Mais um Mistério do Fim quase Resolvido

Interrogação dourado

Este é um mês em que, para além de se baterem recordes, batem-se em teorias fantásticas. É no dia 21 que se vai resolver o maior número de dúvidas e mistérios. Vamos descobrir que 10 formas do mundo acabar não irão ocorrer nesse dia e que os sacos de dinheiro não caem no colo por passar e-mails.

Há algum tempo introduzi uma rubrica bi-polar: CAPA e CONTRA-CAPA. Assim, um tema visto pelo lado científico e o mesmo tema pelo lado dos alienados.

Venho repor o tema da nuvem interestelar que tanto medo e risos gerou. Seguem-se excertos dos posts:


CAPA

Uma notícia da NASA refere a descoberta de um mistério com alguns anos. O nosso Sistema Solar está a atravessar uma núvem de material interestelar com 30 anos-luz de diâmetro e é composta por átomos de hidrogénio e de hélio.

A questão é: como é que a núvem não de dispersou? A explosão das estrelas vizinhas deveria ter dispersado ou esmagado a núvem. No entanto ela continua intacta.

O mistério foi desfeito pelas sondas Voyager. A núvem possui um campo magnético mais forte do que se pensava e que é responsável pela sua sustentação. “Este campo magnético pode dar a pressão necessária para resistir à destruição” (Meray Opher, heliofísico).


CONTRA-CAPA

Em Dezembro de 2009 deparei-me com uma notícia que hoje volta a fazer das suas: O sistema solar passa por uma núvem mortal. Aqui vai o 2º post que fiz nesse mês sobre esta notícia:

Um blog dá-nos a notícia de que a NASA descobriu “o Cinturão de Fótons”, composto por átomos de hidrogénio e de hélio e tem uma temperatura de 6000ºC.

No entanto, no segundo parágrafo já não é cinturão para passar a ser uma núvem interestelar. De facto o termo correcto é núvem, porque cinturão é uma estrutura em forma de halo que rodeia uma outra estrutura ou conjunto de estruturas. Ainda mais uma curiosidade é o facto de o autor do post achar que hidrogénio e hélio é a mesma coisa que fotões.

Mais à frente aparece-nos esta espantosa frase:
“A compressão adicional poderia permitir a mais raios cósmicos alcançar o interior do sistema solar, possivelmente afetando o clima terrestre e a capacidade dos astronautas a viajar com segurança através do espaço.”

Todo o resto do post é metafísica aludindo a ciclos de trevas pelo trajecto em torno da galáxia e ciclo mais pequenos de luz.

A notícia original não foi explanada e foi arranjada à medida da metafísica do autor. Ficaremos à espera de algo científico e das repostas às perguntas que ficam no ar.

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Como é óbvio a ciência, através dos cientistas, explicou o mistério. Os pseudos não só não explicaram (porque não sabem) como criaram mais dúvidas e medo. A ciência cria… e a pseudociência, ao contrário do que muita gente pensa, também cria. Explanarei esta criação mais tarde. Não conheço nenhuma torradeira criada por um metafísico mas conheço mecanismos de extorquir dinheiro criado por… homeopatas, leitores de velas, de borras de café, de beatas de cigarros e de torradas queimadas. Curiosamente os das torradas queimadas usam a torradeira criada pelo cientista. Curioso.

8 comentários

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  1. Há cada “artista”, mas eu gosto do “cinturão de fótons”; devem ser os primos dos fotões, mas que servem para fazer cintos. Para as senhoras devem dar uma cintura resplandecente…
    Very nice indeed!

  2. a terra pode estar livre de cometas, asteróides e nibiru em 2012 mas e quanto ao sol e a lua qua são fundamentais para nosso planeta eles estão fora de risco de colisão com esses objetos? procede que o sol tem um ciclo e que vai terminar um ciclo do sol dia 21/12 ?

    1. Não há qualquer risco de impacto com a Lua.

      Com o Sol, qualquer coisa que impacte, é a mesma coisa que um mosquito no pára-brisas do carro – não afecta nada o carro.

      Quanto ao ciclo do Sol, terá o pico em 2013, e não 2012, e será um pico extremamente fraco, como se tem visto este ano.
      http://www.astropt.org/2012/05/21/sol-com-maximos-e-minimos-preocupantes/

      abraços

  3. uma das teorias para 2012 afirma que o sistema solar vai passar por uma zona de instabilidade onde vai sofrer alteração como aproximação ou distância do sol e dias mais longos ou curtos isso procede? há alguma instabilidade no sistema solar que possa afetar a terra?

    1. A “zona de instabilidade” normalmente apelidada de nuvem fotónica é uma vigarice.
      http://www.astropt.org/2011/06/28/nasa-esconde-um-segredo-sistema-solar-vai-entrar-numa-nuvem-de-energia-que-ira-acabar-com-a-vida-na-terra/

      Dias mais longos ou curtos, não depende de distancia ao Sol mas sim da rotação da Terra.
      A Terra tem dias muito mais longos actualmente do que há 3 mil milhões de anos atrás. E vai continuar a ter. Gradualmente.
      Nada disso nos afecta.

      abraços

        • Cavalcanti on 18/12/2012 at 14:38

        Apenas um complemento ao comentário do Carlos:

        “Dias mais longos ou curtos, não depende de distancia ao Sol mas sim da rotação da Terra.”

        … que tem relação direta com o sistema Terra-Lua. E o nosso satélite natural está a se afastar cerca de 3,0 cm/ano. À medida que a Lua vai “escapando” da força de atração gravitacional, a Terra vai desacelerando e, consequentemente, diminuindo sua velocidade angular.

        A equação da velocidade angular é dada abaixo e admitindo-se o movimento de rotação da Terra como sendo MCU:

        (w -> ômega) = 2.pi / T, onde T é o período em horas. Percebe-se que a velocidade angular e o período são inversamente proporcionais: quanto maior for w, menor será T e vice-versa.

        Exatamente o que está a se falar: quanto mais a Lua se afasta, mais a Terra gira devagar. Em tempos imemoriais, quando estava recém formada, a Lua encontrava-se estava numa órbita muito mais próxima, fazendo com que a Terra tivesse duração dos dias com valores bem menores que o atual. Como o Carlos bem já afirmou: “Terra tem dias muito mais longos actualmente do que há 3 mil milhões de anos atrás.” [(mil milhões (Portugal) = bilhão (Brasil)]

        Porém, pseudos não levam essas equações em consideração (que nada mais é que uma determinação matemática) e continuam a afirmar coisas estrambólicas.

        Abraços.

      1. Ia-me esquecendo: 🙁 obviamente, pode-se calcular a velocidade linear na superfície da Terra a partir do seu raio:

        v = [(2. pi . R) / T], onde R é o raio da Terra em quilômetros (R = 2 / Diâmetro da Terra). Para a velocidade angular: radianos/hora (rad/h); para a velocidade linear: km/h ou m/s, basta dividir por 3,6 e fazer a aproximação pelo reconhecimento do(s) algarismo(s) significativo(s).

      2. *correção: raio = diâmetro da Terra / 2

  1. […] Disappears: ENE”. Olho para cima e procuro vestígios de nuvens fotónicas (ainda aqui, e aqui) de supernovas ou de planetas e nada… O mundo não acabou e não deverá acabar tao […]

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