Comportamento moral nos animais

Dois macacos capuchinhos são colocados lado a lado e recompensados por uma tarefa simples.
Enquanto a recompensa é igual (ambos recebem rodelas de pepino), a recompensa decorre calmamente. Mas quando um passa a ser recompensado com uvas (um alimento muito mais apetecível… mesmo para um macaco) e o outro continua a receber rodelas de pepino, cria-se um tratamento desigual.

Veja-se o vídeo, para se verificar como um tratamento desigual leva a um sentimento de injustiça, que se traduz em revolta.

Injustiça e revolta são emoções comuns entre nós, quando confrontados com desigualdades dentro da nossa sociedade. O sentimento de Justiça, é precisamente um dos pilares da Moral.
Mas o que este estudo demonstra é que mesmo alguns animais, que nos habituámos, desde os bancos da escola, a classificar de irracionais, também nos podem surpreender pois são capazes de compreender e expressar emoções e de desenvolver comportamentos que pensávamos serem exclusivos nossos.

Quem tiver paciência para ver o vídeo completo (legendas em português), poderá constatar que outras emoções, como a empatia e comportamentos como a cooperação, também podem ser encontradas entre os Primatas e outros animais…

7 comentários

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    • Dinis Ribeiro on 14/02/2015 at 13:57
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    Neste filme http://en.wikipedia.org/wiki/I_Am_Legend_(film) / http://pt.wikipedia.org/wiki/Eu_Sou_a_Lenda as pessoas afectadas pela epidemia tornam-se em “verdadeiros animais” sanguinários e muito violentos…

    Aliás recordo-me que a violência é estudada por alguns como se fosse uma doença, uma epidemia, e técnicas antigas como a quarentena ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarentena / http://en.wikipedia.org/wiki/Quarantine ) talvez façam parte das soluções:

    http://www.newscientist.com/article/dn7436-violence-may-be-a-socially-infectious-disease.html

    http://www.newscientist.com/article/mg18625022.700-gun-violence-may-be-infectious.html

    http://www.newscientist.com/article/mg22229690.200-treat-violence-like-a-plague–then-we-can-cure-it.html

    http://www.ted.com/talks/gary_slutkin_let_s_treat_violence_like_a_contagious_disease

    Cure Violence, founded by University of Illinois at Chicago School of Public Health Epidemiologist Gary Slutkin, M.D. and ranked one of the top ten NGOs by the Global Journal in 2013, stops the spread of violence in communities by using the methods and strategies associated with disease control – detecting and interrupting conflicts, identifying and treating the highest risk individuals, and changing social norms.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Gary_Slutkin

    http://en.wikipedia.org/wiki/The_Interrupters

    Quanto ao “Niilismo”, que é uma palavra que eu ouvi de novo na TV relativamente ao que se passava pela cabeça das pessoas que levaram a cabo o ataque mortífero contra o Charlie Hebdo, partilho mais alguma informação:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Niilismo / http://en.wikipedia.org/wiki/Nihilism

    Toda esta reflexão foi induzida por ter “tropeçado” num pequeno texto que explora a possibilidade do filme “Sou a Lenda” ter um outro final (alternative ending) e que partilho a seguir:

    Link: http://screenrant.com/alternate-i-am-legend-ending-is-far-superior-vic-1387/

    This alternate ending to I Am Legend is (IMHO) far superior to the abrupt version in the theatrical release, and fits in better with something that happens in the film about midway through.

    At one point in the movie when Will Smith’s character took the lead zombie’s mate away from them, the zombie reacted with extreme rage, indicating that there was some vestige of humanity left in them.

    Saliento este aspecto:

    …” the zombie reacted with extreme rage, indicating that there was some vestige of humanity left in them”…

    But throughout the rest of the movie we never saw any more hint of that, which felt… “unfinished.”

    Well this clip addresses that very nicely, plus ( —— SPOILER ALERT —— ) doesn’t have that “nihilistic ending” with Will Smith dying. I don’t know why they didn’t go with this ending… maybe they thought it was too cliched for Will Smith to survive – but in this case I think it would only have made the film better.

    Eu gostei muito do filme, e (infelizmente) o modo como acaba é bem mais próximo da realidade actual.

    Eu prefiro este outro final alternativo que embora talvez seja mais “piegas” e “lamechas”, para mim, é muito mais “inspirador” (no final do filme que foi comercializado, o herói suicida-se com uma granada para aniquilar os zombies e para que Anna e Ethan possam fugir) e, sobretudo, porque lança um “verdadeiro desafio” muito mais difícil de se atingir.

    Já agora, recordo também que no filme “Planeta dos Macacos: A Revolta” embora o “Cesar” tente fazer a paz com os humanos, os esforços da personagem “Malcom” (com quem me identifiquei ao ver o filme) são bastante dificultados pelas accções e pelo ódio presente na personagem “Koba”.

    Citação:

    “Enquanto isso, Koba, primeiro tenente de Cesar, que havia sido cobaia http://pt.wikipedia.org/wiki/Cobaia dos seres humanos no passado, incentiva César a exterminar todos os seres humanos, enquanto eles estão enfraquecidos e desesperados.”

    ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Dawn_of_the_Planet_of_the_Apes / http://en.wikipedia.org/wiki/Dawn_of_the_Planet_of_the_Apes )

    Uma caricatura que poderia ilustrar como a violência é contagiosa, é esta:

    A espada mortífera da ciência
    http://www.astropt.org/2012/02/01/a-espada-mortifera-da-ciencia/

    O Unicórnio da caricatura anterior é um “animal mítico” e é também um símbolo da “pureza e inocência” dos animais:

    …” it was commonly described as an extremely wild woodland creature, a symbol of purity and grace, which could only be captured by a virgin.

    In the encyclopedias its horn was said to have the power to render poisoned water potable and to heal sickness…”

    http://en.wikipedia.org/wiki/Unicorn / http://pt.wikipedia.org/wiki/Unic%C3%B3rnio

    Relativamente á esperança dum futuro melhor, tenho muita curiosidade sobre este tema que descobri aqui:

    Internet Inter-espécies
    http://www.astropt.org/2013/08/09/internet-interespecies-uma-boa-ideia-em-andamento/

  1. Muito bom. Adorei!

  2. Isto faz-me lembrar uma certa noite…numa cúpula escura 😛

    1. Também me lembro dessa noite. E tive pena por se ter perdido uma óptima oportunidade de se estabelecer um debate bem interessante…

  3. «Exclusivos nosso», Rui?
    Há muito que se sabe que os macacos antropóides (chimpanzés, gorilas e orangotangos) expressam emoções!

    1. De acordo. Como está bem patente no segundo vídeo, outros animais, que não o Homem, têm comportamentos que revelam que a empatia, a cooperação, etc. não são exclusivos nossos.

      A minha intenção ao escrever o texto, também é a de abalar preconceitos e provocar a discussão 😉

      Por um lado, na escola é-nos dito que o Homem é um ser racional e os restantes animais são seres irracionais. Racionais? Irracionais? Quem define a linha que separa esses dois conceitos?

      Por outro lado, temos a moralidade, que muitas pessoas e instituições consideram ser um atributo que nos é dado por uma entidade divina. Mas será que isso tem algum fundamento? Se se demonstrar que a justiça/equidade, a empatia, a solidariedade, etc. não são qualidades exclusivas da espécie homo sapiens sapiens, podemos talvez concluir que mesmo esses atributos não têm origem divina e são parte de um processo evolutivo.

    • pedro.tomas@erion.com.pt on 30/04/2013 at 02:10
    • Responder

    Muito interessante!

  1. […] (mito, verdade). Michio Kaku. Halo Solar em Fátima. Ignorantes. Richard Dawkins. Super-Humanos. Animais. Expressões. Ciência vs. Religião. Páscoa. Crenças improváveis. Crenças adultas. Michael […]

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