Estéreo Pares em Astrofísica

A simulated relativistic AGN jet.

Um artigo publicado no arXiv.org, por Frédéric Vogt e Alexander Y. Wagner, defendem a utilização de Estéreo Pares em Astrofísica de modo a visualizar as imagens num modo tridimensional.

A visualização estereoscópica é pouco usada nas publicações e apresentações de Astrofísica quando comparada com outros campos científicos. Estes investigadores demonstram que este tipo de apresentação é muito útil na comunicação da representação de dados astrofísicos. Neste artigo pode ler-se também um resumo teórico da estereoscopia e um tutorial de como criar facilmente pares estéreo. Ainda, estes investigadores descrevem uma maneira de incorporar este tipo de visualização 3D nas publicações 2D.

“Em reconhecimento da expansão em curso do 3D no setor comercial, defendemos uma maior utilização de pares estéreo em publicações e apresentações de Astrofísica como um primeiro passo para novos métodos de publicação interativos e multidimensionais.” Defendem os autores.

Para saber mais leia o artigo em arXiv.org

2 comentários

  1. Tem razão quando se refere à expressão “publicado…”. O arXiv é um repositório de artigos.
    Contudo, apesar dos artigos não serem revistos em tempo real, estes podem ser vistos e usados, pois apresentam algum grau de confiança devido aos nomes e faculdades envolvidas nas diferentes pesquisas (não são meros amadores). Inclusive, já vi publicações de docentes de várias faculdades portuguesas (e da qual tenho conhecimento de que os artigos publicados oferecem um elevado grau de confiança/qualidade).
    A uns meses atrás tinha publicado, mais concretamente a 13 de Abril, aqui no blog, um artigo sobre a impossibilidade de viajar no tempo, e que a PhysOrg.com também publicou. A Discovery publica, em 24 de Julho, sobre o mesmo assunto.
    Penso que dá algum grau de confiança.
    Não é a primeira (e espero que não seja a última vez) em que a astroPT publica e só muito mais tarde a comunicação social dá conta dessas notícias.
    Tenta-se ser o mais preciso possível relativamente às informações, às vezes podemos estar errados, e numa linguagem para todo o tipo de público que nos visita, mas penso que até agora são poucos os post que demos conta de ter algum erro (dentro de milhares), o que evidencia também algum cuidado da nossa parte.
    Abraço.

  2. Não li o artigo (por isso não posso fazer qualquer comentário acerca da qualidade dele), mas queria só deixar um pequeno esclarecimento.

    O artigo não foi “publicado no arXiv.org”, como escreve o José, pois o ArXiv é um servidor de preprints, ou seja, trabalho que ainda não foi publicado ou revisto.

    A ideia original dos servidores de preprints era de partilhar trabalho em desenvolvimento, muitas vezes com erros, que são depois corrigidos quando o artigo é proposto a publicação numa revista.

    No entanto, como não há nenhum sistema de revisão para verificar a qualidade do que é carregado, infelizmente algumas vezes serve para “publicar” trabalhos mais (usando um eufemismo) exóticos, que numa revista científica iriam directo para o lixo.

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