Fobos-Grunt poderá ser «abatida» (Actualização)


Os controladores russos têm tido muita dificuldade para contactar a sonda Fobos-Grunt que se encontra presa numa órbita terrestre baixa depois do seu lançamento no dia 8 de Novembro.

As mais recentes informações indicam que não foi possível contactar a sonda a quando da sua passagem sobre a estação de Kourou, Guiana Francesa.

Recorde-se que após ter sido colocada em órbita a Fobos-Grunt teria de executar duas manobras orbitais que a colocariam numa trajectória para Marte. O sistema de propulsão, derivado do estágio superior Fregat, não executou essas manobras e a sonda terá entrado num estado de segurança.

Entretanto, surgem rumores de que se não for possível contactar a sonda, estuda-se a hipótese de a Fobos-Grunt poder ser destruída antes da sua reentrada atmosférica. Porém, penso que esta hipótese é pouco provável até porque a Rússia não tem capacidade para o fazer.

Os dados mais recentes indicam que de facto não tem havido contacto com a Fobos-Grunt e que a sonda não enviou qualquer telemetria. Os controladores desconhecem o porquê de tal acontecer e irão tentar enviar uma mensagem para que o computador faça um «reboot»

Imagem: Roscosmos

4 comentários

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    • Dinis Ribeiro on 10/11/2011 at 20:27
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    Quais os parâmetros da órbita, em que a sonda está neste momento?

    Quanto tempo antes de reentrar na atmosfera?

    Se a política industrial do desenvolvimento da tecnologia espacial tivesse ido por outros caminhos, (ligeiramente diferentes), hoje poderíamos estar na posição de fazer algo de novo para salvar essa sonda…

    Nos oceanos, existe uma actividade que se chama “salvage”…

    O conceito mais lato: http://en.wikipedia.org/wiki/Salvage

    Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/Marine_salvage & http://en.wikipedia.org/wiki/Salvage_tug

    O próprio Telescópio Espacial Hubble foi “refurbished” e foi reparado em órbita…

    Nessa linha, penso que um futuro mais racional e com menos desperdício passa por novos paradigmas como estes dois que sugiro:

    1) Primeiro, existe este link para um site da ESA: http://www.esa.int/esaCP/SEMMD1ULWFE_index_0.html

    Spacecraft are industrial jewels of invention and technology, but they have limited lives. “Sic transit Gloria mundi.”

    That all things, even glorious, must pass was illustrated in Turner’s famous oil canvas of the ‘Fighting Temeraire’ being tugged to her last berth to be broken up.

    Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Fighting_Temeraire

    But a European industrial space group, partly funded by the European Space Agency, is challenging the notion that old satellites must be retired.

    The company, Orbital Recovery, has recently signed for its first satellite-servicing mission. EuroNews ‘Space’ magazine has been talking to some of the actors of the very innovative “Space Tug” project.

    Estive a começar a desenhar (em 2004) um payload para ir nesse space tug, e ainda tenho algumas coisas que podem vir a ser aproveitadas….

    Mais informação: http://www.on-orbit-servicing.com/pdf/ORC-Dennis!-technical.pdf

    2) Em segundo lugar, sugiro: http://www.spacenews.com/civil/110623-nasa-defends-satellite-refueling-demo.html

    NASA’s plans to demonstrate on-orbit satellite refueling and to encourage U.S. companies to enter that business is causing serious concern at MacDonald, Dettwiler and Associates (MDA), the Canadian company that announced plans in March to build its own spacecraft servicing vehicle.

    U.S. role in the satellite servicing market would not only reinvigorate the commercial space industry but would strengthen U.S. industry’s role in developing robotic technology with applications for many types of manufacturing, Cepollina said. “One just has to look at U.S. competitiveness on any production line,” he said. “Very few operations can get by and be cost-competitive without robots.”

    Still, on-orbit satellite servicing is years away. Any company or government agency that attempts it must address two immense challenges: catching satellites built with no grapple fixtures and refueling spacecraft that were never designed to be refueled.

    Even if NASA obtains the funding and support needed to continue its satellite servicing demonstrations, it will be three to four years before the space agency is prepared to send a repair truck into geostationary orbit, Cepollina said.

    Curie said NASA is exploring options to demonstrate satellite servicing tasks on government spacecraft including weather satellites.

    However, that work is more than two years away.

    Whenever it does occur, NASA will “coordinate this activity with industry and look for a way that we can assist the commercial sector,” he added.

  1. Ainda não, supondo que fala da possível falha no sensor estelar e na possível falha de programação. A conclusão final virá da comissão de inquérito que sem dúvida irá surgir caso a missão não possa ser salva.

    1. Isso mesmo, Rui. São esses dois pontos.

      Obrigado 😉

  2. Se me recordo bem, os russos estavam em dúvida em dois pontos para o fracasso inicial dessa missão. Alguma informação se essas dúvidas já foram sanadas?

    Obs: preparem-se para mais teorias da conspiração… 🙁

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