C

A revista C publicou um artigo sobre OVNIs.
O jornalista contactou-me e fez-me algumas perguntas.

Como as minhas respostas tinham muita ciência e muito conhecimento, aqui ficam as respostas que dei nessa entrevista:

1 – À pergunta se mudou alguma coisa na astrobiologia desde 2008, eu respondi:

Sabemos muito mais sobre a vida terrestre e condições para a vida.
Mas sobre a existência de vida extraterrestre, não, não mudou nada.

2 – À pergunta se é mais provável existir vida simples do que cinzentos humanóides no Universo, eu respondi:

Sim, correcto.

Seres humanóides cinzentos não são certamente. É tão certo não serem esses seres, como é certo não se poder atravessar uma parede de cimento.
São acontecimentos possíveis? Sim. Mas ambos são bastante improváveis… muito perto do impossível.

A evolução da vida na Terra mostra-nos 4 factos:
– a vida na Terra começou bem cedo, logo após a formação do planeta. Isto diz-nos que é relativamente fácil a vida existir.
– vida unicelular sempre houve em 4 mil milhões de anos.
– a vida complexa só existe há mil milhões de anos.
– a vida que estamos habituados a ver no mundo só existe há cerca de 500 milhões de anos.
– Humanos modernos só existem há 200 mil anos.

É assim fácil de perceber que se viéssemos de fora aqui à Terra, num ano qualquer, seguramente que veríamos bactérias, mas animais seria difícil acertarmos num ano em que eles já existissem, e humanos seriam muito mais difíceis de se ver. Em 4 mil milhões de anos teríamos que acertar num dos somente 200 mil anos em que os Humanos estão cá. Seria bastante improvável.

O mesmo se passa quando consideramos estes ensinamentos terrestres para especularmos para vida extraterrestre.
Se formos a um exoplaneta:
– há uma boa probabilidade de encontrarmos vida extraterrestre.
– essa vida será simples.
– a probabilidade de encontrarmos humanóides inteligentes será bastante baixa.

Podemos estudar ainda outro aspecto da vida na Terra: os extremófilos – vida em condições extremas.
O estudo de extremófilos permite-nos concluir que a vida existe praticamente em todo o lado. Em condições que matam humanos em poucos segundos, existe vida que se adapta e que faz disso a sua casa. O nosso inferno é o paraíso dessa vida.
Mas isto acontece sobretudo para vida simples.
Vida complexa precisa de condições moderadas.
Humanóides precisam de condições ainda mais moderadas, o que são obviamente mais raras.

O estudo de extremófilos mostra-nos assim que:
– vida unicelular pode existir em praticamente qualquer lado.
– vida complexa existe em condições mais moderadas.
– Humanos só existem em condições praticamente “perfeitas”.

Se usarmos este conhecimento para outros planetas, então:
– há uma boa probabilidade de encontrarmos vida extraterrestre em praticamente qualquer lado.
– essa vida será simples.
– a probabilidade de encontrarmos humanóides inteligentes será bastante baixa.

Como se percebe, dois estudos independentes chegam precisamente às mesmas conclusões.

3 – À pergunta sobre o que penso dos testemunhos de pessoas que dizem que viram ETs cinzentos, eu respondi:

Existem dois tipos de pessoas: os vigaristas, que mentem descaradamente; e existem os crentes que se deixam levar pelas mentiras dos vigaristas e/ou pelos seus próprios sentidos.

Com o desenvolvimento da internet, o que não faltam é cada vez mais vigaristas. Qualquer pessoa pode fazer no computador um filme de um OVNI a voar pelos céus.
Nós próprios aqui na Universidade já fizemos alguns, para mostrar o tão fácil que é fazer isso.

Cada vez está mais na moda fazerem vídeos de OVNIs antes de sair um filme no cinema que meta naves espaciais… de modo a promover o filme.
No astroPT temos denunciado esse marketing.

Depois existem os crentes, que já acreditam àpriori em naves espaciais, e que não têm, por exemplo, noção da passagem de satélites ou do que são Iridium Flares ou do que são Sprites, e confundem essas coisas com OVNIs.
Ou seja, o desconhecimento daquilo que existe leva-as a imaginar OVNIs que não o são.

Por outro lado, o poder de sugestão de Hollywood foi superiormente demonstrado no filme Encontros Imediatos de 3º Grau. O filme, que mostrava várias luzes no céu pertencentes a um disco voador, teve tanta influência na psique das pessoas que o dia a seguir à estreia do filme foi o dia com mais avistamentos de OVNIs. Qualquer luz no céu, as pessoas interpretavam como um OVNI.

A SIC fez há mais de 10 anos atrás uma reportagem em Monsanto, em que puseram um holofote de luz branca virado para o céu, e em 1 hora, as pessoas já garantiam ter sido testemunhas de vários OVNIs a passarem por cima de casa delas, de OVNIs de várias cores, de ETs cinzentos a olhar, etc. Reafirmo que era somente um holofote de luz branca.
Note-se que as pessoas não estavam a mentir. Repito: as pessoas não estavam a mentir; e a maioria das pessoas não mente sobre aquilo que pensam que viram. Neste caso, elas acreditavam mesmo ter visto algo. Mas isto é facilmente explicado pela sociologia de grupo e pela psicologia, e nada tem a ver com OVNIs ou ETs cinzentos. Nada existia na realidade, mas foi tudo imaginado pela mente das pessoas.

Quanto às pessoas que vêem ETs “cinzentos” (existem outras que dizem que os ETs são altos e loiros), são o mesmo tipo de pessoas de cima.
Uns são vigaristas e outros são crentes.
O que não falta neste mundo são vigaristas que se aproveitam dos crentes para ficarem ricos.
Veja-se o caso recente do Harold Camping que disse, baseado na Bíblia, que o mundo ia acabar a 21 de Maio de 2011. Ficou rico à custa dos crentes que acreditaram nele.
Os esquemas à volta dos ETs cinzentos são semelhantes. Existem seitas religiosas que trocam o nome de Deus por uma civilização ET avançada, e com isso ludibriam pessoas. Essa vigarice começou na era moderna com George Adamski, e assim continuou nos últimos 50 anos. Sempre a mesma fraude de modo a enganar os crentes. Um dos casos mais famosos foi o da seita Portas do Céu, em que se mataram todos em 1997 para apanharem o OVNI dos ETs (que era somente um cometa).

O grande problema está na maior parte das pessoas não ter a literacia funcional suficiente para separar o trigo do joio, para separar quem é credível porque tem conhecimento, dos vigaristas que as querem enganar. E por isso é que tanta gente se deixa levar por vigarices e mentiras… e crêem em coisas contrárias às evidências e ao conhecimento.

Por outro lado, mentalmente todos nós estamos limitados a um geocentrismo psicológico que nos faz cair em erros.
A ideia que ETs nos vêm visitar neste tempo que temos de vida existe porque continuamos a pensar que a Terra está no centro do Universo (a ideia de que a Terra é um local super-importante e super-interessante) e que o nosso tempo é o mais importante de sempre (todas as civilizações passadas pensaram o mesmo – que o seu tempo é o mais importante e por isso é nesse tempo que os ETs visitam, que o fim do mundo ocorre, etc).
A própria imagem de ETs humanóides é a prova do nosso antropocentrismo. Há mais de 5000 anos que já se diz o mesmo: os seres no céu são iguais a nós. Porquê? Porque nós somos o mais perfeito que existe no Universo.
É óbvio que isto é ridículo, mas o antropocentrismo persiste.
Cerca do ano 500 Antes de Cristo, já o filósofo Grego Xenophanes dizia de forma irónica que se as vacas falassem diriam que esses seres no céu seriam parecidos com vacas. Xenophanes criticava o modo como os Humanos se acham os melhores e que todos os outros têm que ser como eles.

Esta ideia de ETs cinzentos também se deve a Hollywood, e novamente também ao filme Encontros Imediatos de 3º grau, entre outros.
Como na altura não havia efeitos especiais, então todos os ETs eram humanos vestidos com roupas esquisitas ou com características faciais estranhas (no Star Trek, Spock era um humano com orelhas grandes).
As pessoas ficaram limitadas na imaginação, e assumem que os ETs têm que ser como os Humanos, porque é isso que estão habituadas a ver nos filmes.

Na verdade, um mínimo de literacia científica permitiria perceber a diversidade de vida na Terra: uns sem pernas outros com muitas pernas, uns a viver em ambientes de ácido sulfúrico, uns sem olhos, uns a comunicar por sonar, etc.
Na Terra, a maior parte da vida que existe é completamente distinta da Humana. Não há qualquer razão para a vida extraterrestre ser como a Humana.
É uma falta de imaginação pensar em vida extraterrestre como se ela fosse Humana. Na verdade, a própria Academia das Ciências dos EUA diz que se encontrarmos vida extraterrestre provavelmente nem a vamos reconhecer, porque ela vai ser tão diferente de nós.

Isto sim. Isto é ciência, é a possível realidade, e diz-nos que devemos ter uma imaginação fantástica quando falamos de vida extraterrestre (e mesmo assim, a imaginação pode não ser suficiente). Já a ideia de ETs humanóides cinzentos é anti-ciência, é anti-conhecimento, é uma falta de imaginação, e é um sintoma de antropocentrismo.

4 – À pergunta qual é o cenário mais provável para o fim da vida no Universo, eu respondi:

Não existe um provável fim da vida no Universo… a não ser quando acabar o Universo, daqui por muitos triliões de anos.
O fim da vida na Terra dar-se-à daqui por cerca de 3 mil milhões de anos, quando o Sol já estará tão grande e tão forte que será impossível a existência de água líquida.

5 – Isto não foi uma pergunta, mas no final eu disse que o jornalista disse que o artigo era sobre OVNIs, mas não me tinha feito qualquer pergunta sobre eles, apesar de eu ter incluído essa temática nas minhas respostas.

Quando vi a revista, fiquei totalmente desiludido.
Eu disse tudo isto para trás, tudo isto era conhecimento importante sobre esta temática, e no entanto a parte do artigo relativo a mim é só isto:

É certo que o jornalista foi muito simpático.
É também um facto de que ele me disse, correctamente, que por motivos de espaço não poderia ter incluído tanta coisa… que ele próprio achou interessante, mas que não havia espaço para incluir.
É também certo que tem uma foto minha, e até faz a referência ao astroPT (o que agradeço).
Também é certo que o artigo entrevista outras pessoas, o que é salutar.
Mas não podiam ser mais pessoas que sabem sobre o fenómeno em vez do “diz que disse” e divulgação de mitos? Ou não poderia ter mais espaço quem é mais credível?

Mas vejam essa edição da Revista C, e leiam o artigo entre as páginas 26 e 29.

Qual é a vossa opinião sobre o artigo?

Eu não gostei, porque considero que a maior parte dele é a disseminação de desinformação.

Na Serra da Gardunha era tudo mentira. Os investigadores da CNIFO passaram lá noites a investigar o assunto e falaram na altura com a pessoa, e perceberam que ele nem sabia o que eram satélites a passar no céu.
O artigo fala de vários OVNIs em Portugal, mas são todos treta… o único OVNI verdadeiramente desconhecido em Portugal foi em Alfena em 1990.
Quanto ao Paulo Santos, o profeta de Arganil, que dizer? Há várias pessoas em hospitais psiquiátricos que dizem exactamente as mesmas coisas. Algumas até dizem que estão em contacto telepático com Napoleão.
O professor Joaquim Fernandes fala em 3% de casos de OVNIs desconhecidos. Esses são números inventados e divulgados como se fossem verdade. O mito já vem desde o Projecto Bluebook que notou haver 5% de casos desconhecidos – e por desconhecidos eles queriam dizer, por exemplo, que não podem viajar no tempo e ver se a pessoa viu realmente alguma coisa ou está a mentir. Eu posso amanhã dizer que vi um OVNI no céu, mesmo sem ter visto nada. Ninguém pode provar que eu não vi, apesar de ser pura mentira a minha observação. Essa minha mentira entraria nesses 5% de desconhecidos. Ou seja, nada tem a ver com OVNIs ou com extraterrestres, mas sim com as pessoas.
Quanto ao advogado que imagina saber de astrobiologia… que se pode dizer? É o mesmo que eu escrever sobre pintura sem perceber nada de pintura. Os casos de raptos de pessoas quando estas estão a dormir estão perfeitamente explicados. Chama-se Paralisia do Sono e as alucinações também são conhecidas.

Conclusão: penso que o artigo poderia ter mais ciência e menos desinformação de “profetas extraterrestres” e afins.

9 comentários

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    • Jorge luiz de Oliveira on 15/09/2011 at 19:35
    • Responder

    Professor Carlos, fico refletindo sobre visões de distâncias cósmicas… Com toda sua índole exploratória da ciência, como pode desconsiderar que neste universo, cujo número interminável de estrelas podes depreender melhor do que eu, a probabilidade de haver planetas cujas condições sejam semelhantes à terra cuja amostra demonstra a idubitável existencia de vida, se não plenamente inteligente como é o nosso caso, mas dotada sim de atributos semelhantes aos nossos ! Mas por qual impedimento incontáveis destes planetas em sistema proporcionalmente semelhante ao nosso não deverá matematica e biológicamente conter espécies ainda mais evoluídas ou mesmo exatamente em estágio civilizatório como o nosso !
    Gostaria que refletisse mais a respeito desta questão, pois aprecio muito sua abertura intelectual ! Abraços !

    1. Olá,

      Eu falei de probabilidades… e não de conclusões.
      E as probabilidades são as que eu disse em cima.

      O que entende por “atributos semelhantes aos nossos”?
      Pelo que percebo, é ter matemática?
      Mas em vários milhões de espécies na Terra, só uma tem isso… e demorou quase 5 mil milhões de anos… e precisou que várias coisas tivessem acontecido pelo “caminho”.
      Logo, a probabilidade é muito baixa.

      Aliás, qualquer biólogo lhe diz que se o filme da vida tornasse a recomeçar na Terra, certamente que o resultado ao fim de quase 5 mil milhões de anos não seríamos nós.
      O mesmo se passa noutros lados.

      Quanto a uma civilização estar no nosso estágio de desenvolvimento… aí ainda faz menos sentido. Em 13 mil milhões de anos quer encontrar outra civilização que está num intervalo dentro de 50 anos de nós?
      Lembre-se que há 100 anos atrás ainda se andava a discutir se havia canais em Marte feitos por civilizações avançadas, não havia computadores, internet, televisão, etc…
      Bastava o asteróide que acabou com os dinossauros ter chegado 1 milhão de anos mais cedo (1 segundo em termos cósmicos)… e nós não estaríamos aqui, ou se estivéssemos estavamos 1 milhão de anos mais avançados (imagine onde estávamos há 1 milhão de anos atrás… nem sequer havia Humanos – Homo Sapiens -, agora imagine onde estaremos 1 milhão de anos no futuro).
      Não faz qualquer sentido, probabilisticamente falando, estarmos ao mesmo nível de desenvolvimento. Ou seja, a probabilidade é tão baixa, que é irrelevante.

      A ideia de que vamos encontrar civilizações tão “inteligentes” (seja lá o que isso fôr, porque até há quem diga que nós não o somos) como nós, é puramente uma ideia popular, transmitida sobretudo pela ficção científica. Mas, em termos científicos, é uma ideia que nem corresponderá à realidade, e que revela uma falha de imaginação – porque estamos limitados a “nós” no Universo.
      É o geocentrismo psicológico que existe na astrobiologia há milhares de anos, e que eu tenho criticado bastante porque esse geocentrismo continua actualmente (incluindo na ciência).

      Para mim, a vida é bastante diversificada – tal como o é na Terra.
      Se se encontrar vida extraterrestre, provavelmente nem a vamos reconhecer como tal.
      Esperar encontrar humanos (ou similares) no espaço é uma limitação que se adquire da ficção científica… em que assumimos que somos tão importantes que obviamente os outros têm que ser como nós de alguma forma.

      abraços 😉

    2. Só um acrescento 😉

      Eu reflicto bastante nesta questão. Aliás, é só o que faço 😉
      O curso que criei e que lecciono aqui na Universidade é precisamente sobre isso.
      Os alunos entram no curso limitados a uma ideia de extraterrestre humanóide… e um semestre depois têm a mente muito mais aberta para muitas mais (e melhores) possibilidades que existem 😉

      abraços

  1. Muito bom texto Carlos. Queria só fazer algumas observações:

    “A evolução da vida na Terra mostra-nos 4 factos:
    – a vida na Terra começou bem cedo, logo após a formação do planeta. Isto diz-nos que é relativamente fácil a vida existir.
    – vida unicelular sempre houve em 4 mil milhões de anos.”

    – Pelo que li, não sei se são os últimos dados sobre o assunto, mas pensa-se que as primeiras formas de vida teriam aparecido cerca de mil milhões de anos depois da formação da Terra. A Terra teria se formado há cerca de 4,6 mil milhões de anos e há registo fóssil pelo menos até aos 3,4 mil milhões de anos. Se tiveres dados mais actualizados diz 😉

    “Se formos a um exoplaneta:
    – há uma boa probabilidade de encontrarmos vida extraterrestre.”

    Aqui não estou de acordo contigo 🙂
    Parece-me que não podes tirar essa conclusão e fazer esse salto. Tanto quanto sabemos, a Terra até poderá ser um caso único, embora como disse o outro, seria um enorme desperdício de espaço 🙂

    “O estudo de extremófilos mostra-nos assim que:
    – vida unicelular pode existir em praticamente qualquer lado.”

    – Em praticamente qualquer lado… mas na Terra! O facto de teres extremófilos permite-te dizer que aumenta o leque de possibilidades de existência de vida uma vez que o intervalo de condições físicas para a sua existência aumenta muito. Mas mais uma vez isto acontece na Terra. A existência de extremófilos na Terra, não quer dizer que existam em outros planetas. É claro que se levares uma panóplia de extremófilos para outro planeta, talvez eles se consigam adaptar e sobreviver. Mas neste caso estás a transportá-los para lá. Aqui a questão é aparecer vida em outro planeta e não é óbvio que apareça assim tão facilmente apesar de as moléculas da vida tal como a conhecemos existirem espalhadas pelo espaço.

    1. Olá,

      3.4 mil milhões de anos são bactérias que foram preservadas – fósseis 😉
      3,8 mil milhões de anos atrás é o que se pensa ser evidencias para a vida. Mas esta é a data geralmente aceite.
      Supõe-se que até poderá ter havido antes… como há 4,4 mil milhões de anos atrás, mas não há evidências aceites para isso.
      Isto não são os últimos dados :). Já se sabe há algum tempo 🙂
      http://www.ccsf.edu/Departments/History_of_Time_and_Life/PDFs/FirstLifeEvidence36x36.pdf
      http://www.bbc.co.uk/nature/history_of_the_earth

      A vida na Terra começou logo após a fase de bombardeamento, que terminou há 3,8 mil milhões de anos atrás (que formou a Lua e tal).
      http://en.wikipedia.org/wiki/Late_Heavy_Bombardment
      Há quem diga que nessa altura até já havia vida subterrânea. Mas vamos pelo que sabemos com certezas. Sabemos que a vida começou aqui pouco depois (em termos geológicos) do planeta se formar. Logo, parece que é fácil a vida começar. Aqui foi. E é o único exemplo que temos.

      E claro, a vida que começou imediatamente era vida simples, e hoje consideraríamos como sendo extremófilos.
      Logo, eles apareceram rapidamente aqui. E este é o único exemplo que temos.
      Logo, se começaram rapidamente aqui, se a vida foi tão fácil de aparecer aqui, que apareceu imediatamente, então probabilisticamente falando há uma boa chance do mesmo acontecer noutros lados. 😉

      Pode ter sido uma “fluke”? Pode.
      Mas pode também não ter sido.
      E olhando só para o exemplo da Terra, então temos que concluir que a vida começou mal o planeta passou a “existir”. E tirar disso as probabilidades (e não conclusões). 😉

      abraços

  2. Faltam os Marcianos, Saturninos e os Selenitas! Uma colecção “manécas”!

  3. Concordo. O que me poderá pôr com “pele de galinha” é poder vir a provar-se a existencia de humanóides “Adamskianos” no sistema solar. Aí é que ia tudo pelo cano! Tal implicaria que alguma civilização teria feito “sementeira” por estes jardins à beira da Via Láctea Plantados!
    Uma “variante” dessas deve ter uma probabilidade mais pequena do que sair-me o jackpot do euromilhões, na próxima semana!

    1. Os humanóides “Adamskianos” são simples Arianos (ele tinha obsessão por pessoas loiras altas de olhos azuis) que vivem em cavernas em Vénus e que passam o tempo a tocar música.

      Não me parece que sejam esses que venham cá 😛

      “Uma “variante” dessas deve ter uma probabilidade mais pequena do que sair-me o jackpot do euromilhões, na próxima semana!”
      <--- eu diria mais: eu diria que tem uma probabilidade menor do que sair-lhe o Euromihões numa semana em que nem jogou! 😛

  4. Esta é somente uma opinião minha, claro. E, por isso, pode estar errada.
    Também pode ser uma questão de “gostos”: ou seja, eu preferia que as revistas dessem uma maior relevância às explicações científicas.
    Mas também pode ser uma questão de avaliação daquilo que vai saindo nas revistas (já nem falo das revistas “côr-de-rosa”, que continuo sem entender porque as pessoas gostam de saber da vida dos outros :P).

  1. […] Nova Cidade, Dias do Futuro, Antena 1, RCP. Imprensa. Grande Porto. Bitaites. Diário de Coimbra. Revista C. Prémio. Curso no Porto e Açores. Astrobiologia. Ensino. Pai Natal. Jantar. FNAC. Salesianos. Em […]

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