A Oprah dos Malandros

O principal problema dos pseudos é a incapacidade de conhecer a Ciência.
Mas depois do que vi num programa de televisão da Fátima Lopes acho quase milagroso que ainda haja pessoas que a queiram conhecer (a Ciência, não a Fátima).

Imaginem um palerma ocupar meia-hora de tempo de antena para promover os seus dotes de sacerdote curandeiro e espírita perante uma plateia de carpideiras do aplauso. Uma meia-hora vista por milhões de pessoas e durante a qual a Ciência está ausente.

Vi-o num programa apresentado pela Fátima Lopes, a Oprah dos malandros.

Porque qualquer malandro capaz de expelir tretatologias cósmicas pelo céu da boca e energia de plasma etérico pelo olho traseiro tem lugar garantido no panteão da parvoeira que a Fátima ergueu para iniciar as donas de casa nos mistérios do Universo.

Isto irrita-me muito mais do que os sites pseudos. Irrita-me tanto como os palermas mentecaptos e paranóicos que acreditam que o Homem nunca foi à Lua. Nunca vi a Ciência ser tão mal tratada e tanta glorificação da estupidez e da ignorância. Meu pobre país.

O «sacerdote» promovido pela Oprah dos malandros tinha visto Nossa Senhora de Fátima (a versão bíblica, não a versão TVI) e tal visão mudara-lhe a vida

E eu fiquei a pensar: “Fosga-se, mas qual terá sido a marca de vinho que este gajo andou a beber? Será que se eu provar da mesma pinga consigo ver a Scarlett Johansson experimentando biquínis no meu sofá enquanto sussurra uma canção do Tom Waits e tira mais umas fotos com o iPhone?”

Eis um absurdo contrassenso desta civilização tão moderna: tecnologias possibilitadas pelas descobertas da Ciência são utilizadas diariamente por gente que nos procura convencer de que a Ciência não existe.

Não admira portanto que num mundo onde a Ciência não existe – e, quando existe, conspira contra nós – tantos mentecaptos e paranoicos considerem «possível» pressupor que o Homem nunca foi à Lua mas achem «impossível» considerar que extraterrestres não nos visitam todos os dias.

Só gostava que todas essas pessoas que seguem os gurus da ignorância espalhados pela Net pensassem um bocadinho. Não era preciso muito, só uns minutinhos para perceber o que é a Ciência, aprender a separar a opinião dos factos, separar a fé da experimentação.

A Ciência não se impõe pela fé, impõe-se pelos factos. Só pode ser vista como um dogma por quem não se interessa por factos e vive num mundo fantasmagórico de suposições. Isto é tão simples para mim que me surpreende, sobretudo, haver gente incapaz de perceber algo de tão básico.

Uma religião não muda com os factos, embora se adapte: por exemplo, ninguém no seu perfeito juízo aceitará hoje em dia que uma serpente estabeleceu umas conversas diplomáticas com a Eva à sombra de uma árvore do conhecimento. Ou que Eva, a pobre desgraçada que corrompeu o Homem, nasceu de uma costela de Adão.

Se pensarmos bem no assunto, aquela é uma imagem ofensiva para as mulheres: por que razão não a fizeste nascer do cérebro de Adão, ó Deus, em vez de uma frágil e estúpida costela? Tens ideia, ó Deus machista, da quantidade de equívocos que criaste com essa decisão? Aposto que se tinham poupado imensos soutiens queimados.

Enfim, é comum dizer-se em relação a tais histórias que se trata de uma alegoria. A alegoria é a melhor amiga da religião. É inconcebível? Nunca poderia ter acontecido? É absurdo? Deixa, não te preocupes, era só uma alegoria…

O que me parece comum no raciocínio de pessoas que acreditam no fim do mundo em 2012 e tretas estupidificantes do género é partirem do princípio de que possuem mentes menos «preconceituosas», mais dadas às alegorias, do que a dos cientistas, mais dados à arrogância, e que essa «qualidade» é suficiente para «verem» o que aqueles são incapazes ou se negam a aceitar – energias treto-plásmicas emanadas do rego da galáxia, por exemplo.

Claro que isto é apenas uma variação da velha expressão: «Quando a Ciência acabar de subir a montanha, a Religião estará no topo sentada à espera».

Esta frase só é possível se partirmos do dogma – agora, sim, é um dogma – de que no conhecimento só existe uma montanha para escalar, aquela onde a Religião se senta.

A montanha que a Ciência escala é outra, é uma montanha feita de factos – tal como nas verdadeiras montanhas, há factos que parecem sólidos mas depois se soltam e caiem e há outros que jurávamos estáveis mas, para nossa decepção, acabam por se soltar também.

A forma como a Ciência se apercebe disto não é falando em energias desconhecidas, consciências universais e outras bocejologias cósmicas, é metendo o pezinho na realidade, independentemente das convicções de cada um, ou seja, através da experimentação.

Na base de todas estas patranhas que poluem a Internet, para além da incapacidade de separar a força das convicções da força dos dados, é o facto de estes Napoleões não serem capazes de perceber a linguagem de base. E escolherem péssimos «tradutores».

Reconheço que às vezes os cientistas são uns chatos do caraças. Ou então não têm pachorra para aturar leigos, o que ainda é pior.

Não têm pachorra porque muitas vezes a base da sua linguagem é a matemática e, na escola, preferiram admirar o rabo da Joana do que ler o chato do Eça. Eu fui ao contrário: rabo da Joana nas aulas de Matemática, olhos perdidos no Eça. Por isso é que escrevo estes testamentos, mas contas tá quieto.

Depois quando é preciso «traduzir» a linguagem da matemática para a «nossa» linguagem há muita coisa que se perde pelo caminho.

Há cientistas que se tornaram maravilhosos comunicadores por dominarem as duas linguagens e não terem medo da Poesia e da Literatura para descrever o mundo e, de certa forma, nos compensar por não conseguirmos entender a beleza da linguagem matemática: Carl Sagan é o exemplo mais eloquente que conheço.

Uma frase do Carl Sagan vale mais do que uma enciclopédia escrita pelos visionários escolhidos a dedo pelas Fátima Lopes deste mundo. Precisamente por ser sonhador, idealista, «espiritual», mas sem nunca perder a noção da realidade e de como se faz e ensina Ciência.

Querem sonhar, deslumbrar-se, descobrir coisas maravilhosas no mundo? Comecem pelo Sagan!


P.S.1: Há quem se dê ao trabalho de desmistificar as tretas: este post do AstroPT.

P.S.2: este post está também reproduzido no Bitaites.

67 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

  1. Como já foi explicado aqui:
    http://www.astropt.org/2011/08/23/comentarios-no-astropt/

    Há 2 tipos de atitudes nos comentadores:

    1 – Para aprender, e com educação.
    Estes são comentadores que entram em locais de conhecimento para aprender, e daí que fazem perguntas sobre temas em que obviamente os especialistas sabem mais.
    Quando fazem perguntas, obviamente que, na mesma com educação, recebem as respostas e até os links onde já explicamos esses temas.

    2 – Disparates ditos por um imbecil = troll
    Quando um comentador se lembra de cair aqui de “pára-quedas”, muitas das vezes cobardemente escondido atrás de falsos “nomes”, sem qualquer respeito pelo local de conhecimento ou pelos especialistas que aqui existem, e decide arrogantemente afirmar imbecilidades à luz do conhecimento porque se julga mais conhecedor dos temas que os especialistas.
    Este tipo de comentador não entra cá para aprender com quem sabe, mas tem o único objectivo de fazer de troll.
    Depois, esse troll faz-se de vítima, dizendo-se censurado e injustiçado, quando o que realmente se passou foi que esse troll não teve nem respeito nem educação pelo local onde entrou.
    http://www.astropt.org/2011/12/16/eu-defendo-a-censura-do-troll/

    A Rita decidiu de livre e espontânea vontade ter a atitude de troll.
    Daí que não se pode queixar de ter levado com uma reação consentânea com a atitude que tomou.

    1. Por fim, a Rita, como qualquer troll, após dar-se a opção de retratar-se e não o fazer, foi colocada em SPAM. Todos os trolls o são.
      Os seus comentários não serão mais lidos, indo directamente para SPAM.

      Este é um local de conhecimento, e não um local onde se vigariza a população com fraudes.

  2. e ò carlos oliveira, eu entro em qq sítio como quiser

    (comentário editado)

    1. Precisamente.
      Tu és tão arrogante e tão mal-educada que entras pelas casas dos outros adentro (seja hospitais, museus, casas particulares ou o astroPT), a insultar-lhes de “coiso” e outros nomes menos próprios que editei.
      Além disso, és a hipócrita que insulta as pessoas que lhe dão tudo na vida, inclusivé a internet que está neste momento a utilizar para insultar essas mesmas pessoas.

      És uma troll.

      Ao menos, admites.

    2. Não, cara R., não entras em qq sitio como quiseres. Estás num local onde qq um tem mais conhecimentos do que tu, de longe. Só te estás a humilhar e a fazer figuras tristes e a comportar como uma troll autêntica e muito mal educada, já para não falar de completa e totalmente ignorante.

      Carlos, bloqueia os comentários desta “coisinha”, por favor. O tempo é precioso para o gastar com trolls ignorantes ou em duelos de intelectos com criaturas totalmente desarmadas.

      Por favor, este é um local de conhecimento, não de acefalite aguda. Temos pena que a R se tenha perdido algures no processo de adquirir educação e conhecimento, mas já demonstrou que não está interessada em aprender, que é uma troll e das mal educadonas. Bloqueia-a por favor.

      Ah, já li que já foi pra Spam. Ufa. Mas ca ganda paciência.

    3. Estive a ler mais um bocadinho… mas não há pachorra para tanta parvoíce junta, honestamente. Um verdadeiro tratado de tretas, ui. Se houvesse um doutoramento em Tetralogia, passava com distinção. Que vergonha… que tristeza… 🙁 tanta ignorância e acefalia juntas… 🙁

  3. (comentário editado)

    ah, a propósito, os textos são baseados em factos científicos e estudados

    (comentário editado)

    1. Não são NADA factos científicos e estudados.
      Isso é uma enorme MENTIRA de quem quer só VIGARIZAR a população.

      Se tivesse lido o link que lhe dei, perceberia que anda a acreditar em PARVOÍCES criadas para a enganar a si e a todos os acéfalos deste mundo.

      Mas para quê ler o link e perceber finalmente que anda a ACREDITAR (crença é o OPOSTO de conhecimento) em FRAUDES?

      O seu objectivo não é aprender… é só entrar em LOCAIS DE CONHECIMENTO para fazer de troll.
      http://www.astropt.org/2011/12/16/eu-defendo-a-censura-do-troll/

      Passe bem.

  4. Cara R, depois de ler o seu comentário sobre a Profecia Celestina devo retratar-me publicamente. Eu estava errado.

    A Ciência não me ajuda a abrir os olhos para o mundo e eu não devo ser arrogante ao ponto de pensar que 1+1 é sempre igual a 2. Por Toutatis, que disparate!

    É tudo uma questão de opinião. 1+1 pode ser igual a 3 para algumas pessoas e eu não sou mais do que os outros para achar que sou dono da razão.

    E meu nome pessoal e em nome de todos os ábacos e calculadoras eletrónicas do mundo, peço-lhe desculpa.

    Bazinga!

    Não peço nada. Na verdade, acho os seus links galacticamente estúpidos.

    1. É. A Rita é mais uma daquelas pessoas que acha que o conhecimento é uma questão de opinião.

      Para ela, a Gravidade ou qualquer outra teoria científica, é uma questão de opinião.
      Se tiver opinião contrária, então a Gravidade não funciona nela.
      Enfim…

      Depois acha que é “censurada por ter uma opinião diferente”. Ou seja, demonstra não ter inteligência nem sequer para perceber que está a fazer de troll, afirmando coisas que vão contra o conhecimento desses assuntos. Não é uma questão de opinião, mas sim de afirmar imbecilidades à luz do conhecimento desses assuntos.

      Enfim… não entendo como as pessoas vivem neste mundo científico, usam a ciência a todos os minutos do dia, e depois têm ideias completamente imbecis sobre essa mesma ciência (ciência = conhecimento).

      Ou melhor… até entendo a hipocrisia, já que ela mostrou ser adepta de crenças New Age, ou seja, usam o conhecimento científico enquanto negam que ele exista… para seguirem cegamente puras fraudes.

      São as parvoíces dos fundamentalistas, que põem as suas próprias crenças acima da verdade dos factos, como já falei aqui:
      http://www.astropt.org/2011/10/27/parvoices-dos-fundamentalistas/

  5. ò coiso, fica-te com estas http://news.ninemsn.com.au/world/1050555/medics-baffled-by-man-who-doesnt-eat e http://pplware.sapo.pt/pessoal/informatica/ibm-preve-controlo-por-mente-de-gadgets/comment-page-1/#comment-488774 só mesmo para chatear. :). se te incomoda tanto/má língua é porque achas um sentido nisso, que ainda bem assim a tua intelectualidade e cepticismo (que raivinha de falta de descoberta e explicação por a+b) não sabe explicar. ;).

    1. Cara coisa Rita,

      Já pensou em entrar num local de conhecimento com mais educação e respeito?

      E que tal entrar, fazendo perguntas de modo a aprender alguma coisa?

      Quanto aos médicos que estão parvos com a pessoa que não come, é um valente disparate para enganar crentes em parvoíces, como já foi explicado aqui:
      http://www.astropt.org/2010/11/29/prahlad-jani-o-homem-que-nao-come-nem-bebe-ha-70-anos/

      Quanto ao link para o comentário sobre a parvoíce da Profecia Celestina… só me dá vontade de rir… LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

      enfim… isto é um local de conhecimento objetivo, e não das suas crenças infundadas e do seu comentário mal-educado.

      Incrível como há crentes ignorantes tão hipócritas que vêm para a internet, dada pelos cientistas, dizer mal do conhecimento científico… enfim, como diria Einstein, a estupidez humana não tem limites.

      1. O próprio texto do Marco diz isso…

        “Eis um absurdo contrassenso desta civilização tão moderna: tecnologias possibilitadas pelas descobertas da Ciência são utilizadas diariamente por gente que nos procura convencer de que a Ciência não existe.”

  6. Jesus F. Christ! A Sacarlett como Nossa Senhora de Fátima?!!
    Tinha-mos que decorar as igrejas como os templos de Pashupatinath em Bhaktapur!

  7. Muito bom!

    “Eis um absurdo contrassenso desta civilização tão moderna: tecnologias possibilitadas pelas descobertas da Ciência são utilizadas diariamente por gente que nos procura convencer de que a Ciência não existe.”

    É precisamente isso que mais me irrita.

    Mas eu não consigo decidir qual será a Oprah portuguesa por direito, a woo-woo war pelo programa mais pseudo ainda agora começou. Devo lembrar que a Júlia Pinheiro até tem um ligeiro avanço graças ao programa “Depois da Vida” (http://www.astropt.org/2010/07/09/depois-da-vida/) quando ainda estava na TVI, que prejudicou tanto a carteira como a saúde mental de muita gente.

    E depois tivemos isto também: http://www.astropt.org/2011/11/19/julia-pinheiro-a-caca-fantasmas/

      • Ana Guerreiro Pereira on 02/12/2011 at 21:15
      • Responder

      A Júlia Pinheiro já disse uma vez, numa entrevista numa revista cor de rosa qq, que era a oprah portuguesa… 😀

      perguntaram-lhe o que diria á Oprah se a encontrasse e ela respondeu q lhe diria q era a Oprah portuguesa….temos vencedora?

      tenho pena. Tinha-a como inteligente… ;(

  8. E as pessoas também não sabem como é que funciona o cérebro, como é que se processa a percepção e o armazenamento de toda a informação recebida e então são enganadas a torto e a direito. A quantidade de artimanhas que se podem utilizar para manipular as pessoas e levá-las a acreditar nas mais diversas histórias é impressionante.

    E assim, sim, ainda há pessoas que acreditam que no princípio da Eva estava a costela do Adão. E foi deus que acendeu a luz do Universo.
    É giro que eu escrevo deus com letra pequena e o corrector ortográfico assinala logo erro.

    1. Não é o corrector ortográfico, Ana, é Deus a falar contigo ATRAVÉS do corrector ortográfico. 😛

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/12/2011 at 20:54

        LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL

        Marco, vou pedir à Ana Margarida que vá tb ao teu blogue… muahahahahahahahahahahah!!!!!!

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/12/2011 at 21:13

        sabem, um dos insultos que me fizeram uma vez foi provocado precisamente por não ter escrito deus com letra maiúscula AHAHAHAHAHAH 😀

      1. LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL 😀

  9. Já que o assunto do post é pseudociência, gostaria de compartilhar algo entre nós mesmos, leitores do Astropt 😉

    Antes de mais nada, gostaria de reafirmar que a crítica nada tem a ver com a autora/pessoa em si, mas com as ideias que a mesma defende e, sob meu ponto-de-vista (e talvez de outras pessoas), continua(m) na incrível teima em mesclar temas e conceitos puramente científicos com coisas nada científicas. Entristece qualquer profissional da área de Ciências Exatas e/ou Professores que são apaixonados pelo conhecimento científico e que trabalham de modo árduo para formar futuros matemáticos, físicos, químicos, engenheiros, etc. num mundo onde a “informação” está a um clique do mouse…

    Em certo sítio eletrônico, foi criado um post que, à primeira vista, é de se admirar. Porém, essa admiração acaba logo nos primeiros parágrafos…

    O texto iniciou citando o livro e o maior astrofísico do século XX, Carl Sagan (que, a esta altura, deve estar se retorcendo no túmulo tamanhas baboseiras que foram ditas utilizando seu nome). Foi dito que seu excelente livro “O Mundo Assombrado pelos Demônios” era a bíblia dos céticos. Erraram na afirmativa. Para mim, pelo menos, primeiro vem o Novo Testamento da Bíblia Sagrada Católica 😉 Depois, o livro do Sagan 😉 Também foi dito que as bases científicas e, consequentemente, suas crenças, eram suas próprias crendices que, por sua vez, não tinham base – pois isso não existia na época (qual época se refere que a ciência do Sagan não tinha base? Seria a época da Idade da Pedra Lascada? Pois…)

    Ou seja, pelo visto o Sagan estudou sozinho Astronomia, descobrindo tudo do nada e se diplomou pela Faculdade da sua Mente – em outras palavras, pela FACUMEN.

    (continua no comentário abaixo)

    1. Peraí! Quer dizer, todos aqueles 300 experimentos (espartanos?) em laboratório que fizemos em triplicata durante nossa graduação não são de nada?! Holy Shit! Precisamos fazer mais experimentos para se ter certeza do resultado??? Ao que parece, sim 🙁 Digo mais: acho que o Issac Newton deveria ter se debruçado mais ainda quando descobriu a gravidade: o Newton não deveria se contentar em dizer que a gravidade é apenas uma força que puxa qualquer corpo para o centro da Terra. Mas que burro! Deveria afirmar que ela se trata nada mais nada menos, de um estado de espírito que é moldado de acordo com minhas crenças sem pé-nem-cabeça.

      Será preciso me esborrachar no chão 500 vezes para ver que a gravidade é uma lei, que funciona, existe e é como é??

      (continua no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 14:42

        O mesmo vale para os estudos e observações de Galileu, Dalton, Charles, Planck, Gay-Lussac, casal Curie etc. Enfim…

        Falando em Galileu, uma coisa interessante foi dita e, inconscientemente, deturpada. Quem renegou seus estudos foi a Igreja Católica da época e não a ciência. E, nesse caso, o catolicismo nada tem a ver com ciência. A ciência não renega aquilo que tem fundamento. Já parvoíce…

        (continuando no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 14:44

        Continuando o texto, a autora insere um tópico (destacado em negrito) denominado “Vamos aos fatos científicos de uma simples dona de casa…”

        Er….. bem……… então vamos lá né? Fazer o quê… 🙁

        O tópico já começa com a conhecida Energia de Ponto Zero que, segundo a autora, é uma forma de energia que permanece quando as outras energias foram retiradas de um sistema. Cá agora vou emular o que falei acerca desse assunto aqui no Astropt (pura coincidência):

        (continua no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 14:46

        “Energia de Ponto-Zero, proposta por Max Planck lá pelos idos de 1910, surgiu quando o mesmo estava à procura de uma NOVA DERIVADA (conceito puramente matemático!) para o espectro de energia emitido por um corpo negro anteriormente proposto pelo mesmo, baseado nos estudos de Wien que, por sua vez, se utilizou de métodos matemáticos a fim de adequar os resultados de dados experimentais para comprimentos de onda curtos desviados para comprimentos de onda ainda maiores.”

        Bem, as palavras falam por si.

        (continua no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 14:47

        Agora saímos numa v-e-l-o-c-i-d-a-d-e d-e-s-c-o-m-u-n-a-l da Energia de Casimir para as Supernovas.

        (Pera que eu ainda estou chegando nestas. Não acompanhei a velocidade da mudança).

        Pronto, cheguei 🙂

        Mas, espera! Não existe, pelos cálculos da Mecânica Quântica, uma energia de ponto zero que é associada às flutuações do vácuo? (pena agora não poder inserir os cálculos para a determinação da densidade de energia a partir do mínimo do potencial efetivo… 🙁 ).

        (continua no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 14:54

        Bem, a continuação do artigo se refere ao Dr. Paul LaViollete, que baseou alguns de seus estudos pelos textos de antigas civilizações que, ao que parece, registraram e mais que isso, “afirmaram”, já naqueles tempos imemoriais, que existiam explosões originadas no centro de nossa galáxia.

        Como bateu aquela desconfiança científica, cá fui procurar sobre a biografia do homem. Dentre outras coisas:

        “Paul Laviolette siempre se ha caracterizado por mantener teorías físicas y astrofísicas poco ortodoxas. Es por ello que en la comunidad científica se le considera un pseudocientífico, decantado hacia el lado oscuro de la venta de libros catastrofistas y mezclar ciencia con teorías místicas.”

        (continua no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 14:57

        http://www.lamentiraestaahifuera.com/2010/02/20/la-teoria-de-la-super-onda-de-paul-laviolette/

        Ou seja, mais um brilhante PhD que se enveredou pelos caminhos da pseudociência 🙁

        Continuando o artigo: “O Senhor está chegando”

        Sim. O Senhor Jesus Cristo 🙂 (assim espero… 😉 )

        Sobre o Nexus:

        http://www.astropt.org/2011/11/28/nexus-2012/

        A continuar pelo próximo tópico me deparo com o seguinte título:

        “Tateando no escuro
        Tem que se ter muita fé para crer na matéria…”

        Ou seja, a primeira lição que aprendemos e ensinamos na Química (que não é errônea) – mais antiga que o ato de cuspir e a posição de c*-, de que “matéria é tudo que possui massa e ocupa lugar no espaço” só será possível se tivermos muita fé… mais fé teremos que ter para não acreditar num disparate desses…

        (continuando no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 15:40

        Cá agora vou lá fora respirar bem fundo.

        (…)

        Pronto. Voltei.

        Foi afirmado também no post que nós não somos mais que 99% de espaço vazio, NÃO FÍSICO, não existimos, em termos lógicos (ou seria ilógicos?).

        Ou seja, no século XXI a ciência verificou que mais de 99% de um átomo é, DE FATO, um espaço vazio, existindo espaços entre os átomos e estes espaços na verdade são enormes buracos negros e cá agora somos um bando de gente vazia… (é, faz sentido 😉 )

        A não ser que esteja dizendo bobagens (sim, estou tomando uma cervejinha agora 😉 todo físico-químico sabe que este espaço vazio da estrutura do átomo é considerado, na verdade, para EFEITOS PRÁTICOS (tal como consideramos para efeitos de cálculo, g = 10 m/s^2, caso não tenhamos em mãos nossa velha companheira – a calculadora científica).

        Depois, mais um disparate: “a matéria não existe!” (oh wait!).

        Acho que, quando souberam que os cientistas confirmaram, recentemente, que a matéria é resultado de flutuações do vácuo quântico, estavam a pensar que agora poderemos tirar de vez o que é “sólido” do conceito inicial. Eu já me imagino, sem querer, flutuando por aí… (pela quantidade de latinhas que já tomei, já estou me sentindo assim 😉 )

        Depois do disparate sobre a matéria, vou novamente lá fora pra respirar fundo…

        (…)

        Pronto. Voltei.

        (continua no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 15:42

        Segundo ela, a Relatividade de Einstein diz que dois observadores diferentes veem duas realidades diferentes e, portanto, Newton nos mostraria apenas uma realidade diferente (foi destacado que é a que “querem que a gente veja” Sim, claro… matrix).

        (continua no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 15:45

        Faltou alguém ensiná-la três coisas: 1) Slow down, cowboy: a Mecânica Newtoniana só é substituída pela Relatividade Restrita quando os observadores inerciais viajam a velocidades próximas da luz (o que só existe em teoria, pois na prática é impossível viajarmos a tal velocidade, pela tecnologia atual). Do contrário, ou seja, para baixas velocidades, vale ainda a Física Clássica; 2) Em nada, a Relatividade de Einstein diz que estes dois observadores veem duas realidades diferentes. O que se observa são duas percepções diferentes; e 3) Na Psicologia, a percepção nada mais é que uma interpretação que se faz da realidade e não a realidade em si 😉 Apenas a percepção varia de pessoa em pessoa e não sua realidade. Portanto, essa história de duas realidades diferentes não se sustenta.

        (continua no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 15:48

        Já agora, a senhora explica muito bem sobre o Princípio de Incerteza de Heisenberg. Eu mesmo gostei bastante. Mas como era bom demais pra ser verdade, li logo abaixo o próximo tópico:

        “A ciência se suicida quando adota um credo – Thomas Henry Huxley”

        De fato, ao vermos o credo da verdade ser julgado como sendo tão “cético”, está a ciência a se suicidar mesmo…

        O tópico acima começa dizendo que o Einstein não gostou nada dessa ideia (qual?) e queria ver o fim da Mecânica Quântica, pois iria contra todas as coisas que ele acreditava.

        Heinhhhh?????????????? Não seria a bomba atômica? 😉

        (continua no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 15:50

        Já agora, foi feita uma comparação entre Einstein, alguma frase atribuída ao mesmo e o Carlos Oliveira (não sabia que o Carlos tinha um apelido: parvo astrólogo do Texas) 🙂

        E, para entendermos a tese de mestrado do parv…, quer dizer, do Carlos, precisamos primeiramente ler os gibis do Tio Patinhas… (ôbaaaaa!)

        Sempre achei que o Carlos fosse mesmo parecido com o Tio Patinhas, a julgar por esta foto:

        http://www.astropt.org/2009/05/25/carlos-oliveira-na-imprensa-portuguesa/#comments

        (continua no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 15:52

        O tópico que antecede ao antepenúltimo vem com a seguinte chamada: “O futuro é matematicamente incerto e impreciso”

        Bem, não gosto muito de ser estraga-prazeres, mas… (se não me engano, o assunto abaixo foi também tratado aqui no Astropt)

        http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=futuro-universo-influencia-presente

        A continuar o tópico, também foi dito que o centro da galáxia pulsará e haverá manifestações dos três elementos vitais dos filósofos pré-socráticos (parei de ler aí 🙁 )

        (continua no comentário abaixo…)

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 15:55

        O antepenúltimo parágrafo diz o seguinte: “Nossa realidade é um imenso vazio que precisa ser preenchido com informação”

        (momento de reflexão…).

        Já o penúltimo aborda sobre os experimentos recentes com os neutrinos e tudo estava indo às mil maravilhas… quando de repente: “(…) a frase: “nada pode viajar mais rápido que a velocidade da luz” – já está caduca”
        Pois bem, pra isso temos excelentes artigos escritos pelo Prof. José António Gonçalves:

        http://www.astropt.org/2011/10/22/neutrinos-mais-rapidos-que-a-luz-parece-que-nao/

        http://www.astropt.org/2011/11/19/neutrinos-outra-vez-superluminais/

        E, por fim, o último tópico sob título: “A título de curiosidade”.

        Bem, pensando melhor, melhor não… 😉

        • Carlos Eduardo on 02/12/2011 at 17:35

        Cara falou tudo!!! Parabéns!!

        Também li este post nesse site à que você se refere (na verdade vi em vários sites, pois um escreve (delira) e vários copiam) e achei digno de pena. E quando tentam atacar o “parvo” (hehe) dá até dó! E mais ridículo ainda é quando fazem referência a nomes como Carl Sagan, Einstein e vários outos gênios para defenderem essas insanidades! De fato, devem estar se revirando em seus tumulos! Quem dera usassem esse tempo e energia despendidos à essas bobagens com algo útil…

    2. Este comentário/odisseia do Cavalcanti dava um guest-post no AstroPT 🙂

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/12/2011 at 21:11

        agreeee 😀

        • Cavalcanti on 02/12/2011 at 21:51

        @Marco,

        Eu não sabia que tinhas um blog – e, diga-se de passagem é muito bom 😀

        Humor nota 1000!!! 😀

        Gostei bastante 😉

        @Ana,

        Não é pra tanto… 😉

        @Carlos Eduardo,

        “(…) Quem dera usassem esse tempo e energia despendidos à essas bobagens com algo útil…”

        Concordo em gênero, número e grau (se tratando de algo útil científico). De fato, são pessoas inteligentes, mas que estão se desvirtuando quando se trata da ciência… 🙁

      1. Por mim, tudo bem.

        Eu também li esse post da Laura Botelho! Sim, é a mesma:
        http://www.astropt.org/2011/12/02/vemo-nos-em-tribunal/

        E sim, eu também reparei na quantidade de disparates… as partes de Sagan, Galileu, e Einstein até li 2 vezes… porque os disparates são tão grandes que é impossível que a mulher não tenha um problema psicológico qualquer…

        Já a tímida menção à minha pessoa, com o astrólogo do Texas que lê o Tio Patinhas e que está a fazer mestrado (será que ela nem ler sabe? Eu tenho em todo o lado o que estou a fazer… mas enfim…), sinceramente, deu-me vontade de rir!!! 😀
        Eu bem digo que ela tem uma carreira promissora de comediante/palhaça 😛

        Cavalcanti, como o Marco diz, quer fazer um guest-post no astroPT com isto? 😉
        (é que eu, sinceramente, já não tenho paciência para os disparates dela :P)

        abraços

        • Cavalcanti on 03/12/2011 at 11:56

        “Cavalcanti, como o Marco diz, quer fazer um guest-post no astroPT com isto?”

        Fique à vontade, carlos. A casa é sua 😉

        Abraços.

        • Cavalcanti on 03/12/2011 at 16:53

        “Cavalcanti, como o Marco diz, quer fazer um guest-post no astroPT com isto?”

        Por mim tudo bem. A casa é sua 😉

        Se for em nome da ciência… 😉

      2. Cavalcanti,

        É consigo 😉

        Se quiser, basta fazer um post bonitinho em Word, por exemplo, e enviar-me para o meu e-mail, com um pequeno bio sua 😉

        abraços

        • Ana Guerreiro Pereira on 04/12/2011 at 18:49

        Carlos, que bio é essa?? há mtas bios, pá! 😀 logias, então… 😀

        LOOOOOOOOOOOOOOOOL és um astrólogo q está a fazer um mestrado??????? LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL mestrado em quê, como deturpar a realidade e inventar baboseiras não crediveis? ou como ser um total acéfalo alienado?

        Ficamos à espera do post, Cavalcanti 😉

  10. Marco, não tive nada a ver com isso, pois não?… eh pah, espero que não, mas andava para ali tanta parvoice q não consegui ficar calada 🙁

    1. Ana, não sei, mas penso que os teus comentários poderão ter contribuído para lhes aumentar a irritação…

        • Ana Guerreiro Pereira on 02/12/2011 at 20:31

        Ups…. okay, eu não volto à carga 😀 não respondo mais 😀 Mas ainda havia mto mais por onde pegar 😀 Nem vou ler os comentáriosn para não me subir a mostarda aos dedos 😀

        Desculpa… 🙁

  11. Marco,

    Excelente artigo. Não tens de te desculpar pela linguagem. Tenho exactamente a mesma opinião sobre as ditas “asneiras”: é o contexto que as torna insultuosas, e isso funciona com muitas outras palavras.

    Já agora, se essa história do vinho e da Scarlett Johansson funcionar, por favor diz-nos qual é a marca 😉

    1. Luís, está prometido 🙂

      • Ana Guerreiro Pereira on 02/12/2011 at 21:46
      • Responder

      Exacto. E, Marco e Luís, já sabemos que quando as carapuças servem… pois.

  12. Sabem que se ganha muito dinheiro a explorar a crendice das pessoas…

    No nosso (das pessoas fora da comunidade cientifica) dia a dia não nos encontramos com cientistas ou grandes apreciadores do conhecimento, encontramo-nos com pessoas que acreditam em deus, que têm uma fé qualquer numa entidade superior.
    Então o que é que passa com mais fluidez, é exactamente estas ideias mais de acordo com o que as pessoas acreditam.
    Eu acho que o homem gosta mais de acreditar no que é criado pelo homem. Nesta coisa de que é um ser marcado para uma missão especial.
    Eu lembro-me que, quando me comecei a questionar sobre a existência de deus, pensei que é estranho eu ter dificuldade em acreditar e toda a gente à minha volta e a grande maioria das pessoas não ter dúvida que existe e que controla a vida do Universo. Sou eu que estou bem ou são os outros? A maioria tem muita força e se uma pessoa não tem capacidade de se mover por si, acaba por ser engolida pela maioria.
    “Com um pouco de agilidade mental e algumas leituras em segunda mão, qualquer homem encontra as provas daquilo em que quer acreditar.” – li esta frase não sei onde.
    E há imensa gente que não lê um livro, que não vê um documentário, só tem 4 canais de televisão e o tempo dedicado ao conhecimento pelos 4 canais é muito reduzido.
    Imensa gente!!!
    E estes pseudos, como lhes chamam, vão de encontro ao que as pessoas procuram e extraem-lhes todo o dinheiro que podem. Não nos podemos esquecer que quando procuram estas pessoas, as pessoas estão doentes, estão fragilizadas. Quanto maior e mais fantástica for a promessa, melhor! Muita emoção!
    E depois até aparecem na televisão, como é que podem ser postos em causa? Não há sentido crítico suficiente para ver tudo aquilo como um espectáculo de variedades que é um programa daqueles porque são pessoas que vão ali mostrar a sua realidade, “a miserável sorte que deus me reservou”… Quem vê este tipo de programas não questiona nada, quer tudo sem nenhum esforço intelectual. Passatempo mais simples que palavras cruzadas ou ver as diferenças. E se a pessoa poder ser curada por um milagre, porquê recorrer à medicina convencional. tendo que ir fazer exames, saber a real realidade do corpo que está doente e é mortal… é bom é cuidar da imortalidade do espírito…
    Eu sou técnica auxiliar de fisioterapia, trabalho em massagem manual e sinto que as pessoas procuram poderes especiais e coisas no género. Quando lhes explico cientificamente o que acontece, ficam desiludidas. Também utilizo o som, faço massagem de som, mas como não prometo nenhuma história fantástica de cura milagrosa, o pessoal fica desorientado e tantas vezes desconfiado, pois não sabem que o simples relaxamento é uma terapia muito eficaz.

    Marco, o que é que estavas a fazer com a televisão ligada nessa frequência Fátima? eh eh eh

    1. Excelente comentário 😉

        • Ana GP on 02/12/2011 at 12:19

        As Anas Margaridas são as maióres!!!! 😀

        (Ana M, eu tb sou Ana M :D)

    2. Ana, tropecei na Fátima e no sacerdote-vidente-curador e fiquei por ali, de boca aberta…

      • Ana Guerreiro Pereira on 02/12/2011 at 21:45
      • Responder

      Ana M, eu tenho agora uma turma de Massagistas 😀 e uma das formas q tenho de lhes fazer ver q o q farão será especial é explicando (tento sempre dar entusiasmo ao meu monólogo – não sou monocórdica, represento um pouco um papel para captar atenção :D) que a pele está recheada de sensores e que estimular esses sensores nos dá uma sensação de bem estar indescritivel. Tb já lhes mostrei um documentário sobre a pele em que se incluia um excerto de uma experiencia de massagens em bebés prematuros e onde se explicava que a massagem não só fazia os bebés irem para casa mais cedo e recuperarem mais depressa, como tb tinham um efeito anti-depressivo na pessoa que fazia essas massagens. Nessa experiência os massagistas eram idosos que viviam sozinhos e estavam depressivos. Os resultados foram espectaculares. E o pessoal ficou maravilhado com isto. E eu pico-os e motivo-os por aí, relembro-os que somos animais sociais, com a pele recoberta de sensores que são estimulos poderosos e que nos fazem sentir bem – e que se nos sentimos bem, temos qualidade de vida, somos felizes e podemos ver pequenos milagres apenas por mudarmos a forma como vemos as coisas. Ou seja, digo-lhes que a realidade é bem mais mágica e entusiasmante que a fantasia 😀 às vezes o truque está na forma como transmitimos as coisas – se formos enfáticos, animados e falarmos com paixão e energia, isso passa para as pessoas 😀 no meu caso, e usando a ciência, mostro-lhes como eles, com uma simples massagem, vão fazer tanto pelo bem estar das pessoas e explico-lhes o poder psicológico de nos sentirmos acarinhados. Geralmente isso acaba com toda a gente a abraçar toda a gente 😀

      1. Hey pá… tenho que ir às tuas aulas!!!! 😀

      2. Pois… “a realidade é bem mais mágica”
        Não sei porque é que estão sempre a fugir da realidade (ou sei)…
        mas é porque não estão a vê-la da perspectiva mais favorável…
        🙂

      3. Também tenho que ir assistir a essas aulas para o copipastar e linkar… 🙂

        • Ana Guerreiro Pereira on 04/12/2011 at 18:45

        LOOOOL, Carlos, para depois começares a dizer “isso é uma falácia!”, “isso é uma red herring”! a toda a gente???? jasuuuuuz, metias a turma em lágrimas 😀 LOOOOOOOOL

        bem, tb canto, danço, salto, subo para cima de cadeiras, e como sou trapalhona estou sempre a tropeçar e a deixar cair coisas… 😀 ahahahaha

        e pelos vistos tb faço um barulho engraçado a escrever no quadro branco… 😛

        • Ana Guerreiro Pereira on 04/12/2011 at 18:46

        LOOL, Ana M, é um nivel mto básico 😀 provavelmente aborrecias-te 😛 😀

  13. No meu blogue, tive que escrever um post adicional depois de receber três emails insultuosos de pseudos devido a este artigo aqui em cima.

    Desculpem-me as asneiras que encontrarão nesse post, mas não rejeito nenhuma forma de comunicação. Sempre tive a opinião de que uma palavra se transforma em asneira apenas quando o contexto em que é escrita ou dita é, em si, obsceno. Penso que todos conhecemos políticos extremamente educados que só dizem caralhadas e gente muito asneirenta que costuma dizer coisas bem acertadas.

    Este é o post que fui obrigado a escrever:
    http://www.bitaites.org/porreiro-pa/uma-adenda-ortografica-ao-post-da-fatima/

    Creio que este post é elucidativo quanto ao tempo que estarei disposto a dar a eventuais defensores das teorias pseudo que venham chatear-me. Não tenho a pachorra do Carlos.

    Sugiro a essa gente que se dedique à agricultura interplanetária e vá plantar rabanetes nos canais de Marte.

    1. Gostei especialmente da última frase 🙂

      “A Astronomia revela-nos mundos tão maravilhosos que sinto pena de quem prefere as trevas da superstição à luz das estrelas.”
      😀

      E gostei de um dos comentários lá de um Pedro:
      “Um ditado já antigo, é que “não se devem dar pérolas a porcos…”.
      Por muito que se fale às pessoas, estas só ouvem aquilo que querem ouvir…. Por muito que se trabalhe e se tente evoluir de forma educacional, a mãe natureza faz sempre questão de chamar alguns filhos ao seu estado mais primitivo…”

      Excelente 😉

        • Ana GP on 02/12/2011 at 12:22

        Eu gostei foi dum que o astro teve aqui num post de astrologia, em que alguém disse q a astrologia abria a mente ao universo…a minha imagem mental foi a de um cérebro a esvaziar-se pro espaço 😛

        bem, volto mais tarde, tenho de ir 😉 eu sei q parece q não, mas trabalho LOL

        • Pedro on 02/12/2011 at 16:54

        Esse Pedro, sou Eu…. 😛
        Também costumo comentar aqui… 🙂
        Este foi o meu ultimo comentário:
        http://www.astropt.org/2011/11/07/materia-organica-complexa-e-encontrada-em-abundancia-no-espaco/
        😉

        Saudações cósmicas…. 🙂

      1. ahhhh boa 🙂

        Pelos vistos, és pródigo em comentários excelentes 🙂

    2. Gostei do comentário do João F. neste post no Bitaites, que a dada altura diz:

      “(…) é vergonhosa a utilização dos meios de comunicação social na promoção destes vigaristas (alguns serão até uns inocentes vigaristas). Esta conversa levar-nos-ia a outra discussão sobre o papel que deveriam ter os media na promoção de conhecimento, ao invés de fornecer carradas de lixo. Uns argumentam que as TVs devem dar o que os espectadores querem ver/ouvir. Eu digo que se não se mostrarem as outras coisas, outros pontos de vista, outras formas de ver o mundo, as pessoas só vão querer o que conhecem, isto é, quase nada. (…)”

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