Cientistas russos ressuscitaram flor com 30 mil anos

Parece uma história saída de Jurassic Park ou de Buck Rogers no Século XXV

“É uma história que faz lembrar o Jurassic Park, sem âmbar nem dinossauros mas com a ajuda de esquilos pré-históricos: os cientistas russos conseguiram fazer crescer uma flor a partir de material vegetal congelado há 30 mil anos que foi guardado em buracos pelos pequenos mamíferos da época. Os resultados da investigação foram publicados agora na Proceedings of the National Academy of Sciences.
(…)
O poder de conservação das plantas é bem conhecido pelos cientistas. As sementes podem germinar passado muito tempo, 2000 anos até, no caso de sementes de palmeiras encontradas numa fortaleza de Masada, perto do Mar Morto, em Israel. Mas os resultados obtidos pela equipa liderada por Svetlana Yashina e David Gilichinsky, da Academia de Ciências Russa, não têm precedentes. “No presente, as plantas da S. stenophylla são os mais antigos organismos multicelulares viáveis”, escreveram os autores no artigo.
A planta que conseguiram regenerar da espécie Silene stenophylla continua a crescer na Sibéria. Mas este material biológico da flor estava escondido num dos 70 buracos de hibernação feitos pelos esquilos que viviam naquela altura, que os cientistas investigaram, no Nordeste da Sibéria.
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Mais excitante, contudo, são as novas possibilidades de regenerar plantas que entretanto se extinguiram, e cujo material se mantém conservado na natureza por um processo semelhante. “Há uma oportunidade de ressuscitar flores que foram extintas da mesma forma que falamos em trazer os mamutes de volta à vida, a ideia parecida com a do Jurassic Park”, disse Robin Probert, do Banco de Sementes Milénio, Reino Unido, citado pela BBC News.”

Leiam o artigo completo, no Público.

Hey, senhores lagartos dominadores da Terra daqui por 30.000 anos – eu também quero ser ressuscitado na vossa altura. Fica o pedido.
😛

6 comentários

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  1. Lagartos?!!!!
    Mas esses, em Portugal, já estão em falência técnica…!!!
    O cenário do Planeta dos Macacos é capaz de ser mais provável !!!!!!!!!!!

    PS: Mais um Fim do Mundo !!!
    http://www.imdb.com/title/tt1707391/

    Abraços

  2. Não poderia ser um risco aos ecossistemas atuais “ressuscitar” uma espécie comum de outros tempos, mas que poderia virar uma “praga” nos nossos?

    1. Não me parece que ressuscitem uma espécie só para a largar neste novo mundo para ela. Quanto muito ficariam em locais controlados e para estudo. Imaginemos um dinossauro, penso que não o deixariam por aí, logo não me parece que façam isso com outro ser.

    2. Filipe, realmente não sabemos o que pensam fazer os que “ressuscitaram” a planta, mas podem querer plantá-la num jardim botânico como espécime a ser mostrada a visitantes curiosos, turistas, etc… e dai para o descontrole da proliferação poderá ser “um pulo” muito fácil. Mais, nem tudo está no controle direto dos pesquisadores, você sabe muito bem como políticos e a grana podem ter mais poder.

      Ninguém quer isso aconteça, mas não querer é uma coisa, tomar as devidas ações preventivas é outra. Por exemplo, já as tomaram enquanto a planta germinava? As reportagens não citaram nenhuma linha em que a germinação e desenvolvimento aconteceram em situações típicas de “quarentena”. Estudariam para valer o efeito dela num ecossistema?

      Lembremos de problemas já acontecidos com plantas transportadas de um ecossistema para outro (as chamadas plantas exóticas) e viraram pragas, o cerrado brasileiro tem vários casos desse tipo, agora imagine uma planta de “outras eras” se sentir em casa, sem agentes naturais limitadores e começar a tomar conta.

    • Renato Romão on 23/02/2012 at 21:28
    • Responder

    “Hey, senhores lagartos dominadores da Terra daqui por 30.000 anos – eu também quero ser ressuscitado na vossa altura. Fica o pedido.”

    Meu caro, nem que seja apenas o cerebro, para colocarem depois numa máquina (cyborg), aonde é que já vi isto antes? 😉 🙂

    Já agora, para os dias de verão em que as moscas e as melgas começam a incomodar, dáva-me jeito umas quantas plantas carnivoras para pôr lá no jardim. Naquelas bem grandes como se vêm em alguns filmes. Pois as plantas actuais do género são pequenas demais. 🙂

    Abaços

  1. […] mas poderá já não estar assim “tão longe” no tempo, como se pode ler aqui e aqui. Parece-me um parque de diversões futurista que, certamente, irá existir daqui a algumas […]

  2. […] rio Anuy, no extremo ocidental da região autónoma de Chukokta, na Rússia. As amostras continham sementes de uma pequena planta siberiana, que os investigadores fizeram germinar após mais de 30 mil anos aprisionadas em sedimentos […]

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