Fenda no Tempo

Durante o regresso de minhas férias profissionais, aproveitei o tempo restante para retirar o pó de velharias. Dentre algumas destas, encontrei meu velho VHS (quanta redundância, não? 😉 ) deste magnífico filme do Tom Holland. Obviamente, relembro com bastante saudosismo o lançamento deste – há exatos 17 anos.

 

 

fenda-no-tempo-poster01

 

 

Baseado numa obra do King (Four Past Midnight: The Langoliers), o filme Fenda no Tempo (título lançado no Brasil) narra acerca de 10 passageiros que estavam viajando de Los Angeles até Boston e descobrem que todos os outros passageiros, assim como a tripulação, desapareceram. Quando o Comandante Engle (interpretado pelo excelente David Morse) – que estava neste como passageiro – consegue aterrissar o avião no aeroporto de Bangor (estado de Maine, EUA), completamente vazio, o autor de livros de mistérios Bob Jenkins (alguns críticos de filmes veem semelhanças entre este personagem e o próprio Stephen King) descobre, por dedução, que eles voltaram ao passado no tempo de 15 minutos através de uma aurora boreal que estava no deserto de Mojave. Neste filme de ficção científica, o passado é vazio e silencioso; onde os acontecimentos não mais existem; cujo tempo é estático; e as percepções sensoriais vão desaparecendo aos poucos. O espaço é simplesmente devorado por criaturas denominadas Langoliers – que varrem tudo da melhor maneira possível: devorando.

 

 

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Saindo da ficção científica e trazendo à realidade, sabemos que não é possível voltarmos ao passado (ou desconhecemos manipulações no espaço-tempo para que tal possa ocorrer). E a resposta, como é de se imaginar, está na Relatividade Especial de Einstein: como já expliquei neste artigo, nada que possua massa pode viajar superior a velocidade da luz. Se fosse possível, poderíamos regressar no tempo. Para entendermos analiticamente ainda mais sobre a velocidade da luz e as viagens no tempo, nada melhor que o garoto Carl Sagan para nos explicar:

 

 

 

 

 

 

 

 

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Se fosse possível (ou seja possível, talvez, um dia, através das ferramentas da Ciência) viagens ao passado, o que o(a) leitor(a) pensaria acerca deste assunto? Poderíamos ver em primeira mão o discurso inaugural de Thomas Jefferson na Câmara Mercantil de New Haven, em 4 de março de 1801? Ou a descoberta do nêutron pelo cientista inglês James Chadwick em 1932?

(…)

Ou, de alguma forma, o Stephen King teria razão? O passado seria apenas vazio, silencioso, somente à espera deles… os Langoliers? 😛

7 comentários

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    • Gualter la luna on 14/02/2018 at 17:27
    • Responder

    Se voltassemos ao passado ou fossemos para o futuro nao seriamos vistos pois nao estavamos naquele instante no passado. Nao existiamos naquele passado o mesmo vale para o futuro. Mao poderiamos alterar nada porque nao faziamos parte daquele instante, passado ou futuro.
    Bem diferrnte da serie O Tunel do Tempo.
    Minha modesta opiniao .

  1. Excelente 😀

    Lembro-me do filme e lembro-me de não ter gostado nada 😛 LOL 😀

    Se eu fosse para trás no tempo, iria até 21 de Abril de 2007 – data de nascimento do novo calendário mundial. 😛

    Todas as datas antes dessa serão referidas no futuro como A.A, ou seja, Antes do AstroPT 😛 LOLLL 😀

    abraços!

    1. Lembro-me do filme e lembro-me de não ter gostado nada 😛 LOL 😀

      How is this possible, Carlos! 😛 😀

      O excelente raciocínio-observativo-dedutivo do Bob Jenkins na cena do aeroporto já não compensa os sofríveis efeitos especiais contidos neste? 😛 😉

      Abraços.

      1. Na altura, eu já era muito crítico 😛

        Auroras Boreais não permitem viajar no tempo :P, o passado não é vazio :P, e muito menos tem Langoliers. 😛

        E eu tenho razão, porque já estive no passado e não vi nada disso 😛 LOLLLL 😛

      2. Apenas ficção científica, meu caro… 😉 apenas ficção científica. 😛

        Abraços! 🙂

        P.S.: “E eu tenho razão, porque já estive no passado e não vi nada disso

        LOL 😀

  2. Que tal a apresentação do OE-2013. Daqui a 100 anos deve ser…

    1. Noutros lugares não é muito diferente. 😉

      Abraços.

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