Rocha piramidal interessante?

Crédito: NASA/JPL-Caltech

Lembram-se da pequena rocha em forma de pirâmide que o rover Curiosity encontrou? Leiam aqui.

Uma análise mais cuidada à rocha parece mostrar erosão, não só por vento mas também por água. Aliás, na Terra, sobretudo no deserto, os detalhes que a rocha apresenta aparecem à superfície após as rochas terem estado bastante tempo sob o solo.
Esta rocha poderá assim se tornar mais uma evidência para a existência de água no passado de Marte, algo que já é largamente aceite pelos cientistas.

Crédito: NASA/JPL – Caltech

O Curiosity terá que fazer uma análise mais detalhada, incluindo uma análise química para perceber a sua composição, mas alguns cientistas, nomeadamente a doutora Nathalie Cabrol, dizem que a pequena rocha poderá ser um riólito.

40 comentários

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    • Telmo Almeida on 23/09/2012 at 20:46
    • Responder

    Francamente uma discussão por causa de uma pedrinha que parece, segundo o angulo, uma piramide. Até parece a Nasa a brincar com os nossos sentidos, assim como brincamos nas fotos à torre de Pizza, depois quando se vêm as outras fotos é um, ora bolas mais uma pedrinha em Marte. Imagino o que alguns diriam, se fosse uma torre como as de Monument Valley, logo viriam dizer que seria a Nasa a fabricar as imagens, tudo ou no pior dos casos chaminés (tipo as das formigas em Africa) das cidades Marcianas, ou o local de colocação das câmaras de vigilância, enfim calma rapazes não passa de uma pedra, (eu sou apenas um leigo) bonita por sinal e por todos os factos e mais alguns deverá ser objecto de estudo, e não será com a certeza absoluta, para perceber se os fulanos da Nasa, sabem ou não trabalhar com o Gimp (gosto mais do que do Photoshop).
    E eu a pensar que afinal os Marcianos, na fuga desesperada de Marte, tinham deixado para trás alguns souvenires de quando estiveram na terra.

    1. vai que o Curiosity encontra ao outra banda da meia pirâmide, formando o cubo de “bordas limpas”, ali por perto, e teremos então material para uma novela marciana, ou talvez quem sabe uma tragicomédia de 120 capítulos. Prepare-se 🙂

  1. Afe… que caminhos tortuosos…

    Puxa, mais claro do que escrevi, só desenhando!

    Carlos, não crê que uma viagem à Marte valeria milhares de fotos? (embora aqui isto não deveria receber a relevância que deu)

    Quanto à disponibilização, sabemos que inúmeras imagens são processadas, por vezes por anos, antes de serem divulgadas. Isto faz parte do processo científico, correto?(também não deveria ter dado relevância a isto)

    Interessante o caminho para onde tentar conduzir sua falta de contra-argumentação…

    Eu vejo na especialização um grande empobrecimento… mas é bastante valorizada academicamente, fruto do movimento iluminista… mas isto desenharei em outro momento.

    Mas vamos lá, sem perder o foco, repostas viáveis à observação da gritante definição dos limites da pedra, sem poeira e sem grãos, e que bem poderiam estar contempladas aqui:

    A aproximação do Curiosity “varreu” os grãos…

    A pedra libera gases que expulsam a poeira próxima…

    A carga iônica da pedra repulsa partículas menores…

    Sua base é elevada e permite a passagem dos ventos…
    .
    Etc, etc…
    Ah, e também: é sim photoshop de quinta categoria! Rs!

    Não sabemos, não temos esta resposta ainda, mas querer fazer crer ser a imagem “natural”, tal qual se acredita existir na Terra, e suplantar a possibilidade destas questões, visíveis a qualquer um, desfalcando a ciência de sua base primeira, a observação, só para se defender de possíveis conspiracionistas, e ainda inverter os rumos da argumentação por caminhos tortuosos, é simplesmente lamentável!

    A semiótica pode parecer simples, mas como vê, é bastante complexa a principiantes.

    Caro Sérgio, não sou geólogo, se o fosse, não faria os apontamentos que faço, mas aponto a semiótica da questão. Pode ser que o Sérgio não trabalhe com comunicação…

    Clamando então por seu poder de observação geológico, e conhecimentos de google buscas, muito enriqueceria aos que insistem em ver naturalidade na foto da pedra piramidal marciana, postar links diretos para imagens de tais pedras, tenham a forma que tiver, desde que com bordas limpas e perfeitamente definidas em meio a um solo empoeirado, aqui da Terra mesmo, onde, neste blog se acredita, elas abundam!

    Aguardem então estas fotos, eu aguardarei as notícias a chegar que justifiquem a ausência dos grãos de poeira!

    Quem sabe os cientistas, aqui, não terão uma surpresa vinda deste pormenor e aprenderão o valor da escuta, mais do que da fala, e resgatarão o perdido valor da observação?

    Outros conhecimentos se atentam a outros detalhes e, assim, acabam por colaborar, ou será que os consideram desprezíveis?

    Finalizando, e encerrando a minha participação aqui, a resistência de alguns cientistas ainda é o maior entrave da ciência.
    Abs e bom domingo a todos

    1. Tadeu, começando pelo final, deixe-me dizer-lhe que encerrou mesmo a sua participação por aqui, porque eu não estou para perder mais tempo consigo.

      “Carlos, não crê que uma viagem à Marte valeria milhares de fotos? (embora aqui isto não deveria receber a relevância que deu)”

      As milhares de fotos estão disponibilizadas. Basta ir ao site oficial do Curiosity.
      Será que você é assim tão TROLL que só sabe perder tempo a opinar mentiras?

      “Quanto à disponibilização, sabemos que inúmeras imagens são processadas, por vezes por anos, antes de serem divulgadas. Isto faz parte do processo científico, correto?(também não deveria ter dado relevância a isto)”

      MENTIRA.
      Tudo está disponível em RAW IMAGES.
      O link foi dado em cima pelo Frederico:
      http://mars.jpl.nasa.gov/msl/multimedia/raw/?s=46&camera=MAHLI
      Mas você é tão ceguinho que não vê nada!

      “Mas vamos lá, sem perder o foco, repostas viáveis à observação da gritante definição dos limites da pedra, sem poeira e sem grãos, e que bem poderiam estar contempladas aqui:”

      MENTIRA!!!
      Basta ver uma das fotos ao perto:
      http://mars.jpl.nasa.gov/msl-raw-images/msss/00046/mhli/0046MH0011002000E1_DXXX.jpg
      Vê os grãos de areia ou precisa de óculos??? Enfim…

      Páre de inventar porcarias facilmente detectadas como mentiras!

      “Não sabemos, não temos esta resposta ainda (…)”

      Temos sim! Basta olhar para as fotos!

      “Caro Sérgio, não sou geólogo (…)”

      Então aprenda com quem sabe, e PÁRE de nos fazer perder tempo.

      Porra, que o que é demais é erro!

      “Aguardem então estas fotos, eu aguardarei as notícias a chegar que justifiquem a ausência dos grãos de poeira!”

      PORRA!!!
      Não faltam grãos de poeira na pedra em Marte!!!
      Páre de menir!
      Qualquer pessoa que abra os olhos, consegue ver os grãos de poeira!
      http://mars.jpl.nasa.gov/msl-raw-images/msss/00046/mhli/0046MH0010001001E1_DXXX.jpg

      “a resistência de alguns cientistas ainda é o maior entrave da ciência.”

      Sem os cientistas você nem internet nem sequer electricidade tinha para cuspir no prato que lhe dá de comer.
      Os maiores entraves à humanidade são vocês, trolls, que só sabem dizer parvoíces e ainda se acham cheios de razão.

      Passe bem!

      P.S.: como lhe disse em cima, não estou para perder mais tempo consigo. Os seus comentários cheios de mentiras irão directamente para SPAM.

      1. Aparentemente a NASA é uma instituição cujo o único objectivo é enganar as pessoas. No entanto, é tão incompetente que é incapaz de mostrar fotografias ou vídeos que não tenham marcas de “manipulação” (sarcasmo :P)
        Faz todo o sentido, para alguém a sofrer de uma grave dissonância cognitiva… http://pt.wikipedia.org/wiki/Disson%C3%A2ncia_cognitiva

      2. É realmente interessante a disfunção cerebral deles: acham que a NASA esconde tudo, mas ao mesmo tempo acham que a NASA divulga precisamente aquilo que é estranho. Enfim…

        É como tu dizes: dissonância cognitiva.
        http://www.astropt.org/2011/08/20/o-dia-em-que-o-mundo-nao-acabou/

  2. Para quem quiser aprender mais sobre os ventifactos marcianos, aconselho a leitura destes dois artigos:
    http://mars.jpl.nasa.gov/mgs/sci/fifthconf99/6152.pdf
    http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0169555X08004340

  3. Bom dia amigos,
    Concordo plenamente com tudo exposto, inclusive com a visão infantil dos que persistem em ver formas nas nuvens e dos cegos que acreditam ver… Mas persisto na idéia que a NASA nos brindou, entre milhares de outras opções, com esta visão infantil apontada pelo Luiz: a de uma rocha piramidal, mas ainda chamo a atenção ao detalhe: com as bordas totalmente limpas. Realmente, qualquer cientista criativo, e que saiba ver, ficará absorto!
    Creio que há consenso no que estamos abordando, pois, como bem disse já o Carlos “É uma questão de perspectiva para assim a NASA fazer marketing com o que vai encontrando.”
    É evidente que entre as milhares de rochas fotografadas, não disponíveis ao público, esta foi especialmente pinçada para ser apresentada (aos terráqueos) como representante de Marte e analisada, pois além de suas características geológicas, parece antes de tudo, aos olhos dos que a selecionaram, haver valor em sua morfologia piramidal. Como bem lembra o Luiz “Acho esse raciocínio meio infantil, pois era assim que eu via as coisas quando não tinha o conhecimento que tenho hoje, já adulto”
    Gostaria de sugerir este texto sobre semiótica, bastante ilustrativo sobre o que comentamos aqui, que pode colaborar para a compreensão da necessária busca humana pelo reconhecível e porque a NASA, ou seus cientistas que parecem, pelo exposto pelo Luiz também acreditar em fantasmas, ou assim querem fazer parecer, ou ainda, querem difundir histórias de fantasmas marcianos, selecionou tal imagem: http://universoracionalista.wordpress.com/2012/08/30/a-definicao-do-extraterrestre-atraves-da-semiotica/
    Também sugiro uma busca de imagens, para localizar no Google, as “milhões de outras, quer na Terra quer em Marte.” pedras piramidais existentes, como justificado pelo Carlos. Usei as palavras na busca “pyramidal shape stone”, strange Stones… e elas, tão comuns por aqui, aos milhões, ainda não foram fotografadas e não constam do Google images. Algo similar, usando bastante a imaginação para encontrar semelhanças, em forma, mas sem bordas limpas, encontramos em imagens de formações de capadócia… Seria interessante convidar os leitores a mandarem suas fotos de pedras piramidais, preferencialmente com bordas limpas, para enriquecer no mínimo o google images. Fica como sugestão. Talvez seja mais fácil dar um pulinho em Marte para encontrá-las…
    Pode ser, e isto precisamos aguardar informações, que a geologia marciana possibilite a formação de tais shapes piramidais comumente. Sendo assim, chegar a Marte e encontrar pedras deste formato, não seria nem um acaso, nem uma sorte enorme e nada de incomum, e esta imagem seria simplesmente a de uma pedra marciana, não a de uma “pedra piramidal marciana”!
    Brevemente falando, ao pinçar esta imagem, sua simples seleção entre tantas outras, com outras características, formas, texturas, etc, a NASA nos conta uma história, a da “pedra piramidal marciana” e, como disse o Luiz, uma história de “ formas que poderiam lembrar algo que (bem entendido aqui) já estavam na minha mente antes mesmo de entender o porquê” , ou uma história mais marketeira como apontou o Carlos e dela faz uso no título desta: “Rocha piramidal interessante?”.
    Este repertório imagético: pirâmide, Egito, ET, etc, está presente na escolha desta imagem pela NASA que dele fez uso ao selecioná-la e com objetivo de narrar uma história, ou melhor, no repertório dos cientistas da NASA que a selecionaram para estudos, também por isso. A escolha desta imagem não nega este repertório, ao contrário, o evidencia!
    Seja como for, fica evidente então, através deste pequeno exemplo que, por mais que se queria proclamar o contrário, mesmo na análise de dados científicos, há muita subjetividade em jogo e só não vê quem não quer, quem nega os óculos, e, principalmente, os que crêem saber ver.
    Aproveitando, gostaria de enobrecer a criatividade infantil, fonte fértil de imaginação em nada menosprezável, tão necessária à formação de adultos saudáveis e ao avanço da ciência, e ao importante papel da visão, neste caso nosso primeiro objeto de estudos, e antecipar que tal pedra libera gases, gases estes que quando expelidos “varrem” os grãos de poeira que poderiam lhe acumular nas bordas ao contato com o solo.
    Carlos, não vale vir com desdenhos previsíveis! Rs! Espero não encontrar algo assim por aqui: Quase vivas: pedras marcianas “soltam gases” ou Vidência chega a Marte!
    È muito chato ser previsível, não é?
    Vamos aguardar.
    Abs,

    1. Enfim… Para o Tadeu, o facto da equipa da missão querer mostrar a belíssima rocha que o Curiosity encontrou no seu caminho é uma infantilidade. Provavelmente, para si, deveriam tê-la ignorado por ter uma forma que talvez pudesse estimular a imaginação fértil do ser humano, e seguirem em frente sem aproveitarem esta oportunidade de estudar a geologia marciana. Ou, então, estão a mostrar esta rocha porque talvez seja um marciano disfarçado (http://www.astropt.org/2012/09/17/e-se-as-rochas-fossem-marcianos-disfarcados/).
      Quanto às pesquisas no Google, se o Tadeu as soubesse fazer, encontraria imagens de outros ventifactos em Marte: http://www.psi.edu/pgwg/images/jul09image.html. Talvez também estes devessem ter sido ignorados.

    2. Não vou repetir o que o Sérgio disse, e que o Tadeu ignora para dar opiniões desinformadas.

      Vou só dizer ao Tadeu que fiz essa pesquisa no Google, e como não poderia deixar de ser encontrei inúmeras páginas a mostrar aquilo que eu disse. Aconselharia o Tadeu a ler o comentário do Sérgio mais acima, sobre as palavras que deve procurar.

      Vou também pedir ao Tadeu que prove que a NASA tem “milhares de rochas fotografadas, não disponíveis ao público”. Se não o fizer, está somente a levantar falsos testemunhos contra quem lhe dá muito do que o Tadeu utiliza actualmente. Isso é o pior dos conspiradores: cuspirem no prato que lhes dá de comer.

      Por fim, vou pedir um esclarecimento: o texto sobre a semiótica é realmente bastante interessante (e irei utilizá-lo para um post, por isso agradeço a referência), mas o que raio tem a ver com uma pequeníssima rocha com aparente forma piramidal fruto de pareidolia?

      abraços

    3. Bom dia, Tadeu

      O Curiosity só andou pouco mais de 100m do seu local de pouso, e já encontrou material suficiente para criar discussão e desavenças virtuais pelo planeta… lol mas enfim, ser humano é bicho que gosta de uma briga*.
      ___________
      Notas:
      *brigas: significa discussão, bate-poca, luta.

      Intercalando agora na “fala” do Tadeu, vamos lá:

      “ Mas persisto na idéia que a NASA nos brindou, entre milhares de outras opções, com esta visão infantil apontada pelo Luiz: a de uma rocha piramidal, mas ainda chamo a atenção ao detalhe: com as bordas totalmente limpas. Realmente, qualquer cientista criativo, e que saiba ver, ficará absorto…”
      _____________________________________
      bom, antes de mais nada, sabemos que o uso da expressão “piramidal” é uma pequena convenção entre nós aqui. Talvez até não fosse necessário dizer isto, pois já está subentendido o fato de que a expressão “piramidal”, forma de pirâmide, é na verdade uma tentativa de aproximação na descrição do objeto, já que a imagem parece mostrar apenas 50% dele, na sua morfologia externa, e, até agora, o que veio à mente numa primeira impressão (repito, primeira impressão) é de algo semelhante a uma pirâmide, pois o consenso formal e rigoroso sobre pirâmide seria algo mais retilíneo, o que não é o caso. Também a descrição “bordas totalmente limpas” também é uma tentativa de convenção de fundo explicitamente subjetivo. E por que isto: porque o objeto, a uma melhor aproximação da imagem (o zoom poderoso da câmera permite isso, ainda bem rsssss) revela deformidade e imperfeições naquilo que a uma primeira impressão foi definido como de “bordas totalmente limpas”. A ideia aqui é chamar a atenção para o fato de que nem sempre a convenção em torno de idéias ou impressões de um objeto, e as expressões para descrevê-lo, são pacíficas entre os observadores.

      [Tadeu]:
      “Realmente, qualquer cientista criativo, e que saiba ver, ficará absorto!…”
      _______________________________________
      “Qualquer”, significando todo e qualquer cientista? Precipitado! Também é um pouco precipitado o juízo de valor embutido na expressão “que saiba ver, ficará absorto!” Eu não fiquei. (talvez eu não seja cientista 🙂

      Se pedras em formato que lembram pirâmides não são tão incomuns, não haveria necessidade de se ficar absorto. A lasca natural de rochas, via impacto de meteoros produzindo ejeções a longa distância e impactos secundários, tectonismo, ou vulcanismo, pode sugerir vários formatos no final do processo. Assim como a molduração oriunda da passagem da água. Um cientista “que saiba ver” deve trabalhar com essas hipóteses.

      Aliás não nos esqueçamos que estamos trabalhando dentro de uma estrutura de impacto de 150 quilômetros de diâmetro denominada Cratera Gale, ou seja, há bilhões de anos, algo vindo do espaço se chocou violentamente ali, e liberou uma altíssima quantidade de energia, fundindo rochas e ejetando materiais a longas distâncias. Se somarmos a isso, a possibilidade de vulcanismo na área, então o que era um “cubo” num primeiro momento pode se tornar uma “pirâmide” , com todo respeito à memória de Kéops 🙂

      [Tadeu]:
      “…Creio que há consenso no que estamos abordando, pois, como bem disse já o Carlos “É uma questão de perspectiva para assim a NASA fazer marketing com o que vai encontrando.”
      ______________________________________
      Consenso sobre ser uma questão de perspectiva.

      [Tadeu]:
      “…É evidente que entre as milhares de rochas fotografadas, não disponíveis ao público, esta foi especialmente pinçada para ser apresentada (aos terráqueos) como representante de Marte e analisada, pois além de suas características geológicas, parece antes de tudo, aos olhos dos que a selecionaram, haver valor em sua morfologia piramidal…”
      _______________________________________
      Novo juízo de valor da sua parte quando diz que a NASA pinçou a rocha Matijevic especialmente para ser apresentada aos terráqueos como representante de Marte. Não creio que o grupo de geólogos da missão tenha escolhido uma pedra para representar o planeta Marte. Não acho que farão isso, e se estiverem com intenção de fazê-lo, creio que ainda é bastante cedo, pois a jornada científica do MSL está só começando – ainda temos 2, 3 ou mais anos pela frente, muitas rochas ainda serão descobertas para se eleger qual será a que representará o planeta. A escolha da pequena rocha por ter um formato que, à primeira impressão, lembra uma pirâmide não diz muita coisa que possa ser relevante neste momento. O Curiosity é curioso 🙂 ele vai usar a pequena rocha para testar seus instrumento de análise. Seria um ensaio inicial prévio para o principal que virá pela frente.

      [Tadeu]:
      “…Como bem lembra o Luiz “Acho esse raciocínio meio infantil, pois era assim que eu via as coisas quando não tinha o conhecimento que tenho hoje, já adulto”
      _________________________________________
      sim, o Diogo de 35 anos atrás viria indícios de artefato inteligente; indícios de marcianos verdes bípedes (a minha infância tinha um imaginário fértil) a caminhar no planeta.

      [Tadeu]:
      “…Gostaria de sugerir este texto sobre semiótica, bastante ilustrativo sobre o que comentamos aqui, que pode colaborar para a compreensão da necessária busca humana pelo reconhecível…”
      __________________________________________
      hum, gosto de textos sobre semiótica!

      [Tadeu]:
      “…porque a NASA, ou seus cientistas que parecem, pelo exposto pelo Luiz também acreditar em fantasmas, ou assim querem fazer parecer, ou ainda, querem difundir histórias de fantasmas marcianos, selecionou tal imagem: http://universoracionalista.wordpress.com/2012/08/30/a-definicao-do-extraterrestre-atraves-da-semiotica/”
      __________________________________________
      Como é que é essa história?! Eu disse que NASA parece acreditar em fantasmas? Eu?! A NASA parece querer difundir histórias de fantasmas?! Sério?!

      Só um instante: contar história de fantasmas quer dizer necessariamente que se acredita em fantasmas? Contar histórias de fantasmas quer dizer necessariamente que se quer difundir que fantasmas existem? Eu não poderia justamente contar uma historinha de fantasmas exatamente para fazer a crítica sobre a existências dos tais fantasmas? Falar sobre uma coisa quer dizer necessariamente que quem fala acredita na coisa?

      [Tadeu]:
      “…Também sugiro uma busca de imagens, para localizar no Google, as “milhões de outras, quer na Terra quer em Marte.” pedras piramidais existentes, como justificado pelo Carlos. Usei as palavras na busca “pyramidal shape stone”, strange Stones… e elas, tão comuns por aqui, aos milhões, ainda não foram fotografadas e não constam do Google images. ..”
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      Então a natureza gosta do formato piramidal? Ou melhor, o formato semelhante a pirâmides é recorrente? Ok Então temos um dado para se levar em conta apresentado pela natureza. Vamos em frente…

      [Tadeu]:
      “… Algo similar, usando bastante a imaginação para encontrar semelhanças, em forma, mas sem bordas limpas, encontramos em imagens de formações de capadócia… Seria interessante convidar os leitores a mandarem suas fotos de pedras piramidais, preferencialmente com bordas limpas, para enriquecer no mínimo o google images. Fica como sugestão. Talvez seja mais fácil dar um pulinho em Marte para encontrá-las…”

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      Preciso de mais definição sobre o que seja a sua expressão “bordas limpas”. Se quer dizer com elas bordas retilíneas e sem deformação, então acho que não será tão fácil, pois a natureza é dinâmica: o intemperismo está sempre atuando – vento, água, tectonismo, erosão, vulcanismo… nem em Marte será fácil encontrar um exemplar com bordas retilíneas e sem deformação.

      [Tadeu]:
      “…Pode ser, e isto precisamos aguardar informações, que a geologia marciana possibilite a formação de tais shapes piramidais comumente. Sendo assim, chegar a Marte e encontrar pedras deste formato, não seria nem um acaso, nem uma sorte enorme e nada de incomum, e esta imagem seria simplesmente a de uma pedra marciana, não a de uma “pedra piramidal marciana…”!
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      Sim. Ok aqui.

      [Tadeu]:
      “…Brevemente falando, ao pinçar esta imagem, sua simples seleção entre tantas outras, com outras características, formas, texturas, etc, a NASA nos conta uma história, a da “pedra piramidal marciana” e, como disse o Luiz, uma história de “ formas que poderiam lembrar algo que (bem entendido aqui) já estavam na minha mente antes mesmo de entender o porquê” , ou uma história mais marketeira como apontou o Carlos e dela faz uso no título desta: “Rocha piramidal interessante?…”
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      É a junção diria do útil ao agradável. O útil seria o conhecimento científico, a análise da rocha, o fator de ela estar próxima o suficiente do MSL para iniciar os ensaios dos instrumentos do robô. O agradável é pelo formato piramidal, e claro, obviamente pelo conjunto de simbolismo que essa forma carrega que já está dentro de nós, seres humanos senhores por excelência do sentido. Mas o fato de sermos senhores do simbolismo, do sentido das coisas, desse complexo linguístico dinâmico, não nos impede de usarmos o espírito científico cuidadosamente, filtrando, na medida do possível, a tentação simbolista e mítica que carregamos desde os nossos berços culturais. A rocha tem um formato, tem uma textura… vamos estudar sua origem e composição, e ver o que ela realmente de fato nos conta sobre a história geológica de marte, ou melhor da região da Cratera Gale. Por enquanto, o nosso simbolismo (pelo menos o meu) ainda não dá para dizer que havia na superfície adeptos de algumas religiões dos faraós… 🙂 Atenção, Tadeu, não estou a dizer que você pensa isso, por favor – é apenas um recurso ilustrativo que uso para reforço da ideia, para relaxar um pouco…

      [Tadeu]:
      “…Este repertório imagético: pirâmide, Egito, ET, etc, está presente na escolha desta imagem pela NASA que dele fez uso ao selecioná-la e com objetivo de narrar uma história, ou melhor, no repertório dos cientistas da NASA que a selecionaram para estudos, também por isso. A escolha desta imagem não nega este repertório, ao contrário, o evidencia!…”

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      Sim, concordo que o “repertório imagético” esteja presente em todos os cientistas da missão. Talvez Freud explica as escolhas feitas 🙂 Como disse acima, temoss uma base mítica em nossa mente que vez ou outra pode interferir nas escolhas de um trabalho científico, mas com cautela e equilíbrio necessário, o trabalho pode avançar sem comprometer seus resultados e conclusões.

      [Tadeu]:
      “…Seja como for, fica evidente então, através deste pequeno exemplo que, por mais que se queria proclamar o contrário, mesmo na análise de dados científicos, há muita subjetividade em jogo e só não vê quem não quer, quem nega os óculos, e, principalmente, os que crêem saber ver…”

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      Tudo bem – há subjetividade na atividade científica, nesse nível mais profundo da análise do porquê um cientista fez essa ou aquela escolha sobre um determinado objeto. Do ponto de vista mais simples e superficial, considerando apenas a questão do método, penso que, no caso específico da rocha matijevic, foi apenas uma oportunidade de iniciar logo os ensaios iniciais da instrumentação robótica, do uso de todo equipamento de altíssima tecnologia que está alojado no MSL. Mas também pode ter sido em razão do formato da pedra, lembrando uma meia pirâmide, e da base meio retilínea, vista numa primeira impressão. Mas o zoom poderoso da câmera já começou a mostrar os traços típicos da ação natural sobre o material, não?

      [Tadeu]:
      “… Aproveitando, gostaria de enobrecer a criatividade infantil, fonte fértil de imaginação em nada menosprezável, tão necessária à formação de adultos saudáveis e ao avanço da ciência, e ao importante papel da visão, neste caso nosso primeiro objeto de estudos…”
      ___________________________________________
      Ai de nós se perdêssemos a capacidade de brincar, de fazer de contar, de encontrar prazer nas coisas simples. Mas em meio a um trabalho científico, há que se ter cautela. Não menosprezo a infância. Concordo com o nexo casual de infância saudável, adulto saudável. Longe de mim reprimir a fala infantil da criança (da criança). Se passou a ideia de que a expressão que usei – “raciocínio meio infantil”, defende a repressão das crianças, peço desculpas pela pouca clareza do meu texto. Não foi isso. O contexto do uso referia-se à uma construção infantil precipitada (a NASA criaria folgueiras com a simples escolha da pedra que, a uma primeira impressão, lembra uma pirâmide irregular). Como se a NASA tivessese ficado absorta com a “pedrinha piramidal”, não se contivesse, e resolveu publicar a escolha para fazer a análise inicial do objeto. Foi a esse raciocínio que lancei o termo “infantil”.

      [Tadeu]:
      “… Carlos, não vale vir com desdenhos previsíveis! Rs! Espero não encontrar algo assim por aqui: Quase vivas: pedras marcianas “soltam gases” ou Vidência chega a Marte!
      È muito chato ser previsível, não é?”
      __________________________________________
      E por que não? Se aparecem brinquedos por aqui (alguns raciocínios), vamos brincar com eles sem repressão 🙂 O “soltam gases” é ótimo.

  4. A ‘pareidolia marciana’, se me permitem usar o termo, já foi observada aqui pelo Carlos no post: http://www.astropt.org/2012/09/13/estatua-egipcia-em-marte/
    O que já dá uma boa idéia da nossa capacidade em ver formas e dar sentido a elas.

      1. Ao lado da minha cerveja, já agora, vejo diversas pareidolias na rocha: o número “4” invertido; a face de um sagui; o olho de Hórus; a boca e uma das cavidades nasais de um dino.

        😛

    • Frederico Silva on 23/09/2012 at 04:56
    • Responder

    Só para avisar que já temos fotos up-close da dita cuja 😀
    http://mars.jpl.nasa.gov/msl/multimedia/raw/?s=46&camera=MAHLI

    1. Onde? 🙂 Qual delas?

      1. Todas no link. 😉

        • Frederico Silva on 23/09/2012 at 18:54

        ^ o que o Sérgio disse, mas as que têm melhor qualidade/resolução são as que tão sob o subtítulo “FULL Data Product” (granda Captain Obvious que fui agora)

  5. Sim , foi infeliz, mas é que este ditado acho muito bom. Desculpa a brincadeira, mas reagi às palavras ácidas… Não tem nada de conspiracionista no que aponto, realmente me chama atenção… Agora, porque existem os conspiracionistas e porque a NASA gastou zilhões de dólares e por estar envolvendo inúmeros cientistas nesta missão, vc há de concordar que ela está pondo fogo na fogueira ao apresentar a tal pedra piramidal, e ainda, com as bordas limpas, não está? Abs, boa noite

    1. Não. A NASA apresenta as coisas.
      Se a NASA embarga uma notícia durante uns dias, os conspiradores acham logo que a NASA tá cheia de segredos. Se a NASA divulga logo as coisas, os conspiradores vêem logo nisso um problema qualquer.
      Faça o que fizer, os conspiradores vão sempre preferir ver o Pai Natal.

      A pedra é semelhante a milhões de outras, quer na Terra quer em Marte.
      Nada tem de anormal.

    2. Eu sinceramente não vejo fogueira sendo criada pela divulgação da imagem. Penso que essa história de pirâmide e suas possíveis origens alienígenas vai depender muito da imaginação ou do grau de exibicionismo de algumas personalidades. Por exemplo, podemos pegar qualquer ponto de uma imagem feita pelo Curiosity, e tentar enxergar algo como tendo uma forma inteligente. Não precisa ser a pequena rocha “piramidal’ da imagem acima, pode ser qualquer outra fotografia tirada pelo MSL. Tudo vai depender da nossa imaginação criativa para “ligar os pontos”, de tal forma que possamos “ver” algo; por exemplo, as marcas das rodas do veículo não valem, porque já sabemos quem as fez, mas pode ser outra imagem qualquer, e assim, se algo se assemelhar com algum objeto conhecido, pronto, temos fogueira criada pela NASA.
      Acho esse raciocínio meio infantil, pois era assim que eu via as coisas quando não tinha o conhecimento que tenho hoje, já adulto. Quando criança, tinha medo de espíritos, de vultos, sombras da noite, formas que poderiam lembrar algo que (bem entendido aqui) já estavam na minha mente antes mesmo de entender o porquê, a razão dos tais objetos que na minha mente-visão estavam a afirmar algo que eles não eram.

      Por isso acho que devemos ir com calma ao se desconfiar de algo, de uma forma encontrada nas imagens, seja ela semelhante a uma pirâmide, seja apenas a lembrar uma pirâmide, ou outro objeto qualquer. Não confundir desejo-imaginação com fatos.

      Vamos aguardar pelo menos que o robô dê a volta na rocha, tire uma outra fotografia, para a gente saber se o escultor marciano teve o cuidado de lapidar o outro lado do seu brinquedinho 🙂

        • Luiz Diogo on 23/09/2012 at 04:34

        Os ET’s portugueses tem bom gosto – sentaria à mesa com eles, pois sardinhas vão bem com azeite de oliva 😉

        E o que dizer da velha polêmica da face marciana? http://pt.wikipedia.org/wiki/Cydonia_Mensae

  6. Carlos, embora falemos português, vejo que não entendeu… mas percebo seu tom acido, bastante já conhecido… mas vale aqui a dica: O pior cego é aquele que não quer usar óculos. No seu caso, tirá-lo! Rs!
    abs

    1. Entendi perfeitamente, só não tenho mais paciência para conspirações sem nexo.

      Quanto aos óculos, vou preferir ignorar, porque senão este tipo de argumentos Ad Hominem seriam enviados imediatamente para SPAM.

    2. Tem outra que diz que o pior cego é aquele que pensa que vê … 🙂

  7. a definição da imagem do Curiosity é de arrepiar…
    pela textura visualizada desta foto, parece ter havido ou vulcanismo, ou passagem da água. A compreensão do contexto seria a verdade sobre a rocha, ou seja, a confirmação de vulcanismo no entorno, ou da presença da água no passado. A análise e a colheita de outros materiais no raio de ação que o MSL pretende analisar, em conjunto, poderá dizer mais sobre a origem da pedra. Um riólito é uma aposta razoável

    1. Eu sou sincero: li o que a Cabrol escreveu, mas não sou especialista em geologia.
      De qualquer modo, o meu cérebro permite perceber que a pedra é perfeitamente natural… ao contrário de alguns “viajantes” como o Luiz os chamou noutro post 😉

  8. o que me chama a atenção, além obviamente da NASA ter escolhido uma pedra piramidal para apresentar Marte, é o encontro tão limpo e bem delimitado entre a base da tal pedra e o solo… Parece truque de ilusionismo, olhem a forma piramidal… olhem a textura esculpida por água… mas ninguém comenta o que realmente se vê… Tal pedra, em um terreno árido, estaria assim tão bem posicionada sob o solo? Repare nas pedras ao lado, todas incrustadas no solo. A tal piramidal não. Parece que a NASA zomba de todos nós, não?

    1. Percebe-se que do lado oposto ela não parece ter a forma piramidal. É uma questão de perspectiva para assim a NASA fazer marketing com o que vai encontrando.
      Quanto à forma como está posicionada no solo, na Terra existem milhões de exemplos destes 😉

      abraços

        • Tadeu on 23/09/2012 at 02:54

        verdade, se não fosse da NASA e fosse de alguma propaganda comercial, atenta aos detalhes, xingariam o artista gráfico alegando que ele não sabe usar o photoshop…
        Abs

      1. Não percebi…

        • Tadeu on 23/09/2012 at 03:05

        ela não soa natural no terreno… caso você tivesse que aprovar uma foto de uma pedra no solo para um comercial, uma peça publicitária qualquer, com certeza diria que ela está parecendo flutuar no chão, nada natural, pois o natural seria ter no mínimo alguns grãos “sujando” o encontro da pedra e o solo, ou parte dela incrustada no solo, como normalmente ocorre. Entende? Ela destoa do todo da imagem, as 2 bordas que aparecem são extremamente limpas no seu contato com o solo principalmente, e mais ainda, em close-up. Isto me chama muito a atenção, mas vejo que passa desapercebido por todos.
        Abs

      2. Existem milhões de pedras do mesmo género na Terra… e curiosamente também em Marte em vários outros locais do planeta.
        Penso que a definição de natural aqui emprega-se a isto ser perfeitamente natural.

        Mas talvez para si seja mais natural que a NASA gaste vários anos a projectar uma missão, gaste milhões de dólares, e depois contrate um miúdo de 5 anos para criar imagens em photoshop que os predestinados possam facilmente perceber. Isso talvez seja a sua definição de natural 😉

        abraços

      3. Olá,

        O Tadeu é geólogo? É que “ela não soa a natural no terreno” não é um argumento válido para afirmar que esta rocha é um artifício criado pela NASA (ou outra parvoíce qualquer que lhe tenha ocorrido).
        Enfim… Vamos aos factos. Tal como o Carlos já referiu, existem rochas piramidais e com outras formas poligonais por toda a superfície de Marte. Existem também rochas com formas semelhantes na Terra, conhecidas por ventifactos ou dreikanters (http://en.wikipedia.org/wiki/Dreikanter). A forma poligonal destas rochas resulta da constante acção abrasiva da areia transportada pelo vento (como deve saber, existe vento e muita areia em Marte).
        Se se der ao trabalho de consultar o site da missão verá que existem mais imagens desta rocha obtidas de outros ângulos. Em algumas das imagens pode verificar que a rocha está firmemente assente sobre o chão (ver, por exemplo: http://mars.jpl.nasa.gov/msl-raw-images/proj/msl/redops/ods/surface/sol/00046/opgs/edr/ncam/NLA_401582090EDR_F0042100NCAM15001M_.JPG), e que o Curiosity está bastante ocupado a estudar a sua superfície. 😉

      4. Quando era miúdo encontrei uma pedra também ela piramidal, só que tinha as arestas arredondadas. Para além disso tinha um veio mineral numa das faces, que conforme a posição, parece uma flor ou então um patinho de borracha (um fenómeno de pareidolia). Ofereci a pedra ao meu pai como pisa papéis. Não é ainda mais extraordinária que a rocha marciana? Devo supor que não pode ser natural só porque não entendo os fenómenos que a criaram? Ironicamente, rejeitar algo que não se compreende é uma coisa da qual os cientistas são frequentemente acusados, quando na realidade é precisamente o inverso que se verifica…

  9. Penso que isso é muito mais incrível do que a hipótese de ter sido esculpida (seja lá por qual motivo) por extraterrestres. 😛

    Abraços.

    1. Pois 😉

  1. […] Island (mistério, vida, resolução). Rocha Jake Matijevic (aqui). Rocha Bathurst Inlet. Rocha piramidal. Aranhas marcianas. Planeta vermelho e branco. Mirtilos. Meteoritos. ALH 84001. MIL 090030. Metano […]

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