Electricidade vinda do espaço

“O governo do Japão começou um grande e ambicioso projecto, para conseguir receber energia eléctrica do espaço. Como é possível extrair energia espacial?
(…)
Este projecto, que mais parece algo tirado de um filme de ficção científica, tem nos seus planos um grande satélite com 4 quilómetros quadrados de painéis solares. Este satélite vai captar a energia solar e transformá-la em micro-ondas, enviando-as de seguida para a Terra. Os criadores desta brilhante engenhoca estimam que o satélite conseguirá captar energia suficiente para suportar as necessidades energéticas de cerca de trezentas mil casas japonesas.
(…)
Está agendado um primeiro lançamento de um satélite em 2015, para receber informações importantes para a primeira fase do projecto. O Governo do Japão espera conseguir instalar e ter em funcionamento este grande sistema de painéis solares por volta do ano de 2030. (…)”

Leiam o artigo completo, aqui.

6 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Carlos Eduardo Santos on 26/08/2011 at 13:38
    • Responder

    Nossa, uau, isto q eles passaram por um maremoto que destruiu grande parte do pais deles!!!Isto sim é um pais!!!!
    É mais facil o Japão ter reconstruido o pais até 2014, do que o Brasil estar todo pronto para receber a copa. O Pais é lindo, mas os politicos…….

  1. Desde que não mandem reflexos cá para baixo… poluição luminosa já temos que chegue !

    • Dinis Ribeiro on 26/08/2011 at 18:43
    • Responder

    Tenho alguma esperança que o Japão, aproveitanto a necessidade de obter mais electricidade, (depois dos problemas nas centrais atómicas) e (sobretudo) as “novas condições” que existem na sua opinião pública, agora faça finalmente algo “mesmo a sério” e consiga desenvolver esta tecnologia, que penso que é muito mais importante do que possa parecer. Costuma falar-se de SPS (Solar Power Satellites).

    Se o conseguir, o Japão irá ultrapassar a importância histórica dos Estados Unidos e da Rússia, e passará a ser o verdadeiro líder da industrialização do espaço a nível mundial.

    Em Itália dizem que: Del dire al fare, va un mare. (Do dizer ao fazer, “vai um mar”)
    Quem conseguirá atravessar esse “oceano repleto de obstáculos”?

    Embora sempre bastante discreto, o Japão teve um papel mais importante do que muitos pensam na viabilização da própria ISS, e de vez em quanto noto que eles (sendo o país com mais robots no mundo) se continuam paulatinamente a colocar numa posição, que lhes poderá permitir um papel pelo menos tão importante na Astronaútica do resto do Séc XXI como o papel que a China já começa a ter.

    Embora o artigo seja extenso, penso que é mesmo importante que toda a gente conheça bem do que se trata: http://en.wikipedia.org/wiki/Space-based_solar_power (O artigo em Português está demasiado lacónico: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sat%C3%A9lite_de_energia_solar)

    É importante acompanhar o que se passa a nível internacional relativamente á Lua:

    On 31 May 2010, the opening ceremony of the Global Lunar Conference took place with about 450 delegates from 26 nations.

    The formal proceedings were launched by Mr Wu Yangsheng, Vice-President of the Chinese Society of Astronautics (CSA), General Manager of the China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC) and Vice President of the International Astronautical Federation.

    Ver: http://www.gluc2010.org/

    Já acompanho o desenvolvimento de vários esforços neste sentido desde 1984.

    No dia em que este tipo de projectos avançar, então será nessa altura que estará a ter (finalmente) início a industrialização do espaço.

    Terão de haver minas na Lua, devido aos enormes custos de enviar os materiais de construção a partir da terra.

    O modo de ultrapassar este obstáculo é aproveitar o facto de que o “poço gravitacional” da Lua é muito menos fundo do que o da terra.

    Aliás este conceito do poço gravitacional, ( ver http://en.wikipedia.org/wiki/Gravitational_well / http://pt.wikipedia.org/wiki/Po%C3%A7o_gravitacional ) explica porque é muito mais económico e lógico visitar as Luas de Marte, os Asteroides e a nossa própria Lua, antes de tentar alcançar a superfície de Marte.

    Uma outra questão absolutamente vital é esta: Utilização de recursos in-situ http://en.wikipedia.org/wiki/ISRU / http://pt.wikipedia.org/wiki/Utiliza%C3%A7%C3%A3o_de_recursos_in-situ

    A última vez que estive pessoalmente com o autor da patente, foi em 1992 em Wshington D.C. durante o World Space Congress. http://www.c-spanvideo.org/program/31707-1

    In 1973 Peter Glaser was granted U.S. patent number 3,781,647 for his method of transmitting power over long distances (e.g., from an SPS to Earth’s surface) using microwaves from a very large antenna (up to one square kilometer) on the satellite to a much larger one, now known as a rectenna, on the ground.

    Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Glaser

    Ao longo dos anos fui coligindo muita informação sobre este assunto, e tem havido inúmeros debates sobre vários aspectos.

    Sugiro este link: http://en.wikipedia.org/wiki/Microwave_power_transmission#Microwave_power_transmission

  2. Parece-me um projecto surrealista!
    Já tinha lido sobre esta ideia no livro o “Futuro”, editado pelo Círculo de Leitores no fim da década de 70 do século passado.
    Qual a frequencia de emissão mais eficiente para que as microondas sejam menos absorvidas pela atmoesfera e o conjunto emissor e antena serem mais eficientes possivel !
    Se 30% da energia for absorvida, e a potencia for elevada então temos concorrencia com o HAARP?

    • Dinis Ribeiro on 30/08/2011 at 15:56
    • Responder

    Não concordo muito com o adjectivo “surrealista”.

    Na época em que foi proposto pela primeira vez, seria talvez um bocado “irrealista”, aparentemente devido aos custos astronómicos que o uso da tecnologia dessa época implicaria.

    Quanto á viabilidade da ideia, poderíamos meditar sobre este texto:

    The Influence of Science Fiction on Science
    http://www.kk.org/thetechnium/archives/2007/10/the_influence_of_science_ficti.php

    I wager that if scientists were honest in citing the role science fiction has in their scientific work, their published papers would be rife with footnotes referencing science fiction novels as well as journal articles.

    But for some reason, despite sci-fi’s pervasive influence in the world, that rarely happens. Here is a story of one time science fiction got its due.

    Ainda quanto á “viabilidade económica” dos SPS:

    O próprio Space Shuttle (nunca foi?) económicamente viável, em (grande parte?) por causa da tecnologia “dos anos 70” que foi empregue, e por outras razões que se devem estudar dum modo aprofundado, ligadas aos concursos públicos (lowest bidder is the best choice?) e ao modo “profundamente político” como servia para criar inúmeros empregos na “indústria clássica” em vários estados dos EUA, em vez de ser desenhado para ser económicamente rentável.

    Eu tenho muito carinho, respeito e admiração sincera pelo desgin maravilhoso dos SSME’s http://en.wikipedia.org/wiki/SSME mas tudo isso não me impede (em nada) de os considerar como um possível “erro de design” (em termos económicos) e de “suspeitar agora” que o design mais correcto (ver estes problemas com esta ideia: http://en.wikipedia.org/wiki/Hindsight_bias e também http://www.thefreedictionary.com/20-20+hindsight ) era o que teria sido seguido por um projecto que acabou dum modo verdadeiramente lamentável http://en.wikipedia.org/wiki/Buran_(spacecraft) em que a nave reutilizável não tinha que arrastar o “lastro” (em termos de custos e complexidade) dos três “avançados” motores pois era apenas o lançador Energia http://en.wikipedia.org/wiki/Energia sózinho sem “mais complicações” que a colocava em órbita.

    Só se alguém puder viajar no tempo e voltar á uma reunião na NASA em que se escolheu colocar os 3 SSME’s (entre outras opções “fatídicas”) e “alterar” o curso da história, introduzinndo um “design” que fosse mais “cost efective” é que se poderá saber se os “Alternate Universe Space Shuttles” poderiam voar por mais de 100 anos, por terem conseguido baixar os custos dum lançamento para o espaço.

    Nem todas as entidades existentes na industria aeroespacial mundial têm vantagem ou “interesse em baixar os custos” (astronómicos?) dos lançamentos para o espaço, e há que não nos esquecermos disso.

    Se formos a ver os gigantescos montantes de “dinheiro mal gasto” (por exemplo) em guerras (desnecessárias?) e inúmeras actividades ilegais que têm impacto negativo na saúde pública, como toda a indústria do narcotráfico (que vende “viagens espaciais” ou “trips” baratas sem se ter de sair da terra) http://en.wikipedia.org/wiki/Recreational_drug_use
    poderemos talvez poder reavaliar a questão de se saber se um maior desenvolvimento da opção SPS era assim “tão impossível” quanto isso.

    Podemos também meditar sobre a letra da música “Californication” http://en.wikipedia.org/wiki/Californication_(song) de onde retiro este fragmento:

    Space may be the final frontier
    But it’ s made in a Hollywood basement

    Não sei, mas receio que as consequências e ramificações politicas e militares duma verdadeira industrialização do espaço, poderão ser o “verdadeiro “obstáculo intransponível…

    Quanto ao passar do tempo, isso não prova que a ideia é “inviável” ou que terá perdido irremediávelmente a sua “frescura inicial”.

    Se as “alfaces frescas” apodrecem rápidamente, o mesmo não acontece com o vinho do porto, (por exemplo), em que, conforme o tempo vai passando, a qualidade vai aumentando.

    Quando a fruta é “demasiado verde”, muitas vezes, é um pedaço de fruta completamente intragável.

    E como se pode ver, ao estudar a história da arquitectura, há edifícios que demoraram séculos a serem erigidos…

    Quanto ao “medo das microondas”:

    A “maioria esmagadora” das pessoas só conhece os fogões de microondas e nem sequer “sabe bem” o que são microondas…

    Esta página ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Forno_de_micro-ondas ) tem esta afirmação:

    “Fornos de micro-ondas possuem radiação, mas que só produz risco se o forno for mal-utilizado.”

    Penso que deveriar ser corrigido de “possuem” para “emitem”…

    Desde que surge a “diabólica” palavra “radiação” fica logo “o caldo entornado” e começa a surgir um “certo tipo de oposição” e que é bastante previsível e até é objecto de estudos académicos em ciência política sobre vários aspectos, incluíndo a (subtil?) manipulação da propraganda anti-nuclear durante a guerra “fria” e as tensões entre as superpotências.

    A seguir, cito um fragmento desta página da wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Anti-nuclear_movement_in_the_United_States#Criticism

    The movement has been criticized by some environmentalists and scientists for understating the environmental impact of fossil fuels and renewable resources, and overstating the dangers of nuclear power.

    Patrick Moore, one of the initial founders of Greenpeace, said in a 2008 interview that, “It wasn’t until after I’d left Greenpeace and the climate change issue started coming to the forefront that I started rethinking energy policy in general and realised that I had been incorrect in my analysis of nuclear as being some kind of evil plot.”

    Critics of the movement point to independent studies showing the capital costs of renewable energy sources are higher than those from nuclear power.

    Critics argue that the amount of waste generated by nuclear power is very small, as all the high-level nuclear waste from 50+ years of operation of the world’s nuclear reactors would fit into a single football field to the depth of five feet.

    By contrast, coal plants create nearly a million tons of waste per day and release more total radioactivity than nuclear plants, due to the uranium and thorium found naturally within the coal.

    Nuclear proponents also point out that cost and waste figures are derived from nuclear reactors built using second generation designs, dating from the 1960s.

    Advanced reactor designs are estimated to be much cheaper to operate, and generate less than 1% the amount of waste of current designs.

    Voltando ás microondas:

    Gosto muito da fotografia entitulada “Galactic background radiation of the Big Bang mapped with increasing resolution” que está neste site: http://en.wikipedia.org/wiki/Microwave#Health_effects

    Quanto á referência ao HAARP, penso que o ” High Frequency Active Auroral Research Program” está a servir de pára-raios atraíndo a agressividade e as (naturais?) suspeitas de muita gente que “tem medo” do que não compreende.

    Duas citações deste link: http://en.wikipedia.org/wiki/High_Frequency_Active_Auroral_Research_Program

    According to Naiditch, HAARP is an attractive target for conspiracy theorists because “its purpose seems deeply mysterious to the scientifically uninformed”.

    Journalist Sharon Weinberger called HAARP “the Moby Dick of conspiracy theories” and said the popularity of conspiracy theories often overshadows the benefits HAARP may provide to the scientific community.

    Na minha opinião, poderíamos mesmo escrever um livro de ficção científica em que a “frequência de emissão das microondas” era determinada por votação internacional através duma série de referendos populares, (em que todos podem votar, independentemente dos seus conhecimentos científicos) com consequências desastrosas para a viabilidade técnica do projecto.

    Sou a favor desta possibilidade:

    Some have suggested locating rectennas http://en.wikipedia.org/wiki/Rectenna offshore, but this presents serious problems, including corrosion, mechanical stresses, and biological contamination.

    Parte destes problemas já estão a ser resolvidos através da tecnologia das Eólicas colocadas Off-shore, que até poderá criar a base económica e industrial, para eventuais futuros sistemas SPS:

    1) http://en.wikipedia.org/wiki/Offshore_wind_farm
    2) http://en.wikipedia.org/wiki/Offshore_wind_power

    Torres eólicas no mar devem crescer 70% na Europa em 2011
    http://economia.publico.pt/Noticia/torres-eolicas-no-mar-devem-crescer-70-na-europa-em-2011_1476215

    Portugal coloca no Verão primeira torre eólica flutuante no mar
    2011-02-08
    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1778912

    Portugal constroi eólica flutuante
    http://aeiou.expresso.pt/portugal-constroi-eolica-flutuante=f632909

    • Atamar Chalub on 25/11/2013 at 23:10
    • Responder

    falando em tecnologia espacial eu sou mais a ideia do elevador espacial a humanidade daria um salto na exploração espacial. vejam aqui.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Elevador_espacial

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.