O Telescópio Espacial Hubble?


Quanto custaria resgatar o Telescópio Espacial Hubble?
Quem não gostaria de poder olhar e tocar no 1º “verdadeiro” Telescópio Espacial?
O preço a pagar por isto (bilhetes para o ver) não daria para pagar o resgate do Telescópio Espacial?

Eu não me conformo com a ideia de ver um marco na história da humanidade tornar-se pó! É muito redutor saber que, dentro de pouco tempo, vai simplesmente arder em direcção à Terra.
Valia qualquer preço tentar fazer uma missão de resgate do Hubble no espaço. Trazer o Hubble para terra é, no meu entender, uma obrigação da humanidade.
Foi uma pena não se ter aproveitado o vaivém espacial para trazer de volta, ao solo terrestre, este instrumento que revolcionou a nossa história e a forma como vemos o universo.
Seria algo de “fantástico” poder ir a um Museu ver o Hubble ao lado da luneta de Galileu.
Não seria possível pagar o resgate do Telescópio Espacial através dos bilhetes dos visitantes nos próximos 30 ou 50 nos anos? eu sinceramente acho que daria lucro.
É uma ideia maluca (eu sei), mas acho que seria algo de especial.
Não acham?

10 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

  1. João Vieira, porque não fazemos uma campanha na internet, para resgatar o Hubble!

  2. Olá Daniel,

    Concordo com o rigor científico. Tens claramente razão.
    Mas a verdade é que para qualquer pessoa comum o”1º verdadeiro” telescópio espacial foi o Hubble. É isso que conta para este post. Ninguém iria a um museu ver o IRAS… sobretudo porque nem sequer sabe o que é.
    A sua importância tem a ver com isso.
    Quanto à luneta de Galileu: ninguém garante que tenha sido Galileu o primeiro a apontar com ela para o céu a a usar esse instrumento com fins Astronómicos / Científicos. É o que sabemos! mas pode existir coisas que não foram registadas para a história 🙂

    Cumprimentos

  3. Olá Daniel,

    Claro que sim…mas é como a história da Luneta de Galileu. Não foi a primeira mas é a que vale para a história.
    Quando digo “verdadeiro” refiro-me aquele que chegou às massas. Aquele que todos conhecem. Aquele que tem impacto social para valer a pena a ideia.
    Nem todas as primeiras coisas são boas recordações :). Deixamos só as que dão jeito!

    Cumprimentos
    Vieira

    1. João, Carlos,

      Eu percebo porque foi escrito “1º verdadeiro”, mas quem lê este excelente blogue, e é menos conhecedor da Astronomia, poderia ficar com a ideia de que antes do Hubble ST não houve no espaço telescópios verdadeiros.

      Como este Blogue tem como um dos objectivos, corrijam-me se eu estiver errado, a divulgação da Astronomia e (quase) tudo a ela ligado, também para quem não percebe muito de Astronomia, parece-me importante que se compreenda que o HST não foi o 1º telescópio espacial, que é muito mediático, mas que outros houve de grande importância para o desenvolvimento da Astronomia e do conhecimento do Universo.

      Foi esse o contributo principal que tentei dar com o meu comentário.

      Já agora, a luneta do Galileu não foi a 1ª, mas pelo que se sabe, foi a 1ª a ser apontada de forma sistemática para os objectos celestes. E essa foi a grande revolução. 🙂

      Daniel

        • Ana Guerreiro Pereira on 21/04/2011 at 23:42

        Mas por essa ordem de ideias, Daniel, tb foi o Hubble que trouxe milhares de imagens inéditas e que revolucionou a forma como leigos e astrónomos olham o Universo. Portanto, tb foi uma revolução 🙂

        • Daniel Folha on 22/04/2011 at 23:45

        A importância do Telescópio Espacial Hubble para a Astronomia, para a divulgação da ciência e para cativar jovens para o estudo da ciência e da tecnologia é incomensurável. Não tenho nada contra a utilização de “revolução” aplicada ao HST. 🙂

  4. Já foi uma pena ter visto a Mir a arder no céu. O Hubble seria pelo menos mais fácil de resgatar, mas duvido que haja financiamento para isso…

    1. Pois, acho que o busilis da questão é o financiamento. Mas sem dúvida seria uma boa ideia. Penso que a médio/longo prazo daria lucro, mas enfim…

  5. Olá,

    Vou defender o Vieira 🙂

    A população quando pensa em Telescópio Espacial, ou não sabe, ou conhece o Hubble 🙂

    Quem quer saber do Chandra, do Swift, etc? 😛
    Nós queremos saber… mas o resto da população não.
    Porque as imagens do Hubble são as que se conhecem melhor 😉

    Penso que é isso que ele quiz dizer com “verdadeiro” 😉

    abraço! 😉

  6. João, se fores quem eu penso, e deves ser, sabes que eu não deixaria passar uma destas, e por isso não me lavas a mal.

    “Quem não gostaria de poder olhar e tocar no 1º verdadeiro Telescópio Espacial?”

    O rigor é importante!! O que é um “verdadeiro Telescópio Espacial”? Um que permite observar no visível? Um que permite observar durante anos a fio? etc., etc. etc.

    A descrição que se segue não é de um telescópio?

    “The telescope was a f/9.6 Ritchey-Chretien design with a 5.5 m focal length and a 0.57 m aperture. The mirrors were made of beryllium and cooled to approximately 4 K. The focal plane assembly contained the survey detectors, visible star sensors for position reconstruction, a Low Resolution Spectrometer (LRS) and a Chopped Photometric Channel (CPC). The focal plane assembly was located at the Cassegrain focus of the telescope and was cooled to about 3 K.” Fonte: http://irsa.ipac.caltech.edu/IRASdocs/iras_mission.html

    Claro que é. É do “Infrared Astronomical Satellite” (IRAS), lançado em 1983. Não tão mediático como o Hubble, mas de crucial importância para a Astronomia. E antes do IRAS, outros houve…

    Abraço

Responder a Marco Filipe Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.