Portugal junta-se ao projeto do European Extremely Large Telescope

Portugal junta-se ao projeto do European Extremely Large Telescope Telescope da ESO (Crédito: ESO)

O European Extremely Large Telescope da ESO (Crédito: ESO)

Representantes do governo português confirmaram, no dia 07 de maio, que o país se juntará à lista dos participantes no programa do European Extremely Large Telescope (E-ELT) do ESO, elevando para 13 o número de Estados Membros que confirmaram já a sua total participação no que será o projecto líder de astronomia no solo nas próximas décadas.

O E-ELT (ou “Telescópio extremamente grande”, em tradução direta) é considerado uma das maiores prioridades da astronomia europeia no solo e um dos principais projectos do ESO para as próximas décadas. Este telescópio dará aos astrónomos a possibilidade de avançarem a passos de gigante no conhecimento astrofísico, através de estudos detalhados aos primeiros objectos do Universo, a planetas em órbita de outras estrelas, a buracos negros de massa extremamente elevada e à natureza e distribuição da matéria escura e da energia escura, que dominam o Universo.

Portugal juntou-se ao ESO em Junho de 2000, tendo a sua adesão sido ratificada pelo parlamento português em maio de 2001. A contribuição adicional de Portugal ao E-ELT rondará os 5,1 milhões de euros, pagos ao longo dos dez anos da construção. O início da construção do E-ELT está previsto para o final deste ano, esperando-se as primeiras imagens para cerca de dez anos depois.

European Extremely Large Telescope

European Extremely Large Telescope (Crédito: ESO)

“Estou muito contente por ver mais um passo no sentido de tornar o projecto E-ELT uma realidade,” diz Tim de Zeeuw, o Director Geral do ESO, “Com esta importante decisão do Ministro Nuno Crato, Portugal junta-se à lista de Estados Membros que liderarão o avanço da astronomia no solo nas décadas futuras. Esta decisão beneficiará significativamente os astrónomos, construtores de instrumentos e indústria no país.”

A participação portuguesa na ESO permite o acesso de diversas equipas de investigadores portugueses  às infraestruturas de observação terrestre da mais alta qualidade para as áreas de Astronomia e Astrofísica.

Esta parceria tem ainda mostrado vantagens para a economia portuguesa: até 2006, várias empresas portuguesas fornecerem cerca de 2,5 milhões de euros em bens para os projectos do ESO. Destaca-se a empresa portuguesa Solidal, S.A que, em 2010, ganhou ainda o concurso internacional para o fornecimento de cabos elétricos para a construção do telescópio ALMA, no valor de 1 milhão de euros.

Fonte: ESO

Mais informações aqui, aqui e aqui.

Sobre a recente visita do Ministro Nuno Crato ao ESO: tvciencia.pt

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