Introdução à linguagem técnica das medicinas alternativas

Pseudociência médica

Significado

Holístico

Sem saber o que se passa “por dentro”. Que não compreende o funcionamento. Ver “abordagem de caixa preta”.

Milenar/ antiga/ tradicional

Conhecimento fóssil. Pouco evoluída. Ver “apelo à antiguidade”.

Funciona com outra filosofia.

Não funciona neste universo natural. Talvez noutro. Ver “pensamento mágico”

Que a ciência não explica.

Que a ciência refuta. Que não tem suporte nenhum para as suas afirmações. Ver “apelo à Ignorâcia”.

E cada vez mais pessoas recorrem…

Que “não temos testes rigorosos que suportem isto mas estamos a conseguir convencer muita gente, seja mais um”. Ver “apelo à popularidade”.

“reprimidas pelo sistema de saúde moderno “científico””

Ultrapassadas. Desacreditadas. Sem suporte empírico metodológico ou perigosas. Ver também “teorias da conspiração”.

“As medicinas alternativas também sao sistemas científicos culturalmente específicos que merecem respeito e também pesquisa”

Que “Na nossa visão do universo não há contradições já que basta acreditar para ser científico”. Assim ciência e pseudociência são a mesma coisa. Significa algo como “Vale tudo, junte-se a nós que vai ser uma farra.”

 

Este quadro – a coluna da esquerda – foi feito com recurso a páginas reais de internet de proponentes destas teorias para me “avivar a memória”. As referencias das origens são omitidas porque são argumentos recorrentes, que não são usados apenas por uns poucos e não quero andar a implicar com ninguém especificamente.

Infelizmente a realidade não é aquilo que nós queremos que seja. É preciso muito trabalho para nos aproximarmos de uma descrição capaz. Querem um bom apelo emocional? Mas verdadeiro?

A Ciência salva. Quase tudo o resto é placebo (há coisas que ainda não sabemos, e que podem ser uteís, mas essas… ainda não sabemos quais são, não é? Depois há é uns que acham que adivinham…)

Se calhar a ciência precisa é de um marketing do mesmo género. Que dizem?

71 comentários

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    • Jorge Moreira on 22/07/2011 at 12:00
    • Responder

    Hilariante a sua abordagem ás medicinas alternativas ou naturais ehhhhhhhhh.
    Vê-se mesmo que não entende nada do assunto.
    Têm uma opinião formatada e programada e nada além disso consegue penetrar a blindagem dessa formatação…
    No entanto existe pessoas que dedicam ás medicinas naturais com uma abordagem também cientifica ….no entanto os métodos de tratamento são diferentes…
    O corpo humano será sempre igual, então aquilo que é diferente é a abordagem terapêutica…
    Criar deixar um alerta para que haja mais rigor nestes comentários ridículos que pouco dignifica os seus pretensos conhecimentos na área medico cientifica.
    Bem haja.

    1. Caro Jorge Moreira,

      Já o seu comentário não é nada hilariante. Pelo contrário. É próprio da pobreza dos pseudos.

      Vê-se que não diz nada sobre o tema, nem sequer diz quem é, mas imagina que pode mandar “postas de pescada para o ar”…
      enfim… depois queixam-se que Portugal e o mundo está como está…
      Pudera!

      Com comentários ridículos como o seu… vê-se o nível das pessoas que acreditam nestas tretas.

  1. Já agora, o que é a “abordagem de caixa preta”?

      • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:26
      • Responder

      Do que percebi, é quando não conheces o funcionamento de algo, somente as interacções que tem com o meio.

      • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:28
      • Responder

      “In science and engineering, a black box is a device, system or object which can be viewed solely in terms of its input, output and transfer characteristics without any knowledge of its internal workings, that is, its implementation is “opaque” (black). Almost anything might be referred to as a black box: a transistor, an algorithm, or the human mind.”

      http://en.wikipedia.org/wiki/Black_box

    1. ahhh ok 😛
      Pensei que fosse uma falácia… com um nome próprio 😉

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:42

        LOOL, pois, agora há nomes para tudo. O ser humano tem mesmo necessidade de categorizar e rotular as coisas 😀

        Por acaso acho engraçados os nomes das falácias (nem sabia que existia tal nome até vos conhecer… :D), pois muitas vezes dou comigo a detectar padrões de comportamentos que não consigo descrever (ou invento-lhes um nome meu :D) e depois acabo a descobrir que isso já foi categorizado e rotulado 😀 é o caso das falácias 😀

        Ainda em relação ao rotular, o Douglas Adams ainda escreveu um livro a dar nomes a determinadas coisas com que lidamos no dia a dia mas em que nunca pensámos arranjar um verbo ou substantivo próprio 😀 por exemplo, o acto de, quando está calor à noite e a almofada fica quente, virá-la para o lado mais fresco 😀 ele arranjou um verbo para isso 😀 não me recordo qual, não tenho o livro, lembro-me só de me terem contado isto 😀 e acho um piadão porque tb gosto de inventar nomes e verbos 😀 muitas vezes usando sufixos e prefixos em palavras estrangeiras 😀

        • Joao on 03/06/2011 at 00:07

        Carlos:

        CAixa preta é uma metáfora para tudo o que é analizado apenas pelo input/output sem ver o que se passa dentro. Como podes descobrir tem a sua utilidade. Tal como o holismo, ja que sem holismo(se fosse algo real e não um conceito puro) não há vida. A vida é um processo emergente de todos os sistemas organicos. Mas podemos espreitar para baixo do capot e ver o que se passa. Podemos então, quando a vida começa a fraquejar, ir ao sistema que esta a atravancar o todo e corrigir a coisa. Com sorte, aquilo a que chamamos vida e que em si é um todo pode continuar a existir. O bom da ciencia é que nã se fica por uma abordagem ou por outra.

        O holismo é excelente a justificar a abordagem reducionista. E o reducionismo é excelente para devolver o estado holistico anterior.

        Quanto ao universo… Esse esta-se nas tintas para estas coisas. Isto são abordagens apenas da mente humana.

      1. Great 🙂 Obrigado aos 2 😉

    • Mirian Martin on 02/06/2011 at 22:00
    • Responder

    Carlos, você não conheceu aquele cão… Se eu acreditasse em reencarnação diria que alguém bem pirracento habitava aquele corpo e passaria séculos reencarnando porque morreu fazendo pirraça. Se ficávamos realmente bravos com ele, ele simplesmente ia para sua casa, com a cabeça bem levantada e ficava de costas para nós! Tipo – pode falar à vontade que nem estou ouvindo.

    Quando brinquei com o holisticamente, é porque ele conseguiu o que queria por inteiro, não em partes. 😀 E em se tratando de Bóris, um cão manipulador, e muito inteligente, o termo “holístico” até que cabe. Só não poderia mudar completamente porque o latido forte dele incomodava o seu ouvido e ele era sensível ali.

    Hoje tenho uma pastora, inverso dele. 🙂

    1. Então e o que fez a Mirian noutra vida para merecer um cão assim? 🙂 eheheheheh 😀

      • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:19
      • Responder

      Mirian, adoro as histórias que nos conta 🙂 🙂 🙂 🙂

  2. Ana:

    “Portanto, forçosamente terá de se dar a essas pessoas algo que não faz efeito porque é nisso que elas acreditam”

    Não. O placebo existe mesmo em tudo. Até nas coisas que funcionam por si próprias. incrivel não? 😛

      • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:04
      • Responder

      João, acho que não me estou a fazer entender. Se o tipo de público-alvo de que falo desconfia da medicina e acha que a medicina alternativa é que é a solução, isto é, se só acredita na medicina alternativa em determinadas situações e não no tratamento em si, como propões fazê-los acreditar na verdadeira medicina se já com informação não acreditam? é que nem à chapada resulta, acredita… 😛

      Como disse, depende sempre da pessoa com que estás a lidar.

      Quanto às coisas q funcionam por si próprias, funcionam até certo ponto. É o placebo que lhes dá mais alcance. 😛 😀

      • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:24
      • Responder

      Como disse a Miriam num comentário acima, “uma mão em deus e uma no diabo”. Com algumas pessoas tem mesmo de ser assim e de se jogar com as suas crenças, porque, acredita, não dá mesmo de outra forma…

      Independentemente de nós sabermos o que está realmente em causa. Elas não sabem ou não querem saber. Se não lhes fizer mal e as fizer felizes, se estão dispostas a gastar dinheiro apesar de lhes ter sido dito em que é que se estão a meter… qual é a solução? desatar à chapada? 😀 (vontade não falta às vezes :D)

      E, nota, há doutorados em áreas de ciência a fazer “tratamentos” em naturopatas. Como explicas isto?… 😀 e não, não vale a pena discutir com eles, acreditam e pronto.

  3. Saindo de toda essa conversa, eu me lembrei que eu tinha um basset hound, filho de campeão, lindo de morrer, e carente como um idiota – queria sempre a companhia de alguém ao lado dele. Se isso não acontecesse, ladrava como um condenado, até nos convercermos de que ele deveria estar doente, mesmo porque ele tõa logo ladrava (já ouviram essa raça ladrar? procurem ouvir e ver…) ele abanava a cabeça, coçava as orelhas. Então, o veterinário, cansado de nos ver semana sim, semana não por lá, recomendou Florais de Bach para ele.
    André demorou, mas acabou comprando os benditos remédios, mas também esqueceu de dar para ele e deixou dentro da geladeira para não estragar. E todos os dias dava uma olhada na orelha do Bóris (o cachorro), para ver se tudo estava em ordem, mas se esquecia do remédio. Com o tempo, percebemos que ele nem latia mais tanto e nos convencemos, depois de pares de meses, e depois de nos lembrarmos dos tais Florais, que eles funcionavam mesmo! Mesmo sem dar uma gota sequer! :))
    O fato é que aquele cachorro queria atenção e conseguiu. Mais tarde, arrumamos outro cachorro, mais novo, da mesma raça, e tudo se ajeitou. Santo remedinho – e caro.

    Mais tarde Bóris morreu debaixo das rodas de um caminhão, porque o motorista não viu que ele estava por ali fazendo xixi para não sujar a área que a empregada tinha acabado de lavar para ele – ele odiava a área suja.

    Muito bem – o placebo serviu muito bem para nós, humanos. Bóris foi tratado, não pelo placebo, mas pelo seu todo, como se diz? Holisticamente? Também morreu da mesma forma, embora o motivo da sua morte foi a partir de um capricho seu.

    Se eu fosse explicar a um amigo isso, que insiste que eu não opere meu pé e faça uma terapia natural, acredito que perca um amigo.

    E minha avó, nos meus terríveis dias de dores, apelava para o chá de canela e um comprimido anestésico (uma vela a Deus e outra ao Diabo).

    Eu, sinceramente, sou mais minha avó. :))) Nada como resolver a coisa praticamente usando o qeu o homem descobriu de mais moderno na tecnologia da medicina, mas nada mais reconfortante do que o velho chazinho, que dizem que é bom…

    A-do-rei o cartaz!!!

    1. “Muito bem – o placebo serviu muito bem para nós, humanos. Bóris foi tratado, não pelo placebo, mas pelo seu todo, como se diz? Holisticamente?”

      Não 🙂

      Isso não é holistico 🙂
      Isso é simplesmente uma avaliação subjetiva, que dependeu somente da mente das pessoas… não do cão 🙂

      Pelo que percebi, nada do cão mudou… só mudou a forma como as pessoas olhavam para ele, independentemente do cão 🙂

      Certo? 🙂

    • Marina Frajuca on 02/06/2011 at 21:02
    • Responder

    Concordo complectamente que é necessário compreender o funcionamento de cada orgão, para se poder agir. Mas não podemos esquecer o resto, o corpo funciona como um todo. Não podemos tratar sintomas, sem saber a sua origem.
    Mas o que acontece é que por vezes a manifestação da doença é ela propria um sintoma, e descobrindo a origem podemos tratar o mal. E isso só pode ser feito se olhar-mos a pessoa como um todo, e não a doença que ela tem.
    Não sei se me exprimi bem… pelo menos tentei:)
    Só fiz o reparo porque porque me pareceu que se estava a generalizar demasiado

    1. ok… 🙂

      Pegando então nisto: “por vezes a manifestação da doença é ela propria um sintoma, e descobrindo a origem podemos tratar o mal.”
      Ou seja, teremos que reduzir essa doença, ou esse sintoma, a uma procura pela origem.
      Lá está, isso será o trabalho de detetive, que é característica da ciência.

      O que os vigaristas fazem é olhar para o todo, sem o compreenderem, nem terem qualquer intenção de o compreender, mas retiram conclusões que esse todo é a origem do problema.
      E estes saltos no pensamento dos pseudo é que não fazem qualquer sentido 😉

        • Marina Frajuca on 02/06/2011 at 22:25

        Não são só os pseudos o problema, os medicos tb conseguem ser autenticos charlatões. Prescrevem sem necessidade ou realizam procedimentos sem necessidade. O que acontece é que muitas das pessoas que recorrem ao alternativo, fazem-no porque o dito tradicional não dá resposta (não vêem melhoria dos seus sintomas, pois o caminho não é aquele), e claro que se depois de alguma conversa e da “banha da cobra” conseguem alguma melhoria, tornam-se fãs.
        Nem sempre o conhecimento cientifico é sinonimo de ciencia. Tenho n exemplos disso, e todos os dias dias luto contra isso.
        O que defendo é que não podemos ser radicais nos julgamentos que fazemos, e ter o discernimento para saber qual o caminho tomar.

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:34

        marina, mais uma vez discordo da afirmação “nem sempre conhecimento cientifico é ciencia”. 🙂 Conhecimento é ciência, aliás, etimológicamente é esse mesmo o significado da palavra ciencia: conhecimento. Outra coisa totalmente diferente é o uso que se dá a esse conhecimento, que como tudo pode ser para o bem e para o mal. Portanto, conhecimento é ciência, sempre. Usá-lo para o mal é sacanice de mau ser humano.

        E acredite q conheço bem o meio médico 😉 de modo q percebi bem o que queria dizer, quis só alertar para o facto de se confundir ciencia e conhecimento com o uso que lhes é dado, seja por quem for. Logicamente que existem charlatães e incompetentes em todo o lado, inclusive no meio médico. Mas também sei que os portadores de conhecimento, sejam médicos, cientistas ou professores, são sempre vistos como arrogantes que têm a mania que sabem tudo. E muitas vezes sabem muito bem o que estão a fazer, simplesmente as pessoas é que nunca estão satisfeitas, são impacientes, são ignorantes, querem resultados imediatos onde não os podem haver, etc, etc… como tudo, há o lado bom e o lado mau. Há os bons profissionais e há os maus profissionais.

      1. Marina,

        Por pseudos, entenda-se todos aqueles que têm comportamentos/atitudes pseudos.

        Há estudos suficientes a mostrar que mesmo pessoas em áreas científicas, por vezes, “cai-lhes o cérebro” com certos assuntos 😉

        O que a Marina não pode negar é que o pensamento científico é sempre superior e com muitas mais possibilidades de ter um resultado positivo… do que o pensamento pseudo 😉
        http://www.astropt.org/2011/05/21/profecias-da-ciencia/

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:38

        É como quando o Carlos entra no estádio da Luz… 😀 cai-lhe o cérebro ahahaah ;p

        (just kidding…)

        • Marina Frajuca on 02/06/2011 at 22:52

        Quanto a isso estou compectamente de acordo com o Carlos.
        Eu sou fiel as origens, a minha mãe deu-me á Luz, não ás Antas ou a Alvalade…lol

      2. E é preciso não esquecer que na Luz e em Alvalade fala-se em animais reais. Ou seja, são científicos.

        Já para o lado das Antas, os pseudos imaginam dinossauros com enormes caudas a voar e a cuspir fogo.

        ihiihiihhihiihhihihi 😛

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 23:02

        Ora, um dragão arranja-se num laboratório facilmente! um gene aqui, outro ali, et voilá 😀 😀 bem melhor que uma dessas bactérias “sintéticas”… ;D 😀

      • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:14
      • Responder

      Marina, discordo 🙂 Não se está a generalizar, pelo contrário. Está-se a particularizar e expôr o tipo de linguagem que é usada pelos charlatães. O facto de se dizer “cuidado com produtos q se dizem holisticos” não é disvirtuar o holismo nem generalizar, pelo contrário, é alertar para que isso não é o verdadeiro holismo. 🙂

      O mesmo para o termo quântico: o facto de existir um reiki quântico, uma patranha autêntica, não retira o significado real ao termo quântico. Trata-se somente de alertar para o tipo de linguagem usada por vendedores de banha de cobra, linguagem essa que é uma descontextualização e uso inapropriado de diversos termos cientificos, históricos, médicos, etc…

    • Marina Frajuca on 02/06/2011 at 17:51
    • Responder

    Olá,
    Não sei se percebi bem a intenção deste post, mas não concordo com duas coisas aqui referidas.
    Primeira – O termo holístico também é usado na enfermagem, uma vez que vimos o ser humano como um todo, não vimos só um órgão ou um sistema. Estuda-se o corpo todo, uma vez que as pessoas são diferentes e reagem de forma diferente a doença.
    Segundo a OMS, o saúde “é um completo bem estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença”. E sendo Holismo uma doutrina que concebe o indivíduo como um todo que não se explica apenas pela soma das suas partes, apenas podendo ser entendido na sua integridade, nós tratamos as pessoas de um ponto de vista holístico.
    Segundo – O efeito placedo existe e é estudado, e a prova é que todos os estudos de medicamentos (para humanos) quando estão na fase de teste têm como grupo de controle o grupo placebo. Claro que o efeito placebo só tem “resultados” em estudos na área da psiquiatria, mas o facto é que realmente existem, e os pacientes tem melhoria de sintomas, algumas das vezes até muito semelhantes aos medicamentos em estudo. O cérebro ainda é um desconhecido, e o poder da sugestão não pode ser negado.

      • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 19:54
      • Responder

      Sim, o infelizmente o termo “Holismo” foi mais um dos que foram apropriados e desvirtuados por determinados charlatães para imprimir seriedade às suas patranhas. Tal como fizeram com o termo “quântico” ou “iões negativos”, por exemplo. O Holismo é, na realidade, isso mesmo que descreve, ver as coisas como sendo mais do que o somatório das partes, vê-las com um todo complexo em que tudo está interligado. Neste caso, a brincadeira do post pretende somente dizer que os charlatães usam termos como holistico ou quantico. Obviamente que lhes retiram o seu sentido e acabam por os associar a parvoices. Exemplo disso é, por exemplo, o reiki quantico… uma palermice que tanto desvirtua o termo quantico como lança no ridiculo o efeito placebo que o reiki tem.

      1. Eu continuo a torcer o nariz a esta designação e já tivemos esta discussão 😛
        Os nossos cérebros de macaco não conseguem compreender coisas demasiado complicadas, é por isso que os miúdos desmontam brinquedos para perceberem como funcionam, é por isso que precisamos de compreender como cada órgão, tecido e via metabólica funcionam – para ter uma medicina eficiente que funcione de verdade. O que é que um holísta faz exactamente, e que frutos já foram recolhidos com esta filosofia? Fica a olhar para o corpo humano e contemplar o quão complexo ele é enquanto o paciente morre lentamente? Eu não vejo como pode o holismo funcionar sem pelo menos uma parte de reducionismo envolvido…

      2. LOLLL expliquei basicamente o mesmo em baixo… tavamos a escrever ao mesmo tempo 😛

        • Joao on 02/06/2011 at 21:25

        Ana,

        Esqueci-te do Quantico!!! Argnhhhh.

        Um termo tecnivo tão importante em todo o woo

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:00

        Marco, mas tu associas o termo holismo a estas “terapias” porque estas se apropriaram dele há muito tempo. Mas não é esse o significado do termo, porque é uma corrente filosófica que é adoptada inclusivemente na própria ciencia quando se considera que a vida e a matéria existem em niveis de complexidade diferente, quais bonecas matrioskas, mas sendo que o o todo (Holos!) não pode ser considerado a mera soma das partes. Ou seja, que a vida e a matéria não são redutíveis à soma das partes. Isto é uma abordagem holistica, na verdadeira acepção da palavra.

        Obviamente que para perceberes o todo tens de perceber também as partes, isto é, a perspectiva reducionista é necessária para se compreender a holistica. E vice-versa.

        Por exemplo, é reducionista estudar uma via metabólica. Por outro lado, a integração das vias metabólicas em todo o metabolismo, já é uma abordagem holistica. Por seu turno, a integração metabólica pode ser reducionista, a integração hormonal tb, mas a interacção de ambas num organismo vivo, é uma abordagem holistica. And so on. 😛

        Pá, o Holos é muito mal compreendido! 😛 😀

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:06

        João, esqueceste-me??? onde, onde, onde é que me esqueceste que eu não dei por nada?? :DDD huuum, só pode ser um emaranhamento quantico de particulas remotas qq… (acabei de ver um episódio de Torchwood, não liguem… :D).

        Quântico, iões negativos, iões positivos, hologramas, activação do GNA, energia crística… 😀

    1. Marina,

      Totalmente de acordo, mas penso que o que disse não está em oposição ao post 😉

      O placebo é uma realidade… que deve ser estudada pela ciência, e não ser abusivamente apropriado pelos vigaristas para venderem falsas mezinhas cura-tudo.
      😉

      Quanto ao Holístico, eu adoro-o.
      Aliás, é a minha filosofia na educação. Tenho 2 capítulos na minha tese de educação científica – astrobiologia, só dedicado a isso.

      Mas é precisar identificar e responsabilizar todos aqueles que usam esse termo só de forma a vigarizar as pessoas. Eles não querem saber de ser mais que a soma de partes, porque eles nem sequer conhecem as partes. É preciso conhecer as partes, perceber a sua soma, para poder tentar explicar a parte holística que faz com que seja mais que a soma dessas partes.
      Os vigaristas só sabem dizer a última parte, sem a compreenderem, com o único intuito de enganarem as pessoas e dizerem que a ciência não quer saber nada disto – o que é mais uma mentira.

      abraço

        • Joao on 02/06/2011 at 23:48

        Ana:

        Se as pessoas não querem nada com a medicina convencional é dificil. Mas não devemos deixar de alertar para os riscos.

        Outra coisa. O efeito placebo é algo que funciona sobretudo ao nivel da precepção. Não faz melhorar nada que seja objectivo. Por isso é apenas importante na dor, nause, etc. Por mais placebo que dês não consegues fazer descer uma ureia, diminuir o tamanho de um tumor, matar uma bacteria, etc.

        • Ana Guerreiro Pereira on 03/06/2011 at 10:20

        João, obviamente q não vamos deixar de alertar. 🙂 Somente quis dizer que esses alertas caem em orelhas moucas muitas vezes e q um médico tem como principal objectivo o tratamento de uma pessoa, por isso, joga com o que tiver à mão, nem q as suas crenças.

        Em teoria, o pensamento positivo estimula o sistema imunitário, de modo que, em teoria, o placebo tb terá um efeito ao nivel do tamanho de um tumor, na morte de uma bactéria, etc, pura e simplesmente através da estimulação do sistema imunitário. Não é por acaso que uma pessoa depressiva tem maior tendência a contrair doenças 😀 😛

        Logicamente q o efeito é limitado e q actua principalmente a nível de dor, náusea e afins… mas não deixa de ser um grande efeito :D.

    2. Ola,

      Claro que como nem todas as coisas antigas são más, nem tudo o que é holistico é mau. O problema é o abuso do termo e do conceito!

      Quanto ao placebo, é real de facto. Mas é um efeito da crença e não do medicamento. E o primeiro é mais dificil de conseguir que o segundo. E não precisamos de fantasiar para o conseguir.

        • joao on 02/06/2011 at 20:49

        Note que nas medicinas alternativas a abordagem é sempre holistica, sem procurar porque as coisas acontecem como acontecem ou como podemos melhorar o Todo indo à fonte do problema, ja que todos os mecanismos de Xis, sub-luxações, miasmas e outros são reducionistas (sim, o holismo deles também é um pouco couxo) mas irreais.

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 22:11

        João, eu, o João, o Carlos, o Marco, a Marina, a Johny, etc, não precisamos de fantasiar para o conseguir. Mas as pessoas não são iguais, e infelizmente há mesmo muitas limitações e ignorância. Essas pessoas precisam mesmo de fantasiar pq é a única opção que têm. Digo isto porquê? Porque contacto com este tipo de limitações directamente e é impossível ter com elas uma abordagem como a que temos uns com os outros aqui, por exemplo. Pura e simplesmente não concebem que isso são fantasias. Para elas, é real. Para elas, funciona assim. :p

        Isto é já de lidar demais com a falta de conhecimento… 😀 tive de aprender, aliás, estou a aprender, a ser mais complacente e menos dura… ou metia tudo a chorar…

  4. “Compreender é amar”
    “Ciência é amor”

    Alguém não compreende o papel da oxitocina…
    Amor é totalmente irracional, o oposto da ciência…

    1. Totalmente de acordo: Amor é irracional 🙂

      Até os Jedi diziam que era preciso fugir disso a todo o custo 😛 ehehehehe

      Por outro lado, se o consegues explicar naturalmente por oxitocina, feromonas, ou outras cenas experimentáveis, então passa a ser cientificamente explicável racionalmente 😉

        • bigkax on 02/06/2011 at 20:28

        Mesmo que se saiba que a oxitocina deturpa a capacidade de um individuo de olhar para outro de forma racional, a pessoa com o cérebro a nadar em oxitocina não vai ser mais racional por se ter essa informação…

    2. Olá,

      A ciencia pode explicar o amor mas a ciencia não é um personagem para sentir amor. Nós podemos no entanto amar a ciencia, que não tem qualquer objecção lógica. No entanto pergunto-lhe se não estará a levar isto demasiado a sério… Só um bocadinho, não?

        • bigkax on 02/06/2011 at 21:00

        Lei de Poe… Faz de conta que tenho um 😉 no fim do comentário #4…

      • Ana Guerreiro Pereira on 03/06/2011 at 10:26
      • Responder

      pfff, por acaso a ciência explica o amor e não só em termos de oxitocina; depende da abordagem… por exemplo, em termos evolutivos, dado que as crias humanas necessitam de muito tempo para atingirem a autonomia, foi necessário q ambos os progenitores se mantivessem juntos e trabalhassem em conjunto no sentido de a proteger. Por outro lado isto funcionava melhor em sociedade, de modo que o casal integrado num grupo tinha maiores probabilidades de proteger a cria e fazê-la chegar à maioridade. Além do facto de levar muito tempo a amadurecer, a cria humana é só uma na maior parte das vezes, o q torna ainda mais impreterível a sua sobrevivencia, para garantir a continuidade da linhagem.

      E isto só é possível se se estabelecerem laços entre as pessoas… 😛 😀

      Claro q a explicação depende da perspectiva.

      Por outro lado, às vezes é melhor sentir e pronto, esquecer as explicações. Porque, bem vistas as coisas, o amor é uindo 😛 😀

      E, não confundir amor com paixão; oxitocina é paixão, não é amor.

    • Johnny Bat-Yonatan on 02/06/2011 at 16:23
    • Responder

    Sou veterinária e já fui cientista, fiz investigação de campo como bioantropóloga durante alguns anos e incomoda-me que se chame “conhecimento fóssil” às tradições milenares por atacado… Algumas deixaram-nos heranças valiosas, cientificamente falando. É como chamar “primitivos” a culturas ágrafas, we know better by now. Ou devíamos.

      • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 19:57
      • Responder

      Johnyyyy 😀 😀 mas a questão aqui não são essas heranças, mais do que reconhecidas, nota; a questão aqui é o uso que estes charlatães fazem dessas palavras. E associam certas tradições milenares comprovadas a parvoíces que de tradição milenar nada têm. E algumas delas, mesmo sendo milenares, são placebo puro. Outras, logicamente, foram cientificamente comprovadas. A questão aqui é mesmo o uso do termo “tradição milenar”, tal como se usa “holistico”, “quantico”, “iões negativos”, etc, para imprimir seriedade às patranhas. Distorcem totalmente estes termos e os seus significados e aplicam-nos a petas e charlatanices. Infelizmente, são mesmo estes os argumentos utilizados pelos vendedores de banha de cobra…

    1. Olá,

      Eu compreendi o texto desta forma: do lado esquerdo temos as palavras que os pseudos se apropriaram indevidamente, para lhes darem significados parvos.

      Ou seja, neste caso, MILENAR é uma palavra que foi sendo apropriada pelos pseudos, pelos vigaristas, como se o significado da palavra lhe desse algum crédito.
      Não dá.

      Há conhecimento milenar que era excelente. Tal como diz: “Algumas deixaram-nos heranças valiosas”. Correto.
      E há muito mais conhecimento milenar que vivia de crenças sem qualquer ponta de realidade.

      Na coluna da direita é explicado precisamente isso: é dito que é um apelo à antiguidade.
      http://www.astropt.org/2011/05/28/apelo-a-popularidade-e-apelo-a-antiguidade/
      “A falácia ad antiquitatem é o argumento pela antiguidade, a tentativa de demonstrar que algo é verdade só porque é antigo. Caem nesta designação os apelos à tradição como argumento.”

      Ou seja, não se pode usar a palavra Milenar para provar que tem crédito. Não é um argumento válido. É uma falácia.
      😉

      P.S.: “Sou veterinária e já fui cientista”. Se é veterinária, então É cientista ;-). Os médicos são cientistas. 😉

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 20:04

        Eu disse primeirooo, apropriaste-te das minhas palavras!! apropriadorrrr!!! 😀 😀

      1. Por acaso não.
        Este teu comentário aqui não tinha visto. Tavamos a escrever ao mesmo tempo, penso eu. 😉

        Já o teu outro em baixo, sim, tinha visto quando cheguei ao computador… 😉

        Foi coisa de minutos, quando fiz refresh de comentários 😉

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 20:17

        LOL, eu sei, estava só a bazingar contigo 😀 Ou, como sou um produto da tua imaginação, eras tu a bazingar ctgo mesmo 😀

        Ou então és tu que és bruxo. 😀

    2. Minha cara colega:

      A questão não é se é giro, merecedoras de atenção ou valor, etc. A questão da coisa é enquanto conhecimento se são justificaveis ou não no que se sabe hoje.

      Por esse caminho estas a desvalorizar os fosseis que tanto nos dizem da vida na terra 🙂

      herr. Não és criacionista, não?

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 21:13

        Eu já sabia q o João ia achar a Johny gira… 😛 Vets, pffff… 😀 (pronto, estou a bazingar, até porque o meu cunhadinho é vet 😉 )

  5. LOLOL 😀

    Aconselho este guia

    1. LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

      não queres colocar isso num post? 😉

      1. Um dia destes traduzo para português e meto 😛

      2. Excelente. Põe lá isso na lista de “coisas a fazer” então 🙂 eehehehehe 🙂

    • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 15:23
    • Responder

    João, LOOOOOOOOL, adorei a imagem final :DDDD e o “venha vacinar-se e use preservativo” 😀

    No entanto, tenho aprendido a ser mais tolerante em certos aspectos e a minha filosofia passou a ser “cada um sabe de si”. Logicamente que não me demito do meu papel de educadora e divulgadora, mas temos um problema aqui: identificar o placebo é eliminar o placebo. E em alguns casos, esse placebo é imprescindivel para uma qualidade de vida melhor. Digamos, portanto, q cada um tem os seus placebos e que por vezes é muito mais benéfico jogar com isso, especialmente num tratamento de doença crónica ou de cancro, por exemplo…o placebo é imprescindivel e infelizmente só é atingido se a pessoa acreditar nele… e pode representar a vida ou a morte. De modo que, em alguns casos especificos, joga-se com o placebo. isto é, com os reiki, acupunturas, etc, se isso for benéfico ao paciente.

    Por vezes esquecemo-nos que as pessoas não funcionam como nós e que se nós atingimos o placebo de uma forma, elas precisam de “artes mágicas” e de acreditar em magia para o atingir. E qd se trata de saúde e de tratamentos, o bem estar da pessoa está em primeiro lugar. Daí que existam homeopatas que trabalham em conjunto com médicos…um trabalha o tratamento quimico, o outro trabalha o chamado reforço positivo que leva ao placebo. E sendo o placebo dos mais poderosos efeitos conhecidos, em alguns casos é vital. Infelizmente as pessoas que não acreditam na sua cura e que se deixa embrenhar em depressão, deixam de lutar e deixam-se morrer. Nesta medida é que defendo que há situações em que temos mesmo de jogar com as crenças das pessoas, porque tirar-lhas é tirar-lhes vontade de viver. A nós pode soar ridiculo, porque temos outra visão da vida e do conhecimento, mas para muita gente é tudo o que têm.

    isto sou eu a tentar ser menos irascível e mais compreensiva…

    Logicamente q não se incluem aqui os charlatães puros.

    1. “identificar o placebo é eliminar o placebo.”

      Ou não 😛
      http://www.astropt.org/2010/12/26/efeito-placebo/

      Por outro lado, pode-se tentar compreender cientificamente o efeito de se pensar de forma positiva… 😉

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 20:06

        aiiiiiiiiiiii o q tu me foste fazer…. odeio esse Irving Kirsch 😛 diz uma data de asneiras, desculpa lá 😛

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 20:09

        “Instado a dar-nos algumas pistas, respondera que ainda não podia dizer nada, mas que haveria resultados concretos em breve”

        bah, grande revelação… 😛

        Nada feito: o placebo depende da crença da pessoa em se curar. Mesmo que tenhas formação suficiente para saber que há sempre uma componente de placebo na medicação, tu confias na medicação. E é essa confiança que despoleta o placebo. Ora, na realidade, esse efeito extra vem do teu pensamento positivo e da tua crença na eficácia do tratamento, não vem do efeito químico deste, pelo menos directamente. Ou seja, estás sempre a ser enganado, mesmo que saibas que o vais ser :DDDD

        Deixem-me só acrescentar que há quem vá a estes naturopatas só pela massagem… 😀

      1. ok. Até concordo contigo 🙂 … ou melhor, comigo, porque tu és um aspecto da minha imaginação 😛 LOL 😀

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 20:13

        A PNL ensina a pensar de forma positiva 😀 e é um facto que os caminhos neuronais de um optimista não são iguais aos de um pessimista. Na realidade, uma pessoa que se deixe envolver numa depressão ou ciclo de pessimismo, cria caminhos neuronais que conduzem a um pensamento negativo. Para ser positivo tem forçosamente de criar novas conexões nervosas e novos caminhos, caminhos esses que conduzam a um pensamento positivo.

        E ainda dizem q a ciencia não explica tudo, bah.

      2. Tenho que te abrir o cérebro (não é a mente, é mesmo o crânio :P) para ver se isso que dizes das conexões neuronais é verdade 😛 eheheheeh 😀

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 20:21

        Acho q só vais encontrar uma massa amorfa esponjosa e pegajosa, né por nada… 😀

        Qto ao produto da imaginação, na verdade, somos todos produtos da imaginação uns dos outros, ainda mais na net!! Aquilo que vemos é a percepção que temos da pessoa com os dados que temos disponíveis; e essa percepção cria uma personagem ou uma projecção que não corresponde necessariamente à verdade.

        Na net isso acontece ainda mais porque só conhecemos o lado que as pessoas aceitam partilhar. Eu já tenho fama de mau feitio, demasiado adepta da ciencia (?! ké isse?), resmungona, durona e exigente 😛 😀 mas essa é a projecção que fazem de mim com aquilo que escolho (muitas vezes tempestivamente) partilhar…

        Resumindo, sim, sou um produto da tua imaginação. 😀

    2. Ana:

      O placebo existe em tudo. É um efeito da crença. Não precisas de dar algo que não faz efeito para ter placebo. Podes dar o antibiotico na mesma, sem mais placebo e fortaleceres o optimismo usando coisas reais. Percebes?

      Por exemplo comunicando melhor com o paciente, dando melhores condições, etc

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/06/2011 at 21:11

        João, como eu disse, a maioria das pessoas não tem esta perspectiva das coisas. A maioria das pessoas acredita realmente em patranhas. Portanto, forçosamente terá de se dar a essas pessoas algo que não faz efeito porque é nisso que elas acreditam. A comunicação por parte de um médico pode ser exemplar, mas unilateral. As pessoas que acreditam nestas coisas deixam-se levar e não ouvem o sue médico, por muitas advertências que este lhe faça. Isto é uma realidade e é a realidade de muitas pessoas que não têm bases para compreender as ciências biomédicas ou o placebo como eu, o João, o Carlos, O Marco… 🙂 E temos tendência a esquecermo-nos disso. Infelizmente a ignorância existe e infelizmente há pessoas teimosas e limitadas. Aos magotes. E o principal papel do médico é tratar. Quando a via da comunicação e do entendimento não funciona, e basta ver reacções pseudo e afins aqui no próprio blogue, onde se comunica com clareza, o médico tem de contornar a situação de outra forma. E por muita comunicação q exista, as pessoas deixarão sempre enganar-se. O médico tem de contar com isso e jogar com isso. Depende sempre do tipo de pessoa com que se está a lidar e na maioria dos casos, são as substâncias sem placebo que vingam mais pela mesma razão que as pessoas acreditam no esparguete voador: i want to believe. É esta a realidade com que tem de se lidar num consultório, num hospital, etc.

        Logicamente q se se tiver pela frente uma pessoa minimamente esclarecida e com um minimo de sentido critico, a abordagem pode ser outra. Aliás, é exactamente essa a abordagem dos antidepressivos que o senhor Irving Kirsch tanto detesta…

        😉

      1. Concordo com tudo, excepto com esta expressão: i want to believe.

        Essa é uma expressão muito usada nos Ficheiros Secretos.
        Mas é uma expressão enganadora, como a Scully disse ao Mulder.

        É que o Mulder, e as pessoas de que falas, já acreditam.
        Elas não querem acreditar, elas não querem evidências para poder acreditar… elas já acreditam 😉

        • Ana Guerreiro Pereira on 04/06/2011 at 01:18

        Carlos, tens toda a razão (pra variar… 😛 :D), não usei uma expressão feliz. 🙂

      2. Esqueceste-te do “não”.
        Deveria ser: “pra NAO variar” 😛 ehehehehe

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