Paradoxo de Fermi

Em 1950, o físico italiano Enrico Fermi fez esta famosa pergunta: se há tantas civilizações inteligentes no Universo, porque ainda não as detectamos?
Existe uma aparente contradição entre o que seria lógico (tendo em conta tanto espaço e tempo no Universo), e a falta de evidências.

Normalmente, considera-se existirem 3 categorias para as possíveis respostas:
– soluções que expliquem porque não existem civilizações inteligentes.
– soluções que expliquem porque elas existem mas não as conseguimos detectar.
– soluções que expliquem porque elas existem e estão entre nós diariamente.

Eu consegui compilar uma série de possíveis 300 soluções para responder a esta pergunta.
No entanto, certamente que existem milhares de possibilidades!

Daí que este é um desafio diferente que vos proponho:

Pensem em possíveis soluções para este aparente Paradoxo.
(podem pensar em uma ou em várias, dentro das categorias acima ou imaginando outras)

24 comentários

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  1. Também acho que esse desafio deveria ser reavivado. Mas não só isso.

    Como disse antes, o ideal seria que de tempos em tempos esse desafio fosse explorado, buscando-se uma possível explicação, ou discutindo sobre as melhores explicações que já existem.

    • Ana Guerreiro Pereira on 17/07/2011 at 21:33
    • Responder

    Sem ter lido nenhum dos comentários (ainda não conhecia o astro nesta altura, acho… :D):

    se há civilizações inteligentes, com o mesmo nivel de inteligência que nós, humanos, não dispõem de tecnologia para cá chegar ou sequer para comunicar. Mesmo que tivessem altas naves espaciais, capazes de percorrer o cosmos (excluindo-se os problemas de combustivel e imaginando-se que podiam estar em suspensão criogénica… :D), precisariam de milhares de anos para cá chegar. Quer dizer, primeiro precisavam de evoluir para dispor desta tecnologia; depois, precisariam de milhares de anos para cá chegar. Resposta possível: ainda não chegaram cá, pois mesmo à velocidade da luz e partindo do principio que conseguem atingi-la, as distancias continuam a ser intransponiveis. 😀

    por outro lado, podem já ter existido civilizações assim e terem cá estado numa altura em que não tinhamos capacidade de os detectar ou reconhecer ou sequer lembrar. Quiçá até poderiam ter cá estado no tempo dos dinossauros…

    outra possível resposta, é a de nós estarmos para eles como as formigas estão para nós. Nós conseguimos estudar e compreender as formigas, mas elas não nos estudam nem compreendem a nós. Será que não temos capacidade para comunicar com um determinado tipo de inteligencia? Assim, eles já cá estariam, mas nós não os detectamos pura e simplesmente por não termos essa capacidade de comunicação. Pressupõe-se que sendo tão inteligentes assim, esses ETs seriam capazes de arranjar forma de comunicar connosco. Mas será que não o fizeram já e nós não o sabemos? Por exemplo, nós conseguimos levar as formigas a agir de uma determinada forma, basta dar-lhes os sinais quimicos necessários. Mas elas não sabem que estão a reagir a algo que nós é que colocámos no seu caminho. Não têm consciencia de nós…

    Porque não reavivas este desafio? 😉

  2. A análise de uma quantidade praticamente incomensurável de dados, obtida com a exploração do espaço à volta de uma civilização capaz de explorar as estrelas próximas, “trava” o avanço para mais além, num processo que tende para o travamento total num tempo cada vez mais curto.

    Essa é a minha modesta teoria, que considero universal e a melhor de todas para solucionar o paradoxo. Podem ler aqui:

    http://ufosburger.wordpress.com/resposta-ao-paradoxo-de-fermi/

  3. Este desafio não tem respostas certas e erradas 😉

    Mas serve para despertar a criatividade dos nossos leitores 😀

  4. Aqui está um desafio que entusiasma leitores e comentadores a pensar respostas para uma questão interessante, que é a existência ou não de civilizações inteligentes no Universo além da humanidade.
    Porque gosto também de apreciar as respostas, das quais algumas poderão influenciar a minha filosofia sobre o assunto, vou aguardar alguns dias e tentar trabalhar o tema .
    Desde já adianto as hipóteses a) b) e c) mencionadas por José Gonçalves além de muitas outras para enquadrar a minha resposta no primeiro grupo com 99% de probabilidades.
    Com isto não pretendo desmotivar respostas bem fundamentadas que se enquadrem no segundo ou mesmo no terceiro grupo.
    Uma pequena nota de humor positivo ao comentário de bigkax. Realmente o pó não não nos deixa detectar inteligências próximas, quanto mais as que poderão se encontrar para além do nosso Sol.
    Cumps.

    • Conceição Monteiro on 06/02/2011 at 21:52
    • Responder

    “Civilizações inteligentes”, parece-me que primeiro temos de tentar perceber o que é uma civilização. Fui procurar no dicionário da Priberam, então civilização é “Resultado dos progressos da humanidade na sua evolução social e intelectual.”
    Começa logo aqui, civilização é algo característico dos humanos. Será que posso dizer que no meu jardim há uma civilização de formigas? Fará sentido falar-se em civilizações extraterrestres?

    E inteligência, o que é? Estamos sempre a ouvir falar em animais inteligentes, polvos, golfinhos, etc.
    Não creio que tenhamos sido capazes de desenvolver grandes cooperações com estes animais.
    Os humanos, tem dois tipos diferentes de inteligência, igualmente desenvolvidas. A inteligência conceptual (Capacidade para resolver problemas novos por intermédio de conceitos e símbolos exprimíveis verbalmente.) e inteligência prática (Capacidade para resolver problemas novos postos por circunstâncias concretas, mediante percepções, acções, criação e adaptação de instrumentos.). A inteligência conceptual está directamente ligada ao desenvolvimento das áreas pré-frontais no cérebro humano.
    Nos restantes animais, é mais frequente a inteligência prática.
    Ou seja, os extraterrestres, mesmo sendo inteligentes terão essa inteligência conceptual, que lhes permita, sequer questionarem-se sobre o que esta para além da sua “toca”? Tendo essa inteligência, isso não faz deles, humanóides?
    Ou estaremos, a falar de um novo tipo de inteligência, ainda não conhecido?
    Acho que o problema é sempre o mesmo, imaginamos os ET’s à nossa imagem e semelhança. Se não é em termos de aspecto (com 2 braços, 2 pernas e uma cabeça), é em termos de inteligência, comportamento.

    O corpo humano inclui uma infinidade de bactérias, só o intestino pode conter entre 1.000 e 1.150 espécies. Será que as bactérias sabem da nossa existência?
    Seremos nós as “bactérias” de outros organismos? :-S

  5. Já agora, leiam sobre estas hipóteses:
    http://www.astropt.org/2008/01/17/universo-simulacao-de-computador/

    😀

  6. Depende do que se considera “detectar vida” 🙂

    Detectar oxigénio? Sim, é possível a essa distância.

    Detectar mensagens laser enviadas para nós? Sim, é possível.

    Detectar ruído das suas transmissões electromagnéticas? Não.

    😉

  7. Que tal esta possibilidade: nenhuma civilização tem formas de ultrapassar a velocidade da luz (ex. warp drives), seja por ainda não terem chegado lá, seja por não ser efectivamente possível, e a vida no universo é tão relativamente rara que torna as distâncias quase inultrapassáveis.

    Por outras palavras: conseguiríamos detectar vida noutro planeta Terra com tecnologia de 2011 que estivesse a, por exemplo, 10 anos-luz?

  8. Deus tem andado muito ocupado com trabalho, problemas familiares(crucificar o filho não deve ter ficado por ali), e outros projecto, que se esqueceu de terminar o Universo e agora estamos a apanhar pó na arrecadação…. 😉

    • Paulo Almeida on 06/02/2011 at 09:41
    • Responder

    Ola

    E não existirem mesmo !

    – As condições de habitabilidade do nosso planeta são tão especiais que nós pensamos que as possíveis civilizações tem que ter as mesmas leis físicas que nós temos, que possivelmente estamos a procurar erradamente. E por isso não conseguimos encontrar nada e é como se não existissem.

    E o universo ser tão grande e nos sermos tão pequenos que que essas possíveis civilizações nem darem por nós. Ou não estarem interessadas em comunicar connosco.

    E nós estarmos a tentar comunicar de uma forma completamente estranha pare eles, e vice versa.

    Abraço

  9. Paulo, partilho da mesma opinião 😉

  10. Olá Paulo,

    Isso faz-me lembrar os Progenitors, no Star Trek:
    http://memory-beta.wikia.com/wiki/Progenitors
    http://memory-alpha.org/wiki/Ancient_humanoid
    que tornaram toda a vida inteligente humanóide:
    http://memory-alpha.org/wiki/Humanoid

    Ou seria o Progenitor?
    http://memory-beta.wikia.com/wiki/Progenitor

    😀

    • Paulo Ribeiro on 06/02/2011 at 05:38
    • Responder

    Tenho uma visão continuada da vida, isto é, quando uma civilização, num determinado planeta, se depara com um fim irremediável, envia a génese da vida para um planeta que a possa acolher e onde esta possa proliferar, tendendo a tornar-se inteligente, por leis universais que desconhecemos. Quando atingirmos essa fase, espero que numa altura em que o nosso conhecimento e tecnologia permitam, a solução será a mesma, ou seja, enviar os blocos constituintes da vida para um planeta que os possa albergar. Esta perspectiva permite-nos pensar na quantidade infindável de vida que já existiu no cosmos em eras anteriores.

  11. Eu vou pelo universo paralelo ou sera que ando a ver muito o ” FRINGE” 🙂

  12. Sim, segunda categoria.
    Obrigado pela dica do livro “The Listeners”, Carlos.
    Já reparei que ele está disponível na amazon.uk. Vou ver se o adquiro para ler.

    • José Gonçalves on 06/02/2011 at 01:16
    • Responder

    a) Podem não ter sobrevivido a explosões de estrelas primitivas;

    b) Podem ter sido mais agressivas que a nossa e destruiram-se mutuamente;

    c) Podem não ser tecnologicamente evoluídos (o que levaria a sermos nós os mais evoluídos neste Universo);

    d) Até podem ser evoluídos mas a comunicação entre nós ou não chega ou eles utilizam outra forma de o fazer. Logo, nós somos menos evoluídos e não conseguimos comunicar com eles. Estou a imaginar, por exemplo, que estes podem utilizar a radiação cósmica de fundo, os pulsares ou os buracos negros como forma de transmitir essa comunicação.

    e) Eles existem num Universo paralelo;

    f) Utilizam informação superior à barreira C (como defende o Carlos Oliveira). Logo, não a captamos ainda.

  13. já respondi lá 🙂

  14. Mário,

    2ª categoria então, certo?
    Ou seja, eles existem, mas estão tão longe de nós, que quando recebemos as mensagens deles, eles já morreram como civilização.
    É isto, certo?

    Se pensa desta forma, vai gostar de ler o livro The Listeners, do James Gunn.

    Carl Sagan teve este livro como referência, para escrever o Contacto.

    Mas o livro do James Gunn apresenta uma solução mais realista do que o do Carl Sagan
    😉

  15. Oi Mirian,

    Suponho então que considere as formigas inteligentes?
    Porque têm uma vida social complexa e uma comunicação eficiente, certo?
    Vai gostar de rever este post:
    http://www.astropt.org/2010/05/09/formigas-agressivas-piratas-economistas-sociais-femininas-democratas-e-nacionalistas/
    🙂

    Por outro lado, o que também está a dizer é que se as formigas são assim tão avançadas e nem dão conta de nós, o mesmo poderá acontecer de nós para potenciais extraterrestres (com a agravante dos ETs não terem um antepassado em comum connosco como têm as formigas connosco)?
    É isto, certo?
    Vai gostar de reler este post:
    http://www.astropt.org/2010/02/11/formigas-extraterrestres/
    😀

    Estamos a pensar de forma semelhante 😉

  16. O tempo necessário para que exista a tecnologia de detecção de um possível candidato, somado ao tempo necessário para a captação de sinais rádio desse mesmo candidato, não está dentro do período de sobrevivência das civilizações envolvidas.

  17. Boa pergunta Mirian! 🙂

  18. Outro dia estava observando as formigas. Seres extremamente sociais, que utilizam uma comunicação toda própria em relação a localização de alimentos, transporte, atuação em ocasião de perigo para o formigueiro. E você fica olhando toda aquela movimentação… e por mais que olhe, elas nào mudam o ritmo ou deixam de fazer o que fazem para olhar para você. É nesse momento que eu pergunto: será que elas sabem que nós existimos? 😉

  19. Outro dia estava observando as formigas. Seres extremamente sociais, que utilizam uma comunicação toda própria em relação a localização de alimentos, transporte, atuação em ocasião de perigo para o formigueiro. E você fica olhando toda aquela movimentação… e por mais que olhe, elas nào mudam o ritmo ou deixam de fazer o que fazem para olhar para você. É nesse momento que eu pergunto: será que elas sabem que nós existimos? 😉

  1. […] dentre as implicações do Paradoxo de Fermi, destaco estas como as mais […]

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