Antihidrogénio em 1000 segundos

(a) A schematic view of the ALPHA trap. Penning trap electrodes are held at ~9 K, and have an inner diameter of 44.5 mm. A three-layer silicon vertex detector surrounds the magnets and the cryostat. A 1 T base field is provided by an external solenoid (not shown). An antiproton beam is introduced from the right, while positrons from an accumulator are brought in from the left. (b) The magnetic field strength in the y-z plane (z is along the trap axis, with z=0 at the centre of the magnetic trap). Green dashed lines in this and other figures depict the location of the inner walls of the electrodes. (c) The axial field profile, with an effective trap length of ~270 mm. (d) The field strength in the x-y plane. (e) The field strength profile along the x-axis. Image credit: ArXiv paper

Lembram-se dos átomos de hidrogénio (H)? Em resumo, os átomos de hidrogénio são essencialmente constituídos por um protão e um electrão. O hidrogénio é o elemento mais abundante do Universo e 74% da massa do nosso Sol é hidrogénio.

Átomos constituídos por partículas e antipartículas tem um período de vida muito curto, normalmente o tempo de vida é inferior a um microsegundo (0,000001 s). Antihidrogénio, feito inteiramente de antipartículas, poderá ser estável, e é essa longevidade que parece ser promissor para os estudos de precisão da simetria matéria-antimatéria. No artigo publicado no arXiv os cientistas do CERN conseguiram aprisionar átomos de antihidrogénio e libertá-los depois de um tempo de confinamento de 1000 s.

Uma questão crítica para estudos futuros é: durante quanto tempo poderemos aprisionar anti-átomos? Quais as possibilidades experimentais, incluindo estudos de precisão da simetria CPT e refrigeração a temperaturas em que os efeitos gravitacionais poderiam se tornar aparente?

Para saber mais ir aqui, aqui e aqui.

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  1. […] há 1 mês atrás. Como me avisou o José Gonçalves, ele próprio já tinha escrito sobre isto, neste post. Mas só chegou agora à imprensa portuguesa e brasileira… porque 1 mês depois, saiu a […]

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