Descoberta a fonte da Corrente de Magalhães

Esta imagem mostra a longa faixa de gás chamada Corrente de Magalhães, que se estende por metade da Via Láctea. A imagem combina observações visuais e em rádio, com a faixa a ser vista em cor-de-rosa. A Via Láctea é vista em azul claro no centro da imagem. As partes castanhas são nuvens de poeira interestelar na nossa Galáxia. As Nuvens de Magalhães são as regiões brancas no canto inferior direito sobre a faixa. Crédito: David L. Nidever, et al., NRAO/AUI/NSF and Mellinger, Leiden/Argentine/Bonn Survey, Parkes Observatory, Westerbork Observatory, Arecibo Observatory.

Esta imagem mostra a longa faixa de gás chamada Corrente de Magalhães, que se estende por metade da Via Láctea.
A imagem combina observações visuais e em rádio, com a faixa a ser vista em cor-de-rosa. A Via Láctea é vista em azul claro no centro da imagem. As partes castanhas são nuvens de poeira interestelar na nossa Galáxia. As Nuvens de Magalhães são as regiões brancas no canto inferior direito sobre a faixa.
Crédito: David L. Nidever, et al., NRAO/AUI/NSF and Mellinger, Leiden/Argentine/Bonn Survey, Parkes Observatory, Westerbork Observatory, Arecibo Observatory.

Uma equipa de astrónomos utilizou o Telescópio Espacial Hubble para desvendar um mistério que já tinha 40 anos.
Desde a década de 1970 que os astrónomos se têm perguntado se a imensa faixa de gás, que se encontra atrás das galáxias anãs satélites da Via Láctea conhecidas como Nuvens de Magalhães, se deve a alguma ou a ambas galáxias satélites. A ideia era que a razão se devia por completo à Pequena Nuvem de Magalhães.

Agora sabe-se que a longa faixa de gás ao redor de cerca de metade da Via Láctea, chamada de Corrente de Magalhães, foi maioritariamente arrancada à Pequena Nuvem de Magalhães há 2.000 milhões de anos, mas uma pequena parte foi arrancada mais recentemente à Grande Nuvem de Magalhães.

A imagem de baixo foi feita em comprimentos de onda de rádio que determinou a constituição química do gás, medindo a quantidade de elementos pesados, como oxigénio e enxofre, em 6 locais ao longo da faixa. Na direita, os círculos rosa mostram a localização das Nuvens de Magalhães. Crédito: David L. Nidever, et al., NRAO/AUI/NSF and Mellinger, LAB Survey, Parkes Observatory, Westerbork Observatory, Arecibo Observatory. LAB Survey

A imagem de baixo foi feita em comprimentos de onda de rádio que determinou a constituição química do gás, medindo a quantidade de elementos pesados, como oxigénio e enxofre, em 6 locais ao longo da faixa. Na direita, os círculos rosa mostram a localização das Nuvens de Magalhães.
Crédito: David L. Nidever, et al., NRAO/AUI/NSF and Mellinger, LAB Survey, Parkes Observatory, Westerbork Observatory, Arecibo Observatory. LAB Survey

Para saber isto, os astrónomos mediram a abundância de elementos pesados, como oxigénio e enxofre, em seis locais ao longo da Corrente de Magalhães. Esta medição foi feita a partir da absorção de luz ultravioleta emitida por distantes quasares à medida que ela passa através da Corrente de Magalhães.
A baixa abundância desses elementos corresponde aos níveis que tinha a Pequena Nuvem de Magalhães há cerca de 2.000 milhões de anos.
Uma outra região da Corrente de Magalhães (Fairall 9) tinha um nível de enxofre (e de outros elementos pesados) mais elevado, semelhante à composição da Grande Nuvem de Magalhães.

Maioritariamente esta faixa de gás vem da Pequena Nuvem de Magalhães por esta ser menos massiva, por isso tem menor força gravitacional, sendo assim mais fácil “arrancar” parte da sua massa.

Grande Nuvem de Magalhães. Crédito: ESO/Digitized Sky Survey 2. Davide De Martin

Grande Nuvem de Magalhães. Crédito: ESO/Digitized Sky Survey 2. Davide De Martin

Todas as galáxias satélites próximas da Via Láctea perderam a maior parte do seu gás, com a excepção das Nuvens de Magalhães, porque estas são mais massivas, tendo assim mais força gravitacional para formar novas estrelas com esse gás. No entanto, à medida que elas se aproximam da Via Láctea, as poderosas forças gravitacionais da nossa Galáxia atraem gradualmente mais gás das suas famosas galáxias-satélite.

Leiam o artigo no original, aqui.

Pequena Nuvem de Magalhães. Crédito: ESA/Hubble, Digitized Sky Survey 2. Davide De Martin

Pequena Nuvem de Magalhães. Crédito: ESA/Hubble, Digitized Sky Survey 2. Davide De Martin

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  1. […] de Hoag (aqui). Quinteto de Stephan. Sexteto de Seyfert. Abell 68. Grande Nuvem de Magalhães. Corrente de Magalhães. Via Láctea. Enorme Halo. Nuvem de Smith vai colidir com Via Láctea. Jantar de Buraco Negro. […]

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