asteróide 2009 BD passou por aqui

Esta é uma imagem do asteróide 2009 BD, do qual já falamos aqui, aqui, e aqui.

Este asteróide de pouco mais de 7 metros passou quase à mesma distância que a Lua está da Terra (um pouco mais perto que a Lua).

Safámo-nos de mais um… 🙂

Todos os dias passam por aqui asteróides pequenos… alguns que nem se conseguem detetar.
Como a Terra é muito pequena no Universo, eles têm maior “dificuldade” em acertar cá.
Por outro lado, como temos uma atmosfera, então os mais pequenos desintegram-se na atmosfera e na maior parte das vezes nem damos por eles.

Mas qualquer dia aparece por aí um que pode provocar grandes estragos…
Probabilisticamente falando, é normal que assim aconteça.

No entanto, para mim, os mais perigosos ainda serão os granditos que ninguém consegue detetar

37 comentários

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  1. É, ele (Robert Freitas) parece não saber o que é o paradoxo de Fermi.

    Acho que, como ele, eu não acredito em respostas do tipo “nunca chegaram aqui” ou “ainda estão por vir”.

    Sou adepto das respostas do tipo “não somos capazes de percebê-los à nossa volta” ou “já estiveram aqui, mas (ainda) não percebemos seus sinais” – algo como o que acontece no filme 2001 – Odisseia no Espaço (aliás, ainda vou ler o seu artigo sobre este que é pra mim o melhor filme de ficção científica de todos os tempos).

  2. E enfim, como podia se prever, essa discussão não se chegou a lugar nenhum (e não me venham a dizer que serviu como experiência, pois pode-se tirar experiência até de se olhar uma parede dia e noite).

    Cada qual acabou do mesmo jeito que começou: na mesma.

    Será que é por isso que se diz que “religião não se discute”?

    Quando falei dos envolvidos inflexíveis, não falava da religião e da ciência, mas das pessoas envolvidas na discussão sobre esse tema. Dos que defendem uma posição ou outra.

    Porém, é interessante ver como aceitamos imediatamente a crença num Deus ou a lógica sobre a ciência, quando nem sequer sabemos porque existimos e o que é a existência (ou ela é o que é?).

    Quero dizer, tudo isso aqui poderia ser uma espécie de “Matrix”, com todos os fenômenos sendo manipulados pela vontade de um ser qualquer, apenas para nos fazer crer nisso ou naquilo.

    O que me lembra do Gênio maligno de Descartes:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Gênio_maligno

    E da conclusão desse muito útil exercício filosófico, de que a única certeza que podemos ter na vida é a de que existimos.

    Oops! Correção:

    A de que EU existo – afinal, vocês podem ser apenas ilusões da minha cabeça…

    XD

    1. “como aceitamos imediatamente a crença num Deus ou a lógica sobre a ciência”

      são diferentes. O 1º depende da fé. O 2º não depende de fé ou de aceitar – depende sim da experiência.
      http://www.astropt.org/2011/05/21/profecias-da-ciencia/

      “tudo isso aqui poderia ser uma espécie de “Matrix”,”

      Sim, mas isso não explica nada, logo não é ciência.
      Isso é “brincar” com o nome de Deus.
      E é simplesmente um sintoma de geocentrismo psicológico, em que nós somos tão importante que os “deuses” até constroem universos fictícios para nós 😉

      Não é que eu não goste desse tipo de possíveis soluções do Paradoxo de Fermi, mas que estão cheias de geocentrismo, isso estão 🙂

        • Cristiano on 11/06/2011 at 06:07

        Concordo plenamente. Acho que isso é tão influente nas nossas vidas que fica difícil pra qualquer um (eu incluso) calcular as coisas de outro modo (não egocêntrico).

        O ser humano só aprenderá a ser menos egocêntrico (e a ver o universo por outro prisma que não o do “eu”) quando percebermos algum sinal de outras civilizações. Isso provavelmente será um baque difícil de esquecer (para aqueles que nos julgam o centro do universo) pelo resto dos tempos.

        Por falar no paradoxo de Fermi, que acha dessa notícia que saiu no plantão do Inovação tecnológica?:

        http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ovnis-verdade-guardada-segredo-ou-pura-fantasia&id=050175110602

        E por falar em ETs, tens no teu blog algum artigo do Robert A. Freitas. Jr.?

        Li artigos muito bons dele sobre sondas extraterrestres, como esses:

        http://www.rfreitas.com/Astro/ThereIsNoFermiParadox1985.htm
        e
        http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/2137/o-paradoxo-de-fermi-uma-grande-gafe
        e ainda,:
        http://www.bigear.org/CSMO/HTML/CS11/cs11p16.htm

        Gostaria de saber se ele fez algum artigo sobre o tema extraterrestres ultimamente.

        Desculpe abarrotar esse comentário com links, mas a sina de querer passar algo interessante para outros é difícil de se frear… XD

      1. O CUSI não diz nada de novo. Todas as instituições crentes nisso, dizem isso. Mas não há qualquer evidência para o que dizem. São simplesmente interpretações pessoais 😉

        Quanto ao Robert Freitas, penso que ele não sabe o que é o Paradoxo de Fermi 😛
        Ele imagina respostas onde há diferentes cenários.
        E ele próprio deu várias possíveis soluções para o Paradoxo de Fermi. 😛
        Parece-me assim um paradoxo: enquanto diz que não há razão para o Paradoxo de Fermi, ele próprio dá várias soluções promovendo a importância desse Paradoxo 😛

  3. Sim Carlos, vamos parar por aqui vai.
    kkkk
    Abraços

    1. 😀

      Não o estou a tentar fazer mudar de crenças 😉
      Simplesmente estou a tentar explicar onde está a linha entre o que se percebe e o que não se percebe 😉
      Ou seja, a crença não estará na parte estatística… mas poderá estar em algo para além da quântica 😉

  4. Eu entendi sua opinião, e neste ponto não concordamos, pois, por mais que queiramos explica as coisas que não se explicam nunca conseguiremos.
    Não entra na minha mente que um tumor maligno ou a aids desaparece simplesmente por pensamento positivo.
    Bem é claro que como eu nunca concordarei com seu ponto de vista sobre este assunto e você nunca concordará com o meu até que se prove ao contrario.
    Por isso que eu gosto muito deste blog e com certeza não a melhor que ele.
    Sou um fã do trabalho embora com opinião diferente sobre alguns assuntos.
    Parabéns.

    1. Sim, claro, mas aí entra o poder da estatística 😉

      Por exemplo, se o Weslley jogar às copas e lhe sair 10 copas… vai achar isso um “milagre” (não no sentido que foi Deus que lhe deu essas cartas, mas sim porque pensa que é algo especial).
      Mas na verdade, não é. É perfeitamente explicável pela estatística, pelas probabilidades.

      Da mesma forma, nas doenças, por vezes acontece inversões… sem se perceber o porquê.

      Em linguagem popular até se diz desses casos que são as “excepções que comprovam a regra” 😉

      Veja o caso da quântica, por exemplo, que nos diz que podemos atravessar paredes de cimento… claro que só em “freak cases”, estatisticamente falando, e se passarmos alguns milhões de anos a dar com a cabeça na parede 😛

      O problema destes casos, como na quântica, é que o Weslley está à procura de uma causa, de um determinismo… que não existe. É tudo uma questão de probabilidades – estatística.

      (claro que podemos discutir se não haverá algo mais “abaixo” da quântica, como Einstein defendia e eu também :P, que leve a haver determinismo)

  5. insuficiência renal cronica estágio trés é a minha doença.
    Mais e sobre os milagres que eu mencionei que são comprovados o que você acha?
    Sei que deverá me dizer se você tem fé e a doença porque não foi curado também?
    Antes que pergunte eu te digo que não sei , mais que talvez seja a vontade de Deus.

    1. Quais milagres foram comprovados?
      Penso que o placebo e a estatística explicam bem esses casos esporádicos.

      Há estudos que comprovam o poder da reza… não por influências de Deus, mas sim pelo pensamento positivo das pessoas. Daí que outros estudos em que as pessoas têm o pensamento positivo, mesmo acreditando noutras coisas, dão resultados semelhantes 😉

      O problema é que a “vontade de Deus” não é falsificável. E daí que não tem qualquer sentido prático. 😉

  6. Carlos eu não podia deixar de perguntar a você depois que vi aquele principio de discussão com o astrônomo amador João, que alias parece que é um conspiracionista mais do que um astrônomo.
    Você acredita em Deus, pois sei que muitos cientistas tem alguma crença.
    “Fé é a certeza das coisas que não se provam e crença nas coisas que acontecem” esta é a minha definição de fé.
    Ao contrario do que o João disse ser fé por que estas coisas que o site que eu te mandei faz é especular coisas que facilmente podem ser provadas com observações espacias, e que o João diz fazer.
    Quem prova que Deus não existe? Ninguém. E quando a ciência foi criada, ela não foi criada para provar a existência de Deus, é claro que naquela época o pensamento religioso era tido como a unica fonte de certeza e o contrario desafiava a Deus.
    Só disse isto porque eu vejo milagres como pessoas sendo curadas de câncer malignos apenas pela fé, pessoas sendo curadas de aids somente pela fé, e médicos dizendo que essas curas são inexplicáveis aos olhos da ciência.
    Na minha vida a ciência é de fundamental importância, pois tenho uma doença incurável e graças ao tratamento sei o que posso fazer para preservar a minha saúde, mais creio muito em Deus, porque ele já me livrou várias vezes de muitas coisas inclusive da morte quando criança.
    Só ressalto que fé em Deus é diferente de fé em cosmo, em astrologia ou em qualquer coisa do tipo que só desconstrói o pensamento cientifico em que eu também acredito mais não creio mais do que em Deus.

    1. Sobre Deus e a fé em Deus, eu tenho a mesma ideia que o Douglas Adams.
      Deus só existe se existir fé. Fé não se prova.
      A partir do momento que se prove algo, deixa de ser fé e passa a ser saber. Deus precisa de fé para sobreviver. A partir do momento em que se prove (que existe ou não), ele deixa de existir… porque deixa de haver fé.

      http://www.astropt.org/2008/05/25/dia-da-toalha/

      “Ou seja, Douglas Adams diz que Deus só existe porque existe essa necessidade humana de Deus existir, e porque existe fé. Sem fé, não existe Deus. Para Deus existir, tem que existir fé (crença). Se houver provas (factos) da existência de Deus, então a fé (crença) é desnecessária, porque deixa de ser crença e passa a ser factos. Como sem fé, Deus não existe (é preciso que alguém acredite), então havendo provas, apaga-se a fé e mata-se Deus.”
      http://www.youtube.com/watch?v=kyYS-GzBSIg

      😉

    2. Ter a doença é que é mau 🙁

      Mas seja positivo: tome como exemplo Hawking 😉

  7. Opa Carlos.

    Essa foto não é do asteróide em questão, ela é do cometa C/2006 P1 McNaught.
    Lembro que vi o cometa de dia, como a foto e que a foto em questão foi publicada no APOD em 2007:

    http://apod.nasa.gov/apod/ap070119.html

    Seria impossível fotografar uma asteróide de 7 metros, a essa distância, em pena luz do dia e ainda com cauda 🙂

    1. Problema resolvido 🙂

      Erro meu que coloquei a mesma imagem do Daily Galaxy… e sinceramente nem pensei na cauda. Realmente foi burrice minha 😛

      Já agora, seria impossível mesmo para observatórios?
      Vamos supôr os Keck, no Hawaii. Eles não poderiam fotografar um asteróide pequeno à distância da Lua?

      1. Opa Carlos.

        Acho que grandes telescópios conseguem sim, e creio que nem precisa ser tão grande quanto o Keck. Um bom telescópio com um CCD porreta consegue ver coisas bem tênues.

      2. Então por onde andarão essas fotos? 🙂

        Alguém deve ter “visto” o cometa a passar 🙂

        Mas eu não encontro quaisquer fotos… 🙁

  8. Viva

    há aqui algo que me está a passar ao lado… se o 2009BD passou a 346 000 km de nós, o que justifica aquela cauda?
    Não é um cometa mas sim um pedeço de rocha, logo, porque apresenta aquela cauda na foto?

    Obrigado, desde já 😉

    1. Essa é realmente uma excelente pergunta.

      Não faço a mínima ideia.

      As hipóteses que proponho são:
      1 – é um asteróide um bocado estranho:
      http://www.space.com/6351-odd-asteroid-hangs-earth.html
      2 – a fotografia não é do asteróide. Tendo em conta que a fonte é o Daily Galaxy, e eles nem põem nem créditos nem nada… provavelmente inclino-me mais para esta hipótese…

      Mas tens toda a razão… algum problema existirá… porque senão, não faz sentido.

  9. 3 coisas para se dizer a um evangélico, se o que você deseja é vê-lo ficar nervoso:

    “Você não acredita realmente nisso que está me pregando (crença em Deus/Cristo)!”
    ou
    “Foi mal, mas Jesus era um ET!”
    ou
    “Deus não precisa existir, então não existe! Ponto final!”

    3 coisas para se dizer a um cético, se o que você deseja é vê-lo ficar nervoso:

    “Você tem fé na ciência (insinuando uma crença na ciência – cientismo)!”
    ou
    “Você fala de maneira agressiva (ou hostil) daqueles que possuem alguma crença (insinuando arrogância)!”
    ou
    “Milhões de pessoas não podem estar erradas (falando de crenças comuns – como em Deus)!”

    Poderiam ser 100 coisas de cada, mas só me lembro dessas agora.

    Posso estar perdendo o foco desse comentário (que deveria ser o asteróide 2009 BD), mas acho saudável citar o que lemos na Wikipédia sobre o que a ciência é e o que ela não é:

    “O pensamento religioso e o pensamento científico perseguem objetivos diferentes, mas não opostos. A ciência procura saber como o universo existe e funciona desta maneira. A religião procura saber porque o universo existe e funciona desta maneira. Os conflitos entre a ciência e a religião produzem-se quando um dos dois pretende responder às questões atribuídas ao outro.”

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciência

    Embora isso seja discutível, acho que fica claro aí em cima que religião, no campo da ciência, não deveria se discutir – e vice-versa. Tais discussões não chegam a lugar nenhum – cada um dos envolvidos já é inflexível desde antes do início, e se mantém assim mesmo depois de terminada a discussão.

    Além disso, o verdadeiro pensamento crítico (ou ceticismo) só poderá ser feito, algum dia, (e talvez) por máquinas ou softwares, incapazes de cometer erros de interpretação dos fatos. Por isso a religião é tão mais natural ao ser humano que o ceticismo – que o afasta da verdadeira “humanidade”: a crença nas coisas abstratas, como valores e princípios (o “forte” das religiões, e pilar principal delas).

    Humanos erram por natureza, por isso também é impossível, tanto aos crentes, quanto aos céticos, não compartilhar alguma crença, e ao mesmo tempo, algum ceticismo.

    E que atire-me a primeira pedra aquele que sendo crente, nunca duvidou de Deus, ou que sendo cético, nunca duvidou da ciência! Ninguém é perfeito! Acaba que somos todos iguais!

    E não me venham dizer que nunca fizeram isso (duvidar)! Lembrem-se que o Pai Natal está vendo tudo lá de cima! E ele castiga os que não falam a verdade!

    XD

    1. Cristiano,

      Tudo certo, excepto duas coisas 😛

      1 – O problema não é o pensamento religioso e o pensamento científico perseguirem objetivos diferentes… cada qual procura o que quer.
      O problema é que a sua natureza é diferente, oposta até.

      2 – A ciência não é inflexível. Pelo contrário. Não há nada mais flexível que o pensamento científico. Em face de novas evidências, muda-se de paradigmas. Não se fica agarrado a algo, sabendo nós que as observações provam o contrário.

      abraço

  10. Já agora, deixe-me dar-lhe outras frases minhas do post sobre o pensamento científico:

    “O pensamento científico diz-vos que o vosso carro estará parado na garagem, e não anda a flutuar pelo ar devido à falta de gravidade.
    Quando vocês vão de manhã até ao carro, a vossa previsão é que ele esteja lá… agarrado ao solo.
    Essa previsão tem por base somente o conhecimento científico, baseado nas inúmeras experiências passadas.
    Essa é uma previsão da ciência.
    E não é que todos os dias essa previsão científica está correta?
    Em milhões de vezes em que vocês já fizeram essa experiência, nem por uma vez chegaram à garagem e viram o vosso carro a voar pelo ar.”

    Ou seja, todas as vezes que o João vai buscar o seu carro, tem a certeza que ele não estará a voar… NUNCA por alguma vez foi pra lá a pensar que naquele espaço naquele momento a gravidade iria deixar de existir.
    Essas suas certezas de cada vez que vai buscar o seu carro, e as suas certezas por MILHÕES de vezes em que tem comportamentos semelhantes todos os dias… é a mesma certeza que diz que a “estrela de Barnard” não tem perigo nenhum.
    Que por acaso é o mesmo conhecimento que lhe diz como funciona um telescópio.
    Que por acaso é o mesmo conhecimento que lhe permite estar agora na internet.
    Chama-se a isso Conhecimento Científico.

  11. (nota ao moderador, publique apenas se achar relevante)
    Bom, deve ter sido do adiantado da hora, mas excedi-me de facto nas minhas afirmações. Não tenho o direito de vir a um blog seu ou que que participa com tanto afinco desconstruir o seu trabalho. Espero que continue com as suas investigações e que mude de opinião apenas quando e se tiver de mudar, não sou eu que devo vir aqui dar-lhe lições que decerto não precisa. Muito menos eu tenho qualquer moral para lhas dar.
    Fiquemos pela discordancia sã, pois o seu blog já faz mais pela ciencia do que eu já fiz, pelo que não quero ficar com este “sangue nas mãos”.
    Sim, às vezes prefiro telescopios feitos pelo pai natal e acredito que as minhas ideias sao tao óbvias que também devem ser obvias aos outros… mas não preferimos todos isso um pouco?
    Bem haja e continuação do excelente trabalho!

    1. João, o problema é que isto não é uma questão de opinião.

      Da mesma forma que 2 + 2 = 4 não é uma opinião de alguém.
      Se um website amanhã vier dizer que 2 + 2 = 6774856, isso é MENTIRA.
      Isto não é uma questão de fé, nem uma questão de opiniões diferentes.

      O João atacou o conhecimento… chamando-lhe de fé.
      Ora, isso além de ser um disparate por definição de ambos os conceitos, é uma hipocrisia.
      E é uma hipocrisia porque o João está na internet só devido a esse mesmo conhecimento.

      O João não entra na internet por fé… nem sequer a internet foi construída por alguém tendo “fé”.
      Foi preciso muito conhecimento. E é preciso muito conhecimento para o João conseguir entrar na net. Tudo isto é conhecimento científico.

      Da mesma forma, não usa telescópios feitos pelo Pai Natal.
      Ou passa a usar essa fé que proclama e põe tudo o que é ciência de parte, ou então está a ser hipócrita ao cuspir no prato (ciência) que lhe dá de comer.

      Eu acho que as pessoas nem notam na hipocrisia em que caem ao fazer afirmações como as que o João fez.

      Não é por um qualquer vigarista se lembrar de dizer que o fim do mundo é amanhã devido a Deus, a um asteróide, ou a uma estrela qualquer… que isso realmente passa a ser verdade.
      É preciso ter conhecimento científico precisamente para não nos deixarmos cair nessas patranhas.

      Isto não é um fenómeno novo. Vendedores de banha de cobra sempre existiram.
      Mas é surpreendente como em pleno século XXI as pessoas continuam a cair nos mesmos disparates de sempre. É que nem sequer são criativos. Tudo isto tem sido dito nos últimos séculos, sempre com os mesmos resultados.

      E ainda mais surpreendente se torna quando o próprio João diz que faz parte da APAA.
      Ou seja, deveria saber o que é esse conhecimento científico, e o quanto ele é importante até no seu hobby.
      Negar esse conhecimento científico, para dizer que ele é uma manifestação de fé… não faz qualquer sentido.
      Basta saltar – fazer a experiência – para perceber as diferenças entre fé e conhecimento.

      Isto não é uma opinião minha. Isto é a realidade.

      1. Adenda:

        O João, como astrónomo amador até deveria saber precisamente que isto são só tretas de vigaristas.
        Astrónomos amadores sabem o poder dos seus instrumentos.
        Logo, um vigarista qualquer que da cave da sua casa inventa uma história totalmente estapafúrdica que vai contra o que os astrónomos amadores e profissionais sabem, um astrónomo amador deveria logo saber detetar essas mentiras.

        Por exemplo, no site que o Weslley referiu, a autoridade referida é uma pessoa que nada percebe de astronomia, duvido que alguma vez tenha sequer olhado por um telescópio, mas tem por objetivo simplesmente fazer $$$ à custa de crentes religiosos – por isso inventou a sua própria religião / seita religiosa.
        http://en.wikipedia.org/wiki/Samael_Aun_Weor
        E o que ele diz é isto:
        “Houve um acontecimento extraordinário; ocorreu um engarrafamento no trânsito celeste na constelação de Aquário. O que estamos afirmando não é algo a priori, sem fundamento. Isto que estou dizendo foi visto e observado por todos os astrônomos do mundo. Em todos os observatórios da Terra, com os conhecimentos de astronomia, registrou-se um eclipse total do sol e da lua e ninguém poderá negá-lo.”

        Ou seja, mistura eclipses do Sol, com eclipses da Lua, dizendo que ocorreu um “engarrafamento” nos céus, etc…
        Não só percebe-se perfeitamente a ignorância sobre conceitos básicos na astronomia, mas até mente com todos os dentes (basta usar programas como o Heavens-Above).

        Mas o pior é que para ele e para os vigaristas como ele, estas mentiras exotéricas (contrárias ao conhecimento e às provas que existem) são uma “evidência” de que vem aí uma Estrela de Barnard, um Nibiru, um Hercóbulus.

        Qualquer pessoa percebe que isto é um PURO DISPARATE… é tudo mentira para apanhar parolos.

        Eu nunca disse que não existiam Rogue planets… pelo contrário, já tenho escrito sobre eles.
        MAS o que digo e repito é que estes textos disparatados são pura MENTIRA… são puras VIGARICES para apanhar crentes acéfalos.
        E sim, tenho a CERTEZA disto que digo. Não é fé, é mesmo conhecimento. É conhecimento baseado na utilização de mais de um neurónio, e é conhecimento de um mínimo de astronomia.

        abraço

  12. Fui ler o seu post e realmente está lá tudo… especialmente quando o Sr Carlos diz:

    “Note-se que a ciência não nega que possa ser um unicórnio voador invisível.
    Simplesmente, é mais provável as outras explicações”

    Pronto, era só isto, faz lembrar a história do Espirito do Natal Passado e Futuro.

    Eu estou em perfeita consonância com o Espirito do Sr Carlos Passado, discordo totalmente do Espirito do Sr Carlos Presente, esperando ardentemente que o Espirito do Sr Carlos Futuro seja mais cientista, no sentido de questionar todas as variaveis e menos evangelista da ciência por só acreditar em coisas provadas até à data, como aliás o Sr Carlos Passado provou saber fazer com mestria.

    Giro foi a sincronicidade com a tal descoberta da Nasa sobre os Rogue planets, que são exactamente o tipo de planetas que o Sr Carlos diz serem advogados por vigaristas…

    Até ao meu regresso…

    1. O Carlos é igual no passado, no presente e no futuro.
      Porventura o João é que não sabe ler, e interpreta da sua maneira… enviesada, deturpada.

      Eu NUNCA disse que os “Rogue planets” são advogados por vigaristas.
      Aliás, já tenho falado deles por aqui… até por serem sítios onde se especula sobre o tipo de vida.
      Por isso, o João decidiu simplesmente MENTIR. É uma estratégia pseudo: juntar tudo no mesmo, inventar sobre o que se diz, e depois dizer-se que se disse o contrário.
      Enfim… só dá mau nome à APAA e aos astrónomos amadores em geral.
      É pena essa falta de raciocínio…

  13. Caro Sr Carlos,
    a foto está espectacular, parabens.
    Agora gostaria de lhe fazer um reparo, espero que nao leve a mal.
    Porquê essa animosidade quando fala de sites vigaristas? Esses sites, que me merecem tanto crédito como ao senhor, acreditam nessas coisas como uma qualquer pessoa acredita em Deus, e espero sinceramente que não lhe ocorra chamar vigaristas a 95% da população mundial que acredita numa qualquer forma de Deus.
    Até porque o que eles dizem ninguem consegue provar o contrário, por muito que “nós”, iluminados pela chama cientifica, percebamos que são provavelmente balelas.
    Mas poderá o Sr Carlos afirmar categoricamente que são vigarices? Poderá afirmar que não vem nehum planeta cor de rosa às pintinhas em direcçao ao nosso sistema solar, quando neste próprio artigo diz que nem se conseguem detectar a maior parte dos chamados “near misses” dos asteroides? Ainda por cima menos de uma semana depois da Nasa ter admitido que podem andar ai a viajar os chamados Rogue Planets, planetas sem estrela… Eu também nao acredito que andem, mas a minha crença é nisso é apenas crença, com tanta fé quanto a dos vigaristas que dizem o contrário.
    Um cientista deve questionar tudo e nunca tomar posições de fé, pois isso geralmente atrasa o progresso cientifico em muitos anos, basta ver o que aconteceu quando inumeras teorias hoje aceites foram apresentadas e denominadas de balelas pelos cientistas com fé na ordem antiga.
    Percebo a sua indignação, mas penso que nao é um bom serviço à ciencia chamar de vigaristas aqueles que nos desafiam, nem que estes apenas tenham um milesimo de milesimo de probabilidades de estarem correctos. Nao acha?

    1. João,

      A foto não é minha. Está nos links que foram incluídos no post.

      Sim, posso afirmar categoricamente que são vigarices.
      Como é uma vigarice dizer que foram unicórnios invisíveis voadores que pararam o seu carro na auto-estrada.
      Para saber o que é o pensamento científico, leia este post:
      http://www.astropt.org/2011/05/21/profecias-da-ciencia/

      Os vigaristas não nos desafiam. Quem desafia é quem tem conhecimento, e não quem por ignorância diz coisas “no ar”, totalmente aparvalhadas, e anti-ciência.

      O progresso científico é atrasado precisamente por estes vigaristas que preferem a ignorância ao conhecimento.
      A Idade das Trevas, foi assim chamada por haver muito disto…

      Quando fala em “teorias” percebe-se que não sabe do que está a falar.
      Uma teoria é a organização de um conjunto de factos observados, testados e comprovados, e não uma “ideia” que alguém se lembrou de ter porque bebeu a mais na noite anterior.

      E é mentira aquilo que disse sobre a história da ciência.
      Aconselho que leia livros sobre história da ciência, e já agora sobre o processo e a natureza da ciência.

      Por último, confunde fé/crença com ciência/conhecimento científico, que são pensamentos opostos.
      Crença faz-se de acreditar e não de comprovar. Quando se prova, deixa de ser crença e passa a ser saber.
      O Pai Natal é uma crença. Não é por haver milhares de pessoas a vê-lo todos os anos, ou a imaginarem que ele existe, ou a mentirem sobre ele em websites, que ele passa a existir.
      Já quanto à gravidade, eu não creio na Gravidade. Basta-me me saltar para perceber que ela existe.
      Isto é básico, para se perceber as diferenças entre crenças e conhecimento.

        • joao on 10/06/2011 at 04:34

        Vejo que realmente tem fé que são vigarices.
        Eu pessoalmente, conheço uma senhora bem velhinha que acredita nessas coisas e posso-lhe dizer que prefiro um cheque passado por ela do que por qualquer pessoa do ministerio da ciencia e tecnologia.
        Mas já alguem provou que nao existe nenhum planeta a dirigir-se para o nosso sistema solar? Porque eu costumo andar em cima disso e ainda nao vi ninguem. Vejo cientistas sim a dizer para nao haver alarme porque noticias dessas sao infundadas, daí a dizer que nao existem vai uma grande distancia. E eu sei que nao existem… também sou membro da APAA.
        Só nao vejo necessidade na linguagem, porque é um portugues extremamente incorrecto, vigarista é quem nos engana deliberadamente, e a velhinha que eu conheço nao me parece ser uma pessoa dessas. Pode estar mal informada ou desinformada, mas nem me parece que seja esse o caso aqui. Parece sim que duas posiçoes de fé se conjugam e se degladiam como se fossem inimigos, o que desde já nao abona nada em favor da ciencia.
        Mas diga-me, alguma prova que não existem planetas a dirigirem-se para cá?
        Ou temos aqui um caso igual ao dos cientistas economicos (ciencias sociais) que durante anos também diziam que a crise era fantasia e conversa de quem queria vender jornais?

      1. Eu não tenho fé que é uma vigarice. Eu sei que é.
        Já lhe expliquei as diferenças entre fé e conhecimento.
        Se quer continuar a mentir que isto é uma posição de fé… nada mais posso fazer. Não se pode apagar a ignorância das pessoas.
        http://www.astropt.org/2011/05/21/profecias-da-ciencia/

        É pena a APAA não dar cursos sobre o que é a ciência. Faria bem a muita gente – João incluído.
        É pena que o João prefira ter fé em telescópios feitos pelo Pai Natal, em vez de querer ter conhecimento de como eles funcionam. Para uma pessoa da APAA, acho estranho esse celebrar da ignorância.

        “Mas já alguem provou que nao existe nenhum planeta a dirigir-se para o nosso sistema solar?”
        Já. Da mesma forma que se provou que o Pai Natal não vem aí.

        Ciências sociais são diferentes de ciências exatas. Mais uma vez, isto é básico.

        De tudo o que disse, aproveita-se uma coisa:
        “(…) incorrecto, vigarista é quem nos engana deliberadamente, e a velhinha que eu conheço nao me parece ser uma pessoa dessas. Pode estar mal informada ou desinformada (…)”
        Sim, a pessoa pode estar mal informada ou desinformada. Concordo consigo.
        MAS se andar a fazer websites com essas mentiras com o único resultado de enganar as pessoas, então sim, passa a ser vigarice.

        (eu posso crer em várias coisas, e várias delas podem ser simplesmente fruto de estar mal informado… mas o astroPT não serve para isso. O astroPT serve para divulgar conhecimento, e não para pactuar com mentiras nem com sistemas de fé, sejam de quem forem)

  14. Muito obrigado Carlos e desculpe pelo tempo que andei sumido.
    Resolvendo alguns problemas aqui no Brasil.
    Alias te deixo o link de um blog que detalha algo sobre a estrela para que leia.
    Sei que achará tolice mais de uma olhada e responda o que achou
    http://evoluindoaconsciencia.blogspot.com/2011/05/voce-quer-saber-onde-esta-o-planeta.html

    1. Oi Weslley,

      Tem muito que ler por aqui 😉

      Lá está… esse é um dos tais sites vigaristas que é frase errada atrás de frase errada.
      Duvido que estas pessoas alguma vez tivessem pegado num livro de astronomia, por exemplo… já que são tantas as tolices lá ditas.

      Percebe-se que a autora é “new age”… ou seja, não quer saber do conhecimento, mas olha somente para o que ela pensa ser verdade, por mais ignorante que seja.
      Enfim… são pessoas que celebram a ignorância em vez do conhecimento.

  15. Carlos quanto tempo.
    Gostaria de te fazer mais uma pergunta
    Ouvi dizer que que um segundo sol chamado de Estrela Bernard-1 esta se aproximando da terra e trara alguns planetas para cá causando uma grande catástrofe natural.
    essa estrela é na verdade um segundo sol e fica na constelação de tilo.
    Isso é verdade, gostaria que me informe se souber.
    obrigado.

    1. Não. Essa estrela está bastante longe do Sol, sempre estará, e nunca afetará quaisquer planetas no nosso Sistema Solar.

      http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080522195215AAoZHw5

      “A velocidade aparente da estrela de Barnard é resultado de sua trajetória atual, que a traz cada vez mais para perto do Sistema Solar – 140 quilômetros mais perto a cada segundo.

      Mas nada de pânico: o que vai acontecer é que por volta do ano 11.800 a estrela de Barnard roubará a posição de Alfa do Centauro, tornando-se a mais próxima do Sol. E ainda assim estará a mais de 35 trilhões de quilômetros de Plutão, quando então irá se afastar de novo – e para sempre.”

      Ou seja, daqui por 12000 anos (repito: 12000 anos… logo, quem anda a dizer que é para agora, não tem qualquer noção de distâncias no Universo) estará mais próxima de nós que na altura estará Alfa Centauri.
      Mesmo assim estará muito longe… tão longe como as estrelas mais próximas estão atualmente… e elas estão muito longe.
      Logo, não tem nada a ver com Nemesis, segundo Sol, ou outras mentiras que apareçam escritas por sites vigaristas.

  16. Lá pelos anos 1999, no início do jornal da Globo, foi anunciado que uma bola de fogo passou sobre a índia e que, minutos depois, sentiu-se um terremoto.

    Esperei pra ver a notícia na íntegra,…

    … Mas ela não passou.

    No dia seguinte, também, nada. Em jornal algum.

    Nunca mais falaram nada sobre isso.

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