Após 52 anos, o Paradoxo de Fermi Continua sem Solução…

Reza a lenda que, nos idos de 1952, o notável físico italiano, Enrico Fermi – descobridor da fissão nuclear, conhecido na comunidade científica por suas contribuições no campo da Mecânica Estatística, Física Quântica e Física das Partículas, e ganhador do Nobel de Física de 1938, pela sua enorme contribuição no campo da Física Nuclear – estava indo almoçar com alguns de seus pares, dentre eles o “Pai da Bomba H”, o físico húngaro Edward Teller. Durante a caminhada até o refeitório do Laboratório Nacional de Los Alamos, do qual chefiava, teria iniciado, dentre os mesmos, uma calorosa discussão acerca de uma onda de avistamentos de objetos voadores não identificados na época.

E aí, Dr. Fermi? Já soube da última divulgada na internet? Meu filho, mas
será possível?
Não vê que estou ocupado?

Chegaram ao local do almoço. A conversa a essa altura do campeonato já tinha mudado. Porém, como os cientistas são uns verdadeiros ratos da inquietude, com pouca tendência à superficialidade, mas possuidores de ceticismo prudente (expressão minha), logo o papo voltou a ser aquele sobre OVNIS, etc.

 Quando o assunto ficou mais aprofundado, Fermi soltou essa frase que deu origem ao Paradoxo que leva seu nome:

Sim, mas onde eles estão?

 Uma das testemunhas afirma que o físico nuclear Szilard teria dito:

 “Eles já estão aqui. Só que chamam a si mesmos de húngaros”.

 Rapidamente, Fermi pegou uma caneta e um papel (era famoso dentre os seus por realizar estimativas concretas, mesmo tendo em mãos o mínimo de dados) e começou a esboçar uma série de cálculos (coisa que pseudocientistas ou aqueles que afirmam que “ensinaram ciência a si próprios” têm preguiça de fazer: complexas demonstrações algébricas ao público. Ao invés disso, gastam minutos de suas palestras enaltecendo seus próprios egos afirmando que algumas de suas perguntas deixaram alguns cientistas perturbados, quiçá sem palavras. Como provavelmente deve ter saído alguma baboseira sem sentido da boca de tais pessoas, não é de se admirar terem deixado os cientistas visivelmente “perturbados”). Sabe-se lá Deus que cálculos eram esses. Rapidamente, Fermi chegou à conclusão de que os ETs deveriam então ter-nos visitado e com bastante frequência tempos atrás. Entretanto, não é isso que vemos e nem que sabemos concretamente – a considerar todas as falsas evidências. Principalmente aquelas que são desmascaradas tempos mais tarde.

Rufem os tambores, senhoras e senhores!!! Sim eles existem! Querem saber quantas civilizações podemos detectar? Pois bem, resolvam estas duas integrais não imediatas. Permitam-me ajudá-los: 1) Considere N(r) como sendo o número de civilizações que podem ser vistas em um raio r e considere Rg o raio da nossa galáxia; 2) O termo da 1º integral se refere às civilizações da Via Láctea e a 2º integral se refere às civilizações que estão fora desta; 3) Derive corretamente os termos das integrais para poder substituir os limites de integração; 4) Determine a expressão de N(r); e 5) Uma das integrais é maior que a outra. Mas qual delas? Por que não podemos determinar qual (delas) é maior? Acerte esta última pergunta e estará rico, famoso e chovendo patrocínio em seu site, Instituto, etc. Fácil, não?

Game Over

Bem, dentre as implicações do Paradoxo de Fermi, destaco estas como as mais importantes:

1) Base plausível

i) Tanto a dimensão quanto a idade do nosso Universo sugerem que existe vida alienígena e potencialmente inteligente; e ii) A falta de evidências observacionais concretas e mais ainda, reais, afim de dar suporte ao item i). O aspecto i) do paradoxo é uma função dos números brutos (que conhecemos até então) envolvidos: há cerca de 100 bilhões de estrelas na Via Láctea e 70 sextilhões no universo visível. Mesmo que a vida inteligente ocorra somente em uma percentagem ínfima dos planetas em torno destas estrelas, ainda pode haver um grande número de civilizações existentes na Via Láctea. Este argumento também assume a mediocridade-princípio, que afirma que a Terra não é especial, mas apenas um planeta típico, sujeito às mesmas leis, efeitos e resultados prováveis como qualquer outro planeta. O segundo pilar do paradoxo de Fermi é uma réplica ao denominado “argumento de escala”: a capacidade da chamada “vida inteligente” para superar sua escassez e a tendência para colonizar novos habitats. Parece bastante provável que qualquer civilização avançada teria que buscar novos recursos e colonizar primeiramente seu próprio sistema solar e então, posteriormente, sistemas solares vizinhos (Sagan se refere a isso como um custo muito dispendioso para colonizar planetas em outros sistemas solares. Já previndo as críticas, acredito eu que “dispendioso” neste caso não significa necessariamente civilizações dependentes de fatores econômicos, mas sim pode estar tratando-se do próprio tempo para colonizar uma galáxia, por exemplo – tal com defendeu o astrônomo Michael Hart). Uma vez que existe nenhuma evidência conclusiva ou certificável na Terra ou em outros lugares do universo conhecido de outra vida inteligente depois de 13,7 bilhões de anos da história do universo, pode-se supor que a vida inteligente é rara ou que nossas suposições sobre o comportamento geral das espécies inteligentes são falhas.

Tá olhando o quê, humano?

2) Soluções baseadas no Modelo Empírico

Uma maneira contundente de resolver o Paradoxo de Fermi seria encontrar evidências conclusivas de inteligência extraterrestre. Esforços para encontrar tais evidências têm sido feitos desde os anos 60, e várias estão em curso a partir desta década. Como ainda não podemos realizar viagens interestelares, tais pesquisas estão sendo realizadas remotamente a grandes distâncias e confiança na análise de provas superficiais. Isso limita possíveis descobertas para as civilizações que alteram seu ambiente em uma forma detectável, ou produzir efeitos que são observáveis à distância, tais como as emissões de rádio. É muito improvável que civilizações não tecnológicas serão detectáveis a partir da Terra no futuro próximo. Ou seja, não poderemos detectar possíveis formas primitivas de raças alienígenas. Uma dificuldade na busca é evitar justamente um ponto de vista de que somos a única forma de vida inteligente no universo observável. Poderíamos focar na busca de novas evidências de vida extraterrestre. Alienígenas inteligentes poderiam evitar evidências “naturais”, ou elaborar “evidências” completamente desconhecidas para que não fossem detectadas pelos seres humanos.

Xiiii… os humanos nos acharam. Apaguem essa luz, apaguem essa luz!!!!

3) Detectar emissões de rádio

Tecnologia de rádio e a capacidade de construir um telescópio de rádio são presumidamente um avanço natural para espécies dotadas de tecnologia, criando efeitos, teoricamente, que podem ser detectados ao longo do espaço interestelar. Observadores sensíveis do sistema solar, por exemplo, notariam ondas de rádio invulgarmente intensas para uma estrela do tipo G2 (na classificação estelar), devido às transmissões e telecomunicações oriundas da Terra. Sem uma causa natural aparente, observadores alienígenas poderia deduzir que existe civilização terrestre. A busca por emissões de ondas de rádio provenientes do espaço a partir de sinais não naturais pode revelar a existência de outras civilizações. Estes sinais podem ser acidentais de uma civilização ou tentativas deliberadas de comunicação com outros seres inteligentes. Centenas de astrônomos de alguns Institutos e Observatórios Espaciais tentaram e estão tentando detectar tal evidência – sendo o Instituto SETI o mais expoente no assunto.

Entretanto, ao longo dos anos, a busca por emissões de rádio incomuns não revelaram, em potencial e contínuo, quaisquer sinais de vida inteligente no Universo. O famoso sinal “Wow”, captado em 1977, só foi detectado uma única vez. O radiotelescópio The Big Ear só retorna àquela região do espaço a cada 72 segundos, não tendo encontrado mais nada quando tentaram captar novamente algum sinal vindo daquela região – dizem as más línguas que sim, eles ouviram umas risadinhas daqueles etezinhos safados. Existem astrônomos que defendem a ideia de que nós perdemos emissões de rádio utilizando técnicas de busca atuais.

4) Poucas civilizações de fato existem

Uma explicação é que a civilização humana está sozinha (ou quase) na galáxia. Várias teorias ao longo destas linhas têm sido debatidas sob esse âmbito, explicando por que a vida inteligente pode ser muito rara, ou muito curta (ver Teoria da Terra rara aqui)

 5) A vida inteligente tende a auto-destruição

Esta é uma das implicações de que não foi possível, até o presente momento, comprovar a existência de vida fora da Terra visto que civilizações tecnológicas podem normalmente ou, invariavelmente, destruir-se antes ou logo após certo grau de desenvolvimento. Os meios possíveis de aniquilação incluem: guerra nuclear, biológica ou contaminação acidental, catástrofes nanotecnológicas, experimentos de alta energia, super inteligência mal-programada, ou uma catástrofe de acordo com as ideias de Thomas Malthus – após a deterioração da ecosfera de um planeta. De fato, há probabilidade que sugere que a extinção humana pode ocorrer mais cedo do que mais tarde. Sagan e Shklovskii sugeriram que as civilizações tecnológicas tendem a destruir-se em até um século após desenvolverem capacidade de comunicação interestelar ou, por sua vez, dominar suas tendências autodestrutivas e sobreviver por bilhões de anos. A auto-aniquilação também pode ser vista pelas Leis da Termodinâmica: na medida em que a vida é um sistema ordenado que possa sustentar-se contra a tendência à desordem; a fase de “transmissão externa” ou interestelar comunicativa pode ser o ponto em que o sistema se torna instável e se autodestrói.

 Prof. Girafales: “Como eu ia dizendo, a Termodinâmica é a parte da Física…”

6) Civilizações mais inteligentes tendem a destruir outras menos inteligentes quando postas em contato

Outro atenuante é que uma espécie inteligente superior destruiria outras com menores recursos técnicos, como ensina a Pré-História. Uma espécie pode realizar tais extermínios por motivos puramente expansionistas, paranóias coletivas ou combates diretos. Na década de 80, Edward Harrison, afirmou que tal comportamento seria um ato até de prudência: uma espécie inteligente que porventura superou sua própria tendência autodestrutiva pode visualizar quaisquer espécies em expansão galáctica como um tipo de “vírus”. Também tem sido sugerido que uma espécie alienígena de sucesso seria um superpredador, como é o nosso caso (Homo Sapiens Sapiens). Entretanto, esta hipótese requer que pelo menos uma civilização tenha surgido no passado e a primeira civilização não teria enfrentado este problema. Sob tal aspecto, mesmo que uma civilização que criou tais máquinas desaparecesse, as sondas podem “viver” mais que seus criadores, destruindo civilizações por um longo tempo. Se for verdade, este argumento reduz o número de civilizações visíveis de duas maneiras – por destruir algumas civilizações, e forçando outras a permanecerem em silêncio, sob o medo da descoberta (em outras palavras, eles optam por não interagir conosco 😉 ) para que não víssemos nenhum sinal deles.

“Ôôô Cristóvão Colombus Xc12, tem certeza que esse é o caminho para se chegar a Kepler 22b?”

7) Eles existem, porém não vemos as evidências

Mesmo que hajam civilizações extraterrestres, existe um fator importante a ser considerado: as grandes distâncias astronômicas, que evitariam qualquer comunicação interestelar. Se duas civilizações encontram-se separadas por milhares de anos-luz é bastante provável que uma ou ambas possam ser extintas antes que um diálogo significativo possa ser formalizado. Poderíamos até detectar a sua existência, mas a comunicação mútua continuará a ser impossível por causa da distância. Outro argumento, deveras interessante, diga-se de passagem, é que existem outras civilizações transmitindo algum tipo de sinal e/ou explorando, todavia seus sinais e sondas simplesmente ainda não chegaram. No entanto, céticos conscientes têm notado que isso é improvável, uma vez que requer que estejamos em um ponto bastante especial no tempo, quando a galáxia está em transição de vazia para cheia. Ainda estamos em uma pequena fração do tempo de vida de uma galáxia.

Bem, para ler mais sobre este e temas correlatados, clique aqui.

 

(…)

 

Passados 52 anos do surgimento do Paradoxo de Fermi, as dúvidas ainda persistem: o quanto avançamos tecnologicamente acerca do descobrimento de vida inteligente? Em qual região eles estão? Melhor dizendo, em quais regiões eles estão? Conseguimos obter tecnologia suficiente para detectá-los? Será possível que (eles) estejam a abduzir-nos na calada da noite, procurando compreender uma forma de vida que ainda possui costumes e reprodução primitivos?

Estes são os argumentos daqueles que, além de formação, intelectualidade, razoabilidade, competência e recursos econômicos na área – não ficando defronte a um computador e/ou notebook, se utilizando de informações repassadas em um meio criado pelos próprios cientistas que alguns ainda têm o cinismo de criticar. Os cientistas preocupados com este tema – onde a cada noite renasce a esperança de pôr um fim àquela dúvida que tanto inquieta o homem, desde que o mesmo começou a olhar para o céu sem endeusá-lo – são um dos maiores entusiastas da crença de que não estamos sós neste vasto Universo.

Até o início do ano passado, o SETI, expoente da busca por sinais extraterrestres, foi forçado a ficar em estado de hibernação devido à falta de financiamento. Parece piada, mas não é.

Evidentemente, algumas mentes brilhantes, que julgam, nas entrelinhas, enxergarem mais que os Observatórios Astronômicos; que julgam saber mais que aqueles que todas as noites estão a apontar os telescópios para o espaço sideral ou que julgam serem mais espertos porque ficaram até a alta madrugada navegando em sítios pseudos; e que se baseiam em fotos e vídeos fakes, em sua maioria, logo imaginarão a seguinte situação: “foram os [inserir aqui sua agência secreta predileta] que os forçaram a fecharem suas portas, já que sabem que existem ets por aí”. Infelizmente, a realidade é pior do que ter homens-de-preto batendo às portas do seu Instituto: isso se chama falta de recursos financeiros. O mesmo problema que tira-o-sono de um pai de 5 filhos que tem que dar de comer à sua família.

Em 2008, Ragbir Bhathal, membro do SETI, recebeu um sinal potencialmente inteligente oriundo do Sistema Gliese 581 – pasmem! um ano antes dos astrônomos descobrirem esse mesmo Sistema.

A representação gráfica desse sinal está na imagem abaixo:

Sejamos realistas: essa evidência é muito mais credível que esta (clique aqui), não acham?

Mesmo com a diminuição de recursos já no referido ano, acham que o Dr. Bhathal saiu na época afirmando que encontrou etzinhos verdes dando tchau pra nós em Gliese 581? Não seria plausível, até mesmo para atrair investidores, que esse cidadão saísse bradando aos 4 cantos de que finalmente foi encontrada vida inteligente?

Felizmente, esse senhor utilizou a racionalidade, não pelo fato de não sair afirmando que era, enfim, um sinal alienígena, mas sim porque sabe que existem inúmeras hipóteses para a origem desse sinal. Isso se chama inicialmente de senso científico.

Acerca desse assunto, o mesmo afirmou: “Foi olhando para um desses objetos que achei o sinal. Encontramos um pulso muito longo, do tipo que emitiria um laser, que é exatamente o tipo de coisa que estamos procurando”.

Seth Shostak, astrônomo-sênior do SETI é outro entusiasta da ideia de seres extraterrestres:

Há uma boa chance de haver vida lá fora. Se eu não acreditasse nisso, atravessaria a rua e dobraria meu salário trabalhando para alguma dessas firmas tecnológicas”.

Mas como nem tudo são flores…

Será um desafio ano a ano para conseguir dinheiro para manter o conjunto. Mas temos outros fundos a caminho, como um trabalho que faremos para a Força Aérea. Estamos procurando outros contratos como este”, afirma Tom Pierson, diretor-administrativo do SETI.

E continua:

Procuramos por evidências de vida no espaço profundo. Não examinamos cadáveres de aliens ou sei lá o quê. Por causa da curiosidade natural, estaríamos interessados se fosse uma evidência real. Mas nunca apareceu nada concreto”.

Pra finalizar, eis uma bela amostra do quanto alguns governos estão interessados em silenciar esse povo que tenta encontrar seres de outros planetas:

As pessoas acreditam muito em conspirações, de que o governo fecharia tudo e manteria segredo. O governo mostrou algum interesse em 1997? Nada! A única pessoa que nos ligou foi um jornalista”, afirmou Seth.

Sim, claro. Ele está mentindo…………………………. not!

I’ll be back, SETI.

Agora, vamos às outras “evidências” (existem outras das mais diversas naturezas):

Clique aqui

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Pontos fundamentais a serem destacados:

1 – Todas essas “evidências”, assim como milhares de outras, têm se mostrado fracas, confirmado com o passar do tempo como sendo manipulações computacionais;

2 – Acerca de avistamentos de frotas de UFO’s em grandes cidades é notório perceber que estas naves só são vistas por pessoas que estão com câmeras-a-mão; sendo que não é visto por mais ninguém. Não se vê multidões observando o fenômeno. Não se vê pânico generalizado. Não se vê provas contundentes. Será que um acontecimento tão importante desses passa despercebido pela maioria das pessoas?; e

3 – Mesmo eliminando todas as hipóteses plausíveis – aeronaves secretas militares em pleno teste; fenômenos químicos; etc – já foi pensado na possibilidade destas supostas naves alienígenas serem enviadas, mas não serem tripuladas? – ao ponto de surgir uma corrente de pessoas que, vendo tamanha quantidade de vídeos, depoimentos, fotos falsas e ausência de evidências sólidas, começarem a acreditar que estas supostas naves sejam parte do projeto Blue Beam

Ao contrário do que a maioria das pessoas pode pensar, Fermi, Sagan, Seth, deGrasse, Bhathal, Hawking e tantos outros que se dedicaram e dedicam suas vidas à ciência, acreditam na existência de vida extraterrestre tanto quanto nós.

Sim, são pessoas do nível do Sagan, do Morrison e outros, que constroem e fazem o mundo – e não um cidadão (ãos/ãs) que sai (em) acreditando em tudo que é disparate dito na internet.

São pessoas ditas (de modo sarcástico, pejorativo e beirando o ridículo, diga-se de passagem) “doutores, com seus preciosos pedaços de papel” que descobriram e elaboraram as Leis Físicas e Postulados da Ciência que ajudam a compreender um pouco mais o meio que vivemos; que inventaram os meios-de-transporte que ajudam os senhores a se locomoverem de um lado-pro-outro; que inventaram os computadores, que os senhores utilizam para criticar os [inserir aqui a ofensa]; que criaram a telefonia, tanto fixa quanto móvel, que os senhores utilizam para passarem horas e horas a fio com alguém que está a centenas de quilômetros; que criaram as vacinas, que ajudaram a prevenir os senhores da paralisia infantil, do sarampo e da hepatite B, na época em que vossas senhorias sequer sabiam cuidar de si mesmos; que inventaram a geladeira, que auxilia os senhores no armazenamento e conservação do seu alimento diário. E muitas outras invenções (ou aperfeiçoamentos) ao longo dos séculos.

São “doutores”, com seus ridículos pedaços-de-papel, que ajudam a você, a mim e a todos nós a termos uma vida mais confortável e menos infeliz.

 

Pseudos:
Lavem seus dedos sujos antes de criticarem, de modo cínico e zombeteiro, aqueles que mudaram e estão até hoje a mudar esse planeta ingrato que você vive.

E sobre os extraterrestres e suas naves que piscam mais que o trenó de Papai Noel, existe um pensamento que é peculiar aos ditos por outros como sendo “céticos”:

Ver aqui

Esse é o espírito daqueles que fazem parte da ciência e de todo o mundo racional:

 

Para ler sobre a problemática das emissões de rádio, clique aqui.

 

21 comentários

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  1. O que/como seria uma catástrofe nanotecnológica? ._.

    • Valéria Carvalho Costa on 05/05/2013 at 13:21
    • Responder

    Não sou física nem matemática, mas o assunto sempre me interessou. Gostaria de saber se existem (e se sim, quais) os modelos matemáticos e/ou físicos podem sugerir vida “sem matéria”.

    1. Valéria,

      Desconheço qualquer modelagem matemática que possa sugerir a probabilidade de “vida sem matéria”, em sede de Ciência. Com relação aos parâmetros físicos, nesse assunto em questão, pode estar a se tratar de traços físicos propriamente ditos. Envolve, também, todo um conceito específico de Química aplicado à Astrobiologia (blocos básicos da Bioquímica sem os quais não pode existir vida – ademais, mesmo tratando-se da bactéria GFAJ-1, que utiliza o As, ainda se trata de matéria).

      Sinceramente, não sei se existe probabilidade de existir seres vivos “sem matéria”.

      Outrossim, penso que o Carlos Oliveira, na qualidade de Astrobiólogo, poderá auxiliar-lhe em seu questionamento, muito melhor que eu. 😉

      Abraços.

    • Renato Romão on 06/02/2012 at 23:13
    • Responder

    Excelente artigo!
    Este vou copiar e passar para o word para colocar nos meus ficheiros sobre o tema.
    Sem dúvida muito bom.

    Grande abraço

    1. Olá Renato,

      Obrigado e fique à vontade.

      😉

      Abraços.

  2. Esse artigo é estupendo. Estava ontem mesmo abrindo uns livros do Sagan coletando informações para um vídeo futuro sobre o assunto.

    Uma dúvida: O paradoxo de Fermi é a mesma coisa que a equação de Drake? Quais seriam as diferenças? A do Fermi é mais elaborada?

    Sobre o SETI, ficou sabendo que suas atividades tinham parado, e agora retornaram? Veja a reportagem do O Globo: http://i.imgur.com/tQxqD.jpg

    Mas será que NECESSARIAMENTE uma civilização passaria pela tecnologia do rádio? Lembro-me de ter lido alguma vez que as ondas de rádio perdem força ao se propagar no espaço, a informação procede?

    Obrigado pela aula Cavalcanti. Deixo aqui a abertura do filme Contato: http://www.youtube.com/watch?v=kNAUR7NQCLA

    🙂

    1. Às ordens, Devanil 😉

      Perdoe-me não ter respondido antes. Estive a resolver alguns assuntos pessoais.

      “Uma dúvida: O paradoxo de Fermi é a mesma coisa que a equação de Drake? Quais seriam as diferenças? A do Fermi é mais elaborada?”

      Relativamente. O Paradoxo de Fermi pode ajudar a estimar os termos contidos na Equação de Drake.

      O Paradoxo de Fermi expôe, em linhas gerais, quais os possíveis fatores, deterministas, que impedem de não haver contato direto com supostas civilizações.

      A equação de Drake, por sua vez, expressa uma equação matemática que estima o número de civilizações alienígenas, na Via Láctea, nas quais podemos ter alguma chance em ter qualquer tipo de contato.

      O problema é estimar, sobremaneira, quais são os valores de todos os termos à direita da Equação de Drake. Como todas as suposições são baseadas em conjecturas, ela não possuem valor numérico algum – mesmo que o Drake tenha fornecido alguns valores 😉 . Outra coisa que se faz notar é que, nesta equação, não vemos a estimativa da probabilidade de supostas civilizações saírem desta galáxia para poderem colonizar outras mais próximas, a saber:

      N = R* x f(p) x n(e) x f(l) x f(i) x f(c) x L , onde:

      N – número estimado de civilizações extraterrestres existentes em nossa galáxia (valor adimensional);

      R* – taxa de formação de estrelas na Via Láctea;

      f(p) (leia-se: “f sub índice p” Note que não se trata de uma função 😉 ) – fração de estrelas da Via Láctea que possuem planetas em sua órbita;

      n(e) (leia-se: “n sub índice e”) – número (médio) de planetas que potencialmente permitem o desenvolvimento de vida por estrela com sistema próprio;

      f(l) (leia-se: “f sub índice l”) – fração de planetas com potencial para vida que realmente desenvolva vida;

      f(i) (leia-se: “f sub índice i”) – fração de planetas que desenvolvem vida inteligente;

      f(c) (leia-se: “f sub índice c”) – fração de planetas que desenvolvem vida inteligente; que demonstram “boa vontade” e procuram meios necessários para estabelecer tal comunicação; e

      L – tempo de vida de tal civilização.

      Portanto, penso que são complementares 😉

      Sobre o SETI, eles não pararam: estavam em estado de “hibernação” por falta de verbas – mas já agora, ao que parece, pelo bem da ciência, esse problema foi sanado 😉

      Com relação ao seu questionamento (muito interessante, diga-se de passagem) a resposta, na minha opinião, é não: uma civilização não teria a necessidade de, obrigatoriamente, passar pelas emissões de rádio. Poderiam muito bem desenvolver um outro tipo de tecnologia (até mesmo inimaginável para nós).

      Com relação à sua última dúvida, sinceramente não sei 🙁 Mas contactarei alguns colegas do ramo da Física que podem dizer-nos algo a respeito 😉

      Espero ter ajudado.

      Abraços 😛

      1. Obrigado Cavalcanti,

        Sobre a informação dos sinais se enfraquecerem, achei esse trecho de um documentário do History Channel: http://www.youtube.com/watch?v=0txSUozsmnY (pelo amor de Sagan, não leia a descrição).

        Estou fazendo um vídeo sobre isso (SETI) e me deparei com essa informação :/

      2. “(…) (pelo amor de Sagan, não leia a descrição).”

        Quando percebi, já era tarde… 😉

        Abraços e obrigado por compartilhar 😉

      3. Já agora, deparei-me com a seguinte frase lá no canal do Youtube compartilhado aqui pelo Devanil:

        “Carl Sagan e outros materialistas/ateus pseudocéticos e inimigos da ciência.”

        Pontos a serem discutidos:

        1- O que vem a ser um pseudocético?; e

        2- Sagan inimigo da ciência???????????

        😛

      4. Sobre os sinais enfraquecerem, sugiro estes dois post:

        http://www.astropt.org/2009/08/09/emissoes-que-escapam/

        http://www.astropt.org/2010/01/27/ets-indetectaveis/

        abraços 😉

      5. Olá,

        Atualizei o artigo colocando o último link afim de possibilitar uma maior visualização sobre o tema 😉

        Abraços.

  3. Não necessariamente, também não existem provas conclusivas que a vida não surgiu na Terra em primeiro lugar.

    * Na verdade tenho pensado se não seria possível, num único planeta, duas árvores da vida. Duas árvores que tenham evoluído e que uma não tenha aniquilado a outra?
    * Por exemplo, aqui na Terra não se sabe ao certo em que Domínio se encaixam os Vírus. Seria possível eles pertencerem a outra árvore da vida, que não evoluiu muito comparativamente à outra árvore que conhecemos e onde se encaixam o resto dos seres vivos conhecidos?

    PS: Obrigado pela resposta Cavalcanti. E o mais provável é que se vida inteligente existir seja muito diferente da nossa. Basta ver os exemplos dos alfabetos e linguagem terrestres. Uns gravaram hieróglifos na rocha (egípcios, maias…), outros símbolos (latinos, chineses, sumérios, árabes…), os incas tem uma forma de escrita jamais vista (quipos), existem linguagem em que não usam as cordas vocais, mas sim estalitos da língua. Isto tudo no nosso planeta. É díficil de imaginar o que haverá para além deste.

    1. 😉

    2. Filipe,

      Excelente perspicácia 😉 neste trecho que destaco do seu texto:

      “(…) existem linguagem em que não usam as cordas vocais, mas sim estalitos da língua. Isto tudo no nosso planeta. É díficil de imaginar o que haverá para além deste.” 😉

      ———————————

      O campo das suposições, baseadas no bom senso científico, permite-nos supor que as prováveis formas de vida em outros planetas podem ser completamente diferentes da nossa.

      Já agora, recomendo a releitura do artigo do Carlos sobre o tema:

      http://www.astropt.org/2012/01/27/animais-estranhos/

      E um artigo do Ricardo de Castro (ROCA) em seu sítio:

      http://eternosaprendizes.com/2010/12/03/nasa-anuncia-descoberta-sobre-bacterias-extremofilas-que-sobrevivem-usando-o-arsenio-no-lugar-do-fosforo/

      Esse assunto também foi tratado aqui no AstroPT:

      http://www.astropt.org/2010/12/02/nasa-descobre/

      Note que essa questão do Arsênio (As) não traz nenhuma evidência acerca de vida alienígena. Porém, pode-nos fazer supor (ao menos) que as formas desta podem evoluir de maneiras inimagináveis.

      Sou um grande entusiasta da probabilidade de haver formas de vida com alto grau evolutivo nessa vastidão do Universo.

      Porém, não poderia permitir que esse entusiasmo levasse-me a sair por aí afirmando que existe vida inteligente e que os ets estão a visitar a Terra – por falta de provas sólidas.

      Abraços.

  4. Origem da vida!

    1 – Quanto à vida ter origem na Terra, é uma conclusão que está quanto a mim forçadamente implantada, ou seja das diversas experiências que recriando os diferentes ambientes que existiam na Terra nenhuma conseguiu produzir moleculas tipo RNA, ou seja seria seria aceitável e lógicos pensar que a origem da vida se deu fora da Terra!
    Por outro lado existem provas em abundância que a vida se desenvolveu e diferêciou rapidamente na Terra nas mais variadas formas.
    Seguindo esta linha a vida deve ter origem extraterrestre e desenvolve-se em planetas que tenham condições propicias.

    1. Antes do RNA, poderão ter existido PNAs na Terra. Gradualmente, as estruturas mais complexas formaram-se 😉
      http://en.wikipedia.org/wiki/Peptide_nucleic_acid#PNA_world_hypothesis

      abraços!

  5. Isto não é um artigo, é um guia que deveria figurar entre os melhores de todos. Parabéns!

    Tenho é algumas dúvidas:
    Como pode estar à procura de vida inteligente, se ainda não definiram o que é vida e o que é um ser inteligente?

    1. Olá Filipe,

      Obrigado e ótima pergunta.

      Creio eu o Carlos, pela condição de Astrônomo, ser o mais indicado para responder esse questionamento.

      Entretanto, acredito eu que um dos “paliativos” seja pela concepção (talvez até errônea) do nosso próprio conceito de “vida inteligente”- a olhar para nossa própria civilização.

      Alguns estudiosos defendem a ideia de que, se houver vida em outros planetas, esta poderá ser incrivelmente diferente da nossa (tanto em traços biológicos quanto em tecnologia).

      Atualmente, o SETI está a se perguntar da mesma forma – no que se refere à 3º oração da sua última frase 😉

      Abraços.

  6. “i) Tanto a dimensão quanto a idade do nosso Universo sugerem que existe vida alienígena e potencialmente inteligente[…]. O aspecto i) do paradoxo é uma função dos números brutos (que conhecemos até então) envolvidos: há cerca de 100 bilhões de estrelas na Via Láctea e 70 sextilhões no universo visível. Mesmo que a vida inteligente ocorra somente em uma porcentagem ínfima dos planetas em torno destas estrelas, ainda pode haver um grande número de civilizações existentes na Via Láctea. Este argumento também assume a mediocridade-princípio, que afirma que a Terra não é especial, mas apenas um planeta típico, sujeito às mesmas leis, efeitos e resultados prováveis ​​como qualquer outro planeta.”

    Esse argumento não me convence muito. Se essa tal “porcentagem ínfima” for suficientemente pequena, não haverá expectativa de “haver um grande número de civilizações existentes na Via Láctea”. Seja N o número de locais habitáveis na Via Láctea e p a porcentagem, basta que p = 1/N para que a expectativa seja de 1 planeta com civilização na Via Láctea.

    []s,

    Roberto Takata

    1. Olá Roberto,

      Sim e não.

      A estimativa inicial é de que existem aproximadamente 2-4 x 10^11 de estrelas na Via Láctea.

      Se considerarmos 1% (levando-se em consideração a estatística mínima de 2 x 10^11) dessas estrelas como semelhantes ao nosso astro-rei, estar-se-á a falar em 2 x 10^9 de estrelas similares ao Sol. Dentre esse número, se considerarmos 1% dessas estrelas com sistemas similares ao nosso, estamos falando em 2 x 10^7 de estrelas com suas dinâmicas semelhantes ao nosso Sistema Solar. Destes, desconsiderando a quantidade de planetas orbitando suas respectivas estrelas e considerando que existe, no máximo, 1 planeta dentro da zona habitável, está a se falar em aproximadamente 20.000.000 de planetas potencialmente habitáveis dentro da Via Láctea.

      Se formos menos otimistas e levarmos em consideração de que, dentro destes 2 x 10^7 de estrelas semelhantes ao Sol há a probabilidade de 1% de existirem planetas dentro de zonas habitáveis, está a se falar em aproximadamente 200.000 planetas com chances de abrigar vida (ou conter civilizações, se preferir).

      Note que o cerne do problema é: quantos planetas extrassolares, de fato, abrigam vida inteligente?

      Abraços.

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