The Walking Dead

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Esta foi uma série que não me dizia nada no início – zombies é cultura popular mas nada científica – mas que fui aprendendo a gostar ao olhar para os aspectos sociais ao longo dos episódios.
É agora uma das séries que acompanho semanalmente.
Para “fazer sentido” da premissa, assumi que se trata de um vírus. E vírus, como nos diz o documentário Últimos Dias na Terra, têm uma enorme facilidade de se propagar actualmente pelos humanos.

Mesmo assim, há várias coisas que não compreendo.
Por exemplo, sem humanos disponíveis, os sistemas de refrigeração existentes nas diversas centrais nucleares por todo o mundo deveriam deixar de funcionar. Como explica o documentário Life After People, doses massivas de radiação (superior a 500 bombas de Hiroshima) seriam libertadas, provocando cancro em milhões de pessoas, e levando a chuva com partículas radioactivas que cairia por quase todo o planeta. Como é que as pessoas sobreviveram ao desastre radioactivo?

Como curiosidade, a Universidade da Califórnia em Irvine criou um curso online baseado nesta série, onde se pretende estudar sociologia, saúde pública, matemática e física.
O curso intitula-se “Society, Science, Survival: Lessons from AMC’s ‘The Walking Dead”, como podem ler, aqui e aqui. O curso está aqui.

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7 comentários

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  1. Realmente a serie é mais profunda que a própria lógica 🙂 No principio também não lhe dei muito credito mas agora já é uma serie de culto como a serie “Lost”. Estou a adorar 🙂

  2. O jogo é 1000 vezes melhor do que a série.

  3. Ao assistir séries desse tipo tento não analisar tanto. Afinal de contas, quanto tempo duraria um zumbi? Estes aí continuam enxergando, ouvindo, cheirando e andando mesmo depois de meses em estado de putrefação. Um corpo exposto ao ambiente se decompõe rapidamente. Onde estão os insetos e animais que ajudam nesse processo? É claro que os zumbis são só um pano de fundo, a série trata de questões mais profundas do comportamento humano. No entanto, são tantos pontos que se analisados logicamente destruiriam a série. Nem vale a pena pensar assim. O jeito é adotar uma postura de suspensão de descrença e aproveitar.

  4. Nesse documentário diz quanto tempo demoraria para tomar as devidas providências para fechar as centrais nucleares? É que neste caso, embora a propagação do vírus tenha sido muito rápida, ainda assim poderia ter dado tempo para resolver esse problema. Aliás, a série em nenhum momento afirma que o vírus tenha mesmo conseguido propagar-se pelo mundo todo. Um país mais isolado poderia conseguir tomar medidas a tempo para evitar que a doença o fustigasse e esse mesmo país poderia resolver os problemas iminentes dos outros. É claro que é apenas uma suposição, mas outras suposições se podem fazer para impedir esse problema. De qualquer forma, é uma série de ficção com um intuito claro, que evidentemente não poderá cobrir todos os ângulos. Fosse o pior da série isso…

    Abraço,
    Marinho

  5. continuo a não entender o beneficio de criar bombas nucleares para destruir algo que nos sustente 🙂

  6. temos que levar em conta que é algo da TV então nem tudo vai ser como seria na realidade, por exemplo é o fato do personagens depois de anos ainda andam em carros, oq não seria possivel devido ao prazo de validade dos combustiveis, mas fora os aspectos de fantasia, a serie mostra uma realidade que pode sim acontecer e como isso mudaria a sociedade como conhecemos

  7. Após ler o texto que escreveu sobre a série “Revolução” e a série “Walking Dead”, posso deduzir o seguinte:

    – qualquer cataclismo que levasse à destruição de grande parte da Humanidade (digamos 80% dos seres humanos) e ao subsequente abandono das infraestruturas que produzem energia – quer seja um vírus tipo gripe, um vírus que transforma as pessoas em zumbis, ou uma guerra nuclear – teria como consequência a libertação de doses massivas de radiação que acabariam com os sobreviventes. Neste caso, filmes como “O Dia dos Mortos-Vivos”, “Mad Max” ou “2012” não fazem sentido. Mesmo que metade da população sobrevivesse, se não há técnicos para se ocuparem das centrais eléctricas, nem barcos para levar o carvão e o petróleo para essas mesmas centrais, a outra metade que teria sobrevivido estaria condenada. Por isso, todos estes filmes pós-apocalípticos não fazem sentido, de um ponto de vista científico!!!

    Toda a minha infância foi uma grande mentira basicamente XD

    Grande abraço 😉

    • Helix on 16/07/2014 at 01:30

    […] à série Lost, mas desta vez passada no Ártico. Para mim, parece-me uma mistura de zombies de Walking Dead, com The Thing, Enigma de Andromeda, X-Files e Lost (sobretudo na parte de ser […]

  1. […] filme é parecido com a série Walking Dead. No entanto, o filme tem mais ação e menos complexidade que a série. Outra diferença é que no […]

  2. […] – Séries (tag): 1 Minuto de Astronomia. O Nosso Universo. Helix. Walking Dead. Sobreviventes. Alienados. […]

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