O gigante e as pérolas de gelo

Júpiter e os fragmentos de Shoemaker-Levy 9 vistos em Julho de 1994 pelo Telescópio Espacial Hubble.
Crédito: NASA/ESA.

Fez no passado mês de Março 19 anos que Carolyn Shoemaker, Eugene Shoemaker e David Levy descobriram o primeiro cometa na órbita de um planeta. Designado Shoemaker-Levy 9, o estranho objecto havia sido capturado na órbita de Júpiter há pelo menos 2 décadas. Meses antes da sua descoberta, o cometa realizou uma passagem a pouco mais de 71 mil quilómetros da atmosfera joviana, uma imprudente aproximação que provocaria a sua fragmentação em pelo menos 21 fragmentos. Esta seria a última passagem por Júpiter antes de perturbações gravitacionais do Sol modificarem a sua trajectória para uma rota de colisão com o planeta.
Em Julho de 1994, uma corrente de brilhantes pérolas de gelo viajou em direcção ao hemisfério sul do gigante, colidindo uma após a outra com a atmosfera joviana a uma velocidade de 60 km.s-1. As cicatrizes dos impactos tornaram-se mais proeminentes que a Grande Mancha Vermelha e mantiveram-se visíveis na face de Júpiter durante vários meses.

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