Laser enorme a sair de uma pirâmide Maia?

Hector Siliezar foi com a sua família até Chichen Itza em 2009.
Estava a trovejar imenso nos céus afastados das pirâmides.
Ele tirou uma foto de um laser a sair de uma das pirâmides.
Segundo ele, o raio não aparecia ao vivo, mas apareceu na foto, e, segundo ele, é espectacular.

E é. O raio da foto (duplo significado) é mesmo fantástica!

Claro que o Siliezar ficou maravilhado, e teve razões para isso.
Claro que ele não sabia explicar, e fez bem em mandar a foto para os técnicos.

O problema são os vigaristas!
Só na internet, já existem centenas de milhares de websites a falar sobre isto como se fosse um aviso dos Maias.
E até o Jaime Maussan, no seu programa pseudo (quando me lembro dele no programa dele a mostrar uma foto da ESA, pintada falsamente a azul, a dizer que correm rios em Marte actualmente… enfim), já veio dizer que ninguém sabe explicar isto.

Típico programa vigarista, a vender o mistério, porque sabe que os crentes nestas coisas caem que nem patos.
E há muitos mais crentes do que pessoas a procurar a verdade… infelizmente.
Por isso, é que estes pseudos continuam, porque têm audiências.

De resto, como explicou Jonathon Hill, um técnico de câmeras das sondas em Marte, que trabalha na Universidade do Arizona, este é um erro normal, fruto da câmera do Iphone. Aliás, de 3 imagens praticamente idênticas que o Hector tirou consecutivamente, esse raio só aparece numa, precisamente na altura do relâmpago. É uma distorção da imagem, fruto da luz que está a vir dos relâmpagos mais longe e que estão a saturar essa parte da foto.

Ou seja, a foto é verdadeira. A foto é fantástica. E a foto é incrivelmente “misteriosa”. Parabéns ao Hector que teve uma “sorte danada”.
Mas deve-se procurar as explicações para as coisas, e não acreditar em qualquer vigarista que nos diz que “é um sinal dos deuses”.

18 comentários

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  1. dedicar-se obstinadamente à propor teorias científicas de como um fenômeno ocorreu acaba por ser comparável à obstinação que religiosos tem em propor explicações milagrosas para acontecimentos “misteriosos” do seu meio. não sou religioso, mas sou tão cético que desconfio até mesmo do ceticismo… rsrsrs…

    • Marco Aurélio Carvalho on 01/02/2014 at 18:15
    • Responder

    Um dia estava tentando tirar fotos de raios e relâmpago com o meu Iphone 4. E numa das fotos aconteceu o seguinte: Ao fotografar metade da rua ficou mais iluminada que a outra. Pena que apaguei a foto. Acredito que seja um problema do hardware do iphone. Nesse caso particular uma coincidência apenas. Se observarmos há a figura de um raio ao lado do facho de luz.

  2. Lembro de ter lido um artigo sobre as muitas “distorções”, acidentais e deliberadas, que se podia produzir utilizando máquinas fotográficas antigas. Agora com essas câmeras parcialmente baseadas em novas tecnologias – e que, além disso, utilizam algoritmos para tratar as imagens -, teremos certamente que ir catalogando os novos tipos de “distorções”.

    Lembro ainda da quantidade de novas ilusões de óticas que tenho visto na internet atualmente, o que me faz pensar que ainda estamos catalogando as ilusões criadas por nossa própria mente.

    Por isso, acredito que é muito mais prudente sermos céticos quando as imagens que capturamos são tão espetaculares.

  3. (… comentário editado…)

    do mesmo modo que crentes acreditam cegamente no lado deles, você acredita cegamente em seu lado. Ambos pensamentos são prejudiciais e assumem lados.

    (… comentário editado…)

    que na minha humilde opinião ainda está em falta. Realmente foi algo muito interessante. Um abraço!

    1. O seu comentário não é humilde. Pelo contrário. É totalmente arrogante. E por isso foi editado.

      Este é um local de conhecimento. Ninguém aqui lhe diz que acredita em X ou Y. Aqui faz-se.

      Se você quer saber como se chega às explicações, entre em contacto com o Dr. Hill e com o Hector.
      Aproveite, e vá até ao sítio, espere por uma trovoada (pela minha experiência, há sempre pelo menos uma semana em Novembro que tem mau tempo) e vá tirando fotos consecutivamente.

      E comece a respeitar os especialistas que lhe dão tudo.

      http://www.astropt.org/2014/01/31/a-morte-dos-especialistas/

      http://www.astropt.org/2013/05/02/humildade-vs-arrogancia/

      abraços

    • José Simões on 31/01/2014 at 20:19
    • Responder

    O alinhamento parece-me demasiado perfeito. Voto no photoshop.

    1. Não é uma democracia 😉
      As explicações não dependem do voto de cada um 😉

      abraços!

  4. Adorei a foto, no início pensei que se trata-se de uma montagem e ia esquecer mas quando comecei a ler o post. Adorei. É uma daquelas vezes em que podemos dizer que é sorte (se considerarmos a sorte algo que acontece com poucas probabilidades).

  5. Oh, e eu a pensar q eram almas penadas a fazer uma rave 😛

    (bazinga!)

  6. Projeção de um raio? Tem certeza?

    Eu faço igual (porque tão meticulosamente posicionado e perfeito no degradê) com Photoshop ou Gimp com um simples retângulo com fundo degradê transparente, usando de poucos cliques. É um dos efeitos fáceis de fazer.

  7. Atenção, tive acesso a uma informação confidencial:
    Aquilo que se vê no video, são as almas das centenas de milhar (ou milhões, não existe números exactos!!!) de pessoas que foram mortas, a sangue frio, com as cabeças decepadas a cair pirâmide abaixo, nos rituais Maias…!!! São evidências destas que provam, sem margens para dúvdas, que os Maias eram uma sociedade muito, mas mesmo muito desenvolvida!!!! Que em vez de confiar na tecnologia e ciência, acreditava que com sacrificios humanos podia alterar o seu futuro… se calhar para evitar o ‘Fim do Mundo Maia’ a 21 de Dezembro, temos que começar os Sacrificos!!! Proponho os Políticos como cobaias…!!!

    Abraços

  8. Pelo que percebi… é uma questão de perspectiva, coincidencia.

  9. O problema maior ao meu ver é explicar como essa falha fica exatamente no topo da pirâmide.
    Uma vez que isto seja explicado convincentemente, cessa-se o mistério (eu espero).

    1. É uma boa pergunta, confesso. Ontem eu tinha pensado que seria a zona onde estava o relâmpago, mas isso não justificaria isto. E de facto eu não “sei” responder com certezas absolutas.
      Mas agora que penso nisto novamente, eu sei que há uma aplicação qq para iPhone para fazer HDR (High Dynamic Range) que envolve tirar várias (geralmente 3) fotografias com exposições ligeiramente diferentes que são juntas automaticamente pelo programa..
      Também sei que quando há “blooming” ou seja, uma zona da imagem ficar totalmente sobre-exposta com a carga dos pixeis vizinhos devido ao excesso de luz que ocorreu em parte do sensor. Se a quantidade de luz for muito grande, até mesmo a coluna de pixeis completamente branca. Ora a coluna de pixeis vai de cima a baixo e ficaria sobreposta à pirâmide, mas seria a uma risca toda branca com a largura toda em que teria ocorrido o tal relâmpago. Ou seja, a largura do “raio Maia” delimita a zona em que o relâmpago caiu.

      SE esta fotografia tiver sido tirada no tal modo de HDR, conseguimos encaixar algumas peças do puzzle:
      – percebe-se uma razão para alguém tirar mais do que uma fotografia a uma pirâmide
      – fotografias de maior tempo de exposição aumentam a probabilidade de se fotografar um relâmpago de alguns milisegundos de duração, mas mesmo assim terá sido uma sorte do caraças!
      – umas das alturas propícias para se fotografar com HDR é quando se tem um céu encoberto com detalhes de nuvens que se quer fotografar, que é bem mais claro que algum monumento escuro com detalhe que também se quer fotografar (é o caso).
      – o algoritmo de HDR o que tenta fazer é substituir as zonas que tipicamente ficarão sobre-expostas numa fotografia (devido à exposição maior) por informação da outra fotografia que não está sobre-exposta. Isto pode justificar que em zonas escuras da imagem, em que há uma grande diferença entre o fundo e o “blooming”, a totalidade da informação mais escura tenha sido usada, ao passo que nas zonas em que a diferença é menor como entre o céu e o “blooming” o algoritmo possa ter feito uma mistura das duas informações dando aquela aparência de degradê em vez de cor sólida branca.

      Pronto, isto foi uma coisa que me veio à cabeça que parece ser uma solução milagrosa que justifica tudo… Mas está dependente daqueles “SE”s.. Para isto justificar o fenómeno é necessário que a fotografia do “raio Maia” seja um resultado do algoritmo de HDR! E eu não li essa informação ainda. Vou ler os links do Carlos a ver se descubro mais alguma dica..

        • Filipe Dias on 03/03/2012 at 13:15

        Afinal o HDR afinal não é uma Aplicação do iPhone. É mesmo uma “feature” do iPhone; e isto aumenta dramaticamente as probabilidades de um qq utilizador de iPhone usar isto, mesmo que não faça a mínima ideia de como funciona, só pensando que “dá imagens mais bonitas”.

        Em qualquer caso isto, até aprece uma experiência relativamente simples de
        reproduzir, desde que alguém consiga sincronizar fotografias com discargas eléctricas, e depois submetê-las ao algoritmo de HDR do iPhone.. Parece ser uma ideia engraçada para sugerir no Discovery Chanel aos “Caçadores de Mitos” 😉

        Eu cá diria “Busted”!

        • João on 03/03/2012 at 22:40

        Concordo que o melhor a fazer é reproduzir a façanha. Uma vez que consigam, ficará claro para todos que é uma característica da camera. O mesmo caso fosse um defeito.

    2. Olá Filipe,

      Os maiores detalhes li aqui:
      http://gizmodo.com/5889141/mayan-pyramid-fires-energy-beam-into-the-sky-or-iphone-sensor-glitch-you-pick

      “As if it wasn’t enough with imbeciles claiming that the Earth will be consumed by a supernova or a hungry black hole in 2012, now we are getting photos of Mayan pyramids firing energy beams into the sky. Great. Just great.”

      LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL 🙂

      “Hector’s camera EXIF data reveals that the photo with the beam was taken on July 24, 2009 at 2:00:31PM. His iPhone captured the image at 3.85mm focal length, F/2.8 and with a exposure time of 1/436 seconds.”

      😉

  10. É de desconfiar quando a imagem está ligeiramente torta porque a câmara está ligeiramente torta, mas depois o efeito acontece muito bem alinhado com as colunoas ou linas de pixeis da câmara..

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