Júlia acaba com o mundo

A Júlia Pinheiro fez um programa sobre o fim do mundo em 2012. Vejam:

Esta é a avaliação que faço:

Gostei bastante das intervenções do teólogo. Sempre sóbrio nas suas análises, e a dizer a verdade.

Em 2º lugar nas minhas preferências ficou o céptico. Gostei de ele ter falado nas crenças, mas penso que poderia explicar melhor a dicotomia entre o que são crenças e o que é a realidade (a Júlia fartou-se de pôr as coisas ao nível da “crença” e de “acreditar” e ninguém a interrompeu dizendo que não é por alguém acreditar que a Terra tem a forma de um unicórnio que isso passa a ser verdade, nem é pelas crianças acreditarem no Pai Natal que ele passa a existir). Gostei também da intervenção sobre todas as civilizações (ex: Gregos) terem imaginado que o fim do mundo era nessa altura. Penso que deveria ter explicado o que são teorias – teorias não são “ideias no ar” que algum vigarista se lembra de levantar de manhã e escrever em qualquer lado. Gostei quando ele falou dos vigaristas que se aproveitam do marketing para fazerem dinheiro com estas mentiras – preferia era que fosse mais lacónico. Por fim, acho que deveria ter intervido mais.

O astrofísico decepcionou-me, porque num assunto que tem muita informação astronómica, ele é que deveria ter intervido mais e ser muito mais directo nas respostas, e não o foi. Por exemplo, quando a Júlia mostra a suposta imagem do Nibiru, ele perdeu a oportunidade de dizer que aquilo não era uma fotografia mas sim uma imagem feita em computador por alguém em casa – ou seja, nada tem a ver com a ciência. Quando falou no consumo de recursos naturais, não mencionou que isso nada tem de especial e que se passou em todas as épocas. No outro dia estava a ler um livro sobre os Incas em que eles se queixavam exactamente da mesma coisa – a sua cultura estava a acabar com os recursos naturais. Falou de forma excelente do Nostradamus, mas penso que faltou “matar” o assunto ao dizer que em 1997 não faltavam sítios e livros a dizer que o mundo ia acabar nessa altura – e o resultado foi o mesmo de sempre: o mundo continuou e milhares de vigaristas fizeram montanhas de dinheiro à custa dos crentes. Gostei de ele ter falado no Sol acabar, mas faltou ser directo, lacónico, sobre isso não ser agora, mas sim só daqui a vários milhares de milhões de anos. Gostei de ele ter respondido ao Solstício dizendo que o alinhamento acontece todos os anos. Por fim, como astrónomo, deveria ter falado muito mais sobre o assunto do Nibiru e outras mentiras astronómicas para 2012.

A Júlia Pinheiro chamou astrofísicos, cépticos, etc, para discutirem este assunto, o que é excelente! Péssimo é andar a fazer afirmações com base em “acreditar”, meter no mesmo saco assuntos completamente diferentes, e consequentemente promover a confusão nos espectadores (alguém percebeu que o resto da conversa nada tinha a ver com o Nibiru?). Esta promoção da confusão vem também do facto de ela falar que se farta em vez de dar a voz aos especialistas (esses sim é que deviam falar mais). Parece-me que é o normal nos programas dela, por isso não estou particularmente surpreendido. Gostei da conclusão final, mas gostava que fosse mais lacónica: não há fim do mundo em 2012.

O espiritualista pareceu-me ter caído de um OVNI… Foi nitidamente o pior dos 5.

Finalmente, se quiserem saber tudo sobre a Profecia Maia e o suposto fim do mundo, leiam este post.

38 comentários

1 ping

Passar directamente para o formulário dos comentários,

  1. E vocês? O que acharam do segmento do programa?

    • Jeremias Científico on 20/08/2011 at 11:34
    • Responder

    Honestamenta achei mais um exemplo bacoco da miséria que é a divulgação de ciência na televisão PT (salvo o Sr Vasco Trigo, claro!) . Misturam “nibirus”, religião, profecias Maias, ignorância científica e crendices numa salganhada que é sorvida com gosto pela audiência alvo. Infelizmente o programa justifica-se numa população para qual a ciência é algo abstracto, extremamente crente em tudo e onde alguns ainda têm medo de trovoadas.

    “O Sol tem prazo de validade?…não imaginava” Acho que esta frase resume as qualificações da Dona Júlia para moderar um programa que no seu conceito até seria útil para desmistificar o mito de 2012, mas que penso que não serviu para esclarecer nada.

    Nos EUA o Neil deGrasse Tyson luta para manter o programa espacial e continuarmos a explorar o cosmos. Cá, mostramos “nibirus” de CGI e debatemos se Fátima será destruida ou não “no fim do mundo” por “estar protegida por forças”.

    1. Infelizmente, a televisão estupidifica a população em vez de educá-la.

      Esse é um enorme problema.

    • Conceição Monteiro on 20/08/2011 at 12:53
    • Responder

    Acho que primeiro temos que ver o programa à luz daquilo que é. É um programa que passa de manhã e cujo o público-alvo são reformados e donas de casa de baixa literacia ( e nem me refiro à cientifica). sabendo disto e sabendo que a Júlia vem de um programa da TVI em que uma senhora dizia falar com espíritos, até fiquei surpreendida. Pareceu-me que para leigos, o programa foi razoável. Sem confusões, não me parece que o programa tenha querido fazer divulgação cientifica, nem é esse o objectivo do programa.

    Sem dúvida, o teólogo foi excelente e o espiritualista um autêntico nabo, que se limitava a abanar a cabeça e a apanhar pontas da conversa. Uma pena não terem arranjado alguém melhor que contribuísse mais para a conversa.

    1. Concordo com tudo 😉

  2. Também fiquei desapontado com o Astrofísico. A Física tem muita informação e explicação, não de tudo, sobre vários fenómenos/temas e neste então…
    Deveria ter sido mais eficaz.
    Já dizia Einstein: Se não sabes explicar de maneira simples é porque ainda não entendeste.

      • Ana Guerreiro Pereira on 22/08/2011 at 21:36
      • Responder

      Não concordo com o grande Einstein 😛 😀 não tem a ver com entender ou não, tem a ver com capacidade de comunicar. Pode-se ser um grande génio mas não se saber comunicar em termos acessíveis a leigos. E o que é simples para Einstein pode não ser acessível para os leigos, ainda.

      Não é mesmo uma questão de se perceber ou não, é uma questão de se saber comunicar com diferentes públicos dotados de diferentes níveis de conhecimento e literacia. É saber-se argumentar e é estar-se preparado para a fritalhada que se vai encontrar. E nem todos conseguem fazer frente à verborreia e às ideias bonitas que os vigaristas vendem, por mais inteligentes que sejam e por melhor que se expliquem aos seus pares.

      Pelo que descrevem aqui, o astrofisico mal conseguiu ter tempo para abrir a boca e se era a primeira vez q estava num programa daqueles é natural q se tenha desorientado. Nem todos sabem comunicar ou estão à vontade a fazê-lo.

      Mas eu sou suspeita, tenho de confessar que nutro antipatia por Einstein… 😛 preconceitos… 😛

  3. Não vi o programa, mas se há alguém que pode acabar com o mundo é a Júlia Pinheiro 😉

    1. aiiii tás a ser mauzinho 🙂

      Mas realmente… lembro-me dos programas dela na TVI… e Meus ETs… que desgraça.
      A vigarice do “Depois da Vida”, por exemplo, devia ser processado por se aproveitarem sem quaisquer escrúpulos dos sentimentos das pessoas.
      É a exploração materialistica da espiritualidade.
      http://www.astropt.org/2010/07/09/depois-da-vida/

  4. O tempo que deram ao espiritualista foi a fundo perdido porque só saiu verborreia floreada da boca dele. O teólogo falou bastante bem. E pelo menos chamaram um astrónomo (ou astrofísico?) e um céptico, o que por si só é um avanço notável! Tiveram menos tempo para falar, mas pelo menos falaram…

    É claro que nada disso impede que a verdade entre por um ouvido saindo logo de seguida pelo outro, como se pode depreender por este comentário na página do facebook da Júlia: “Olá querida Júlia, gostei muito do Sr. Espiritualista, nele sim encontrei sabedoria, os grandes Mestres não tinham rótulos….os cientistas pensam saber tudo!!!”
    https://www.facebook.com/queridajulia/posts/215114108539085

    1. Marco, não queres colocar lá nessa thread o nosso post sobre este tema? 😉
      http://www.astropt.org/2008/08/22/2012/

      1. Para isso tinha de me tornar fã da Júlia e depois fico com má reputação 😛
        Essa thread já está mais do que enterrada, ninguém vai ler, até porque só se recebe avisos de novos comentários se for o administrador da página a comentar.

      2. ahhh ok… não sabia 🙂

    2. O desconhecido causa medo, e a luz devolve o conforto. Numa sociedade tecnologicamente avançada, com um défice educativo tão grande, por vezes o conforto tecnológico choca com ignorância educativa. As pessoas incapazes de avaliar o que é verdade, refugiam-se em explicações que ao seu nível são mais facilmente compreensíveis, ignorando que a lógica, quando afirmam que 1+1=2 seja a mesma que, as curam quando estão doentes.
      Movidas pelo medo, a maioria prefere as explicações que mais conforto lhes transmitir. Aliada a esta situação, muitos cientistas não possuem o dom da palavra, e são rapidamente aglutinados por aqueles, que transmitindo melhor a mensagem conseguem transformar as suas falácias na verdadade, invertendo assim os papéis,tornando-se estes últimos, na autoridade.
      Um grande desafio para a ciência é sim, dotar os seus filhos com o dom da palavra e torna-los melhores oradores. Ninguém precisa de saber física, química, astronomia ou cosmologia para viver. Vivemos pior! Mas vivemos! A meu ver a sociedade não está a conseguir acompanhar o ritmo da evolução cientifico/tecnológica. Vejamos, por exemplo, como até nos EUA, na terra da NASA, muitos professores do segundário debatem-se com pressões dos movimentos criacionistas. Onde o método cientifico é tão válido como o mito.
      O fosso neste caso é entre a sociedade e a ciência. Entre a luz e a escuridão. Somos muitos, muitos animais e com medo… Resta aos cientistas dar a mão à sociedade e fazer esta avançar ao mesmo tempo que a mãe ciência avança…

      1. Totalmente de acordo 😉

      2. Eu também!

      3. Eu também. 🙂

        • Ana Guerreiro Pereira on 22/08/2011 at 21:30

        E eu também 😀 Sem dúvida nenhuma 🙂

    • Rosa Faria on 22/08/2011 at 00:49
    • Responder

    Ontem e hoje gastei umas boas horas a ler vários dos posts deste blog sobre o fim do mundo e, sendo que a maioria das teorias têm (falsas) bases astronómicas, e sendo eu uma grande apaixonada pelo assunto passei uns bons momentos tanto a aprender como a rir me de algumas das teorias. A mim faz me muita confusão porque tenho colegas universitários da área das ciências, que eu considero pessoas inteligentes, que acreditam nestas barbaridades todas das teorias do 21 de Dezembro, e realmente não sei como se deixam levar.

    Este programa, assim como disse a Sra. Conceição, até foi adequado, tendo em conta o público alvo, e se calhar uma certa percentagem ficou mais descansada.

    Aproveito para dizer que fui aluna de uma cadeira na FCT-UNL do “céptico” e assisti a várias conferências dele, sendo que considero as ideias dele e a forma de as expressar muito interessantes. Aproveito também para deixar aqui o blog dele, em que ele fala de vários assuntos como este. http://ktreta.blogspot.com/

    1. Rosa,

      Isso explica-se pela falta de literacia funcional na população… incluindo cientistas.
      Se perguntar a biólogos, por exemplo, quantos planetas existem no nosso sistema solar, muitos deles não saberão.
      Isto porque as ciências estão demasiadamente focadas num assunto específico.

      E a educação não ensina Literacia Funcional.
      As próprias cadeiras de uma determinada ciência nada dizem sobre outras ciencias… como se a ciência estivesse partida ou não tivesse nada a ver com a sociedade.

      A especialização é excelente em termos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico, mas não dá um conhecimento transversal aos cientistas.

      Há diversos estudos que mostram que os cientistas têm os mesmos problemas e a mesma iliteracia que o resto da população, em áreas que não sejam as da especialização deles.

      O que para mim ainda é mais paradoxal é as pessoas usarem o pensamento racional centenas de vezes por dia, e com 100% de sucesso, como já afirmei nestes posts:
      http://www.astropt.org/2011/05/21/profecias-da-ciencia/
      http://www.astropt.org/2011/08/11/elenin-nao-e-uma-ana-castanha-nem-o-nibiru/
      E, no entanto, quando há uma vigarice qualquer de fim do mundo, as pessoas parece-lhe que lhes cai o cérebro e preferem usar o tipo de pensamento que sempre teve insucesso.
      Isto, para mim, é que é incompreensível.

      Por outro lado, concordo com a análise da Conceição, em que foi muito melhor um programa assim, do que a Júlia ter convidado 3 maluquinhos que só dissessem disparates sobre o Nibiru.
      No entanto, penso que esta análise é fruto de estarmos habituados a programas tão maus na TV que quando aparece um mais ou menos, achamos logo positivo.
      Acho que a TV é um meio educacional incrível, e infelizmente tem sido utilizado maioritariamente para estupidificar a população. População mais ignorante é mais facilmente controlada e mais facilmente se pode dizer as mentiras mais descaradas que eles são levados a acreditar – já Hitler dizia que era assim que se devia ter a população controlada através de propaganda mentirosa – note que isto não se aplica somente a ciência, mas também a política, economia, etc… tudo para controlar a população.
      Daí que eu fico extremamente decepcionado com os programas que passam na TV. E gostaria era que tivesse programas de entretenimento educacional, que desenvolvessem o espírito crítico das pessoas 😉

      abraços

    • Rosa Faria on 22/08/2011 at 00:59
    • Responder

    Acabei de reparar que o “céptico” colocou no blog dele um texto sobre este programa. Aqui fica http://ktreta.blogspot.com/2011/08/nao-e-ceptico-e-normal.html

    1. Sim, eu já tinha lido esse post no blog dele 😉
      E concordo totalmente 🙂

      Aliás, eu disse basicamente o mesmo, aqui:
      http://www.astropt.org/2011/05/21/profecias-da-ciencia/

      Nós temos este tipo de atitudes centenas de vezes por dia, e sempre com 100% de sucesso ;). Isso é realmente o normal. Mas as pessoas não têm essa percepção.

      abraços!

        • Rosa Faria on 22/08/2011 at 01:24

        Eu sou ateia, nunca tive qualquer educação católica, nem sequer sou baptizada, e desde os meus 4 ou 5 anos sempre disse: “Só acredito em Deus quando o vir!”
        Bem, já tenho 20 anos, e até agora, nada… Parece que tenho de esperar mais uns tempos, até lá vou adoptar a postura que considero mais correcta, vou ser “céptica” e não acredito ;).

        Aproveito para agradecer a grande qualidade de todos os posts que eu já li, se toda a gente gastasse 30 minutos do seu dia a ler coisas do género, aposto que a literacia aumentaria num instante =)

      1. Tivemos uma educação diferente 😉 A minha é católica, de passar 14 anos nos Salesianos 😉

        Eu penso que cada qual tem direito às suas crenças. Eu próprio tenho as minhas.
        Mas o que as pessoas não têm direito é a mentir, inventar, ou vigarizar os outros. Contra isso é que eu falo.

        Exemplo:
        Eu sou do Benfica. Pelo Benfica, sou bastante irracional e faço diversas parvoíces.
        A grande diferença entre isto e o que os pseudos fazem é que eu sei que estou a ser irracional e não estou a vigarizar ninguém.
        Por exemplo, eu posso apoiar e acreditar na equipa do Benfica, mas se eu disser que o Benfica ganhou 7 vezes a Liga dos Campeões, isso é uma mentira.
        Uma coisa é acreditar em algo, outra é fazer afirmações mentirosas. Os pseudos fartam-se de mentir sobre os assuntos, e contra isso é que falo.

        Quanto a Deus, esta é a minha ideia num universo gigantesco:
        http://www.astropt.org/2010/10/13/fe-num-contexto-astronomico/

        Por fim, obrigado pelo feedback 😉

  5. Não conheço a Júlia Pinheiro, ou o programa, mas eu costumo gostar quando programas que não são necessariamente de conteúdo científico, levam pessoas para discutir temas ‘pseudocientíficos da moda’.

    Mesmo que o público alvo geralmente não consiga entender conceitos científicos, certamente deve ter alguém que com o programa deve ter parado para pensar, ou até mesmo alguém que acreditava em “2012” ter mudado de ideia. E se aconteceu, já vejo como válido.

    Ainda assim, concordo com a sua avaliação, Carlos, sobre os participantes. O teólogo certamente foi o melhor, e do espiritualista, de fato, não entendi nada do que disse.

    Penso que o rumo da conversa acabou mudando por todos serem inicialmente unanimes na questão da inexistência de Nibiru, e que 2012 não é o fim do mundo. E aí Júlia tinha ainda mais vinte e tantos minutos de programa que precisava preencher com alguma coisa. :p

    1. “mas eu costumo gostar quando programas que não são necessariamente de conteúdo científico, levam pessoas para discutir temas ‘pseudocientíficos da moda’. ”

      Concordo.
      Acho até que são os melhores para se abranger mais pessoas.

      Se os programas forem rotulados à nascença de “científicos”, muita gente não quer saber deles… e normalmente são essas pessoas que mais precisam de educação científica.

      “E se aconteceu, já vejo como válido.”

      Totalmente de acordo.

      “E aí Júlia tinha ainda mais vinte e tantos minutos de programa que precisava preencher com alguma coisa.”

      LOLLLLLLLLLL 🙂 se calhar foi mesmo isso que aconteceu 😉
      Talvez ela pensasse que o teólogo fosse acreditar no Nibiru.
      Ou talvez pensasse que o Espiritualista fosse dar “mais luta”, com comentários inteligentes.

      Não sei 🙂

      Bem, o programa seria certamente mais falado e publicitado (até em notícias de telejornais) se começassem todos à porrada… isso é certo 🙂 eheheeheh

      abraços

    • Ana Guerreiro Pereira on 22/08/2011 at 21:22
    • Responder

    E esperavas o quê de um programa dirigido às massas, cujo objectivo é fomentar as audiências e não informar? Basta ver os programas da Fátima Lopes, dos quais destaco um chamado algo como “fui vitima de bruxaria” ou aqueles com aquela espirita da treta…

    🙁

    que tristeza….

    e saber q isto só existe porque é o que as massas querem…

    1. Será que as massas querem?

      Sabes que em África existem muitas crianças que querem lutar em guerras… porque não há alternativa.
      Se lhes dessem a alternativa de jogarem SEGA, provavelmente não queriam a guerra…

      😉

        • Ana Guerreiro Pereira on 23/08/2011 at 20:06

        Percebo o q queres dizer, mas a questão, pelo menos aqui ou nos EUA, é q a alternativa existe. E é divulgada. Está à mão. Mas as pessoas continuam a preferir a outra via. No nosso caso, português, não é falta de alternativa nem de alternativa credivel 🙁

    • Ricardo Reis on 23/08/2011 at 22:22
    • Responder

    Pelo que sei, o Rui Silva trabalha no LIP-Coimbra, e a área dele é a construção de detectores, por isso podem dar-lhe um pequeno desconto.

    Se calhar o problema foi darem-lhe o titulo de astrofísico. Ele é mais engenheiro físico, a construir detectores que serão usados em astrofísica. Se calhar nunca tinha sequer ouvido falar em nibiru antes de ser convidado para o programa.

    1. Se é assim, então as minhas perguntas são:

      – porque foi convidado?

      – porque aceitou ir?

      😉

        • Ana Guerreiro Pereira on 24/08/2011 at 15:21

        Ora, porque é cientista e achou q iria lá nessa qualidade; não devia estar preparado para o que ia encontrar porque nem todos conhecem todas as teorias palermas q grassam por aí, se calhar achou q ia ser só sobre os maias e pronto 😀

      1. OU então, simplesmente correu-lhe mal.

        Eu lembra-me da última vez que estive na TVI correu-me super-mal…. e até o disse aqui no blog.

        Acontece :S

        • Ana Guerreiro Pereira on 24/08/2011 at 15:40

        Ui, mostra esse post. Até me admira q corra algo bem na TVI, a favor do conhecimento propriamente dito… 😀

        De qq maneira, somos humanos e nada mais do q humanos. Estar perante câmaras e com a pressão de falar na altura e não dizer asneiras… enfim, eu acho q paralisava de medo 😀

      2. Tu queres ter a certeza que eu não sou perfeito 😛 LOL

        http://www.astropt.org/2009/06/05/carlos-oliveira-na-tvi/

        😀

    • Mário Ramos on 24/08/2011 at 12:56
    • Responder

    Olá Carlos.
    Tenho andado “distraído” com tanta coisa para fazer.
    Não vi este programa e ainda bem. Fiquei um pouco decepcionado com a prestação do Rui.
    Acreditas que há cerca de 3 semanas, numa sessão de astronomia do Nuclio fui abordado por uma pessoa que passou a noite a insistir no Elenin-Nibiru e etc…?

    Eu acho que faz todo o sentido que o “mundo acabe” rapidamente. É só olharmos à volta para percebermos que a nossa civilização atingiu o patamar da decadência civilizacional. Fazemos parte de uma sociedade em que uma ou duas centenas de indivíduos, que ninguém conhece, acordam diariamente num quarto de hotel 5 estrelas, teclam o portátil durante dez minutos, enquanto dão uma dentada no croissant, e ganham milhões a especular com o preço dos alimentos que faltaram aos milhares de pessoas que morreram à fome no dia anterior.

    Experimenta fazer uma pesquisa mais avançada sobre o Elenin e vais ficar completamente estupefacto com o nível de asneiras e de estupidez que grassa pela net.
    Sinceramente, acho que mais vale “acabar com o mundo” desde já. Vamos criar uma nova profecia?

    Abraço forte.
    Mário Ramos

    1. Olá Mário,

      Tem toda a razão sobre esse status quo.
      E note uma coisa que me parece importante: o que esses querem é que se mantenha tudo na mesma. Para tudo se manter na mesma, nada melhor do que ter uma sociedade ignorante, porque é mais facilmente controlável e influenciável. Essa foi a estratégia do Hitler na Alemanha, por exemplo.

      Sobre o Elenin, já escrevi alguns posts:
      http://www.astropt.org/tag/cometa-elenin/
      Incluindo o Nibiru:
      http://www.astropt.org/2011/08/11/elenin-nao-e-uma-ana-castanha-nem-o-nibiru/

      O triste das conspirações, seja sobre o Elenin ou outras, é precisamente que as pessoas pensam que estão a ir contra os supostos “poderes”, quando na verdade estão a fazer exactamente o que essas elites querem: crenças baseadas em mentiras de modo a manter as pessoas controladas na ignorância.

      O conhecimento é visto de forma perigosa pelas elites (até na parábola da Árvore do Conhecimento se percebe isso).
      Daí que o melhor é manter as pessoas entretidas com conspirações absurdas… Quanto menos as pessoas pensarem eficazmente, mais o status quo se mantém.

      Infelizmente, as pessoas deixam-se facilmente levar por estas estratégias das elites.

      abraço!

  6. Olá,

    Confesso que até achei piada ao debate. Obviamente o vácuo na cabeça do espiritualista tem que ser olhado de várias perspectivas ao mesmo tempo: como comédia pura, com incredulidade, com desconfiança… Quantas destas pessoas com ideias malucas do “almas” e de “energias cósmicas” não ganharão imenso dinheiro à base de seminários e livros? Note-se que não faço este juízo de valor necessariamente para este senhor do vídeo, até porque não o conheço.

    Como outros já referiram, mesmo que este debate tenha sido “light”, achei interessante terem sido convidados pessoas com uma visão céptica neste tipo de programa, o que poderia muito bem não ter acontecido.

    Cumprimentos
    Pedro

  1. […] 23 de Setembro de 2011. Profecia de S. Malaquias. Primeira ministra da Austrália. Edward Snowden. Júlia Pinheiro. Dissonância Cognitiva: mentiras. Lista + 10 + 11 + infografia. Ig Nobel. 1910. 2008. 2010. 2010. […]

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.