Em busca da estrela perdida

Já lã vão 20 anos desde que o Público fez este destaque sobre a estrela de Belém. Nunca mais voltaram ao tema, mas na altura participei nisto com um artigo. Estive agora a rever o artigo e a pensar que o mistério pode não ser mistério nenhum. Na minha opinião, o relato bíblico sobre esta história é inventado e não é baseado em nenhum fenómeno real. Mas na próxima terça-feira lá estarei para discutir o assunto.

7 comentários

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  1. Não houve “estrela” nenhuma.

    http://www.astropt.org/2009/12/25/natal-a-25-com-estrela/

    “Naqueles tempos, o nascimento de reis e pessoas importantes tinham sempre uma estrela (anjos) a anunciar a sua chegada ao mundo.
    Logo, é natural que esta história tenha sido incluída para incutir importância a Jesus.
    O mesmo era feito periodicamente para o nascimento de pessoas que se considerava serem importantes. Mas eram só estórias, sem qualquer “estrela especial” no céu.”

    abraços

    1. “Naqueles tempos, o nascimento de reis e pessoas importantes tinham sempre uma estrela (anjos) a anunciar a sua chegada ao mundo.”

      Sim, faz sentido. É uma ótima explicação para o fenômeno “Estrela de Belém” 🙂

      Entretanto, discordarei – de modo respeitoso, evidente -, acerca de dois pontos que li no artigo “Natal a 25 com estrela”…

      … e concordo plenamente com o restante do referido post: apesar de ser católico praticante, tenho a consciência de que, muito provavelmente, Cristo não tenha nascido em dezembro (devido às diferenças entre o calendário vigente na Palestina da época e o gregoriano) retirando os “holofortes” de uma festividade pagã para uma festividade cristã 😉

      O primeiro ponto se refere à essa passagem: “Hórus: deus Egípcio (mais de 1000 anos anterior a Cristo) que significa o Sol, a Luz, o Salvador, o Cordeiro de Deus, o Bom Pastor, o que vem do Céu, a Verdade, e o Bem. Fazia parte de uma Trindade egípcia. Nasceu a 25 de Dezembro da virgem Isis-Mari. Teve uma estrela no Este a marcar o seu nascimento. 3 Reis prestaram-lhe honras no nascimento. Foi baptizado aos 30 anos de idade. Teve 12 alunos, com os quais viajava e fazia milagres (tal como curar pessoas e andar sobre a água). Foi traído por Typhon, e depois cruxificado. Foi enterrado e ressuscitou ao 3º dia.”

      Não existe nenhuma fonte egípcia que retrata essas características atribuídas a Hórus. Segundo um colega licenciado em História, Hórus também não é o Deus-Sol e sim outra figura mítica denominada “Rá”. Hórus, de acordo com a cultura egípcia, não morreu e tampouco foi crucificado: não existia crucificação no tempo do Egito antigo. Essa falsa ideia foi disseminada pelo documentário “Zeitgeist”. O calendário egípcio também não tinha o último mês do calendário gregoriano. Portanto, mesmo com as devidas adaptações, provavelmente, Hórus e Cristo não tiveram uma mesma data de nascimento.

      O segundo ponto se refere, por sua vez, à seguinte passagem: “Mithra: o deus Persa Mithra, que também foi adorado na ÍÍndia, e até em Roma até ao século III, era chamado o Sol da Virtude e Sol Vencedor, e representava o bem e a luz. Os Romanos comemoravam o seu nascimento (“o Nascimento do Invicto”) na madrugada de 24 de Dezembro para 25 de Dezembro, sendo que o seu dia era a 25 de Dezembro. Além de também ter nascido de uma virgem, de ter 12 discípulos, de ter ressuscitado, etc.”

      Assim como a história de Hórus, carece de fontes antigas as afirmativas acerca de Mitra.

      Abraços.

      1. Tem toda a razão.

        Parte disto é baseado no Zeitgeist. Mas que eu tenha conhecimento, esse documentário tem fontes dúbias, se é que as tem (porque ele não as dá).

    • Ricardo Andre on 09/01/2012 at 01:14
    • Responder

    Já não sei onde foi que li que a melhor explicação para a estrela de Belém era um cometa, e muito possivelmente o cometa Halley.

  2. Alguns fazem associações de alguns fatos narrados no Novo Testamento da vida de Cristo com personagens da antiguidade – tais como Hórus, Mitra, etc.

    Dentre algumas associações de determinados acontecimentos, está o fenômeno” da estrela de Belém. Entretanto, não existe nenhuma fonte das civilizações antigas, repassadas por historiadores sérios, de que fatos históricos associados à vida de Cristo tenham sido, sobremaneira, semelhantes.

    Na minha opinião, evidentemente, esse acontecimento narrado no Novo Testamento permanece um mistério – que pode muito bem ser explicado, com a continuação de estudos mais aprofundados – à luz da ciência.

    • Sílvia Ferreira on 08/01/2012 at 20:15
    • Responder

    Eu lá estarei para te ouvir…

  3. Já ouvi dizer que a estrela de Belém, não me lembro onde vi, poderia ser Júpiter, que na altura por qualquer razão (não me lembro bem) estaria mais brilhante.

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