IBEX vislumbra material interestelar

A grande bolha magnética rodeia o nosso Sistema Solar, à medida que se move com a galáxia. O Sol liberta partículas que viajam até a uma fronteira e colidem com o material que preenche o resto da galáxia, é um limite complexo chamado de heliosfera. Do outro lado da fronteira, há partículas eletricamente carregadas vindas do sopro do vento galáctico (material circundante),  mas são impedidas pela helioesfera de entrar no Sistema Solar. Contudo, as partículas neutras entram através da fronteira como se não existisse, continuando a viajar 1,2×1010 km, durante 30 anos, até serem atraídas pela gravidade do Sol, extinguindo-as.

É aqui que entra o  Interstellar Boundary Explorer (IBEX), da NASA, que se encontra à espera destas partículas. Esta sonda espacial mede metodicamente estas amostras, “varrendo” o céu inteiro uma vez por ano. O IBEX contou os átomos em 2009 e 2010, conseguindo vislumbrar o melhor e mais completo material vindo de fora do nosso próprio sistema.

Os resultados? É um ambiente estranho lá fora: o material de que é feito o vento galáctico não parece ser o mesmo do nosso Sistema Solar.

Mais do que apenas ajudar a determinar a distribuição dos elementos no vento galáctico, essas novas medidas dão pistas sobre como e onde o nosso Sistema Solar se formou, as forças que fisicamente formam o nosso sistema solar, e até mesmo a história de outras estrelas na Via Láctea.

Numa série de trabalhos científicos que aparecem no Jornal de Astrofísica em 31 de janeiro de 2012, os cientistas referem que para cada 20 átomos de néon no vento galáctico, existem 74 átomos de oxigénio. No nosso próprio sistema solar, no entanto, para cada 20 átomos de néon existem 111 átomos de oxigénio. Assim, existe mais oxigénio em qualquer determinada fatia do sistema solar do que no espaço interestelar local.

Fonte: NASA

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