Salvar a Terra vs. Salvar os Humanos

Por diversas vezes tenho tido esta discussão com amigos meus.

As diversas acções de “Salvar a Terra”, não fazem qualquer sentido. A Terra não precisa ser salva. A Terra existe há mais de 4 mil milhões de anos, praticamente sempre teve vida, teve até vida que mudou completamente a “face” da Terra (como as cianobactérias), e a Terra continuou. Os Humanos chegaram há poucas centenas de milhares de anos. A Terra sempre existiu sem Humanos e vai existir por milhares de milhões de anos sem quaisquer Humanos.

Mesmo com os Humanos afectando as condições terrestres, como qualquer outra vida na Terra faz, o certo é que a regra básica da evolução (Sobrevivência do melhor Adaptado às mudanças no meio ambiente da altura) continua magnânime.
Quem se adaptar às mudanças (como muita vida o faz, incluindo esta alga marinha), então sobreviverá. Quem não se adaptar, dará lugar a outra vida melhor adaptada a essas condições.
É sempre assim: um ciclo de vida baseada nas adaptações. A mudança é a única constante na vida e no Universo.

Se os Humanos não se adaptarem, perecerão. Outros virão para os substituir. Sempre foi assim e sempre será.

Daí que as acções de “Salvar a Terra” não fazem sentido. A Terra continuará sempre, mesmo sem Humanos.
O que essas acções querem dizer é: mantenham a Terra com as condições actuais de modo aos Humanos poderem sobreviver. Ou, dito por outras palavras: Salvem os Humanos!

26 comentários

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  1. Boa noite,
    Compreendo, em momento algum pensei isso, e agradeço imensamente a atenção dada á todos, mas é que pensei que haviam respondido e a resposta não aparecia, como em outras respostas que tive que atualizar a página, ou enviar outra pergunta para a resposta aparecer, não foi a minha intenção.
    Obrigada
    Abraços

  2. Boa noite!
    A resposta não aparece para mim, seria alguma configuração?
    Obrigada

    1. Como deve saber, todos nós trabalhamos.
      Isto é um simples hobbie para nós, que fazemos em forma de voluntariado.

      Por isso, tem que esperar que a gente tenha disponibilidade para lhe responder. Não pode esperar que as respostas sejam imediatas 😉

      abraços

  3. Boa noite!
    “Claro que, sem uma causa externa, este não é um processo instantâneo.”

    O que quer dizer isso?

    Poderia algo acontecer, do espaço, acontecer de uma vez?

    Como seria essa era do gelo? Gradativo em milhões de anos?
    Obrigada

    1. Temos falado disto em outros posts 😉

      Exemplo:
      http://www.astropt.org/2012/05/21/sol-com-maximos-e-minimos-preocupantes/

      abraços

    2. A queda de um objecto com vários km de diâmetro sobre a Terra poderia lançar para s atmosfera uma tal quantidade de poeiras que bloqueasse a luz solar. Uma super erupção vulcânica ou uma guerra nuclear em larga escala poderiam ter o mesmo efeito.
      Em condições normais, o aparecimento de “eras do gelo” não é perceptível à escala de tempo da vida humana.

  4. Olá Carlos,
    Ouvi falar, de que a pior coisa que poderia acontecer, não sei se por um asteroide, segundo Halley, é que a Terra poderia ser envolta de vapor, dos oceanos, e a vida vegetal morreria, não sei se a informação é exatamente essa que eu ouvi, ou me enganei; isso se refere a que, ou seja, poderia acontecer?
    Outro assunto que ouvi também, e não entendi, e gostaria de saber de vocês, é sobre Era do Gelo e Era das Trevas, isso poderia acontecer, ou seja, ter temperaturas muito baixas e escuridão na Terra?

    1. Periodicamente existem eras do gelo. É algo normal ao longo dos milhares de milhões de anos da Terra.

      O resto não sei a que se refere 😉

      abraços

      1. Gelo mas sem escuridão. “Apenas” temperatura média global mais baixa e consequente descida do nível dos oceanos.
        Claro que, sem uma causa externa, este não é um processo instantâneo.

  5. Se bem que é certo que as preocupações ecológicas têm um fim último que se relaciona com a humanidade, também têm (ou deveriam ter) uma preocupação com o ambiente em si (independentemente da nossa presença).
    A Terra já sofreu muitas transformações, quiçá a mais radical com causa biológica terá sido a causada pelo aparecimento dos organismos produtores de oxigénio. Mas queremos nós também ter o papel que esses tiveram?…ou melhor dizendo, queremos continuar neste caminho de transformação total e irreversível da biosfera?

    1. Bem, se tomarmos esse caminho, quer a Terra quer a vida na Terra continuarão… não precisam ser salvos.

      Se mudarmos a biosfera e perecermos, então é porque a lei de Darwin continua rei 😉
      Podemos é não querer deixar que isso aconteça… ou seja, podemos querer salvar os Humanos (não a Terra).
      😉

        • Dinis Ribeiro on 15/04/2012 at 10:02

        A expressão …. a lei de Darwin continua rei … fez-me pensar num diagrama que se encontra num certo livro…

        Não consegui encontrar este diagrama on-line pois ele não está (julgo) no site “information is beautiful” de onde é oriundo, nem em mais lado nenhum, (curiosamente) talvez por poder ser uma potencial fonte de polémica.

        Um exemplo desse site: http://www.informationisbeautiful.net/2010/the-true-size-of-africa/

        Há muitas “receitas” difrentes para “salvar” os humanos…

        Mas como tenho o livro “Information is Beutiful”, sugiro que está na página 20 e 21. Tudo o que consegui encontrar é uma foto do livro aberto em que se vê o diagrama e onde se vê também os dedos duma pessoa a segurar o livro, e que é visível neste link:

        http://www.vectorvault.com/2011/01/04/vector-graph-book-information-is-beautiful-david-mccandless/

        O título é Creationism vs Evolutionism e o tamanho dos circulos indica o número aproximado de humanos que partilham essas opiniões, indicando bem as diversas “nuances” e ilustrando bem todo o ecossistema.

        O diagrama cobre as “inúmeras” opiniões dum extremo ao outro, dando uma boa imagem global desta problemática dum modo frio, incisivo e irónico.

        Eu tenho particular interesse em estudar mais estes aspectos:

        Co Evolution
        http://en.wikipedia.org/wiki/Coevolution

        Convergent Evolution
        http://en.wikipedia.org/wiki/Convergent_evolution

        Punctuated Equilibrium
        http://en.wikipedia.org/wiki/Punctuated_equilibrium

        Por último, comento que gostei deste site:

        http://www.salon.com/topic/charles_darwin/

        Neste link há uma história muito preocupante sobre um museu de “história natural” que custou 27 millhões de USD e que (por lapso?) e que junatamente com os dinossauros também tem um diorama de tamanho natural com manequins do adão e da eva num lago…

        Desse link saliento (em particular):

        Darwin’s Devices: What Evolving Robots Can Teach Us About the History of Life and the Future of Technology
        http://www.barnesandnoble.com/w/darwins-devices-john-long/1104516169?ean=9780465021413&cm_mmc=AFFILIATES-_-Linkshare-_-FYUtulI7nw4-_-10%3a1&

        E sugiro também:

        America’s endless apocalypse: Over the last decade, we’ve become obsessed with the end of the world — and it’s hurting us all

        The Last Myth: What the Rise of Apocalyptic Thinking Tells Us about America
        http://www.barnesandnoble.com/w/last-myth-matthew-barrett-gross/1106752595?ean=9781616145736&itm=1&usri=the+last+myth

        Ainda não li o livro, mas encontrei uma crítica que me parece equilibrada:

        Publishers Weekly

        Media strategist Gross (editor, The Glen Canyon Reader) and Gilles, founder of Sol Kula Yoga and Healing, base their book on the unsubstantial premise that, “In America, everyone believes in the apocalypse. The only question is whether Jesus or global warming will get here first.”

        The authors claim that this sense of impending doom is prevalent in the U.S. because the Puritans founded the country in anticipation of the apocalypse, and our national character continues to reflect that initial impulse.

        The explosion of the first atomic bomb over Hiroshima in 1945 effectively shifted the apocalypse from the religious into the secular realm.

        Given concerns about global warming, pandemics, super volcanoes, and meteor strikes, the Gross and Gilles conclude that apocalyptic panic is worse now than at any time in history.

        They give a brief historical overview of attitudes toward the end times before examining the validity of the many cataclysmic scenarios prevalent in the media.

        Their conclusion: Americans’ preoccupation with apocalyptic thinking not only reflects the country’s past, but also informs its present and clouds its future-unable to accept diminished influence and affluence, it is easier for Americans to anticipate the end of everything.

        While their argument is intriguing, the authors’ substantiation for their claims is weak-many statements lack citations and those that are cited use secondary sources.

        … só lendo o livro é que poderei saber se é uma crítica válida, mas de qualquer modo parece ser (realmente) uma abordagem curiosa, que vai de encontro á minha noção de que ainda existe um enorme peso das ideias religiosas e monárquicas vindas da noite dos tempos, mesmo no seio da comunidade científica.

        Fonte: http://www.salon.com/2012/04/14/our_apocalyptic_odds/

      • Dinis Ribeiro on 15/04/2012 at 08:57
      • Responder

      Sugestão: http://www.planetunderpressure2012.net/

      Para meditar sobre a humanidade e o ambiente:

      Saving species could keep humans healthy
      http://www.newscientist.com/article/dn21704-saving-species-could-keep-humans-healthy.html

      Are animals good for us?

      Several studies suggest that our chances of picking up an animal disease are reduced if we are surrounded by a variety of species – the thinking goes that abundant animal life acts a pool that prevents the disease from jumping to people.

      Others strongly disagree, arguing that more creatures means a greater variety of diseases and a higher chance that one of them will evolve to infect us.

      The results of a new mathematical model presented at the Planet Under Pressure meeting in London last month suggest both sides may be right – depending on the type of biodiversity in an area.

      This means it may be as important for public health workers to watch for new diseases in, say, New York City where few animals live, as it is to monitor pathogens in biodiversity hotspots.

  6. Sugestão de leitura: a nossa thread no Facebook 😉
    http://www.facebook.com/astropt/posts/330184520368271

      • Dinis Ribeiro on 10/04/2012 at 23:27
      • Responder

      Quanto ás bactérias… até algumas delas também estão ameaçadas:

      Let’s protect Earth’s unseen life

      Microbes are being failed by existing conservation efforts. We need a global strategy to ensure their survival

      http://www.newscientist.com/article/mg21328546.800-lets-protect-earths-unseen-life.html

      Raising the profile of microbial conservation must come from microbiologists, but the support of the broader conservation movement is needed.

      Studies of threatened microbes need to be published in mainstream conservation journals. The appointment of microbial ecologists to editorial boards would help.

      Finally, all conservation efforts are ultimately funded by the public and here education is needed to counteract negative perceptions, such as that all bacteria are “bad” or all fungi are “poisonous”.

      It should also highlight the beauty and biotechnological usefulness of microbes, as well as their fundamental importance to the wider living world.

    • Dinis Ribeiro on 10/04/2012 at 23:02
    • Responder

    Concordo com o objectivo de se continuar a tentar salvar os humanos….

    Há modelos matemáticos que ajudam a prever um futuro relativamente sombrio se nos limitarmos a ficar na “nossa” terra:

    AT THE beginning of the 1970s, a group of young scientists set out to explore our future.
    Their findings shook a generation and may be even more relevant than ever today.

    The question the group set out to answer was: what would happen if the world’s population and industry continued to grow rapidly?

    Could growth continue indefinitely or would we start to hit limits at some point? In those days, few believed that there were any limits to growth – some economists still don’t.

    Even those who accepted that on a finite planet there must be some limits usually assumed that growth would merely level off as we approached them.

    See graphic: Boom and bust
    Sugestão: http://www.newscientist.com/data/images/archive/2846/28462101.jpg

    These notions, however, were based on little more than speculation and ideology. The young scientists tried to take a more rigorous approach: using a computer model to explore possible futures.

    What was shocking was …

    Texto completo: http://www.countercurrents.org/mackenzie100112.htm

    Para aprofundar:

    1) http://en.wikipedia.org/wiki/World3

    2) http://en.wikipedia.org/wiki/Limits_to_growth

    In a 2009 article published in Science titled “Revisiting the Limits to Growth After Peak Oil,” Hall and Day noted that “the values predicted by the limits-to-growth model and actual data for 2008 are very close.”

    These findings are consistent with a 2010 study titled “A Comparison of the Limits of Growth with Thirty Years of Reality” which concluded: “The analysis shows that 30 years of historical data compares favorably with key features… [of the Limits to Growth] ‘standard run’ scenario, which results in collapse of the global system midway through the 21st Century.”

    In 2011 Ugo Bardi analyzed the The Limits to Growth, its methods and historical reception and concluded that “The warnings that we received in 1972 … are becoming increasingly more worrisome as reality seems to be following closely the curves that the … scenario had generated.”

    Por outro lado,

    Afinal quem somos nós os “humanos”?

    We are the ape that stood on two feet, lost its fur and crossed the globe – but why?

    New Scientist explores these and other enduring riddles of our past:

    http://www.newscientist.com/special/evolution-puzzle

    • Manel Rosa Martins on 10/04/2012 at 16:35
    • Responder

    Pela actividade humana no ciclo do carbono, pela libertação excessiva de CO2 e doutros gases ainda mais causadores (por factores de 1000) de efeito de estufa, a biologia marinha tem mostrado factos de adaptação e de substituição.

    É o caso da mortandade dalguns peixes de corais por degeneração do seu sistema nervoso.
    E pela adpatação temos a proliferação de enxames gigantescos de medusas e doutras colónias “gelatinosas” em vários Oceanos e mares recentemente registada.

    É um processo gradual na escala duma geração humana mas repentino na escala da Evolução, que tem por norma adaptações muito mais prolongadas no tempo.

    Os geólogos, por seu turno, perante as linhas de evidência, classificam este período (ou sub-divisão de período, para ser mais específico) como o Antropoceno.

    Significa sobretudo marcado pela actividade humana. Na geologia e no Planeta Terra.

    A marca é profunda e notória, com alterações significativas a profundidades bastante grandes, por interferência no ciclo de carbono, dos lenções freáticos, nas rochas (na parte de acidificação do ciclo do carbono) e pela extracção de fósseis de planteas e de animais para o consumo de petróleo, petra oleo, ou oleo da pedra.

    Claro que tudo indica que o Planeta tem energia e memonetum mais do que suficiente para se adapatar as estas interferências, por poderosas que sejam, no seus diverosos ciclos naturais.

    A Terra tem capacidade para sobreviver e com vida na sua superfície e profundidades.

    Com vida diferente, extinguindo o Homo muito pouco sapiens sapiens.

    1. Mas devemos nós ser os causadores (ainda mais) dessa nova existência, dessa nova “natureza”.
      Já o somos, mas agora que sabemos que o somos, não seria melhor tentar combater esse efeito pernicioso da nossa presença?

      A Terra (=rocha) não precisa de salvação, mas a Terra (=vida tal como a conhecemos) sim.
      🙂

      1. “não seria melhor tentar combater esse efeito pernicioso da nossa presença?”

        Porque é um efeito pernicioso?

        A mudança não é a constante? 😉

      2. Diana,

        Creio eu que, neste caso, posso realizar uma interferência aqui – fazendo uma ressalva ao comentário do Manel e tecendo um complemento ao seu comentário: 😉

        A natureza tem a capacidade de se auto-regular – porém essa auto-regulação só é realizada se o evento não for tão destrutivo.

        Um exemplo clássico são os incêndios florestais oriundos de relâmpagos: a natureza, por si só, na grande maioria destes casos, tem a capacidade de se regenerar. Porém, quando estas são produzidos por humanos, na forma de queimadas para a pecuária, tanto extensiva quanto intensiva, a natureza não tem essa mesma capacidade de regeneração.

        Em suma, o que vale para o cenário da Biologia Marinha (X, por exemplo), como o Manel citou, pode não ser válido para outros cenários (Y, W, Z, etc.).

        Penso que o homem é o predador mais voraz que já existiu, até agora, em nosso planeta. E é tão miserável que, mesmo dotado de tecnologia de desenvolvimento sustentável, não o faz por razões econômicas…

        Penso também que se continuarmos dessa forma, o futuro não é nada promissor…

        Abraços cordiais.

      3. Concordo, Cavalcanti.
        As mudanças impostas pelo homem vão muito além do que a auto-regulaçao do planeta consegue contra-balançar.

        Sim, Carlos, a mudança é constante…mas queres realmente ser a causa da próxima extinção em massa???
        Agora que temos consciência das consequências dos nossos actos, é ético continuar no mesmo caminho???

        A nossa presença é perniciosa porque usamos mais do que devíamos.
        Os danos que causamos sao há muito tempo conscientes,
        Porque agimos como se o planeta fosse só nosso e nada mais importasse, mesmo que os nossos actos possam levar à nossa auto-destruição.
        Tudo isso é pernicioso.

        Esse argumento de ” ah e tal, as extinções são naturais” é como o do “o CO2 é natural”! Nem parece teu :p

      4. Diana,

        – as tuas razões são para salvar o Homem e não o planeta.
        – a mudança é a única constante em todo o Universo. Não aceitar isso e querer que tudo se mantenha sempre na mesma é ir contra uma das leis básicas do Universo e um esforço totalmente falhado à partida. Em vez disso, devia-se abraçar a mudança e ver o positivo nela, de modo a podermos nos adaptar a ela, em vez de esperarmos que ela se adapte a nós.
        Novamente digo que nós é que estamos ao serviço do Universo, e não o Universo ao nosso serviço.

        Como disse Lavoisier: nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

        E como disse Kenneth Davis: O Universo é um “Great Recycling Bin”

        As soluções têm que vir a partir do reconhecimento dessa grande verdade, e não a partir de um assumir que o Homem é tão importante que até está àparte das regras do Universo.

        beijinhos Diana 😉

      5. Por percebermos as consequências dos nossos actos, temos a obrigação moral, a meu ver, de tentar interferir o mínimo possível nas mudanças “naturais” do planeta.
        É só uma opinião pessoal.

  7. Ok! Mas só alguns, porque outros não merecem…!!!!!!!!!!

    Um pouco mais a sério: é só mais uma manifestação do nosso egocentrismo, para a grande maioria das pessoas, a Terra somos ‘nós’, tudo o que existe na Terra é em nosso benefício, e só para ´nós’, portanto quando apelam à Salvação do Planeta, estão de facto a apelar à Salvação das Condições que Permitem a Nossa Existência no Planeta, nada mais…
    Podem me chamar pessimista, mas muito sinceramente acho que já vamos tarde, os hábitos de consumo entretanto criados, as condições de ‘conforto’ que nós exigimos nas nossas vidas… muito dificilmente vamos abdicar delas, até porque existe uma enorme quantidade de pessoas que vivendo em Países ‘pobres’, aspiram teimosamente a atingir os mesmo níveis de vida (algo perfeitamente normal, afinal é exactamente isso que as sociedades desenvolvidas modernas ‘vendem’!!!), e portanto o efeito é exponencial.
    A futura expansão Solar, é completamente indeferente para a nossa existência, porque nessa altura (muito antes), já teremos criado as condições para a nossa ‘extinção’ naTerra!!!
    E é aqui que entra a Exploração do Espaço, a sobrevivência da Humanidade, está totalmente dependente da velocidade com que a nossa tecnologia evoluir, especificamente a nossa capacidade de viajar no Espaço e a nossa capacidade de transformar ambientes adversos em ambientes ‘amigáveis’ para nós, transformando muito provavelmente matérias-primas básicas (sim, porque se alguém pensa que vamos encontrar uma outra ‘terra’ qualquer, pode tirar o ‘cavalinho da chuva’!!!)… Só no dia em que o Homem cortar o cordão umbilical com a Terra, teremos boas prespectivas de Sobrevivência, até lá vivemos em contagem decrescente… e nesta longuíssima caminhada de várias (muitas mesmo) gerações, para atingir o fim desejado, todos os atrasos na evolução cientifica e tecnológica, podem ser fatais…

    Abraços

    1. Concordo, abidos.

      Inicialmente, penso que deveríamos ser os mais importantes por sermos dotados de inteligência. Porém, não o somos. Na maior parte, sejam nas pequenas coisas; sejam nas coisas mais importantes, não a direcionamos à serviço do bem. Pelo contrário, nossa voracidade pelos recursos naturais é um agravante à manutenção tanto dos ecossistemas quanto dos ciclos biogeoquímicos – fundamentais à Terra. Infelizmente, o homem não consegue viver harmoniosamente com a natureza. A natureza já estava aqui antes de nós existirmos – e continuará aqui depois que nós deixarmos de existir. 😉 Portanto, vejo o artigo do Carlos sob essa ótica: o que de fato precisa ser salvo é o ser humano – e não a natureza em si -, pois só nós temos a capacidade de modificá-la – para o bem… e para o mal.

      Abraços.

  8. Bom, mas convenhamos que Salvar um planeta rochoso inteiro é feito digno de deuses! Penso que isso dá uma dimensão ainda mais maior grande do que só “salvar nós próprios” (já que nós somos Humanos)..
    Muito embora, para salvar um ser “não-vivo” como uma pedra, exige alguma interpretação adicional para atribuir um propósito a essa pedra.. “Salvar” não é mais do que interferir no sentido de que o propósito seja alcançado.. Num ser vivo é fácil atribui-lhe um propósito sem se ter a imaginação de um deus..
    Quem sabe se o propósito de um planeta como o nosso não é só de ser engolido pelo Sol daqui a milhares de milhões de anos? Salvaríamos então o nosso planeta se o conseguíssemos enfiar dentro do Sol mais cedo? Se calhar não é bem este o Propósito para o nosso planeta que acolhe mais consenso, mas pronto é um possível… Isto quer dizer que pode haver outros.. E será que pode haver várias formas, contraditórias até, de “salvar” algo?

  1. […] se perdeu tanto tempo neste tema. É importante realçar que Salvar Humanos e Salvar a Terra, são conceitos bastante diferentes. Não percebi porque Tyson, com excelentes efeitos especiais, não mostrou quais as consequências […]

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