Gigantescas Nuvens Cósmicas desaparecem

Crédito: Hubble Heritage Team (STScI/AURA), N. Walborn (STScI) & R. Barbß (La Plata Obs.), NASA.

Quando vemos fotografias de nebulosas, nuvens de gás e pó, e de várias outras coisas no Universo, maravilhamo-nos muitas vezes com a beleza das imagens.
No entanto, raramente percebemos o quão efémeras elas são. Normalmente pensamos que aquilo sempre existiu e sempre existirá. Mas a mudança é a única constante.

Daí que é uma “sorte” estarmos a ver aquelas nuvens nesta altura. Daqui por alguns milhões de anos elas já não existirão. Nessa altura, outras imagens maravilhosas existirão, feitas por nuvens que hoje ainda não existem.

Já falei sobre isto, neste post sobre os Pilares da Criação.
“Os Pilares da Criação estão a cerca de 7000 anos-luz de distância da Terra.
Ou seja, a luz demora 7000 anos a viajar de lá até chegar a nós. Tal como quando vemos o Sol, não como é agora, mas como era há 8 minutos atrás (o tempo que a sua luz demora a chegar à Terra), neste caso vemos os Pilares da Criação como eram há 7000 anos atrás.
Vem agora a parte mais interessante:
Em 2007, astrónomos descobriram que uma explosão de Supernova (estrela massiva que implode) nessa região deve ter destruído tudo há 6000 anos atrás!
Ou seja, os Pilares da Criação, provavelmente já nem existem! (e potencialmente, discos de poeira a rodear estrelas jovens por lá, também não)
No entanto, como a luz demora 7000 anos a cá chegar, só vamos ver os efeitos dessa explosão daqui por 1000 anos!”

E neste post, falei da Montanha em NGC 2174 que irá desaparecer.
“o que vemos é uma “nuvem”/”montanha” de gás e pó que está a formar estrelas. O vento das estrelas recém-formadas irá fazer com que o pó que constitui a “montanha” se disperse. Por isso, daqui por alguns milhões anos, já não veremos nada disto nesta parte do céu…”

Pensava-se que as gigantescas nuvens moleculares que formam estrelas, poderiam ser destruídas/rasgadas por supernovas.

Mas um novo estudo, através de simulações, da Dr. Elizabeth Harper-Clark e Prof. Norman Murray, parece mostrar que é a força da luz/radiação das estrelas massivas a ser formadas que rompe essas gigantescas nuvens moleculares, levando a um óbvio declínio da formação de estrelas.

A imagem no topo deste post, foi vista aqui, e é uma gigantesca nuvem de gás e poeira que se separou da Nebulosa Carina. Esta nuvem encontra-se a 8000 anos-luz de distância, e dentro de alguns milhões de anos já não existirá.
Mas agora vem o facto curioso: quando vi esta imagem, a primeira coisa que reparei é que a nuvem parece um braço, com a mão fechada, e o dedo do meio levantado. É impressão minha ou vocês vêem o mesmo? Estará “alguém” a ofender-me com gestos obscenos? 😛

5 comentários

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  1. Ou então é uma nuvem macho à procura de sua parceira para originar novas estrelas

  2. Ohhh, o dedo de deus!!!!

  3. É impressão minha ou essa nuvem está a fazer-nos um sinal feio 😛

    Estudar o espaço é uma espécie de viagem do tempo low cost 🙂

  4. “Eu? Desaparecer? Haha!! Aqui para vocês, oh!”

    • Conceição Monteiro on 11/06/2011 at 10:48
    • Responder

    Alguma tu fizeste….

    😀

  1. […] Ovo. Ovo Frito. NGC 2170. NGC 6357. M78. Pilares da Criação desaparecem. Montanha desaparece. Gigantescas Nuvens Cósmicas desaparecem. Luta com Dragão. Mão de Pulsar. Mão de […]

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