Hawking não tem medo da morte

O Papa diz que foi Deus que criou o Universo no Big Bang. Não porque saiba (não é conhecimento), mas sim porque crê nisso, e por motivos de marketing (convém reforçar a fé dos crentes).

Há 1 ano atrás, Hawking disse que não devíamos contactar ETs. Essa e outras frases “bombásticas” dele foram feitas só com um propósito: marketing – publicitar a nova série dele.
Dois meses depois, volta a ser polémico pondo em causa as crenças Cristãs sobre Deus. O propósito foi simples: marketing – começar a falar do seu novo livro.
Mais uns meses, e já com o livro nas bancas, Hawking aproveitou para fazer mais algumas frases polémicas, dizendo que não precisava da hipótese Deus para explicar o início do Universo. A razão é simples: marketing.
De qualquer modo, notem que ele não negou a existência de Deus. Simplesmente disse que não precisava Dele. O Hawking dizer isso, foi simples estratégia de marketing para vender melhor o livro. Já os jornalistas publicitarem essa ideia como se ele negasse a existência de Deus deve-se aos jornalistas não perceberem o que ele diz e/ou a marketing (querem vender mais jornais, através de polémicas em parte inventadas). Ou seja, é uma estratégia de marketing, em parte enganosa (de construir ilusões de polémicas), que serve às duas partes: Hawking e Media.

Agora, Hawking está de novo nas notícias com mais umas ideias “bombásticas” referentes à religião.
Numa entrevista ao jornal The Guardian, Hawking diz que o Paraíso e a vida após a morte são “contos de fadas” para enganar mentes de crianças.
Nas suas palavras: “Acredito que o cérebro é um computador que pára de funcionar quando todos os seus componentes falham. Não existe nenhum paraíso ou vida após a morte para computadores quebrados; isso é um conto de fadas para pessoas com medo do escuro”.

Tenho sempre concordado com o Hawking no que ele tem dito. Desta vez, não é excepção.
No entanto, Hawking tem sempre dito estas coisas com um único propósito: marketing. Muito raramente ele diz estas frases polémicas sem uma razão pessoal/empresarial/marketing por trás. Daí que fico à espera de saber qual o seu próximo projeto 😉

57 comentários

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  1. Olá,desculpa se alguém ja falou aqui neste post sobre isso,eu realmente não li os comentarios por serem diversos….Mas eu vi um documentário do hawking sobre deus, http://www.youtube.com/watch?v=EFsKdhhz0L0 para quem ja viu,oque achou?para quem não viu,aconselho dar uma olhadinha…achei interessante 😀
    Abraços!!!

    1. Sim, já falamos na relação de Hawking com Deus, aqui:
      http://www.astropt.org/2010/09/04/deus-e-hawking/
      e aqui:
      http://www.astropt.org/2010/09/13/hawking-e-deus/
      😉

      abraços

  2. Pensando bem, não gosto de que seja dito que algo não será feito.

    Também não ficaria surpreso se descobrissem uma técnica capaz de olhar além do evento “de antes do tempo”. Talvez fosse algo tão impraticável quanto um portal espaço-dimensional feito com um wormhole gigante, mas pelo menos uma técnica dessas, alguém inventará em breve.

    Sempre gostei de dizer que tudo é possível, mas sei que na prática, somente algumas coisas acontecem e outras não. Porém, continuo mantendo a minha mente aberta às possibilidades que o futuro nos oferece, pois elas são infinitas. Então, falando de futuro, tudo é possível.

    E quem sabe, amanhã a ciência não venha a provar até o improvável?

    1. Cristiano:

      A tentativa de explorar a afirmação ” a ciência não explica tudo” para defender outras afirmações é antiga e é uma falácia conhecida, a não ser que sejas capaz de descrever uma maneira não cientifica que prova o que estas a dizer.

      Ou seja, o que não se sabe, não serve de argumento para provar nada, a não ser que não se sabe. Não se pode dizer que objecto A existe porque a ciencia não pode provar. Tem de haver então uma maneira de justificar essa afirmação.

      Se não tens maneira de justificar essa afirmação, seja A um objecto ou uma entidade imaterial extradimensional, então não podes distinguir a afirmação A existe da afirmação que diz que A não existe. Logo, se tens essas duas afirmações em pé de igualdade não podes contar nem com uma nem com outra como sendo verdade.

      Por outro lado, como afirmar que uma entidade A existe não se distingue das outras infinitas afirmações que podemos fazer que dizem que infinitas outras entidades existem, então isto torna à priori infinitamente implausivel a probabilidade de que qualquer uma dessas afirmações seja verdadeira. Logo, a diferença está na justificação que há para as sustentar.

      Relembrando o raciocinio com que comecei o texto, o que não sabemos não serve para provar nada. Senão tinhamos de acreditar em todas essas infinitas entidades que alguem pode postular só pela razão de que não sabemos se existem. O que tem o corolário que passariamos a saber que existem só por serem postuladas. O que obviamente significa a asneira de dizer que tudo o que postularmos passa a existir.

      Conclui-se que não sabendo outro modo de saber verdades, estamos presos à justificação que temos para as afirmações.

      Logo dizer que não precisamos de Deus para explicar o universo, quer dizer que a probabilidade dessa afirmação ser verdadeira é extremamente baixa. A não ser que haja outra maneira de demonstrar esse conhecimento.

      Por isso o que a ciencia vier a provar amanhã não serve como argumento hoje. “Não sabemos não é “sabemos que”.

      Sugiro que vá ler sobre “apelo à ignorancia” em diversas outras fontes se ainda lhe restam duvidas.

  3. Não tem nada a ver com a discussão, mas vale a pena citar aqui assim mesmo.

    Já viu o filme “O Primeiro Mentiroso” (The Invention of Lying, 2009)?

    Eu vi faz poucos dias. Passa-se num mundo alternativo, onde as pessoas falam apenas a verdade (sobre tudo).

    Então um homem inventa a mentira. O mais interessante é que, praticamente ao mesmo tempo, ele inventa, de carona, a religião:

    Sinopse: Em um mundo onde as pessoas só falam a verdade e não existe o conceito de decepção, um homem que está prestes a perder tudo inventa mentira e não muda só a natureza das coisas, mas cria a base da religião.

    É um filme muito curioso e original, além de divertido. E que foi muito bem pensado.

    Quem quiser ver o trailer (legendado):
    http://www.youtube.com/watch?v=PExzTjJLTZ4

    Acho que todo cético tem muito a ganhar (e a rir) vendo esse filme.

  4. De acordo com quase tudo 😛

    O Tempo está ligado ao Espaço. Olhar para longe no Universo é ver o passado. Quanto mais para longe virmos, mais para o passado vemos.
    Não me espantará que no futuro tenhamos técnicas para vermos para lá do tempo até onde vemos agora.

  5. Tudo começou aqui:

    “Totalmente de acordo. Foi “algo” de certeza. O que é, não se sabe. Porque a ciência ainda não conseguiu saber. Mas irá saber. E só a ciência o poderá saber.”

    Argumentei então que não se podem ter essas certezas. E depois de muito meditar (e de ler, não só o seu artigo, mas vários outros), cheguei a essas conclusões:

    “Foi “algo” de certeza.”
    – Sim. Foi algo. Embora isso não signifique muito.

    “O que é, não se sabe. Porque a ciência ainda não conseguiu saber. Mas irá saber.”
    – O que quer que tenha sido o fenômeno que ocorreu “antes do próprio tempo começar”, não pode ser reproduzido e observado. A ciência não vai saber. No máximo, chegará a uma teoria razoável sobre o que aconteceu, o que, a rigor, pode descrever algo totalmente diferente do que aconteceu de fato.

    “E só a ciência o poderá saber.”
    – Seria melhor dizer:
    “Se pudesse ser sabido (ou provado), só a ciência o poderia saber (ou provar).”

  6. Apenas pra aquecer…

    O simples fato de se saber da existência de alguma coisa, mostra uma interação com ela – anulando a idéia de que essa coisa não interage com nada.

    Vou ler esse artigo, assim que tiver tempo.

    Essa conversa ainda vai render!

    🙂

    1. Sim, claro.

      E o mesmo se pode dizer para o contrário.

      O que não sabemos que existe, poderá ser porque não interage, ou porque nós não sabemos interpretar, ou outra razão qualquer…

      😉

  7. “Sim. Senão pode-se sempre afirmar que o ET está no próximo planeta.
    E quando procurar por todo o Universo e não encontrar, pode-se sempre dizer que ele está no Universo seguinte ou na dimensão seguinte… e assim sucessivamente.”

    Não.
    Pode-se afirmar qualquer coisa, mas parece que estás a esquecer que a ciência afirma coisas, baseando-se sempre em provas razoáveis, ou seja, sem ter que ir aos confins do universo. Então, esse tal monstro, para a ciência, já estaria desvendado – como algo que não existe. E isso sem ter que ir até o fim do universo. Foi assim com todas as descobertas da ciência. Por que com o teu monstro e com os ETs deveria ser diferente?

    “Não. Pode haver coisas que não interagem. Ou pode interagir mas nós interpretarmos de forma errada.”

    Acredito que não.
    Ou interage ou não interage. Se interage, é real, se não interage, para todos os fins práticos, é irreal, não existe.

    Dizendo de outro modo, se é o caso do tal monstro, posso afirmar com segurança, “não existe”. É uma resposta razoável.

    Podes dar um exemplo que algo que existe sem interagir com outro algo? Lembre-se que só porque você pode imaginar algo assim, não quer dizer que isso pode existir. Se estás a falar de coisas que são totalmente diferentes do que observamos nas coisas “reais”, talvez não tenhas percebido que esses teus objetos de imaginação possuem inúmeras incoerências e inconsistências.

    Algo como uma pedra que levanta a si mesma, sendo que ela é a única coisa nesse universo (da pedra). Então, sem ter referência alguma (como um chão), como poderia fazer algo que pudéssemos chamar de “levantar-se”?

    Me parece que esse teu monstro é do mesmo jeito.

    1. Não.

      Repito que o Cristiano deve ler este post:
      http://www.astropt.org/2011/05/21/profecias-da-ciencia/

      A ciência não diz que não foi o Monstro de Esparguete Voador que parou o caro.
      A ciência diz que o mais provável é não haver gasolina.

      Se o Cristiano deixar de interagir comigo, deixa de ser real?
      As coisas não têm que interagir, para ser reais.
      Mais, como eu disse, podemos interpretar erradamente essa interacção.

      Só recentemente a ciência conseguiu perceber que o neutrino interage muito ténuamente. Até aí pensava-se que não.
      E SÓ a ciência provou que sim.
      Se pode haver outra partícula que não interaja? Certamente.

      Quanto ao “meu monstro”, você não consegue provar que ele não existe.
      Aliás, ele passa por você todos os dias, e você nem dá por ele… porque ele não interage com você.
      Mas se acha que consegue provar que ele não existe… então prove 😛

  8. “Provar que existe é muito mais fácil. Basta encontrar uma”

    “Basta” encontrar uma?

    Então, em relação ao tal monstro, para provar que ele existe “bastaria” encontrar um???

    Então eu posso agora mesmo criar uma entidade absurda qualquer e argumentar que a mesma pode existir porque é impossível provar que ela não exista?…

    Não sei por que, mas minha intuição continua dizendo que se trata do mesmo problema.

    Vejamos… Como eu poderia provar que o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea não existe? Encontrando evidências da inexistência do mesmo. Se ele não existisse, haveria evidências disso, tão boas quanto as que parecem demonstrar que ele existe. Isso porque o tal objeto, em tese, possui determinadas características observáveis, previstas por aqueles que defendem a existência dele. E mesmo que ele não existisse, a ausência dele também possuiria características previsíveis e observáveis – em tese.

    Quais as características previstas para a existência do tal monstro? Ele não possui nenhuma? Se não possui, não pode ser observado, e o tal monstro é, na prática, igual a nada. Sendo assim não merece consideração, nem pode ser usado como apoio pra argumento algum (argumento vazio?). Podemos, portanto, afirmar sem medo: “ele não existe!”

    Pode-se provar que o nada existe? Não. Uma prova do nada seria pelo menos alguma coisa a ver com ele, como algo sofrendo uma influência dele, algo interagindo com ele – e algo só pode interagir com algo, daí o nada deixaria de ser nada. E nesse sentido, o tal monstro sem característica ou influência no nosso meio se encaixa perfeitamente. Então, monstro do espaguete = nada, = argumento vazio…

    Se a natureza de tal monstro fosse prevista, com suas devidas influências no meio em que vivemos, então ele passaria a nos importar, pois poderia ser provado ou “desprovado”. Seria alguma coisa. Se for nada, não importa. Não se discute. Não existe.

    E a inexistência de ETs não pode ser provada? Não seria apenas uma questão de tecnologia suficiente?

    Se uma civilização como a nossa, mas muito mais avançada quisesse provar que ETs não existem, e enviasse, como na história das sondas de Von Neumann, uma sonda pra cada estrela e sistema planetário da nossa galáxia, não bastaria um resultado “não encontramos nenhuma”?

    Seria necessário ir até os confins do universo pra acharmos essa prova razoável? Não. Que eu saiba, TODA a ciência é baseada em provas razoáveis, e jamais definitivas. Mesmo coisas como a velocidade da luz no vácuo ou a lei da gravidade não podem ser declaradas como universais de fato, pois tal fato não pode ser observado, na prática (observar essas constantes em todo o universo é impraticável). Mas achamos o que temos sobre isso razoável pra dizer: “é igual em todo o universo.”

    Se isso é aceito no meio científico, então a existência/inexistência de ETs pode ser provada do mesmo modo, bastando pra isso observarmos toda a nossa galáxia, pois está previsto que existem nela todas as condições pra o surgimento de pelo menos algumas civilizações, inclusive, contemporâneas a nossa. Uma prova “não achamos” seria considerada uma evidência razoável para afirmar “não existem ETs”. Tão razoável como qualquer evidencia pra qualquer fenômeno observado e “comprovado” um dia pela ciência.

    Sendo assim, se algo existe, interage com algo. Se algo não existe, não interage com coisa alguma, e é igual a nada. Pode-se provar que algo existe observando as interações previstas para esse algo sobre outro “algo”. E pode-se provar que algo não existe observando a ausência dessas mesmas interações.

    Digamos que, de acordo com o que se sabe de monstros de espaguete, é previsível que eles deixariam um resíduo de molho de tomate nas montanhas por onde passam. Com tal resíduo não foi encontrado em nenhuma montanha desse mundo, tal monstro não deve existir. A não ser que ele seja um ET, aí teríamos que observar todas as montanhas da nossa galáxia. Levaria tempo, mas poderia ser provado.

    Mas se ele não deixa resíduo algum, deve ser nada. Não importa.

    Não sei se me faço entender, mas acho essa lógica acertada.

    1. “Então, em relação ao tal monstro, para provar que ele existe “bastaria” encontrar um???”

      Sim.

      “Então eu posso agora mesmo criar uma entidade absurda qualquer e argumentar que a mesma pode existir porque é impossível provar que ela não exista?…”

      Sim, essa é a base de todas as pseudociências e de todas as religiões.

      “Seria necessário ir até os confins do universo pra acharmos essa prova razoável?”

      Sim. Senão pode-se sempre afirmar que o ET está no próximo planeta.
      E quando procurar por todo o Universo e não encontrar, pode-se sempre dizer que ele está no Universo seguinte ou na dimensão seguinte… e assim sucessivamente.

      “Sendo assim, se algo existe, interage com algo. ”

      Não. Pode haver coisas que não interagem. Ou pode interagir mas nós interpretarmos de forma errada.

  9. Carlos,

    Seu nascimento foi único, como pode ser o de qualquer estrela ou de qualquer célula do corpo humano. Mas seu nascimento, na prática, foi igual a muitos outros. E para ciência, não foi especial (console-se: o meu também não). Portanto, não ocorreu apenas uma vez na história do universo.

    Além disso, foi observado, provavelmente, desde antes de ele acontecer de fato.

    O nascimento do universo foi observado como o seu foi?

    Se considerássemos que a síntese de uma determinada molécula fosse um evento único (assim como o nascimento de uma estrela, ou de uma galáxia), então a ciência se tornaria inútil, pois ela precisa da observação da reprodução de um evento para comprová-lo. Mas segundo a sua lógica, cada vez que a ciência fizesse isso, estaria se deparando com mais um evento inédito…

    Seria o mesmo que afirmar que a operação 2 + 2 = 4 é sempre inédita, toda vez que é feita e observada, e que essa resposta (4), toda vez que ocorre, é algo inédito na história da matemática. Sim, porque essa mesma operação, feita por mim agora, enquanto escrevo, foi um evento único no universo, e “irreproduzível”, já que fui eu que a fiz, nessa hora (13:41 de 22/5/2011), e a fiz nessas condições em que me encontro… Todas, nesse contexto do seu nascimento, “irreproduzíveis”.

    Sobre a formação da Terra, acho que podemos chegar a uma boa aproximação do que ocorreu. E só. A essa aproximação chamaremos teoria.

    Provar e “desprovar”? Acho que estás falando da mesma coisa. Provar que fadas existem é tão difícil quanto provar que não existem. E ambas as coisas contam do mesmo jeito. E dão respostas do mesmo jeito. E ambas as coisas estão além das nossas possibilidades.

    “A existirem, SÓ a ciência poderá provar universos paralelos ou as outras coisas.”

    Concordo que a ciência poderá provar isso e outras coisas. Mas eu falava do que está ao nosso alcance (de nós, falhos humanos, e não algo ideal, como a ciência).

    Não, não duvido que a ciência poderá provar essas coisas. Mas duvido de que poderemos analisar tudo que existe com a nossa ciência, porque ela é algo ideal, e não real. Ela é como a matemática, ela existe apenas na mente dos seres humanos (pelo que sabemos). É uma técnica, não uma força. E como toda coisa ideal, depende de quem a carrega (na mente). A ciência é uma “meme” e depende de nós pra existir.

    Por isso é possível que Deus, a (vida além da) morte, e talvez ETs estejam foram do nosso alcance. Porque nós, humanos, não somos ideais como a ciência que criamos. Somos reais e limitados. Nosso alcance é limitado. O da ciência , falando de modo ideal, não. Mas isso de modo ideal. Portanto, ela só pode comprovar o que nós podemos alcançar. A ciência, por enquanto, depende de nós. Talvez isso mude se criarmos robôs que se reproduzem e fazem ciência, mas até lá… Ela está confinada a esse pequeno pedregulho chamado Terra.

    Ana GP,

    Teorias não são leis. São teorias. São tentativas de explicar algo. Não se pode tomar uma teoria como lei, a não ser que ela supere todas as inconsistências e incoerências que possui. Ou, de modo mais ideal, a maioria delas, e que a possamos comprovar repetidas vezes.

    Ao menos, foi isso que aprendi por teoria nas minhas pesquisas.

    “o conceito moderno de teoria científica estabelece-se, entre outros, como uma tentativa de resposta ao problema da demarcação entre o que é efetivamente científico e o que não o é.”

    “Lei, no sentido cientifico, é uma regra que descreve um fenômeno que ocorre com regularidade.”

    – Wikipédia.

    Big Bangs ocorrem com regularidade?

    Se não, não o podemos comprovar. Só podemos teorizar sobre ele.

    Mas não estou discutindo a validade das teorias, e sim a comprovação de uma teoria sobre um fenômeno irreproduzível como o Big Bang. Como podemos comprovar algo que não pode ser reproduzido (ao contrário de nascimentos de bebês humanos)?

    Podemos chegar sim, a uma teoria sobre o surgimento do universo, mas jamais comprová-la. Portanto, essa teoria, por melhor que seja, jamais alcançará o status de “lei”.

    Podemos dizer “explicaram o Big Bang”, mas não podemos dizer “comprovaram o Big Bang”.

    ………

    Eu não fico espantado com as reações das pessoas, quando acham que estou me colocando contra o que conhecem ou acreditam. Mas fico espantado como elas mudam de tom quando descobrem a minha real posição (ou pelo menos, quando pensam que descobrem)…

    1. “Provar e “desprovar”? Acho que estás falando da mesma coisa.”

      não 🙂

      “Provar que fadas existem é tão difícil quanto provar que não existem.”

      Não. 🙂
      Provar que algo não existe é impossível.
      Por exemplo, não é possível provar que o monstro de esparguete voador não existe. Pode existir, e nada do que o Cristiano faça pode provar o contrário.
      Provar que existe é muito mais fácil. Basta encontrar uma 🙂

      O mesmo funciona para extraterrestres.
      Daí que muitas vezes se diz que a procura de extraterrestres não é ciência. Porque não é falsificável. É impossível provar que não existem.

  10. “Algo que não possa ser provado, por ter ocorrido apenas uma vez na história do universo, por exemplo, estaria fora do alcance da ciência, uma vez que não pode ser reproduzido nem observado em outra ocasião. Estou errado?”

    Sim, está 😛
    O meu nascimento foi um momento único… só aconteceu uma vez..
    No entanto, foi observado, e pode ser provado pela ciência 🙂

    A ciência não precisa ter estado na formação da Terra, por exemplo, para saber como um planeta como a Terra se forma.

    “Mas acho que podemos (nós, humanos) nunca ver provados universos paralelos, ou as verdadeiras partículas elementais, ou a natureza do espaço-tempo”

    Mas… e se desprovar?
    Por exemplo, não existem fadas. A ciência nunca irá provar a existência de fadas, porque elas não existem.
    Não poderá acontecer o mesmo para universos paralelos?
    Isso não contaria?

    Mas Cristiano, a minha posição foi sempre que A existirem, SÓ a ciência poderá provar universos paralelos ou as outras coisas.
    Nenhuma outra forma poderá provar essas coisas… só a ciência.
    Duvida disto? 😛

  11. Carlos,

    Realmente, estou confuso na maneira de passar a minha idéia ou posição. Talvez por falta de experiência. Mas vou tentar ser claro dessa vez.

    Minha idéia:

    a ciência possui limites. Algo que não possa ser provado, por ter ocorrido apenas uma vez na história do universo, por exemplo, estaria fora do alcance da ciência, uma vez que não pode ser reproduzido nem observado em outra ocasião. Estou errado? Será que não ocorreram e não ocorrem fenômenos desse tipo? Sei de um, pelo menos, que já ocorreu:

    O suposto “Big Bang”.

    Experiências que chegam a uma aproximação podem ser feitas, mas não se pode dizer que ele pode ser reproduzido nem observado, uma vez que a repetição desse fenômeno significaria pelo menos a destruição do universo atual. Essa lógica, ao meu ver, correta, condena a ciência a jamais conseguir explicar o evento que deu origem ao nosso universo (se é que ele teve uma origem).

    A minha posição:

    Acredito que, sem dúvida, a ciência pode explicar essas coisas. Mas acho que podemos (nós, humanos) nunca ver provados universos paralelos, ou as verdadeiras partículas elementais, ou a natureza do espaço-tempo, mesmo que a ciência possa explicar essas coisas (note que faço clara distinção entre o que a ciência pode explicar e o que de fato ela conseguiu explicar).

    Mas dizer que só a ciência o pode fazer me parece com fechar a porta da mente. Não é possível imaginar alguma nova técnica, capaz de explicar essas coisas com mais eficiência que a ciência (ainda que depois chamassem isso de ciência, mesmo o sendo bem diferente)?

    Mesmo que esse possa ser o maior dos exercícios imaginativos, eu não bateria o martelo e diria “é impossível”. Apenas diria, “talvez”.

    Então, a minha posição é de ter uma mente aberta ao que se considera “impossível” e cautelosa ao que se consideram “certezas”.

    Ana GP,

    “E não se baseiam em certezas. Por acaso, baseiam-se em dúvidas. Dúvidas que são exploradas até darem frutos e mais conhecimento.”

    Acho que é disso que eu estava falando. Dúvidas fazem mais que certezas. “Certezas” condenaram muitos inocentes à morte. Dúvidas poderiam tê-los salvado. Também vários casamentos morreram graças à nossa mania de termos certeza das coisas.

    Quanto a ser mais claro quanto às minhas intenções, eu não ganharia muito sendo claro. Prefiro ser obscuro. As pessoas são mais sinceras com você quando não sabem o que você está pensando. E também é interessante ser julgado como alguém que está contra, quando na verdade se está a favor.

      • Ana Guerreiro Pereira on 21/05/2011 at 18:58
      • Responder

      Cristiano, o “suposto” Big Bang deixou vestígios; são esses vestígios que permitiram a formulação dessa teoria. Não se trata de o reproduzir, trata-se de detectar os seus vestígios e a partir daí…aprender.

      Uma nova técnica, seria sempre ciência, Cristiano. Mesmo que feita de forma diferente, a abordagem seria sempre a mesma: científica. Mais evoluída, mas sempre ciência, pois isso está implícito na própria definição de ciência.

      Por outro lado, há coisas que são impossíveis, mesmo, Cristiano. Diga-me, acha possível que um buraco negro a 20 mil anos luz de distância vomite poeira cósmica e que esta se desloque à velocidade da luz e chegue aqui á Terra em 2014 e dissolva a Terra? Acha possível que hoje haja um arrebatamento de cristãos e um levantamento de mortos das supulturas. É que, quando se diz que algo é impossível, é sempre com base no conhecimento actual, que não é tão limitado assim, e com base nos padrões que a natureza já demonstrou possuir. Caso contrário andávamos todos para aqui a atirarmo-nos dos prédios porque, enfim, nada é impossível e talvez ganhemos asas durante o voo e, quem sabe, não nos espatifemos no chão. Percebe onde quero chegar? Há coisas que não são certas, há outras que o são. Há coisas que não são impossíveis, há outras que o são. Isto, sempre à luz de um determinado contexto, neste caso o presente: hoje, o Cristiano não podia voar porque não tem asas, mas quem sabe se amanhã vai ter asas e já pode voar. Mas estamos a falar do que é possível hoje e não amanhã…e tudo depende da hipótese remota de o Cristiano desenvolver asas (X Men!!!!! :D).

      Depende, portanto, de que certezas e de que dúvidas se está a falar, ou não? Não se pode colocar tudo no mesmo saco.

      “E também é interessante ser julgado como alguém que está contra, quando na verdade se está a favor.” Cristiano, então depois não fique espantado com as reacções, se a sua intenção era provocá-las…

  12. E agora um assunto totalmente (?) diferente: ofereço uma deliciosa galáxia (pequena) a quem adivinhar qual é a primeira frase da Bíblia (desta vez, podem consultar o texto)…
    (Apenas para que, depois, ninguém diga que não foi informado).

    1. Segundo Hawking… a 1ª frase da Bíblia não é necessária 😛

  13. Carlos,

    “Apenas” estive, também desde o começo, atacando abertamente as certezas acerca do que a ciência pode ou não pode provar, e sobre o futuro.

    Sei, como todo mundo sabe, que existem dois tipos de conversa. A coloquial, e por uma falta de definição melhor, a oficial (formal?).

    Numa conversa coloquial, nada a reclamar sobre o seguinte texto num comentário do próprio autor do artigo comentado:

    “A ciência tudo pode provar! A ciência apenas não pode provar o que não existe! Se existe algum deus, ela provará sua existência, mas a esse mesmo deus deveríamos dar o nome ‘ciência’!”

    Mas, numa conversa que visa fins didáticos, o mesmo texto poderia ser um bom alvo de críticas.

    Quando discuto com meus amigos, busco sempre deixar claro se falo de uma forma ou se falo de outra. E isso sempre funciona bem quando quero evitar críticas ou uma discussão desnecessária.

    Quanto a essa conversa ser uma perda de tempo, que tal perguntar isso aos possíveis leitores da mesma? Algum dia, senão hoje, alguém esbarrará nessa discussão e terá algo a ganhar com ela. Pode apostar nisso!

    Comigo, por exemplo, que sou um grande admirador desse blog (que visito quase todos os dias), aconteceu mais de uma vez de sair enriquecido por ter lido (e, às vezes, por ter participado de) alguma discussão nos comentários.

    Lembro-me uma vez de ter salvo um artigo do site (Ameaça Pseudo), com toda uma extensa discussão, pra ler com calma no computador sem internet que tenho no meu quarto. Ri e me diverti muito lendo os comentários inflamados do Carlos e do Pedro Homero. Teve até um Marco Filipe que disse que aquela era uma discussão interessante – e com toda a razão! Foi realmente muito bom.

    Inclusive, a partir dessa, eu parti para outra, ainda mais extensa e acalorada, no site O DRAGÃO DA GARAGEM, com O Guia Cético para assistir a “What the Bleep do We Know?”, partes 1 e 2…

    Pode parecer exagero, mas sinto-me crescer mais lendo essas “boas brigas” que os artigos (embora eles sejam muito bons!).

    Por outro lado, se assim o quiser, posso assumir que nos seus artigos e comentários você está sempre a falar na primeira forma (a coloquial), e não meter mais meu bedelho de quem sabe quase nada, só pra jogar alguma lenha aqui e ver se disso sai uma boa fogueira.

    (talvez alguém aqui acabe concluindo que o que eu gosto é de ver o circo pegar fogo… Será?)

    Mas por mim, que venham mais e mais discussões! Pois delas nasce a luz!

    Ana GP,

    Eu que lamento por seu tempo perdido. E sim, eu gostaria muito de ganhar uma discussão, mas não “só” isso. Só que, pra que isso tudo aconteça, eu ainda preciso crescer muito mais…

    Até!

    1. Cristiano,

      O que me parece é que o Cristiano não se está a saber explicar.

      Eu ainda não percebi a sua ideia.
      Parece-me que está a discutir por discutir… mas não está a defender nada.

      Qual é afinal a sua posição?

      “O que eu lhe digo, como sempre disse desde o início, é que a haver essas coisas então SÓ a ciência as poderá provar.
      Se acha que não, diga então que outras formas de conhecimento existem para lá da ciência que lhe possam provar ou desprovar essas coisas.
      (…)
      Acha que é a religião, por exemplo, que lhe vai provar alguma vez a (in)existência de universos paralelos, subpartículas, etc?”

      Novamente fiz-lhe uma pergunta direta.
      Fico à espera da resposta 😛

        • Ana Guerreiro Pereira on 21/05/2011 at 13:16

        LOL, tenho de escolher um primeiro 😀 não é algo qq, é como um nome! tem de ser bem escolhido! (por isso é que eu estou sempre a mudar de avatar… :DDD)

      • Ana Guerreiro Pereira on 21/05/2011 at 13:10
      • Responder

      Cristiano, então terá de ser mais claro e de indicar que está a jogar lenha na fogueia. Repare que as pessoas não se conhecem e só podem ir pelo que lêem. Repare na perspectiva deste lado: uma pessoa que diz coisas que não estão a fazer sentido e que continua a insistir nelas, que pega em semântica e não em conceitos. Há milhões de pessoas que fazem o mesmo por ignorância e não porque, como disse o Cristiano, querem juntar lenha à fogueira. Normalmente, qd não nos conhecemos, indicamos ser essa a nossa intenção.

      De facto, infelizmente não estava a fazer sentido e tentou-se explicar-lhe q a ciência não vive de certezas, mas vive de provas e evidências. A cada prova e evidência, são reformuladas teorias e com base nessas teorias são criadas técnicas. Olhemos o mundo à nossa volta: foi a religião ou a filosofia que nos deram directamente a capacidade de comunicar pela internet? Não. Não foram. Foi o conhecimento e a busca de conhecimento. A isso chama-se ciência. A religião não é uma busca de conhecimento, é a busca da fé e do divino. A filosofia é a discussão desse conhecimento. A ciência, pelo contrário, é a disciplina que descobre esse conhecimento, o prova, o experimenta e o põe em prática. Se há algo para conhecer, será sempre a ciência a descobri-lo, porque ciência e conhecimento são basicamente sinónimos.

      E não se baseiam em certezas. Por acaso, baseiam-se em dúvidas. Dúvidas que são exploradas até darem frutos e mais conhecimento.

      Por isso disse que quem não compreende isso não compreende o que é realmente ciência.

      Quanto ao resto, peço desculpa se fiz o justo pagar pelo pecador, mas o Cristiano tem de ser mais claro nas suas intenções, se não perder-se-á no meio dos que atacam constantemente a ciência com a ignorancia…como já deve ter reparado, são muitos os que o fazem e num blogue onde as pessoas não se conhecem… está a ver.

      1. Ana, põe lá um Gravatar 😛

    • Marina Frajuca on 19/05/2011 at 22:58
    • Responder

    E se foi algo, e não estou a falar da figura biblica do velhinho de barbas que supostamente está lá em cima (ainda hoje não sei o que é lá em cima!!!), que gerou toda aquela cadeia de acontecimentos que tornou possivel o aparecimento de tudo?

    1. Totalmente de acordo. Foi “algo” de certeza.

      O que é, não se sabe. Porque a ciência ainda não conseguiu saber. Mas irá saber. E só a ciência o poderá saber. No seu longo caminho de procura de respostas… continuando o seu processo que começou há alguns milénios e durará muitos mais milénios 🙂

        • Cristiano on 20/05/2011 at 00:28

        “Foi “algo” de certeza.

        O que é, não se sabe. Porque a ciência ainda não conseguiu saber. Mas irá saber. E só a ciência o poderá saber.”

        De onde vem tanta certeza? Esse sim, é um grande enigma.

        Não existirão coisas que a ciência não poderá jamais saber? Aposto que podemos listar pelo menos umas cem coisas assim.

        Por exemplo,

        1
        O que acontece em algum universo paralelo, ou,

        2
        Ver o que está muito além do alcance físico de qualquer telescópio presente ou futuro, ou,

        3
        O que forma as subpartículas, quando esses mesmos elementos podem também ser inalcançáveis, porque as leis da física não nos permitem os detectar? Ou,

        4
        De que é feito o próprio espaço tempo, onde estamos contidos? Como poderemos mensurá-lo se fazemos parte desse conjunto, sendo que ele não faz parte do nosso conjunto?

        5
        Ou, se isso tudo (o universo e nós mesmos) não é alguma simulação de uma inteligência ET (ou outra coisa) muito, mas muito mais avançada que nós, e que pode controlar todos os nossos movimentos, e portanto, nossas descobertas… E o que a nossa ciência pode ou não pode descobrir?

        Pensando bem, a lista não terminaria nem em mil.

      1. De onde vem tanta certeza? Da evolução da humanidade e da ciência.

        Basta olhar por toda a história… e perceber a natureza da ciência.

        Não há UM ÚNICO exemplo que o Cristiano possa dar que a Ciência não possa provar ou “desprovar” no futuro.

        1 – Não se sabe se há. Mas se houver, SÓ a ciência poderá provar universos paralelos.

        2 – Não se sabe o que está para lá dos constrangimentos atuais dos telescópios físicos. Mas haverá certamente muita coisa para lá disso. E SÓ a ciência o poderá saber.

        3 – SÓ a ciência pode estudar as subpartículas.

        4 – SÓ a ciência pode explicar o espaço-tempo. O quadrado na planilância consegue medir-se a si próprio.

        5 – SÓ a ciência poderá compreender os extraterrestres.

        Sendo assim, a lista tem 0 (zero) fenómenos que possam ser compreendidos por outros que não o pensamento científico.

        • Ana Guerreiro Pereira on 20/05/2011 at 00:43

        Cristiano, ciência significa conhecimento. Esse conhecimento existe algures e a melhor forma de o alcançar é sempre através de uma busca de conhecimento. Ora, a única disciplina que o faz com sucesso (basta olhar à nossa volta) é a ciencia. Mesmo que esta um dia passe a usar tecnologias malucas para lá da nossa imaginação, continuará a ser ciencia. Quem não compreende isto, não compreende exactamente o que é ciencia. Ciência não é uma pessoa. É conhecimento acumulado. E esse aumenta de ano para ano a uma velocidade que nem quem está no meio imagina. Por isso, um dia:

        1 – sim, conhecer-se-ão universos paralelos, já q foi a mesma ciencia que previu a sua existencia.

        2 – haverá sempre algo fora de alcance; anda so what, isso invalida todo o conhecimento? por exemplo, o conhecimento que permite ao cristiano estar a comunicar pela internet? tem noção da tecnologia e ciencia implicada nisto? se tivesse, não diria o que disse.

        3 – as leis da fisica não permitem detectar subparticulas?… oi?… qto muito a tecnologia actual… agora as leis da fisica?…

        4 – se pesquisar um bocadinho, vai ver que já se têm diversas noções daquilo que é o espaço.tempo.

        5 – oi?… falamos de ciencia ou de ficcção cientifica?

        • Cristiano on 20/05/2011 at 03:20

        Carlos,

        “1 – Não se sabe se há. Mas se houver, SÓ a ciência poderá provar universos paralelos.”

        – SE ela o poder provar, já que as provas devem estar ao alcance dela. Mas falar em “SEs” é o mesmo que dizer nada…

        “2 – Não se sabe o que está para lá dos constrangimentos atuais dos telescópios físicos. Mas haverá certamente muita coisa para lá disso. E SÓ a ciência o poderá saber.”

        – Poderá SE puder saber – caímos na mesma resposta de antes, sobre SEs… Se estiver fisicamente além do alcance de qualquer telescópio, serão só teorias… E não provas.

        “3 – SÓ a ciência pode estudar as subpartículas.”

        – Pode, se estiverem ao alcance dela. Senão, não surgirão mais que teorias, suposições, como as das supercordas… De novo.

        “4 – SÓ a ciência pode explicar o espaço-tempo. O quadrado na planilância consegue medir-se a si próprio.”

        – PODE, mas praticamente, temos apenas suposições, e NADA indica que isso será conhecido um dia.

        “5 – SÓ a ciência poderá compreender os extraterrestres.”

        – Até onde eu sei (e olha que leio muito sobre isso) ETs podem não existir. Então, seria difícil entender algo que não existe.

        “Sendo assim, a lista tem 0 (zero) fenómenos que possam ser compreendidos por outros que não o pensamento científico.”

        – Tudo pode ser compreendido pela ciência. No meu bolso, pode caber um universo inteiro. Eu posso ser Deus. Tudo é possível, e isso é o mesmo que dizer que coisa alguma é possível (mesma lógica – correta – que você usou para definir o “risco zero”).

        A ciência tudo PODE, mas o que ela PODE, na prática, é ZERO (pois tudo pode = nada pode = zero), pois o que importa é o que ela FEZ ou FAZ (presente), não o que PODERÁ FAZER (futuro). O mesmo pensamento se aplica com perfeição às pessoas. Não é o que elas podem fazer que importa, mas o que elas fazem ou fizeram. É por essas coisas que elas serão julgadas – e assim é com a ciência também.

        O futuro é, até onde saibamos, indefinido. Nem mesmo a ciência o pode definir, pois se errar num ponto, tudo pode ser diferente.

        E

        Ana GP,

        “1 – sim, conhecer-se-ão universos paralelos, já q foi a mesma ciencia que previu a sua existencia.”

        – Explique-me, por favor, de onde vem toda essa certeza… Dos céus? De algum sonho? Certezas não são boas apostas. Pensamento crítico e ter a mente aberta sim, são boas apostas.

        “2 – haverá sempre algo fora de alcance; anda so what, isso invalida todo o conhecimento? por exemplo, o conhecimento que permite ao cristiano estar a comunicar pela internet? tem noção da tecnologia e ciencia implicada nisto? se tivesse, não diria o que disse.”

        – Eu não entendi nada do que você quis dizer. Estava falando de ciência ou do quê?

        “3 – as leis da fisica não permitem detectar subparticulas?… oi?… qto muito a tecnologia actual… agora as leis da fisica?…”

        – Oi?… Você leu meu comentário com pressa?

        “O que forma as subpartículas…” – ou, o que forma o que conhecemos como “subpartículas”, como quarks e glúons. Afinal, as que já conhecemos… Jà conhecemos!

        Nada indica que as supostas partículas que as formam (pois já se especula que existam outras “fundamentais” por aí) estejam ao alcance de qualquer experimento igual ao LHC. Quando se falava em miniburacos negros, especulou-se que eles poderiam ser o limite do que podemos ver no universo do infinitamente pequeno. E isso faz todo o sentido. Pensar que veremos cada vez mais longe, eternamente, (no mundo do pequeno ou do grande) por outro lado, é contra-intuitivo (leia-se “uma aposta muito, muito ruim”).

        “4 – se pesquisar um bocadinho, vai ver que já se têm diversas noções daquilo que é o espaço.tempo.”

        – Se pesquisar um bocadinho vai ver que ter noção de uma coisa não é necessariamente ter a prova do conhecimento dessa mesma coisa. Mostre-me as provas! Teoria é teoria e prova é prova! É como no amor… Você ficaria satisfeita com uma teoria de amor?

        “5 – oi?… falamos de ciencia ou de ficcção cientifica?”

        – Oi! Estou aqui! Já vou!

        Acho que a melhor resposta seria “os dois” – ficção e ciência.

        Se você não sabe, uma sempre forneceu bons insights para a outra. Teria sido interessante ver o que você teria a dizer sobre esse problema (da simulação), em vez de apenas abster-se dele…

        Até!

      2. Cristiano,

        O que eu lhe digo, como sempre disse desde o início, é que a haver essas coisas então SÓ a ciência as poderá provar.

        Se acha que não, diga então que outras formas de conhecimento existem para lá da ciência que lhe possam provar ou desprovar essas coisas.

        Até lá, é perder tempo com esta conversa.

        Acha que é a religião, por exemplo, que lhe vai provar alguma vez a (in)existência de universos paralelos, subpartículas, etc?

        • Ana Guerreiro Pereira on 20/05/2011 at 10:51

        Cristiano, lamento, mas não perco tempo com quem somente quer ganhar discussões pegando em semântica, usando argumentos circulares, distorcendo o que é dito e esquecendo quase por completo todo o conhecimento existente e dizendo coisa nenhuma. O Cristiano está só a querer ganhar uma discussão. Quando quiser caminhar sobre o ombro de gigantes (perdoe-me, mas adoro esta citação), avise.

      • Ana Guerreiro Pereira on 19/05/2011 at 23:01
      • Responder

      De certeza que ALGO criou a “cadeia de acontecimentos que tornou possivel o aparecimento de tudo”. A questão é que esse ALGO não tem de ser, necessariamente, uma entidade divina superior e inteligente. O que Hawking diz é que o universo não tem necessariamente de ter um dedo divino e inteligente por trás.

  14. Caro Carlos Oliveira:

    Lá chegará o momento em que, quer você, quer o S. Hawking, terão a certeza absoluta de que foi Deus quem criou o Universo; é apenas uma questão de tempo (não sei se me faço entender)…

    Miguel

    1. Caro Miguel,

      Lá chegará o momento em que, quer você, quer o Dr. Hawking, terão a certeza absoluta de que NÃO foi Deus quem criou o Universo; é apenas uma questão de tempo (não sei se me faço entender)…

      (como vê, o seu comentário dá para os 2 lados… por isso, não pode ser usado como argumento válido)

      (por outro lado, Hawking não é Santo, como erradamente referiu :P)

      1. Carlos,apesar de você estar fazendo apenas uma demosntração ao Miguel,eu acredito definitivamente nisso,apesar de minha escolha não valer de nada,porém,acho que é hora das pessoas tirarem as vendas dos olhos e procurarem uma verdadeira história sobre a criação do universo…não precisa saber tudo,igual eu,mas pelo menos se toque de que não está vivendo em um conto de fadas onde no final da história um “salvador” irá lhe julgar se você foi bom o suficiente para subir ou descer….rsrsrsrs,acredito que daqui muitos anos,as novas gerações vão comentar entre si __Sabia que meu “avô ” acreditava que foi alguém que criou o universo ?Com certeza a resposta vai ser simples : HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA(Onomatopéia :D)

  15. Discordo. Penso que sim, há dúvidas.

    O caso é que Deus, ETs e morte são, de longe, bem mais interessantes para o público que buracos negros (ou o universo em geral). Por isso o chamarem pra dar entrevistas sobre esses assuntos.

    1. De acordo com o início.

      Mas ninguém o chamou para dar entrevistas sobre esses assuntos… 😛

      Foi ele que falou disso no seu livro e série, sem ninguém lhe perguntar 😛

  16. Hawking fala sobre Deus e é marketing…

    Hawking fala sobre ETs e é marketing…

    Hawking fala sobre a morte e é marketing…

    Mas se Hawking fala sobre buracos negros não é marketing?

    Das duas, uma:

    Ou tudo o que Hawking fala é marketing,…

    ou,

    Tudo o que falam sobre Hawking é marketing.

    Fico com a segunda.

    1. Sobre Deus e sobre ETs foi um claro marketing.
      Aliás, ele apareceu em programas na TV, como o Larry King, a falar disso.

      Logo, sobre isso não há dúvidas 😛

  17. Um artigo interessante sobre estas frases do Hawking:
    http://www.livescience.com/14183-hawking-afterlife-fairy-story.html

    E já agora, 8 ideias interessantes que constam no livro do Hawking:
    http://www.livescience.com/8869-8-shocking-learned-stephen-hawking-book.html

    😉

    • Marina Frajuca on 19/05/2011 at 00:20
    • Responder

    Independentemente do marketing, já tenho o último livro do Sr. Hawking, é o próximo a ser lido.
    Já agora, concordam com a tradução do titulo?

    1. Qual é o título em português? 🙂

        • Marina Frajuca on 19/05/2011 at 12:17

        “Grande designio”
        Design parece-me diferente de designio. Como ainda não li, não sei se designio se pode aplicar.

      1. Pois… em inglês parece-me que quer dizer organização…

        • Ana Guerreiro Pereira on 19/05/2011 at 12:35

        Ui, great design seria mais grande “desenho” do que outra coisa; mas desenho não é uma tradução totalmente adequada de design que, aliás, não tem uma tradução directa… nós dizemos mesmo design. Hawking refere-se à arquitectura e construção do universo, de modo que designio não é o mais adequado… até pq designio remete para destino…e Hawking não é propriamente adepto (ou diz q nao é lol) do destino. No entanto ele tb fala mtas vezes do futuro da humanidade… talvez tenham pegado por aí.

        Traduzido à letra, não está correcto. Dever-se-ia ter deixado Grande Design mesmo, mas não sei a que regras está o mundo da tradução obrigado…

        • Marina Frajuca on 19/05/2011 at 14:09

        Eu não concordo com a tradução do titulo, mas se realmente aponta para o futuro da humanidade, até terá a sua lógica.

    • Renan Boschetti on 18/05/2011 at 18:50
    • Responder

    Quem é Stephen Hawking ou Carlos Oliveira pra fazer tal afirmação? Somente mais um insignificante ser preso a um pedaço de poeira no espaço.

    Somos pequenos, insignificantes e ainda sabemos tão pouco sobre a natureza do cosmos pra fazer uma afirmação tão grandiosa como essa, Hawking deveria saber disso.

    O cosmos ainda é tão misterioso pra nós que eu prefiro dizer: O que vemos é tudo o que existe, você acha que existe algo mais? Não sei, talvez exista, ou talvez sejamos fruto de uma sequência de eventos aleatórios..ainda não temos evidencias suficiente pra dizer que existe ou não existe.

    1. Renan,

      Não sabe se o Hawking é Deus 😛
      Ou quiçá eu sou Deus disfarçado 😛

      Ou quiçá tanto eu como o Hawking já morremos e decidimos voltar 😛

      • Ana Guerreiro Pereira on 18/05/2011 at 22:19
      • Responder

      Renan, a diferença entre eles e outros como eles é que caminham aos ombros de gigantes… 😛 😀

      1. Ana, eu não. 😛 tenho vertigens!!! 😀

  18. Laplace usou a mesma frase para responder a Napoleão quando este lhe perguntou porque não mencionava Deus no seu livro sobre astronomia! – “Je n’avais pas besoin de cette hypothèse.”

    Não sei se ele também tinha o marketing na mente! 😀

    Penso que a “moda” que é agora falar de Deus nos termos em que Hawking o faz, é também devido a que na altura em que viveu Laplace, era bem mais “perigoso” dizer tais coisas! 🙂 Acaba por ser mais pacífico nos nossos dias, por isso o pessoal abusa! 😛

    Que funciona, funciona. Isso não se pode negar.

  19. Andas a aprender bem com o sr. Hawking e o sr marqueting… este constante chamar a atenção dos crentes tem feito muitas vendas aqui no blog também…
    eh eh eh
    a secção de vendas também gosta muito de crentes…

    será preciso vender mais para ter mais dinheiro para investir nos diversos projectos que os cientistas desenvolvem, neste caso este grande sr. Hawkings, que felizmente, pelo trabalho que tem desenvolvido, penso que não precisa deste tipo, o sr. marketing, para vender. nem me parece muito correcto, esta constante utilização de deus. Tipo, vamos dar a esta gente o que eles querem ouvir, não me parece nada de cientista, mas prontos, diz-se que é a humanidade que temos…
    depois deus acaba mesmo por existir, pois tem tanto tempo de antena que acabará por se materializar, que até os cientistas lhe dão espaço.

    Gosto mesmo é de chegar aqui e aprender coisas sobre o Universo!

    1. Eu tenho curso de Gestão… com algumas cadeiras de marketing 🙂
      Depois tive cadeiras de comunicação de ciência… com marketing também 🙂
      Além disso, já de mim, sou extrovertido ao ponto de fazer também muito marketing 😛
      Por isso, não sou contra o marketing 🙂

      Aliás, eu próprio já afirmei várias vezes que em entrevistas para a comunicação social, também gosto de deixar estes “sound bites”, porque sei que os jornalistas vão pegar logo neles 😉

      Não me parece um erro ou uma atitude errada… penso que é uma coisa normal 🙂
      Por isso, também não critico o Hawking por fazer isso. Pelo contrário. Simplesmente espero que as pessoas percebam a razão dele fazer isso. Deve-se ter sempre pensamento crítico 😉

      Quanto ao Hawking não precisar disto… claro que precisa 🙂
      Se não fosse as frases polémicas sobre Deus, ele não teria vendido a quantidade de livros que vendeu. 😉
      Quanto à série dele, as pessoas só deram por ela, a partir do momento em que as frases bombásticas chegaram aos Media… até lá, ninguém tinha dado conta que ele tinha feito uma série sobre o Universo 🙂

      1. Carlos:

        Não estou de acordo que seja marketing. Ou apenas marketing.

        Acho que é o que ele acredita e que até se tem inibido de o dizer abertamente durante estes anos. Li o Breve História quando tinha 17 anos e desde aí estive sempre à espera que ele acabasse o raciocinio que aí iniciou e que timidamente sugeria. Foi preciso uma revolução de coragem nos ateus para que ele se decidisse. É assim que eu vejo as coisas. Mas lá está, eu não estudei marketing.

        Mas penso que se houver marketing está no timing que ele usou para deixar cair estas coisas que são bombásticas apenas para quem está para lá do que a ciência anda a fazer e para as discussões entre teologos e neo-ateus.

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