Mar 28

A trágica história de Vladimir Komarov

Há um livro prestes a ser publicado sobre a vida do cosmonauta soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem no espaço. Ele fez o histórico voo espacial a 12 de Abril de 1961, a bordo da Vostok 1. O livro chama-se “Starman: The Truth Behind the Legend of Yuri Gagarin” e está a provocar muito burburinho. Não sobre Gagarin, mas sobre o seu grande amigo e companheiro Vladimir Komarov. Uma história verdadeiramente desoladora.

Os autores do livro, Jamie Doran e Piers Bizony afirmam que a sua versão da história baseou-se em factos descritos por um antigo oficial do KGB. O oficial é Venymin Ivanovich Russayev, e as investigações são de um repórter do jornal Russo Pravda, chamado Yaroslav Golovanov.

Há muitos muitos anos atrás dois cosmonautas russos, conheceram-se e tornaram-se bons amigos, eles eram Yuri e Vladimir. Tudo corria bem até que um dia, o líder da URSS, Leonid Brejnev, decidiu que seria boa ideia, encenar um encontro entre duas naves espaciais soviéticas, no espaço. A ideia era mostrar aos americanos como se faziam voos espaciais.

Assim a Soyuz I iria levar um cosmonauta para órbita perto da Terra e uma segunda nave espacial seria lançada com outro cosmonauta a bordo. Os dois homens iriam trocar de lugar e o primeiro cosmonauta iria voltar à Terra na nave do segundo cosmonauta.

O que poderia correr mal?

Tudo.

Vários técnicos inspeccionaram a Soyuz I antes do lançamento e encontraram nada mais que 203 problemas estruturais. Claramente, a missão devia ser adiada, pois a probabilidade do cosmonauta regressar vivo eram ínfimas. O escolhido para a malfadada missão foi Vladimir e o seu amigo Yuri foi escolhido para suplente.

Não querendo ver o seu amigo morrer, Yuri escreveu um memorando de 10 páginas para Brezhnev e deu a um amigo no KGB. Yuri era um tesouro nacional, uma celebridade, certamente que aqueles que possuíam poder iam ouvir as suas preocupações.

Mas o memorando nunca chegou a Brezhnev. Ninguém queria ser o mensageiro das más notícias. Como Krulwich observa: “Toda a gente que viu esse memorando … foi despromovido, demitido, ou enviado para a Sibéria.” Incluindo o agente da KGB (Russayev) que tentou transmitir o memorando de Yuri.

Russayev, perguntou a Vladimir porque não se recusava a realizar a missão. Ao que Vladimir respondeu: que se ele se afastasse, o seu substituto seria lançado para uma morte quase certa e que esse suplente era o seu grande amigo Yuri. “Ele vai morrer em vez de mim”, disse ele. “Nós temos que cuidar dele.” E dito isto, explodiu em lágrimas, sabendo que assim estava a sacrificar-se a si mesmo.

Aparentemente Yuri apareceu naquele dia fatídico, de 23 de Abril de 1967, e exigiu ser ele a realizar o voo, mas foi recusado. O lançamento ocorreu de acordo com o planeado, com Vladimir bordo. De facto as várias avarias mostraram-se fatais. Krulwich escreveu:

“Assim, há um astronauta no espaço, girando à volta da Terra, convencido de que nunca vai conseguir voltar a Terra. Vladimir está ao telefone com Alexsei Kosygin – um alto funcionário da União Soviética – que também está a chorar porque, também ele, acha que o cosmonauta Vladimir vai morrer. O veículo espacial pobremente construído, está a ficar perigosamente sem combustível e o pára-quedas não funciona, o cosmonauta … está prestes a, literalmente, despenhar-se a toda a velocidade contra a terra, enquanto o seu corpo derrete com o impacto. Enquanto ele dirige-se para o sacrifício, os postos de escuta dos EUA, na Turquia ouvem-no chorar de raiva, amaldiçoando aqueles que o colocaram dentro daquela terrível nave espacial. ”

Tudo o que sobrou de Vladimir Komarov foi um osso do calcanhar e uma massa de restos calcinados. Mesmo assim, o funeral de Estado foi de caixão aberto (como se pode ver pela foto).

Um ano mais tarde, morre Yuri quando o MIG em que treinava se despenhou perto da cidade de Kirzhach.

Mais pode ser lido aqui, aqui e aqui.

19 comentários

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  1. spacedaily.com…

    Curiosamente, acabei de ler este artigo:
    http://www.spacedaily.com/reports/Soviet_Space_Program_Myth_And_Reality_999.html
    “Soviet Space Program: Myth And Reality”
    😉

  2. 🙁 trágico 🙁

    • Pedro Seixas on 29/03/2011 at 00:10
    • Responder

    lostcosmonauts.comAcho que já estava na hora de tanto os EUA como a Rússia, desclassificarem todos os documentos sobre os cosmonautas dos programas espaciais de modo a se escrever a verdadeira história da exploração espacial. Este site também levanta questões interessantes:

    http://www.lostcosmonauts.com/default.htm

    Não sei até que ponto são baseadas em factos reais.

  3. Um livro perfeitamente sensacionalista e cheio de erros factuais.

    “Assim a Soyuz I iria levar um cosmonauta para órbita perto da Terra e uma segunda nave espacial seria lançada com outro cosmonauta a bordo.” É mais do que sabido de que a Soyuz-2 seria tripulada por 3 cosmonautas e não 1 cosmonauta como é referido. Aliás, a missão da Soyuz-1/2 seria mais tarde realizada pelas missões Soyuz-4 e Soyuz-5. Por outro lado, Komarov não envergou qualquer fato espacial quando entrou na Soyuz-1 e como tal não poderia de forma alguma efectuar uma actividade extraveícular. Isto é muito importante porque vestir um fato extraveícular requer sempre o auxílio de um segundo cosmonauta.

    As alegações de que Komarov foi escutado a chorar de raiva e a amaldiçoar todos aqueles que o enviaram para a missão fatídica são falsas e fruto de relatos pouco credíveis. A Soyuz não tem capacidade de comunicação após a separação dos módulos e até à abertura dos pára-quedas (a antena de comunicações encontra-se num dos cabos dos pára-quedas). Estes só se abrem após a reentrada e todos sabemos como foi o desfecho dos minutos finais da descida da Soyuz-1…

    O problema da Soyuz-1 nunca foi a falta de combustível como alegadamente os autores referem no livro. Quando a Soyuz-1 entrou em órbita surgiram problemas na abertura de um dos painéis solares e devido a esta situação a nave não podia funcionar totalmente devido à escassez de energia.

    A forma como se descreve a morte de Komarov, dizendo que o seu corpo se derreteu no impacto, é a pior forma de descrever o acidente e só é utilizada para acrescentar um pouco de dramatismo a toda a história.

    A nota de que Gagarin terá «aparecido» no local de lançamento e exigido que lhe dessem um fato espacial para participar na missão e no mínimo ilariante. SE Komarov não usou um fato na sua missão, porque razão usaria Gagarin?

    Na tradução do artigo a Conceição esquece-se de traduzir o termo “video phone” ao referir “Vladimir está ao telefone com Alexsei Kosygin …” Como é que isto é possível se a Soyuz 1 não tinha capacidade de receber uma ligação de vídeo?

    A fotografia onde se vêm restos carbonizados não é do funeral de estado de Komarov e não faz qualquer sentido dizer que num funeral de estado se mostraria um corpo nestas condições. Aliás, de notar que parte dos restos mortais de Komarov foram enterrados no local do acidente contando-se até um mito urbano que refere que anos mais tarde um grupo de Jovens Pioneiros teria descoberto restos mortais de Komarov e procedido ao seu enterro no mesmo local.

    Certamente um livro que não fará parte da minha biblioteca…

      • Kleiton Conceição Teixeira on 28/04/2014 at 04:02
      • Responder

      Gostaria de indicações de livros sobre o programa espacial soviético, ou o americano, durante a guerra fria, em portuguÊs. Você me parece uma pessoal que conhece bem sobre o assunto, eu tenho muita curiosidade, e se puder me indicar algo fico grato.

      • Jeider M. D. on 12/04/2015 at 17:24
      • Responder

      Fico pensando aqui se você tem as fontes de onde tirou essas afirmações. Além de você próprio mencionar (em outros comentários) a dificuldade em encontrar informações sobre cosmonautas russos por conta do sistema fechado soviético da época, ainda desmerece um livro que conta com relatos de personagens vivos do drama. Ao que parece você inacreditavelmente tem informações que nenhum outro mortal tem.

      1. “Ao que parece você inacreditavelmente tem informações que nenhum outro mortal tem.”

        Se conhecesse o Rui Barbosa, saberia que essa sua frase em jeito de ironia, é na verdade bem real, se trocasse por esta:
        “O Rui Barbosa tem informações (porque as procura) que muitas outras pessoas não têm.”
        (e nisto se inclui o Jeider, que já se viu, não tem as informações que o Rui Barbosa tem, mas em vez de se mostrar inteligente e aprender, prefere usar a ironia para ficar sempre na mesma)

  4. Pedro, um pouco de leitura de outros sites que explicam estas teorias da conspiração e verás que muitos desses nomes são reais e que de facto pertenceram ao programa espacial soviético. Convém ter em atenção o clima em que se viva nessa altura. Numa sociedade completamente fechada, qualquer pequeno rumor dava origem à mais fantástica das histórias sobre cosmonautas desaparecidos e perdidos.

    • António Castanheira on 29/03/2011 at 11:47
    • Responder

    Uma história romanceada e muito pouco credível:

    – Na época, e não obstante todos os sucessos conseguidos, os soviéticos tinham um registo limpo de acidentes graves (pelo menos que fossem conhecidos) e, se efectivamente a nave estava assim tão mal concebida, certamente não iriam arriscar manchar essa reputação, a troco de quase nada…

    – O pormenor do caixão aberto naquelas condições, num funeral de estado (ou noutro) é tétrico e impensável, é o exagero que nos demonstra (se dúvidas houvesse) o absurdo da teoria (aliás, a foto parece ter duas focagens totalmente diferentes…).

    – Os postos de escuta dos EUA escutaram as comunicações entre a nave e a Terra?!…Durante a reeentrada?!…

    – E a falta de combustível (comburente) não esteve relacionada com o acidente, quando muito a falta de energia (problemas de tradução?).

  5. António, “…não obstante todos os sucessos conseguidos, os soviéticos tinham um registo limpo de acidentes graves (pelo menos que fossem conhecidos)” ou isto demonstra um desconhecimento do programa espacial soviético ou então não sei a que se refere. Por esta altura já vários cosmonauta haviam falecido em treinos relacionados com o programa espacial (Valentin Bondarenko sobre o qual escrevi há uns dias atrás, foi o primeiro deles). O facto de os acidentes serem ou não conhecidos no Ocidente não trás nada para a questão. Certamente que os especialistas soviéticos sabiam que a Soyuz estava cheia de problemas e o número de 203 situações registadas com a Soyuz-1 não é fantasia deste livro, de facto os problemas existiam.

    Convém ter em atenção que não existia um «programa espacial». As missões iam-se sucedendo tendo em conta um aspecto importante: o que o outro lado ia fazer. Assim foi com a missão da Voskhod-2 e o primeiro passeio espacial de Leonov, assim foi com a Voskhod-1 e com a primeira tripulação, e por aí adiante.

    O programa Soyuz tinha como objectivo a Lua e esse era o objectivo de Korolev (que o via apenas como um passo para Marte). Foram feitos vários ensaios das Soyuz (disfarçadas de missões Cosmos) antes do primeiro voo tripulado e a opinião em muitos especialistas era a de que se deveria pelo menos enviar um veículo não tripulado antes de enviar Komarov.

    Tal como se refere, a falta de energia era um dos principais problemas da Soyuz-1. No livro é referida a falta de combustível; não é um problema de tradução.

    1. Transcrevo aqui os últimos diálogos de Komarov, com Gagarin.

      Naquela manhã de 24 de abril, Komarov deveria fazer quase uma coisa impossível, descer manualmente da órbita.
      Gagarine era o último homem da tripulação em terra com quem Komarov estava falando.

      Suas mensagens de rádio:

      Zarya (Gagarin): “É Zarya. Tudo está bem”.
      Komarov: “Entendido”.
      Zarya: “Prepare-se para o último procedimento. Tenha cuidado e não se preocupe, tudo está indo bem.
      O processo de desconexão automática com orientação lunar será exibido agora. Isto é normal.”
      Komarov: “Roger, entendido”.

      Apesar de problemas, Komarov conseguiu ligar os motores direcionando a Soyuz na direção certa para se preparar para a desaceleração, antes da reentrada na atmosfera.

      Komarov: “Estou no banco do meio, a “Soyuz tem tres bancos”, agora e meus cintos de segurança estão ligados”.
      Zarya: “Como está indo? Como você se sente?”
      Komarov: “Estou bem agora”.
      Zarya: “Recomendamos que você respire mais fundo. Aguarde até você descer”.
      Komarov: “Sim. Obrigado. Diga isso a todos”.

      Nota: “durante a reentrada na atmosfera, as comunicações, são interrompidas, e retomadas logos após a abertura dos paraquedas da nave, onde se localizavam a antena principal”.

      Estas foram as últimas palavras …

      No início, parecia que tudo ficaria bem, os aviões de busca abaixo detectaram sua queda e relataram: “Um paraquedas auxiliar aberto”.
      E depois depois de algum tempo: “… queimando no chão …”

      Ninguém poderia entrar em contato com ele porque o pára-quedas principal onde a antena foi construída não se abriu. O gravador de rádio e também o diário de bordo deles foram queimados.

      A Soyus despencou no chão a mais de 140 km/h matando instantaneamente Komarov.

    • António Castanheira on 29/03/2011 at 15:01
    • Responder

    Rui C.,

    Eu referi “(pelo menos que fossem conhecidos)” .

    “O facto de os acidentes serem ou não conhecidos no Ocidente não trás nada para a questão”

    Pelo contrário, isto é que fazia toda a diferença, se entendermos ambos os “programas espaciais” (chamemos-lhe assim, por simplificação) como uma demonstração de supremacia tecnológica e ideológica sobre a outra parte, que era no fundo o principal objectivo de ambos.
    E a prova é a sua frase “As missões iam-se sucedendo tendo em conta um aspecto importante: o que o outro lado ia fazer”.

  6. António,

    O registo de lançamentos soviéticos era tudo menos limpo e quando refere ‘que pelo menos fossem conhecidos’, isto só se aplica ao Ocidente pois a propaganda assim o exigia. Os engenheiros soviéticos sabiam que a Soyuz-1 não estava pronta para voar, tal como já havia acontecido em missões anteriores.

    Depois refere “se efectivamente a nave estava assim tão mal concebida, certamente não iriam arriscar manchar essa reputação”. Mas eles quase sempre fizeram isso e os melhores exemplos são as duas missões anteriores à Soyuz-1 que quase terminaram em tragédia e com os veículos nos seus limites.

    A Soyuz-1 não obstante aos 203 problemas registados, é lançada porque os dirigentes soviéticos fizeram pressão para se assinalar o feriado do 1º de Maio com umnovo feito espacial espectacular, neste caso a acoplagem de duas naves tripuladas e a transfrência de dois cosmonautas pelo exterior.

    • Nuno Almeida on 30/03/2011 at 17:01
    • Responder

    Boa tarde,
    Queria ainda acrescentar que foi o primeiro homem a morrer numa missão espacial.
    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Komarov

    Abraço!

    • Dinis Ribeiro on 17/11/2013 at 05:14
    • Responder

    O livro realmente parece ser sensacionalista, mas enquanto não o ler, não posso acabar de formar a minha opinião… a fotografia do funeral é estranha, e levanta muitas dúvidas sobre a sua veracidade, mas ainda não cheguei a uma opinião final. Link para o livro: http://www.amazon.com/Starman-Truth-Behind-Legend-Gagarin/dp/0802779506/?tag=gmgamzn-20&tag=io9amzn-20&ascsubtag=%5Breferrer|gawker.com[type|link[postId|5791437[asin|0802779506[authorId|5717795175536518860

    Quanto a este aspecto:

    – Os postos de escuta dos EUA escutaram as comunicações entre a nave e a Terra?!…Durante a reentrada?!…

    Durante a reentrada, devido ao (conhecido?) fenómeno do black-out http://en.wikipedia.org/wiki/Communications_blackout isso teria sido totalmente impossível, a menos que existisse um sistema de escuta que estive numa órbita em que conseguisse fazer o mesmo que o TDRSS.

    “Until the creation of the Tracking and Data Relay Satellite System (TDRSS), the Space Shuttle endured a 30-minute blackout. The TDRSS allowed the Shuttle to communicate by relay with a Tracking and Data Relay Satellite during re-entry, through a “hole” in the ionized air envelope at the tail end of the craft, created by the Shuttle’s shape.”

    Mas, digamos, que isso é “relativamente” (totalmente?) impossível devido á forma da cápsula, para além do que o Rui Barbosa refere de que:

    “A Soyuz não tem capacidade de comunicação após a separação dos módulos e até à abertura dos pára-quedas (a antena de comunicações encontra-se num dos cabos dos pára-quedas)”.

    Falando em sensacionalismos, por acaso estava a ler este artigo:

    Four decades ago, Fellwock became the NSA’s first whistleblower, going to the press to explain the spy agency’s immense scope and mission to a public that had barely been allowed to know such an organization existed.

    Fonte: http://gawker.com/after-30-years-of-silence-the-original-nsa-whistleblow-1454865018

    Mais informação: http://en.wikipedia.org/wiki/Perry_Fellwock

    E notei nesse artigo uma referência a este assunto…

    A “fonte ” do mito sobre a NSA ter escutado os gritos de Komarov terá sido um artigo sobre a NSA na revista “Ramparts”, em que os jornalistas (ou os editores), para tornar o assunto mais sensacional, e “ilustrar” dum modo “chocante” as capacidades técnicas da NSA, imprimiram um “aparte” ou comentário “off record” do Perry Fellwock, e o apresentaram como sendo parte integral da entrevista.

    Sobre a revista: http://en.wikipedia.org/wiki/Ramparts_(magazine) e http://www.unz.org/Pub/Ramparts

    “They published this rambling interview that said some things that were true and some other things that weren’t true,” he said. “They just turned it into a sensational piece of gossip as far as I was concerned.”

    Casual asides he thought were just between him and the Ramparts editors were laid indelibly in print.

    The most riveting passage of the Winslow Peck Ramparts interview was the story of how a Russian cosmonaut’s final, doomed mission was picked up by the NSA’s Turkey listening post. The spacecraft malfunctioned, and Peck explained that analysts had eavesdropped as the cosmonaut plummeted to Earth and was incinerated. They recorded his pitiful cries to his handlers: “I don’t want to die, you’ve got to do something.”

    This anecdote has become established in space exploration lore. Most recently it was repeated by authors of the book Starman, a biography of Yuri Gagarin. They identified the unlucky cosmonaut as Vladimir Komarov, writing that “the radio outposts in Turkey picked up his cries of rage as he plunged to his death, cursing the people who had put him inside a botched spaceship.”

    This was a myth. Komarov did burn up upon reentry and the NSA did intercept his communications, but later analyses have debunked the most dramatic details of Fellwock’s account, including the “cries of rage.”

    That the anecdote was inaccurate isn’t surprising considering its provenance: Fellwock told me the story he told Ramparts of the dying cosmonaut was a bit of workplace gossip that circulated during his time as a young analyst in Turkey. “It was abuzz all over the station that this had happened, and it was basically me picking up the buzz.”

    http://io9.com/5791437/what-really-happened-to-cosmonaut-vladimir-komarov-who-died-crashing-to-earth-in-1967

    Esta mesma revista terá sido também quem publicou a primeira “teoria da conspiração” sobre o assassínio do Kennedy…

    Citando a wikipedia:

    Ramparts was an early opponent of the Vietnam War. In August 1966, managing editor James F. Colaianni wrote the first national article denouncing the U.S. use of napalm in that conflict.

    One of the magazine’s most controversial covers depicted the hands of four of its editors holding burning draft cards, with their names clearly visible.

    Ramparts also unearthed the first conspiracy theory about the Kennedy assassination. The magazine published Che Guevara’s diaries, with an introduction by Fidel Castro.

    • Daniel Vieira on 25/02/2014 at 19:13
    • Responder

    Esse homem foi vitima de uma rixa pessoal com alguém do alto escalão, mas ainda sim foi um modo extravagante de se matar uma pessoa.

    • Graciete Virgínia Rietsch Monteiro Fernandes on 24/04/2014 at 20:13
    • Responder

    Não comento o que o artigo refere porque nada sei sobre a Ciência Espacial Soviética ou Americana. Sei que acidentes acontecem sempre que algo de novo surge no campo experimental da Ciência. Quantos investigadores morreram antes da máquina a vapor passar a ser utilizada no campo da Indústria, p.e?
    Não digo que seja pouco verdadeiro o que é referido neste artigo. Nada sei para poder fazer uma apreciação isenta. Mas lembro-me muito da frase que julgo ser de LENINE “O ser humano é o capital mais precioso”.
    De qualquer forma lamento muito a morte desse e de todos os cosmonautas que perderam as suas vidas.

  7. Sem dúvidas foi uma história de tragédia e heroísmo. Quanto a história de que em queda ele amaldiçoava os dirigentes que o colocaram em voo é apenas um rumor, foi descoberto que sua resposta foi inaudível.

    • Guilheme a. Issenguel on 19/06/2017 at 10:26
    • Responder

    Gostei, muito. Mas, fiquei também triste por causa dos 2. Ter morrido desta forma. sem mas palavra!

  1. […] A 24 de Abril de 1967, terminou da pior forma a missão Soyuz-1. Leiam tudo sobre a trágica história de Vladimir Komarov, neste artigo. […]

  2. […] A 24 de Abril de 1967, terminou da pior forma a missão Soyuz-1. Leiam tudo sobre a trágica história de Vladimir Komarov, neste artigo. […]

  3. […] – Astronáutica: NASA. Astronautas. Gagarin. Vladimir Komarov. Shepard (aqui). Robô. Humor, ao lado. Estação Espacial Internacional. Satélites. GOCE. […]

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