Óxido e Dióxido de Titânio Detectados na Supergigante VY Canis Majoris

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(As dimensões da VY Canis Majoris relativamente ao Sol e à órbita da Terra. De notar que, apesar de se saber que a estrela é uma supergigante vermelha bastante luminosa, a sua luminosidade e distância exactas estão ainda por estabelecer. A missão astrométrica GAIA da ESA, que será lançada no final deste ano, deverá resolver esta incerteza de forma definitiva. Crédito: Wikipedia)

Uma equipa de astrónomos do Instituto Max Planck para a Radio Astronomia e da Universidade de Colónia usaram o Submillimeter Array, um observatório de radiação sub-milimétrica no Hawaii, para detectar moléculas de óxido e dióxido de titânio (TiO e TiO2, respectivamente) no gás e poeira que circunda a estrela supergigante vermelha VY Canis Majoris, situada, como o nome implica, na constelação do Cão Maior. Esta foi a primeira vez que o dióxido de titânio foi detectado sem ambiguidade no espaço. O óxido de titânio, por sua vez, foi identificado no espectro das estrelas mais frias, de tipo espectral M, no final do século XIX e portanto a sua detecção na VY Canis Majoris não constitui uma surpresa.

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(A VY Canis Majoris fotografada pelo telescópio Hubble. Notem a quantidade de material, gás e poeira, que circunda a estrela, resultante do seu vento estelar intenso e da ejecção das suas camadas exteriores devido a instabilidades internas. Crédito: NASA/ESA/R. Humphreys)

Curioso é o facto de o óxido de titânio ser um composto muito utilizado no nosso dia a dia, muitas vezes sem nos apercebermos. É um dos principais componentes dos protectores solares, é utilizado como pigmento branco em tintas e é mesmo utilizado com aditivo em alimentos – o E171. Ambos os óxidos de titânio formam-se nas regiões quentes próximas da fotosfera da estrela e depositam-se em partículas de poeira que são lentamente empurradas para o espaço pelo vento estelar intenso da supergigante. O dióxido de titânio agora descoberto, em particular, tem propriedades catalíticas conhecidas que podem ser importantes na formação de moléculas mais complexas na superfície dos grãos de poeira.

Podem ver a notícia original aqui.

2 comentários

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  1. É difícill ter noção do tamanho dessa estrela..Coisa q nem dá pra imaginar…

    • Cristian Rodrigues Aquino Souza on 29/03/2013 at 20:38
    • Responder

    adoro essa estrela!

  1. […] 102152. HD 140283 (aqui). U Camelopardalis. J093010. R Sculptoris. Zircónio. W1-26. Canis Majoris (Óxido e Dióxido de Titânio). V838 Monocerotis (evolução, aqui). Fomalhaut C. Pleiades (aqui). Enxames. Messier 68. NGC 602. […]

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