Mar 15

Porque Falharam os Reactores Nucleares do Japão?

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Os reactores nucleares são engenhosos sistemas de produção energética. São, também das obras de engenharia mais sofisticadas do mundo, já que são também dos maiores perigos se algo de errado acontecer.

Para prevenir desastres, estas centrais possuem diversos mecanismos de segurança.

Podemos ver neste vídeo da CNN os problemas que ocorreram nas centrais nucleares de Fukushima:

Por ter entrado em meltdown, os dois reactores nucleares que ficaram danificados poderão estar a deixar escapar radiação para  atmosfera.

Vejam aqui mais notícias da CNN sobre o assunto.

E aqui a lista de reactores em operação no mundo.

De seguida, um esquema simplificado que mostra como funciona uma central nuclear.

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Fonte do DeRerumNatura

 

E para quem tem dúvidas, o Brookhaven National Laboratory, contém um reactor nuclear usado na investigação médica. “Daqui saíram tratamentos inovadores para o combate a certos tipos de cancros do cérebro.” (DeRerumNatura). O BNL foi construído há precisamente há… 52 anos (!) e está de parabéns, não só porcausa das descobertas e prémios Nobel que recebeu mas também porque faz anos… hoje.

Ainda no DeRerumNatura, um post de Carlos Fiolhais sobre o Alerta Nuclear no Japão.

6 comentários

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  1. Tendo em conta o número de centrais nucleares no mundo, o que eu acho surpreendente é não haver mais desastres.
    Devido a isso, o sistema de segurança parece-me excelente!

    Só com terramotos de 9.0 (foi actualizado) é que sofrem abalos de modo a haver perigo…

  2. “Invalid code. Return back and try input code again.” odeio isto, escrevi um “testamento” e apagou-se… um bocado frustante mas enfim :/

  3. Por isso é que quando escrevo muito costumo copiar sempre para outro sítio onde não se apaga… é que já me aconteceu muitas vezes. Sei como é. :o)

  4. muito resumidamente disse que perfieria a energia nuclear ào petróleo ou carvão. apesar de perigosa é muito menos poluente e deixa um pais menos dependente dos combustiveis fosseis que o pico de produção foi atingido e a sua produção vai rapidamente diminuir aumentando os preços e asfixiando qualquer economia.
    Tenho pena de o Patrick de barros nao ter instalado em portugal a central nuclear e a refinaria, era algo que nao ia deixar o país e o povo afundar-se tanto nesta pseudo-crise. Se o governo português recusou por motivos de perigo concerteza nao se lembraram que a espanha tem a fronteira “minada” com centrais nucleares.
    Comparo a energia nuclear com o avião: todos tememos que um avião caia e se cair causa muitos mortos, mas esquecemo-nos que a manutenção é exaustiva… quantos de nos verifica a pressão dos pneus ou o motor sempre que usa o carro?

  5. Eu costumo escrever o comentário, copio-o, actualizo a pagina, colo o texto e só depois é que tento publica-lo.

    Pessoalmente não tenho medo de andar de avião, pelo contrario, se tivermos em conta as baixas probabilidades de haver algum problema durante o voo, e as baixas probabilidades de se acontecer algum problema não for possível chegar a uma pista de aterragem e se o avião tiver de aterrar de emergência fora de uma pista de aterragem mais de metade das pessoas sobrevivem tenho mais medo de estar sentado ao pé de uma dessas pessoas desagradáveis que tendem a perder controle quando um avião esta a cair e não me deixar aproveitar a adrenalina, serotonina e dopamina da queda…

    • Filipe Dias on 18/03/2011 at 00:55
    • Responder

    Para os detalhes sobre porque razão o “pior já terá passado”, há aqui
    informação em abundância:
    http://mitnse.com/2011/03/13/modified-version-of-original-post/
    (ler também os posts mais recentes)

    Resumidamente:

    É questão de ir arrefecendo o combustível.. Tudo estaria bem, não
    tivesse o terramoto superado as expectativas danificando o
    fornecimento de energia externo. …E não tivesse o tsunami sido maior
    que o expectável no projecto, e não tivesse molhado os geradores
    diesel(eles não costumam gostar de água). ..E se as baterias de
    emergência funcionassem para sempre em vez de só durante o tempo em
    que têm carga.. etc… Essa energia eléctrica dava jeito para
    bombear água de arrefecimento..
    As explosões vieram de libertações “normais” de vapor para libertar
    pressão… Só com o pequeno pormenor de que à temperatura a que o
    reator estava por falta de arrefecimento (temperatura elevada, embora
    desconhecida na altura), os “contentores” de combustível oxidaram
    fazendo aparecer hidrogénio (a partir da água), que estando acima da
    temperatura de combustão “explodiu” quando se misturou com quantidade
    suficiente de “ar” (oxigénio). Foi daqui que apareceu o Hidrogénio.

    A libertação de radiação, não se deve ao combustível ficar exposto cá
    fora, e como tal não é uma coisa Chernobilesca. Trata-se de
    algumas das barras de combustível ter aquecido até aos 1200ºC, o que
    libertou “poucas quantidades” de Césiuo e outros elementos que saíram
    para a atmosfera na libertação de gás seguinte. É coisa que acontece
    de forma “controlada”, nada de alarmante e permanente.

    O uso de água do mar, que não é desmineralizada, estará a “sujar” o
    combustível de forma não muito conhecida.. Isto vai certamente fazer
    algumas reacções que produzam elementos radioactivos, que não
    aconteceria com água destilada e com combustível abaixo dos 1200ºC.
    Mas foi a única forma de arrefecer os ânimos no reactor..

    O interessante destas coisas é que basta arrefecer a central (durante
    uns valentes meses) para tudo ficar “bem”. Os produtos da reacção
    decaem rapidamente, e ficam inofensivos em “pouco” tempo, se lhes for
    retirado o calor que vão produzindo. Não há aqui Chernobilia..

    Portanto, no Japão, a malta só tem que arrefecer os reactores, e
    pronto. É grave, pois é.. Mas está sob controlo. Mal a radiação baixe
    o suficiente, eles voltam lá para acabar o serviço de arrefecimento
    nas piscinas onde têm o combustível usado, em fim de vida.

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