Aglomerados Globulares I – Fusões

Os aglomerados globulares são constituídos por grupos de estrelas, cerca de um milhão, num volume correspondente a uma estrela e são encontrados em praticamente todas as galáxias. Dentro de cada aglomerado, as estrelas parecem ter a mesma composição e idade, sinal de uma baby boom estelar.

Estes grupos estelares estendem-se num volume esférico que passa o disco da galáxia. Pensa-se serem, também, indicadores da forma que a galáxia deve ter tido. Desta forma são uma boa ferramenta de estudo da formação das galáxias.

Stephen E. Zepf, Keith M. Ashman e François Schweizer propuserem que a formação de aglomerados ainda não cessou. A ideia é que estes conjuntos estelares sejam formados durante a colisão de duas galáxias espirais que possuam reservas suficientes de gás para que se possam produzir novas estrelas. Uma destas colisões produz starbursts e pode alterar a forma das galáxias envolvidas. Duas espirais podem produzir uma elíptica.

Este modelo foi testado. Para tal teríam de ser observadas galáxias ricas em gás e verificar se contêm aglomerados globulares recentes. De facto, ao observar galáxias ricas em gás, foram também observados aglomerados densos e jovens. Desta forma concluiram que as colisões estelares são o motor do nascimento das novas estrelas e aglomerados globulares.

 

Adaptado de Scientific American

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