do contrário!
    (parvos = falta de espírito crítico, falta de inteligência para pesquisar, falta de racionalidade, falta de bom senso)
    (parvos = quem utiliza e quem acredita em truques da Idade das Trevas, pensando que é algo “novo”, deste modo fazendo a humanidade retroceder intelectualmente)

    Quer sites?
    Não tem 1 segundo para perder no Google? Ou é medo de pesquisar?

    http://www.britannica.com/EBchecked/topic/560501/spiritualism/274868/History
    Enciclopédia Britânica:
    “Those who placed their hopes in physical phenomena, however, were destined for disappointment. One by one, the mediums were discovered to be engaged in fraud, sometimes employing the techniques of stage magicians in their attempts to convince people of their clairvoyant powers. Professional magicians such as Harry Houdini joined efforts to expose the fraudulent practices of mediums, and in the 20th century the magicians Milbourne Christopher and James Randi became known as much for their efforts to debunk fake mediumship as for their stage work.”

    Já agora, os mágicos são os melhores como pessoas cépticas, porque já conhecem os truques todos. Eu tive professores que são mágicos, por isso sabem perfeitamente como se fazem estas coisas!

    Mais um segundo para ir ao site do Randi (pode ler em baixo vários artigos):
    http://www.randi.org/site/index.php/component/content/article/37-static/257-sylvia-browne-info.html
    http://www.randi.org/site/index.php/1m-challenge.html

    http://www.randi.org/site/index.php/component/content/article/37-static/254-jref-challenge-faq.html
    “(5) What harm does it do to simply let people believe in silly things? Why do you take away their pleasant delusions?
    The potential harm is very real, and dangerous. Belief in such obvious flummeries as astrology or fortune-telling can appear — quite incorrectly — to give confirmatory results, and that can lead to the victim pursuing more dangerous, expensive, and often health-related scams. Blind belief can be comforting, but it can easily cripple reason and productivity, and stop intellectual progress. We at JREF never try to impose our beliefs or philosophies on others; we only try to inform them, and suggest that there are alternate choices to be made. Examples of personal tragedies resulting from an uncritical embrace of supernatural claims, are plentiful.”

    http://bigthink.com/ideas/20393
    Ou mais páginas no site dele.

    Mais um segundo:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Hot_reading
    http://en.wikipedia.org/wiki/Cold_reading
    http://skepticblog.org/2010/06/12/the-genuine-and-legitmate-psychic-medium-list/

    Já imaginou se eu perdesse 1 minuto que fosse, a pesquisar?

    E se perdesse mais 5 minutos e entrasse na biblioteca online e pesquisasse as centenas de experiências que se fizeram sobre estes pseudo? E em que todas tiveram um resultado: são todos uns vigaristas.
    Se perdesse esses 5 minutos, já não pensaria que não se consegue comprovar nada…

    Dizer que é a “palavra de uns contra outros” é uma MENTIRA.
    Porque na realidade é a palavra de uns, contra todas as experiências feitas.

    É como eu ir para a TV dizer que não existem computadores nem internet, mas que me ligo online por via telepática! E digo isso à frente de um computador!
    Não é a minha palavra contra quem diz que os computadores existem. É simplesmente eu tentar fazer outros de parvo, para fazer $$$ à custa deles.
    É o que esta mulher faz, e que a TV promove.

    Como eu expliquei no post, eu desde os 18 anos que faço o que esta “espírita” faz. São os mesmos truques usados em astrologias, leituras de mãos, búzios, e afins. Não falta literatura sobre isso.
    Por isso, se quiser consulta, pode me contactar.
    Eu levo-lhe o mesmo preço que ela leva à TVI. E explico-lhe que não tenho “dom” nenhum. Ou seja, não lhe minto nem a faço passar por parva.

    Para o caso de não ter lido, eu torno a escrever as palavras do South Park que descrevem na mouche o que se passa:
    http://www.astropt.org/2008/07/27/o-maior-parvalhao-no-universo/

    “You find comfort in the thought that your loved ones are floating around trying to talk to you, but think about it: Is that really what you want? To just be floating around after you die, having to talk to this asshole? We need to recognize this stuff for what it is: magic tricks. Because whatever’s really going on in life and in death is much more amazing than this douche.”

    John Edward: Look, what I do doesn’t hurt anybody. I give people closure and help them cope with life.
    Stan: No, you give them false hope and a belief in something that isn’t real.

    John Edward: Everything I tell people is positive and gives them hope! How does that make me a douche?!
    Stan: Because the big questions in life are tough: Why are we here? Where are we from? Where are we going? But if people believe in asshole douchey liars like you, we’re never gonna find the real answer to those questions. You aren’t just lying, you’re slowing down the progress of all mankind, you douche!

  6. Carlos Oliveira

    Já agora, maravilhem-se com esta imagem, e com o comentário lá sobre o que a ciência nos dá.
    Nunca nenhum pseudo conseguiu proezas destas:
    http://www.astropt.org/2010/07/10/mais-imagens-de-21-lutecia/

    Quem as consegue é a ciência. A mesma que vos dá os telemóveis e os computadores, e a mesma utilizada pelos médicos quando as pessoas estão doentes.
    Para o comum dos mortais, que não percebe como as coisas funcionam nem têm os conhecimentos médicos, parece “magia”, parece “do outro modo”, mas na realidade é somente a ciência em todo o seu esplendor.

    Isso sim deveria ser exaltado na TV!

    (a TV que é dada pela ciência e que facilmente se pode COMPROVAR que existe. Não é preciso dizer que se comunica com unicórnios invisíveis voadores, para provar a existência de TVs)
    (curiosamente, a TV que é dada pela ciência, e o seu funcionamento é explicado pelos cientistas… mas essa tecnologia dada pela ciência é utilizada de forma hipócrita pela pseudociência nestes programas)

  7. Conceição Monteiro

    Nunca tinha visto o programa (vi-o agora, para poder comentar, este artigo), nunca tive dúvidas que era vigarice. No entanto, cheguei a ver a promoção do programa, lembro-me que a suposta médium, a falar sobre os Portugueses desaparecidos no Brasil, diz qualquer coisa como:”Ele quis dizer adeus, mas nunca teve oportunidade”. Como? Será que as pessoas são assim tão ingénuas que não são capazes de perceber que isso é senso comum. Qualquer um de nós que já perdeu familiares e sobretudo, se foi de uma forma tão abrupta como neste caso, aquilo que mais gostaria, era de pelo menos ter podido despedir-se.
    Mas aquilo que mais impressão me causou foi ver Francisco Moita Flores extremamente emocionado, chegando mesmo a chorar. Curiosamente, foi isso mesmo, que fez com que eu não visse o programa. É que uma coisa é vermos pessoas que são claramente desprovidas de inteligência e de espírito crítico a ser enroladas. Outra é vermos alguém que admiramos a ser usado e enganado. Respeito demasiado esse senhor para ser capaz de o ver a fazer figuras tão tristes.
    As pessoas esquecem-se que comunicação não é apenas o que se diz, é também como se diz. Comunicação, além da expressão verbal, é também expressão corporal, é tom de voz, é pausas, é ruídos. Segundo um estudo americano 55% da mensagem é transmitida pela linguagem corporal. A voz é responsável por 38% e as palavras por apenas 7%. Esta “médium” parece-me ser excelente a ler nas “entrelinhas”, só isso. São as pessoas, que inconscientemente lhe dão as respostas.
    Não percebo porque é que quando queremos escrever sobre algum tema temos de o fazer de forma imparcial… Quem disse? Eu acho que devemos escrever, sobre a verdade. E a verdade não tem partes, é só uma. A ciência é a verdade, é comprovada. O misticismo é a escuridão, é a idade média, é ignorância, é crendice é superstição.
    Mas eu não nasci a acreditar na ciência, pelo contrário fizeram-me acreditar que se me portasse bem quando morresse ia para o céu. Ensinaram-me a pedir, todos os dias, protecção a um anjo. Com poucos, muito poucos anos de vida levaram-me à bruxa, parece que a determinada altura comecei a chorar muito. Diagnóstico: O “Lanhoso” andava pegado comigo (seja lá o que isso quer dizer). Felizmente, as mesmas pessoas que me levaram à bruxa, tiveram a inteligência de também me levarem ao médico. Diagnóstico: os dentes estavam a furar, por isso nada mais natural que chorar com as dores. Mas a minha primeira ida à bruxa não foi assim tão simples, teve alguns episódios absolutamente hilariantes. :-D. Enfim, ainda é um tema que cá em casa provoca gargalhada.
    Entretanto cresci, adquiri conhecimentos e percebi que coisas que anteriormente me pareciam mágicas e até sobrenaturais, tinham explicações bastante lógicas e razoáveis e nada dúbias.
    O que não significa que não leia livros sobre a vida depois da morte, ou sobre astrologia. Mas é precisamente o ter conhecimento dos dois lados que me faz acreditar na ciência e não no oculto.
    Concordo, que isto é uma questão de iliteracia, mas é também o querer acreditar. Acreditando diminui um bocadinho a dor da perda, faz ter menos medo da morte e sobretudo desresponsabiliza-nos, passamos a ter uma desculpa para os nossos fracassos, passamos a ter uma desculpa para não fazermos mais. É as trevas.
    A ciência por seu lado, faz-nos ter noção do que somos capazes, faz-nos perceber que só se vive uma vez e só temos uma oportunidade para ser felizes, faz-nos ir à luta, independentemente do que os outros possam pensar.
    Por isso, acho que o que esta “medium” faz, é brincar com o sentimentos das pessoas, é aproveitar-se das suas fragilidades, é amedrontá-las para a vida e isso deveria ser considerado crime público.

  8. Bruno

    Boa noite.

    Sou um estudante de astronomia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e assisti há uns tempos a uma palestra sua no CAUP sobre astrobiologia. Nesse altura tomei conhecimento do blog onde é um dos principais colaboradores. O meu comentário não se cinge apenas a este poste mas sim a todos aqueles em que, por falta de tempo ou de vontade, as pessoas não se dignam a perder uns minutos no google antes de digitar uma qualquer barbaridade. Parece-me que a maior parte não tem a mínima noção que não esta a falar com um amador. Tenho a dizer que apesar da óbvia irreflexão dos comentários parecem-me sempre bem-vindos pois a contra-argumentação, é sempre muito inspiradora. Sendo assim, todas estas trabalhosas respostas não são em vão, pois se não iluminarem as mentes de uns ao menos dão mais brilho à mente de outros.

  9. Carlos Oliveira

    CM: adorei o episódio da bruxa/dentes, da linguagem não-verbal, da escuridão/trevas, e obviamente de ser a ciência que nos faz ir à luta, que nos faz querer saber a verdade, em vez de sucumbir ao medo. Também gostei de ler a parte sobre crescer. Pois, uns crescem (no sentido de buscam a verdade), e outros ficam para sempre crianças (assustadiças, com medo do bicho-papão no armário, pensam que as coisas funcionam por “magia”, e continuam a acreditar no Pai Natal mesmo quando os pais lhes mostram 30 vezes que são eles que põem as prendas lá… ou seja, têm medo de crescer, têm medo de ter a responsabilidade de pensar por elas próprias, têm medo de sair de casa e finalmente perceber que o mundo lá fora é muito mais maravilhoso do que o mundo bastante simples de medos e magias em que elas sempre acreditaram).

    Bruno: se me disseres onde estavas sentado, até sou capaz de me lembrar de ti.
    Acho sinceramente que acertaste na mouche.

    Como até deves ter percebido nesse curso rápido, houve várias ocasiões que eu vos deixei discutir à-vontade. O interesse ali não era impôr a minha visão, mas sim discutir os assuntos, que muitos deles ainda não têm respostas certas.
    Deixei-vos discutir porque o nível de discussão entre vocês, mesmo por vezes com opiniões diferentes, era de alguém que sabia o que dizia… ou sabia como dizer.
    Aqui, muitas vezes, como dizes, não se tem isso. São comentários completamente destrambalhados que em 1 segundo consigo facilmente destruir. Não há uma preocupação com a robustez e racionalidade dos comentários, de modo a elevar a fasquia da inteligência.
    Não há uma preocupação em comentar de forma inteligente. Não quer dizer que seja de forma conhecedora dos assuntos, porque as pessoas não têm que conhecer todos os assuntos, mas deviam no mínimo fazer comentários de forma inteligente.

    Exemplo: um post a dizer que passam aviões pelo ar.
    E os comentários são do género: “Não existem aviões”, “Ninguém consegue pôr coisas a voar”, “O meu psíquico disse que essas coisas são pilotadas por elefantes”, “O astrólogo Zé Manel disse que isso era impossível. É a vossa opinião contra a dele”….
    Quando seria mais fácil e muito mais inteligente perguntar: “Como voam os aviões? Como conseguem se suportar no ar?” etc…

    Aliás, os comentários que coloquei aqui do facebook foi precisamente duma discussão que tive lá, em que a outra pessoa tinha uma opinião contrária à minha, mas isso era indiferente, porque o que interessou é que me fez pensar nas coisas de forma inteligente, em que contrapôs com argumentos válidos e inteligentes. E daí que me disse que deveria colocar a discussão aqui. Foi uma discussão inteligente, independentemente de acreditar ou não naquilo que eu digo.

    Como eu digo no curso por aqui várias várias: “É-me indiferente a tua opinião. Tu vais ser avaliado pelo tipo de argumentos que dás”.
    No caso especifico da astrobiologia, já dei 100% a quem me disse que havia 0% de chances de existirem ETs, e dei 100% a quem me disse que havia 100% de existirem ETs. Não é o número ou a opinião que me interessa, mas sim o nível dos comentários/argumentos utilizados.

    Eu sou violento nos comentários por várias vezes. Mas é devido a essa frustração de estar a olhar para um comentário totalmente aparvalhado. É tipo: “Que hei-de fazer a isto? Isto não é um comentário racional nem inteligente”.

    E os comentários muitas vezes vêm das pessoas acharem que a ciência está a dar as respostas definitivas, acharem que os cientistas são arrogantes e egocêntricos. Mas é precisamente ao contrário.
    Exemplo: aparece uma luz no céu.
    A ciência diz: “O que será? Vamos testar as hipóteses, vamos estudar o fenómeno, e chegar à conclusão mais provável”.
    Quem tem a resposta religiosa, obcecada, e com a resposta definitiva é quem olha para uma luz e imagina logo ETs numa nave. É uma falta de imaginação. E é bastante arrogância pensar que sabe logo qual é a resposta, porque só consegue ver uma possibilidade. É uma limitação dessa obsessão. Ou seja, esses pseudos são arrogantes por pensarem que têm logo uma resposta (por só verem uma solução), mas também são egocêntricos não só de pensarem que têm as respostas todas mesmo sem estudarem o fenómeno, mas neste caso até por pensarem que são o centro do Universo, ou neste caso o centro de visitas do Universo.

    Neste caso específico da espírita, a ciência faz testes. A ciência não diz que ela está a mentir. Simplesmente faz testes para ver. Se os testes dizem que ela está a mentir (e dizem!), então é arrogância dizer que ela está a mentir? Não!
    É sim arrogância pensar que se é tão especial para se ter “dons”, é sim de um egocentrismo extremo pensar-se que se é especial porque se é das poucas pessoas que consegue ter esse dom, além de ser uma arrogância das pessoas que acreditam nela (porque acreditam que têm a resposta, sem testarem as alternativas), e é também um egocentrismo dessas pessoas pensarem que são tão famosas que os mortos não fazem mais nada na morte senão tentarem falar com eles (é como eu ir a um bar, e ficar a pensar que toda a gente do bar quer falar comigo, e até imaginar que estão a falar comigo, ou então só porque o bêbado do lado me diz que elas estão mesmo a falar comigo, então eu ficar com a certeza que elas estão a falar comigo < --- obviamente que ou sou doente ou maluco ou parvo... ou tudo junto!... muito provavelmente é um distúrbio mental e emocional... e se é um distúrbio, então é uma doença ter-se essas crenças infundadas, e deve-se ser tratado).

    Note-se que se eu disser que ouço na minha cabeça um dos elefantes da Dinastia de Ming a falar comigo... internam-me num hospital psiquiátrico... e com razão.
    Se eu disser que a Cleópatra me dá constantes ordens mentais... internam-me num hospital psiquiátrico... e com razão.
    Se eu disser que sou especial, que sou Napoleão... internam-me num hospital psiquiátrico... e com razão.
    Se eu disser que o gato da vizinha fala comigo por telepatia (e passar o tempo a ouvi-lo falar comigo)... internam-me num hospital psiquiátrico... e com razão.
    MAS se eu disser que Jesus fala comigo... então compram os meus livros e até pagam pelos meus cursos (e note-se que o atributo/qualidade é o mesmo, só mudei o nome à pessoa que me fala).
    E se eu disser que os mortos falam comigo… então pagam-me para lhes dar consultas, e até me dão um programa de televisão (e note-se que o atributo/qualidade é o mesmo, só mudei o nome à pessoa que me fala).
    Assim anda a nossa sociedade… iliterada, pouco crítica, pouco inteligente, e a tender para a idiotice.

    E podia continuar nesta minha senda de exemplos… tenho a certeza que conseguem pensar em mais algumas dezenas deles…

    Ou seja, popularmente pensa-se na ciência como arrogante e egocêntrica, quando na prática a pseudo-ciência é que o é.
    No entanto, quem tem provas para apresentar? Quem sabe que o mundo é redondo, que existem protões, dá aviões, carros, telemóveis, internet, etc? A Ciência.
    Logo, a ciência, por tudo o que dá ao mundo, teria todas as razões para ser arrogante. No entanto, continua no seu método, a testar diversas alternativas, para chegar à mais viável, sem assumir arrogantemente uma delas sem fazer experiências.

    A pseudo-ciência, que nunca mudou desde há milhares de anos, e nunca fez nada positivo pela humanidade (muito pelo contrário) é que continua na arrogância de assumir que tem as respostas todas e no egocentrismo de imaginar que tem as “pessoas especiais”.
    (tivemos um período no século XX, em que um conjunto de pessoas ao assumir-se como “especiais” levou a milhões de mortos; e já nem vou falar nas Cruzadas ou outras guerras religiosas, em que se mata porque se assume que “nós é que somos especiais”)

    Bem, este comentário já está enorme… por isso vou parar por aqui, só acrescentando que vou abrir uma escola de línguas.
    É que pelos vistos quando se morre, automaticamente aprende-se a falar inglês e outras línguas estrangeiras, para se poder falar com os “mediums” estrangeiros.
    “Quer aprender a falar outras línguas? Nós sabemos um método infalível! É conhecimento de morrer e ficar a saber mais!” < — este devia ser o spot publicitário do programa.

    enfim… :P

  10. Carlos Oliveira

    Já agora, vi estas frases num fórum com comentários, que me pareceram excelentes:

    “acho que os espiritos são o auge da sobranceria humana…
    Mesmo quando morremos não morremos, somos recompensados… somos mesmo bons.”

    <— realmente, é o cúmulo do egocentrismo, e do tal geocentrismo psicológico que me farto de criticar aqui no blog.

    "Acho que as pessoas deviam-se preocupar mais em dizer aos seus entes queridos o que sentem por eles enquanto estão vivos do que andarem a remoer-se mais tarde por coisas que ficaram por ser ditas."

    <— exacto!

  11. Pedro Seixas

    Pois eu era capaz de apostar que a própria produção do programa faz nos bastidores um inquérito prévio aos convidados obtendo assim informações sobre os entes queridos que depois passa à Anne Germain…

  12. Carlos Oliveira

    É o que fazem à audiência no programa do John Edward.

  13. Carlos Oliveira

    Olá Pedro novamente :)

    Lembrei-me de outra coisa: é que a audiência do John Edward é de desconhecidos. Ou seja, a produção coloca “escutas humanas” na audiência para saber alguns detalhes.

    Aqui neste programa isso nem é preciso.
    Pelo que percebo, os convidados são mais ou menos conhecidos, daí que qualquer pessoa pode ir ao Google e retirar informações deles, e assim depois parecer que sabe muito da história de vida (e de morte) deles.

  14. Samy

    Bom dia ao blog,
    parabéns pelo mesmo sou visitante assiduo.

    Li todos os comentários e vi os videos do sr John Edward e gostava de colocar algumas questões aos participantes.
    Este John Edward demonstra a técnica do programa “Depois da Vida” num programa semelhante através do poder da sugestão e cold reading, ele refere igualmente que não tem poderes psíquicos, mas gostava de ouvir a vossa opinião sobre as suas capacidade hipnóticas utlizadas nos seus outros programas walking dead, etc. acreditam que alguém consegue controlar o interveniente com palmadas na testa ou estalar de dedos fazendo o mesmo pensar que é um pássaro ou um outro animal qualquer ou mesmo que está a ser atacado por zombies…

    não será igualmente tudo combinado como no formato de cold reading?

    Sendo combinado, faltaria lhe começar os seus programas de hipnotismo dizendo o mesmo que diz no programa de cold reading – “ eu não sei hipnotizar ninguém pois não existe tal coisa e combino tudo com o sr. apanhado na marosca para ele ladrar ou fazer outra coisa qualquer” assim avisa logo o telespectador do que se vai passar.

    Como ele apresenta-se detentor de tais “capacidades” ficamos com a sensação que ele consegue realmente com um estalar de dedos hipnotizar qualquer pessoa…hmmm…fico á espera da vossa opinião.

    a segunda questão refere-se ao sr James Randi, eu li o conceito das regras do seu concurso e fiquei com a ideia que este sr pretende um ratio de por exemplo em 100 perguntas o concorrente teria de responder certo a pelo menos 90.

    se em 100 avistamentos de ovnis 99 forem ilusões de óptica, balões etc. e UM for provado presença alien não bastará esse UM?

    se em 100 crop circles 99 forem feitos pelo homem mas Um for provado que foi intervenção alien não bastará esse UM?

    Penso então que em 100 perguntas não seria necessário acertar 90….eu acho que ninguém dá nada a ninguém e não me parece que esse sr tenha intenções verdadeiras em libertar o seu milhão…:) talvez goste de mediatismo.

    Ultima questão, como já li aqui, ninguém aceita a possibilidade de alguém neste plano físico consiga contactar alguém “morto”, mas alguém aceita a possibilidade da continuação da nossa projecção consciente numa outra frequência?
    Como analogia, o universo ser um grande rádio e nós enquanto seres vivos neste planeta estarmos sintonizados numa frequência vibracional 92.4 e quando partimos (morremos) passamos para outra frequência mais elevada por exemplo 104.3) as duas frequências existem em simultâneo mas só podemos experienciar uma de cada vez. Exactamente como no nosso rádio do carro, queremos ouvir as noticias na TSF mas não podemos ao mesmo tempo ouvir musica na Comercial.:)
    Ou então sermos uma garrafa de vidro contendo vapor de água bastante concentrado no seu pequeno espaço e quando a garrafa se parte (morremos) o vapor de água liberta-se, continuando a existir de uma forma menos concentrada mas com o mesmo numero de moléculas, propriedades etc..

  15. Carlos Oliveira

    randi.orgskepdic.com…

    Olá,

    Quanto ao hipnotismo, não sei.

    Não sei o que é “alguém morto”. Se tem “massa” é fácil de detectar. Se tem uma “frequência vibracional”, então também é fácil de detectar. Deu o caso do rádio. Excelente. Mas eu nunca apanhei ninguém morto a falar na rádio.

    O vapor de água liberta-se e vai para todo o lado. No limite, as moléculas de H, por exemplo, podem até ir “passear” até Júpiter. Mas já não é “vapor de água”.
    Ou seja, o que está a dizer, é realmente o que acontece. A pessoa morre, e é “libertada” nos seus constituintes básicos, que irão fazer parte de plantas, animais, terra, atmosfera, etc, no futuro. O UM faz parte do todo.
    Só não é mais a pessoa. Já não existe essa “consciência individual”.
    Aliás, segundo a Lynn Margulis, essa consciência individual nunca existiu, mesmo em vida. Simplesmente trabalhamos para bactérias.

    Quanto ao prémio do James Randi, só tem que conseguir prever muito melhor que a simples pessoa normal na rua.
    Eu fiz testes em que conseguia prever o futuro com uma probabilidade de 30%. As pessoas normais conseguem à volta de 15%. Os astrólogos, em testes feitos, conseguem prever em 10%. Ou seja, os testes feitos a astrólogos provam que conseguem acertar menos que as pessoas normais.
    Se eu fosse fazer um teste a astrólogos que dizem que conseguem ver o futuro, então obviamente têm que ter uma probabilidade superior à minha (eu não consigo prever o futuro), e SE dizem que conseguem ver o futuro, então a probabilidade tem que estar próxima de 100%, obviamente.
    Da mesma forma que se eu digo que consigo ver o meu sofá, então em 100% das vezes vou dizer a forma e a côr do sofá.
    Se eu comprar um carro, espero que ele tenha feito testes aos travões, e que em 100% das vezes (ou próximo disso), tenha travado. Senão, algo estará mal.
    Se eu vou para ligar a TV, então espero que em 100% das vezes em que clico no botão, ela ligue, senão algo está a trabalhar mal.
    Se eu espero essas percentagens no dia-a-dia, em algo que é científico, porque iria esperar menos para os pseudo-cientistas?
    Se eles querem ser levados a sério, têm que trabalhar tão bem, do que pelo menos a minha torradeira.

    Mas note-se que no teste do Randi, eles são incapazes de passar sequer o 1º teste. Ou seja, provar UMA vez que o conseguem fazer. Nem sequer o teste preliminar, para poder concorrer realmente ao prémio.
    http://www.randi.org/site/index.php/1m-challenge.html
    http://en.wikipedia.org/wiki/James_Randi_Educational_Foundation#The_One_Million_Dollar_Paranormal_Challenge

    Há muitos mais prémios do género, e em todos eles os pseudos falham.
    Ou os pseudos são todos ricos, ou são todos fraudes.
    http://en.wikipedia.org/wiki/James_Randi_Educational_Foundation#Similar_offers
    http://www.skepdic.com/randi.html

  16. Carlos Oliveira

    Há outro aspecto que considero interessante aqui.
    É que em Portugal e no Brasil, por exemplo, uma grande maioria das pessoas considera-se crente em Deus, sendo Cristã.
    Ora, ser Cristão e acreditar nestas coisas, é paradoxal.

    Como exemplo: Deus diz no Antigo Testamento, em Deuterónimo 18:10-14, que quem acredita em mágicos, bruxos, adivinhadores, e quem consulta os mortos, irá para o inferno, porque isso são tudo abominações não permitidas por Deus.

    Por isso, das três uma:
    – OU as pessoas não querem saber da Bíblia para nada, e não crêem em Deus.
    – OU as pessoas são hipócritas, e vão todas para o inferno, porque acreditam nestas mentiras de “falar com os mortos”.
    – OU então acreditam na Bíblia, e na palavra de Deus, e deviam fazer de tudo para acabar com estas abominações na TV.

  17. Artur Mendes

    Depois de ter escrito um texto enorme a falar sobre o assunto, o código de segurança expirou e acabei por perder o meu texto. Não tendo tempo para voltar a escrever 1 hora de texto outra vez, vou resumir tudo em poucas palavras.

    Existem falsos mediums.
    Existem verdadeiros.
    Os verdadeiros não se iriam vender. (materialismo não combina muito com espiritualidade)
    Os falsos vendem-se a todo o custo.
    James Randi entre outros provam alguns factos , não provam a não existência de uma coisa.

    A prova da espiritualidade está alcançável a todos os que procurarem realmente por ela. Não em fontes exteriores , mas dentro de nós próprios. (digo isto de uma forma totalmente anti-religiosa)

    @Samy bastante interessante a forma como vês o universo, é exactamente igual à minha forma de ver, experimentei uma viagem astral que me levou a uma etapa onde se está perante uma estática parecida a de um rádio , na qual o objectivo é nos sintonizar-mos na frequência correcta de saída. Futuramente poderei contar melhor a experiência se estiveres interessado.

    Para concluir,

    Para uns certas coisas não existem e são ilusões. E toda a justificação está visível facilmente.
    Para outros a verdade custou tempo e tempo de pesquisa / dedicação , uma vida de trabalho, mas apercebem-se que afinal a verdade estava mesmo ao nosso lado.

  18. Artur Mendes

    @Sónia: errado, os cépticos não vão conseguir comprovar nada para ninguém, pois nem para eles conseguem comprovar, os crentes podem viver de algumas ilusões baseadas em realidade e ilusão.

    A única pessoa para quem se consegue comprovar alguma coisa somos nós mesmos. Passando por experiências que uma mente de um céptico não consegue interpretar e vivendo experiências únicas na vida.

    Se pedires a um céptico para te explicar uma projecção astral ele diz-te que tudo não passou de um sonho / ilusão , porque ele jamais se conseguirá concentrar para realizar uma.
    Para quem a faz, conscientemente e consegue tirar provas disso, a coisa muda de figura.

    E funciona assim tanto para este assunto como outro qualquer.

    Um céptico terá sempre uma explicação.
    Um crente terá sempre uma ilusão.

  19. Carlos Oliveira

    Artur Mendes,

    Como já tenho dito em vários comentários: se usam o Mozilla, basta clicar para trás que o comentário aparece de novo; se usam o I.E., tenham atenção de fazer copy-paste antes de enviar (seja aqui ou noutro lado qualquer).

    Os mediums, tal como os astrólogos, são todos falsos.
    Usam truques bastante fáceis de perceber; fáceis para quem tem mais de 2 neurónios.

    Eu tenho a prova que são todos falsos: os mortos contactaram-me e disseram-me que estão fartos de serem explorados por essas pessoas sem escrúpulos (usando uma expressão já utilizada por outros para este tipo de vendedores de banha de cobra).

    Não sei o que a espiritualidade tem a ver com as mentiras de alguns que afirmam que falam com os mortos. A não ser a exploração materialistica da espiritualidade, e sem qualquer atenção pelos sentimentos das pessoas.

    “James Randi entre outros provam alguns factos , não provam a não existência de uma coisa.”
    Exacto, pelo seu raciocínio, o Pai Natal também é real, o Monstro de Esparguete Voador anda a voar por todo o lado, existem humanos a voar em cima de unicórnios invisíveis voadores, e o Tio Patinhas (um pato que fala) tem uma caixa-forte em Patópolis (uma cidade ainda não encontrada, mas não se pode provar que não existe).

    Pelos vistos passou a vida iludido à procura da verdade, e continua iludido.
    Sugiro que deixe a “viagem astral” (induzida por drogas?), e volte à Terra.

    Este tipo de comentários, a mim, só me mostram o lado hipócrita e sem pensamento crítico das pessoas, que defendem ilusões anti-ciência na internet através de computadores (que são dados pela ciência e pelos cientistas).

  20. Carlos Oliveira

    Artur Mendes,

    Parece-me que não entende uma coisa simples como o significado do ónus da prova.
    Quem faz afirmações extraordinárias é que tem que provar.
    Logo, os cépticos não têm que provar nada.
    Além de que se os cientistas, cépticos, passassem o tempo a provar como mentira tudo o que os malucos imaginam ser verdade, então não teriam tempo de fazer mais nada: não havia astronomia, biologia, computadores, satélites, heliocentrismo, carros, relógios, etc.
    É que não faltam malucos neste mundo, que se fartam de disseminar mentiras.

    “Se pedires a um céptico para te explicar uma projecção astral ele diz-te que tudo não passou de um sonho / ilusão , porque ele jamais se conseguirá concentrar para realizar uma.”

    Eu estou com muito trabalho, e por outro lado não sou pago para ensinar quem não quer pesquisar, mas sugiro/recomendo que estude sobre o assunto.
    Não faltam cépticos que fizeram “projecções astrais”. A diferença é que eles sabem explicá-las pela mente, em vez de religiosamente imaginarem que os seus olhos saem do corpo e andam a voar por aí.
    E uso a palavra “religiosamente” de propósito, porque se a ideia é actualmente dos maluquinhos “new age”, essa ideia começou por ser precisamente dos crentes religiosos que fumavam algumas substâncias para imaginarem essas situações.

    E continuo sem perceber o que essas subjectivas, e fáceis de ser mal interpretadas, “viagens astrais” têm a ver com enganar as outras pessoas dizendo que falam com mortos.

  21. Artur Mendes

    Relativamente a retroceder para recuperar o comentário seria a 1ª opção óbvia à qual não obtive sucesso algum.

    Vamos lá a recapitular alguns aspectos do meu post. Alguns factos claramente lhe passaram ao lado, o que é natural. Estou a falar com um céptico e os cépticos tem tendência para perceber mal determinadas coisas que para eles possam parecer ofensivas.

    Eu acredito que James Randi tenha provado que existem alguns falsos médiums. Alias, qualquer pessoa conseguia provar isso. Esta afirmação em nada se aparenta com as outras histórias relatadas.
    Ainda assim compreendo porque as puxou para o assunto. Mas guarde as histórias de crianças para alguém mais adequado.

    Relativamente a utilização de drogas , nunca utilizei nem irei precisar, vivi iludido sim tal e qual como você , mas felizmente desde criança que despertei para outras realidades e naturalmente cheguei a respostas que uma mente céptica não iria compreender, pois procuramos respostas em locais diferentes e com métodos diferentes.

    Falando de hipocrisia e lado crítico. É exactamente o lado crítico que estou a utilizar, o facto de eu ter perdido ou talvez ganho tempo de vida com uma pesquisa diferente da sua , não faz de mim , nem hipócrita, nem drogado, nem muito menos sem pensamento crítico.

    para mim falta de pensamento crítico é utilizar citações / sites de terceiros com o fim de justificar algo que uma mente iludida não vê.

    engraço falar de anti-ciência , quando a física quântica ( que é uma ciência ) vêm puxar ao de cima assuntos com teor espiritual que a sua ciência banal não consegue explicar.

    e para acabar “os mortos contactaram-me” – não sei se estava a ser irónico em tal afirmação, mas duvido que alguém do outro lado o tivesse contactado, esta é a minha opinião pessoal e pode estar errada, mas não é demais perguntar. Caso estivesse a dizer a verdade , consegue provar ?

  22. Artur Mendes

    Após perder algum tempo a pesquisar por outros posts deste blog, ler comentários e ver a forma como responderam a certos visitantes interessados em vários assuntos, não deixando os mesmos formular uma opinião pessoal sobre o assunto em questão.

    Reparei como a forma ofensiva como respondem aos vossos visitantes em determinados casos é reflexo não da nossa mas sim da vossa hipocrisia. Não levem isso como uma ofensa, levem como algo a reflectir , bem como irei reflectir sobre tudo o que foi dito a meu respeito. Sem ficar triste.

    Vivam com as vossas ilusões que eu vivo com as minhas. E seremos felizes assim.
    No final somos todos amigos. Não vim aqui fazer inimigos, antes pelo contrário.
    Liberdade de expressão acima de tudo, esta é das poucas certezas que tenho na vida.

    Respeito a vossa opinião.

    Deixo-vos , não sem antes desejar boa sorte para o vosso blog.
    E que possam falar aqui de vários temas que espero serem do meu interesse.
    Cumprimentos e o resto de uma boa noite, ou bom dia.

  23. Carlos Oliveira

    Está num site científico, por isso fala com cientistas.
    Pensei que isso fosse lógico.
    Não percebo qual a sua admiração.

    “Reparei como a forma ofensiva como respondem aos vossos visitantes em determinados casos é reflexo não da nossa mas sim da vossa hipocrisia.”
    Este é um site de ciência.
    Se quer falar do Pai Natal, tem outros sites para isso.
    Aqui só vai ter como resposta que o Pai Natal, está bem provado, é uma história para enganar as criancinhas.
    Não sei em quê que isso é ofensivo, ou hipocrisia. Defender a ciência em sites de ciência é ser hipócrita? Já percebi que português não é o seu forte.

    “Após perder algum tempo a pesquisar por outros posts deste blog, ler comentários e ver a forma como responderam a certos visitantes interessados em vários assuntos, não deixando os mesmos formular uma opinião pessoal sobre o assunto em questão.”
    Mais uma vez se percebe que não diz coisa com coisa.
    Se vê o comentário deles, então é porque formularam uma opinião pessoal que foi publicada.
    Mas já percebi que para o Artur as respostas têm que ser boazinhas. Não podem ser científicas, nem directas. Em face de comentários completamente aparvalhados num blog de ciência, uma pessoa de ciência teria que aceitar sem colocar em causa esse comentário.
    Enfim… é cada uma que se lê…

    “Alguns factos claramente lhe passaram ao lado, o que é natural.”
    Exacto, é natural alguns factos passarem ao lado de mentes racionais.
    Às mentes pseudo, nada lhes passa ao lado, porque pra eles, tudo é assumido como verdade.

    “Ainda assim compreendo porque as puxou para o assunto.”
    Faço notar que quem puxou para o assunto as projecções astrais foi o Artur.
    Eu percebo, é o cansaço…

    “desde criança que despertei para outras realidades e naturalmente cheguei a respostas que uma mente céptica não iria compreender, pois procuramos respostas em locais diferentes e com métodos diferentes.”
    Exacto.
    Criança acredita no pai natal que vive num local diferente, e utiliza métodos diferentes para entregar as prendas.
    Tal como a fada dos dentes utiliza métodos diferentes para colocar dinheiro por baixo da almofada…
    enfim…

    “É exactamente o lado crítico que estou a utilizar, o facto de eu ter perdido ou talvez ganho tempo de vida com uma pesquisa diferente da sua , não faz de mim , nem hipócrita, nem drogado, nem muito menos sem pensamento crítico.”
    Sim, perdeu tempo.
    Sim, a ideia de “viagem astral” foi bastante utilizada por drogados, quer shamans, e bruxos da Idade das Trevas, quer por hippies mais recentemente (e atenção que não estou a colocar juízos de valor, estou simplesmente a falar de factos objectivos e históricos). Aliás, um dos gajos mais conhecidos que dizia que fazia “viagens astrais”, era o Swedenborg. E falo dele, porque ele afirmou que nas suas viagens astrais visitava os visitantes de todos os planetas do Sistema Solar… que para ele eram só até Saturno, porque os cientistas terrestres ainda não tinham descoberto os outros planetas, e os extraterrestres (que vivem em Marte, em Júpiter, em Saturno, em Mercúrio, e em Vénus) amigos dele nem sequer tiveram a decência de o informar que havia mais planetas (e grandes!) no sistema solar. O Artur está no seu direito de acreditar que o Swedenborg realmente fazia essas viagens astrais e não era um mentiroso pseudo que andava a enganar as pessoas do seu tempo.
    Sim, não tem pensamento crítico. Daí que se deixa levar por estas religiosidades mascaradas. É um crente religioso. Mais valia aceitar isso, do que negar as evidências. Pelo menos, sempre daria mais respeito a si próprio.
    Sim, faz de si hipócrita. Quem diz que acredita numa coisa e depois faz o contrário, é hipócrita. Quem defende ideias anti-ciência, quem ataca os cépticos cientistas, e depois anda a utilizar as ferramentas que lhe foram dadas pela ciência e pelos cientistas, é hipócrita! Não negue o evidente! É como eu ir de carro, e dizer que não acredito em carros.

    “utilizar citações / sites de terceiros com o fim de justificar algo que uma mente iludida não vê.”
    Utiliza-se sites e ideias de terceiros, porque (algumas) pessoas não são estúpidas. Por isso sabem ouvir os outros, sabem perceber onde está a razão, e a partir daí constroem o seu raciocínio.
    Mas eu percebo que o Artur não queira saber, por exemplo, do que o Newton diz, e queira fazer por si a experiência de se atirar de um prédio de 20 andares e ver o que lhe acontece. Quiçá até acredita que vai fazer uma viagem astral.
    Afinal, segundo o Artur, os mauzões dos cientistas (como eu) são tão cépticos, e andam tão “iludidos” com a sua “ciência banal”, que lhes “passa ao lado” que a gravidade não existe.
    Tal como disse o Dawkins: todos os pseudos deviam fazer essa experiência de se atirarem do topo de um prédio de 20 andares: ou a ciência está errada (é “banal” e feita por “cépticos iludidos”) e esses pseudos vão conseguir voar sem meios próprios, o que seria óptimo para a ciência porque este é o natural processo científico; ou então a ciência está certa, a gravidade afinal existe, e os pseudos ficariam todos contentes por comprovarem por si próprios essa experiência (de se espetarem cá em baixo).
    Qualquer que seja a resposta, quem fica a ganhar é o mundo racional.

    “a física quântica ( que é uma ciência ) vêm puxar ao de cima assuntos com teor espiritual que a sua ciência banal não consegue explicar.”
    A minha “ciência banal” é só a ciência que lhe dá literalmente tudo na vida, incluindo a internet que lhe serve para fazer este tipo de afirmações absurdas. Novamente, a HIPOCRISIA a reinar.
    A física quântica não puxa qualquer assunto espiritual. Infelizmente, as mentes pseudo apoderam-se de expressões da quântica (pulseiras quânticas estão na moda) para imaginarem coisas que são puras mentiras, e para de forma sem escrúpulos disseminarem essas mentiras pela população. Em vez de tentarem estudar e compreender a quântica (mas isso daria trabalho e era preciso inteligência, que não têm), esses pseudos mentem sobre a quântica para roubarem as pessoas.

    Sim, os mortos contactaram-me e disseram-me que todos os outros são uns mentirosos.
    E um outro morto acabou-me de contactar, e disse-me que o Artur devia ler alguns livros de psicologia, e deixar as “viagens astrais” (aliás, nenhum morto o viu fazer essa viagem, por isso só pode ser mentira).
    Se eu consigo provar? Utilizando o SEU raciocínio, se o Artur não consegue provar que estou a mentir, então é porque é verdade.

    Por último, o Artur é sempre bem-vindo aqui neste blog. Eu percebo que pense o contrário ao ler outros comentários. A razão para isto acontecer é que quem faz uma defesa pseudo espera sempre que as pessoas acreditem, e não se discuta. Daí que vêem a discussão das suas ideias como algo negativo. Por outro lado, imaginam os cientistas como “gatinhos” que aceitam o que é escrito, porque não querem “confusões”. Mas a ciência vive da discussão, por isso aqui, num blog de ciência, promove-se as discussões, doa a quem doer.
    No entanto, assuma SEMPRE que aqui, num blog de ciência, se defende a ciência e os argumentos racionais.
    Daí que não deveria ser surpresa para ninguém que quaisquer ideias anti-ciência serão implacavelmente combatidas, com a utilização da razão.

    Pela defesa da ciência,
    Carlos Oliveira

  24. Artur Mendes

    Dando continuidade a verdade que colocou no post anterior, que a Internet não existia sem cientistas como o senhor.
    Devo só acrescentar que a Internet existe não só graças ao senhor e os seus mas também graças a pessoas como eu – webdesigners por diversão que constroem as Interfaces Pessoa-Máquina que nos permitem ter blogzinhos como este online e formados em Cisco Networking Systems – redes e comunicações de dados, que ao fim ao cabo são os senhores (cientistas & engenheiros )que fazem da internet uma coisa possível e que tanto temos feito por melhorar o seu acesso.

    Afinal de uma maneira ou de outra a Internet não existia sem nós.

  25. Carlos Oliveira

    Vamos lá a ver, está a confundir as coisas.

    Quando o Artur trabalha em prol da ciência, não o contesto.
    Quando defende ideias anti-ciência, enquanto utiliza ferramentas dadas pela ciência (como se eu fosse de carro a dizer que não existem carros, mas que me estou a projectar astralmente), então está a ser hipócrita.
    É só.

    Este “blogzinho” sempre lhe vai dando umas lições de como pensar racionalmente.
    Já não é mau para um “blogzinho”.

  26. Artur Mendes

    Ao fim ao cabo uma ideia “anti-ciência” é apenas uma interpretação dada por alguém que a vê assim.

    Bem como seria anti-ciência dizer-se que o mundo era redondo e posteriormente se provou pela mesma ciência que afinal as coisas não eram bem assim.

    Nada na vida é certo, a esse processo se chama evolução. Como tal tudo poderá não passar de meras opiniões.

    O mal dos cientistas é que julgam conhecer todas as verdades, ainda quando podem estar completamente enganados.

    Para tal se deve respeitar todas as opiniões, incluindo dos maluquinhos, pois muitas vezes são os maluquinhos que vem provar ao mundo que até a maluquice as vezes pode ser mais verdadeira que a ciência.

    Vivemos num universo de probabilidades e erros, eu sou o primeiro a admitir os meus.
    Ainda assim penso que neste blog não só eu estou a aprender consigo, estará também a aprender comigo.

    Deixo-lhe um abraço deste leitor humilde que apesar de ter ideias malucas, erradas , certas ou seja o que for, lhe deseja que continue a dar ao mundo um bom contributo para a evolução, tanto neste blog como na vida pessoal.

    Pois tenho a certeza que dá em ambos.
    Obrigado.

  27. Carlos Oliveira

    Mais um comentário com várias ideias erradas…

    Anti-ciência quer dizer contrária à ciência. Não há qualquer interpretação pessoal. Quem tiver conhecimento científico e perceber a natureza da ciência, facilmente percebe o oposto dela.

    A ciência moderna nasceu com Galileu (observação, hipótese, experiência, e previsão).
    Quase 2000 anos ANTES de Galileu, já Aristóteles (que defendia a observação para tudo) tinha PROVADO que a Terra é Redonda (e tem-se dúvidas se anteriormente já outras civilizações tinham conhecimento deste facto, porque afinal basta olhar para barcos ao longe ou eclipses para se perceber que a Terra é redonda).
    Mas sabe-se que outras civilizações anteriormente tinham modelos de Terra plana. Isso devia-se à observação limitada que faziam, e à religiosidade que impunham nas suas observações.
    Ou seja, a ciência nunca mudou de opinião sobre o facto da Terra ser redonda.

    E utilizando esse seu exemplo, cá fica um exemplo de pseudo-ciência actual: a actual Sociedade da Terra Plana continua a afirmar que a Terra é plana, fruto de ideias anti-ciência. E defendem isto, 2500 anos após ter sido PROVADO que a Terra é redonda (e que qualquer pessoa com 2 olhos pode facilmente perceber).

    Se nada na vida é certo, porque não faz a experiência sugerida pelo Dawkins?
    Eu acho que na vida existem várias coisas que são certas, e algumas leis e teorias científicas são tão certas como a morte (que é explicada também pela ciência).

    “O mal dos cientistas é que julgam conhecer todas as verdades”
    Este argumento é muito popular entre os pseudos.
    Esta é a prova que desconhece o significado de ciência, e ignora a natureza da ciência.

    Nenhum cientista afirma que conhece toda a verdade.
    Mas qualquer cientista deveria reconhecer as ideias pseudos, as ideias anti-ciência, as ideias erradas.
    Da mesma forma que eu não posso dizer com absoluta certeza que o Artur se chama Artur, mas posso afirmar com toda a certeza que não é um unicórnio invisível voador.
    Se o seu carro parar no meio da auto-estrada, eu não posso afirmar com absoluta certeza que é devido a faltar a gasolina, mas posso afirmar com toda a certeza que não foi porque lhe passou por baixo o Monstro de Esparguete Voador. Seguidamente, faz-se o processo científico de se observar o ponteiro de gasolina, e já se fica com mais uma hipótese provada, ou então vai-se ver o motor para provar outras hipóteses que vão surgindo sequencialmente de forma lógica/científica/racional.

    A ciência funciona de forma objectiva, o pensamento científico/crítico funciona. E esse é um problema para os pseudos que vivem das crenças subjectivas.

    Qual maluquinho alguma vez provou que as suas ideias anti-ciência funcionavam? 0.

    Qualquer discussão é positiva.
    No entanto, não me parece que ao nível de conhecimento científico (do que é a ciência) estamos ao mesmo nível.
    Daí que o Artur terá mais a aprender com esta discussão do que eu.
    Da mesma forma de que quando discuto com o Martin Rees, ou seja com quem fôr que sabe mais do que eu, é natural que seja eu a aprender mais, e que seja eu a querer aprender mais nessas discussões.

    Obrigado pelas palavras.

    abraço!

  28. Artur Mendes

    Simplesmente eu acredito que aquilo que percepcionamos como XY poderá amanhã ser visto como XYZ e a ciência nessa altura afirma que sempre previra que algo seria XYZ , só faltavam algumas variáveis para chegar a tal conclusão.

    Sem dúvida que a morte é algo certo, bem como outras coisas. Mas a forma como a percepcionamos é claramente diferente. Tornando as coisas certas diferentes de pessoa para pessoa. Era esse o ponto a que queria chegar.

    Pegando num exemplo a física quântica diz, citando:

    “Nothing is real until it has been observed! This clearly needs thinking about. Are we really saying that in the ‘real’ world – outside of the laboratory – that until a thing has been observed it doesn’t exist? This is precisely what the Copenhagen Interpretation is telling us about reality. This has caused some very well respected cosmologists (Stephen Hawking for one) to worry that this implies that there must actually be something ‘outside’ the universe to look at the universe as a whole and collapse its overall wave function. John Wheeler puts forward an argument that it is only the presence of conscious observers, in the form of ourselves, that has collapsed the wave function and made the universe exist. If we take this to be true, then the universe only exists because we are looking at it.”

    Gostaria de saber a sua opinião de cientista sobre o assunto, visto que existem opiniões diferentes sobre este mesmo assunto sobre algo que supostamente era certo e agora confunde alguns cientistas e não cientistas.

  29. Artur Mendes

    Carlos continuação de bom dia, vou me deitar, mas se possível mais logo irei ler a sua resposta e comentar.

    Cumprimentos,
    Artur

  30. Carlos Oliveira

    “Simplesmente eu acredito que aquilo que percepcionamos como XY poderá amanhã ser visto como XYZ e a ciência nessa altura afirma que sempre previra que algo seria XYZ , só faltavam algumas variáveis para chegar a tal conclusão.”
    Quando aconteceu isto?
    O exemplo da Terra redonda era errado. Por isso, não compreendo como continua a afirmar o mesmo sem dar um único exemplo.

    Vejo isto a acontecer muitas vezes com os pseudo. Por exemplo, os astrólogos fazem isto continuamente.
    Mas a ciência não.

    “Sem dúvida que a morte é algo certo, bem como outras coisas. Mas a forma como a percepcionamos é claramente diferente.”
    Não percebo o que a percepção tem a ver com isto.
    A pessoa, ou está morta ou está viva. Não existem mortos-vivos, só no cinema.
    E tudo tem a ver com a degeneração das células e com os nossos genes.
    Se fossemos como esta medusa, viveriamos para sempre:
    http://www.astropt.org/2009/06/09/turritopsis/

    Quanto à quântica, a primeira coisa que opino é que isso é quântica. Ou seja, são efeitos a nível de quântica, e não macroscópicos.
    Confundir as duas coisas, é errado.
    É como os que afirmam que há várias dimensões porque a teoria das Cordas assim o diz. Não, as Cordas só afirmam a nível quântico e a nível matemático (ou seja, não são dimensões reais para nós).
    Da mesma forma que se começar a correr, não passa a engordar. Mas isso acontece a grandes velocidades, como foi teorizado por Einstein e provado posteriormente.

    Quantos aos observadores, faz lembrar a pergunta de que se cair uma árvore na floresta, mas se ninguém ver/ouvir, será que ela caiu mesmo?
    Se é certo que realmente as experiências ditam que o observador influencia a observação, também é certo que eu sigo a ideia de Einstein, de que abaixo da quântica existirá um nível com leis mais deterministicas que nos ajudarão a compreender melhor a indeterminidade quântica.
    Pessoalmente não gosto desse geocentrismo psicológico.
    Mas será a ciência, e não os pseudos, a responder a essas questões e a retirar cada vez mais conhecimento das experiências quânticas.

    Ok. Uma boa noite.
    Aqui deste lado ainda se vai continuar a trabalhar… apesar de já serem 3 da manhã :S

    abraço!

  31. Carlos Oliveira

    cmjornal.xl.pt…

    http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=4BB01F2A-7411-48D0-AE0F-23CCAAAC7DFD&channelid=886125D2-BB25-4B60-B44B-1E5984E962B9

    O homem morreu há 1 semana, e a TVI, sem quaisquer escrúpulos, aproveita-se desta forma da sua imagem e do que lhe aconteceu, para ratings e dinheiro!
    Enfim…

    Voltou este programa deplorável, que explora de forma vil os sentimentos mais queridos das pessoas.

    Sem qualquer ponta de consideração pela sua audiência, a TVI continua nestas MENTIRAS de se aproveitar dos sentimentos das pessoas!
    Enfim…

    A estupidificação da população continua, graças a estes programas na televisão!

    Parabéns TVI (ironia!), por contribuir para com que as pessoas se tornem cada vez mais imbecis!

  32. Carlos Oliveira

    O que é mais surpreendente nestes programas, é que as pessoas deixam-se levar por vigaristas… porque “cai-lhes o cérebro”… ficam temporariamente estúpidas.

    Enquanto no resto do dia, todos os dias, utilizam o raciocínio lógico, científico, racional… quando vêem este tipo de programas, o cérebro cai-lhes e ficam totalmente imbecis.

    Exemplos:
    – a pessoa não sai pela janela, mas sim pela porta. Porquê? Porque utiliza o raciocínio lógico, científico, racional.
    – a pessoa para ligar o carro, mete a chave no carro. Porquê? Porque utiliza o raciocínio lógico, científico, racional.

    Se o sr. A tentar ligar o carro, usando uma pulseira do equilíbrio, ou chamando o bisavô que já morreu… então não vai conseguir.
    Pior do que não conseguir, é que toda a gente que o veja chamar o defunto bisavô para lhe ligar o carro, vai pensar que ele é DOIDO, PARVO, e vai gozá-lo fortemente.
    Provavelmente, se fizer isso todas as semanas, até será internado numa instituição psiquiátrica!

    Este programa promove a existência de muitos “sr. A”.
    Todas as pessoas que acreditam nestas vigarices, comportam-se como o “sr. A”.

  33. Carlos Oliveira

    Também me parece importante perceber como as crenças neste programa influem na religião que as pessoas dizem acreditar.
    As pessoas dizem-se Cristãs, Católicas, no entanto estes programas vão CONTRA os ensinamentos da Igreja, e vão CONTRA tudo aquilo que foi ensinado por Deus, através de Jesus.
    Ou seja, as pessoas dizem-se Católicas, mas seguem estas crenças da Idade das Trevas (chamada assim devido a estas crenças pagãs e sem sentido).

    Por outro lado, este tipo de crenças são típicas daqueles que não dão valor ao que têm.
    Da mesma forma que há quem critique a ciência e os cientistas, e no entanto usa diariamente roupas, telemóveis, computadores, e internet, que lhes foi dado pela ciência e pelos cientistas. Ou seja, são hipócritas.
    Também existem aqueles que só sabem criticar a sua vida e o local onde estão, mas depois ao mudarem, vão ficar cheios de saudades por aquilo que já tiveram, e afinal no passado é que estavam bem…
    Como existem certos religiosos que atribuem a Deus tudo o que se passa, retirando o mérito a quem o tem (como fazem ao Mourinho). Por exemplo, quando um avançado marca o golo, em vez de atribuir a si o mérito de ter feito o golo, atribui esse mérito a um “amigo invisível”.
    Como existem os pseudos que glorificam “energias desconhecidas”, em vez de glorificaram todo o mundo actual, que lhes foi dado por pessoas reais, os cientistas.
    Como existem aqueles que imaginam que extraterrestres fizeram as pirâmides, quando está perfeitamente claro que foi feito com conhecimentos humanos e tecnologias humanas da altura. Ou seja, esses “crentes” retiram o mérito ao conhecimento e engenho humano, e dão esse mérito a “desconhecidos invisíveis”.

    Os crentes neste programa fazem exactamente o mesmo.
    Em vez de se preocuparem com os vivos, e em vida, lhes dizerem aquilo que gostariam de dizer… preferem acreditar em mentirosos que lhes dizem que os mortos limitam-se a “vaguear pela Terra”. O que também denota que não entendem a imensidão e grandeza (a todos os níveis) do Universo.
    Os crentes neste programa, dão mais valor aos mortos, do que aos vivos.
    Os crentes neste programa dão mais valor ao passado, do que ao futuro.
    Os crentes neste programa, não aprenderam NADA com os erros do passado (de não darem valor aos vivos).
    Os crentes neste programa preferem acreditar em “seres invisíveis” do que nos humanos que estão ao seu lado.

    A Idade das Trevas continua presente na mente de muita gente…

    Já eu prefiro acreditar em mim, no ser humano, na humanidade.
    Prefiro dar valor a quem o tem. E muitos humanos o têm. E todos esses humanos, estavam vivos.

    Prefiro saber (ter conhecimento, que é contrário de “acreditar”) que já fui parte de várias estrelas, que os átomos que me constituem já fizeram parte de estrelas e planetas, e que, quando morrer, esse meu ser irá novamente fazer parte de estrelas, planetas, nebulosas, e do Universo no seu todo.
    Acreditar que vou-me limitar a vaguear pela Terra, sem sentido, à espera de quem me faça perguntas? Não, obrigado! Essa é uma crença mentirosa e limitadora.
    Sei que voltarei “aos céus” e farei parte da constituição básica, fulcral, do Universo.

    Os conhecimentos da astronomia permitem-nos perceber uma “espiritualidade” abrangente, que nenhuma religião, nem nenhuma crença pseudo (como este programa), alguma vez lhe chegou aos calcanhares!

  34. Artur Filipe dos Santos

    Infelizmente os três canais portugueses em sinal aberto, nos quais se incluiu o propalado 1° canal público não fazem senão standartizar públicos, fomentar programas baratos e de qualidade duvidosa e ainda prmover notícias que incutam cobardia, medo e resignação das massas. Estes meios de comunicação representam um claro retrocesso na sociedade pensante portuguesa.

  35. Ana Guerreiro Pereira

    O grande Moita Flores foi entrevistado nesse programa! E chorou! :P :D

  36. Ana Guerreiro Pereira

    No caso do observador intervir com a mediação de um sistema, eu entendo a coisa assim: juntar um observador (não tem de ser humano, pode ser somente uma máquina :P) é juntar mais uma variável ao sistema. Logicamente que este não se irá comportar da mesma forma. O observador ser humano é só um pormenor :P Não considero que seja antropocentrismo… é somente mais uma variável física, ou conjunto delas, susceptível de alterar as propriedades do sistema, logo, a sua medição.

  37. Marco Filipe

    Eu sugiro que peguem num pedaço de papel para anotar todos os erros que ela dá durante o programa e as coisas em que acertou. É uma óptima maneira de comprovar que as pessoas apenas se lembram das coisas em que ela acertou, exactamente o que acontece com astrólogos e tarólogos. E depois informem-se sobre as chamadas técnicas de leitura a frio e tentem identificá-las no programa, depois de saber quais são os truques é fácil identificá-los.

    Isto a mim revolta-me profundamente, de todas as aldrabices que existem não consigo pensar em nada mais doentio do que fingir que se fala com o filho, marido ou mulher de alguém por dinheiro. Como é que estas pessoas dormem de noite…

  38. Ana Guerreiro Pereira

    mas, mas, mas, mas… o Moita Flores… cho-rou!!!! :D Desculpinhem lá, mas se o Moita Flores chorou, é pq é tudo verdade. (Ana bate o pé e recusa-se a continuar a dialogar)

  39. Carlos Oliveira

    Ana, lê o comentário nº 7, da Conceição Monteiro.
    Ela fala lá do Moita Flores.
    ;-)

  40. Ana Guerreiro Pereira

    Eu sei, eu li :D Estava precisamente a brincar com isso :D Pessoalmente não admiro o senhor, desiludiu-me tremendamente…mas isso são outros quinhentos :).

    “Esta “médium” parece-me ser excelente a ler nas “entrelinhas”, só isso. São as pessoas, que inconscientemente lhe dão as respostas.”

    ora bem, cá está! :) da próxima vez q me perguntarem como eu que eu faço para perceber as pessoas, digo que sou medium e pronto :P :D ;) (acreditam mais facilmente nisso do que na real explicação…).

  41. Ana Guerreiro Pereira

    Como é que eu faço*

    (é o q dá estar a ler 500 coisas ao mesmo tempo…)

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