Explosão ilumina galáxia invisível durante a idade das Trevas

Esta ilustração mostra uma explosão de raios-gama a iluminar nuvens de gás interestelar. Crédito: Gemini Observatory/AURA, Lynette Cook

Esta ilustração mostra uma explosão de raios-gama a iluminar nuvens de gás interestelar. Crédito: Gemini Observatory/AURA, Lynette Cook

Há mais de 12.000 milhões de anos, explodiu (implosão do núcleo) uma estrela massiva, expelindo jactos a velocidades próximas da luz. Esta morte da estrela iluminou toda a galáxia 1 milhão de vezes mais que o normal brilho galáctico. Essa radiação fruto da explosão viajou durante 12.700 milhões de anos até chegar agora ao nosso planeta – um planeta que não existia na altura da explosão, obviamente.

“Esta estrela viveu numa época interessante, na chamada idade das trevas do Universo, menos de mil milhões de anos após o Big Bang. Nós somos quase como “arqueólogos” ou cientistas forenses ao analisarmos a morte de uma estrela que viveu nos primeiros tempos do Universo”, referiu Ryan Chornock, principal investigador deste estudo.

Como sabemos tudo isto?
Porque foi detectado o GRB 130606A, uma explosão longa de raios gama (mais de 4 minutos), que notificou da morte da estrela.
Através da impressão química deixada pelo GRB quando atravessou nuvens de gás interestelar, percebeu-se que continha somente 10% de metais (elementos mais pesados que hélio) e daí que a estrela terá “morrido” numa altura em que o Universo ainda era muito jovem.
O GRB 130606A tem um redshift (desvio para o vermelho) de 5.9, o que corresponde a uma distância de 12.700 milhões de anos-luz, tornando-o num dos GRB mais distantes que já se detectou.

Leiam o artigo original, aqui.

Crédito:

Crédito: Gemini Observatory/AURA, Lynette Cook

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  1. […] – Raios Gama (tag): Bolhas. GRB 130427A. GRB 130606A. Explosão há 1200 anos. Ataque Espacial. SGR 1806-20. Raios Cósmicos (tag): Aumento […]

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