Cassini começa o ano com espectaculares imagens de Titã

Na quarta-feira passada, a Cassini sobrevoou a superfície de Titã, a uma altitude de apenas 1.400 quilómetros. O encontro teve como principal objectivo o mapeamento em infravermelho dos territórios equatoriais a leste de Adiri, com o instrumento Visible and Infrared Mapping Spectrometer (VIMS). No entanto, a trajectória seguida pela sonda da NASA permitiu também a observação, com as duas câmaras do subsistema de imagem, da região dos grandes lagos e mares de metano, no pólo norte, e das regiões mais meridionais do hemisfério anti-saturniano.

Apreciem em baixo algumas das imagens obtidas durante este encontro.

Tita_WAC_ISS_Cassini_010114O hemisfério norte de Titã numa composição em cores naturais construída com imagens obtidas pela Cassini, a 01 de Janeiro de 2014. Notem a espessa camada de neblina que cobre toda a região do pólo norte.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/Sérgio Paulino.

polo_norte_Tita_CB3_WAC_ISS_Cassini_010114Pormenor da região do pólo norte de Titã, obtido a 39,6 mil quilómetros de altitude, pela câmara de grande angular da sonda Cassini, através de um filtro para uma estreita janela na banda do infravermelho onde a atmosfera é transparente. A cruz marca o local do pólo norte.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/Sérgio Paulino.

atmosfera_Tita_VIO_WAC_ISS_Cassini_010114Estrutura das camadas superiores da atmosfera titaniana vista através de um filtro para o violeta (420 nm).
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.

Tita_WAC_ISS_Cassini_020114Hemisfério sul de Titã em cores naturais. Composição construída com imagens obtidas durante a fase de egresso do encontro.
Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute/Sérgio Paulino.

O próximo encontro com Titã está agendado para 02 de Fevereiro.

2 comentários

    • Rodrigo Corinthiano on 07/01/2014 at 12:44
    • Responder

    Essa lua é fascinante. Tomara que os Yankees se sintam incomodados com a evolução espacial chinesa, seria muito bacana se os americanos acordassem para iniciar uma competição espacial com os chineses. Isso poderia incentivar os chineses e os americanos almejar expedições mais arrojadas, e quem sabe uma navegação em Titã e quebrar mos o gelo na relação com Europa. 😉

  1. Passagens de uma sonda orbital e a visita de uma sonda superficial fazem de Titã a segunda lua mais explorada pelos cientistas – e mesmo assim, é tão dinâmico e complexo que ainda guarda a vasta maior parte de seus mistérios para as futuras gerações científicas.
    Quando despertei para a ciência, nos livros de escola aos nove anos de idade, li apenas que era considerado a maior lua do Sistema Solar (esse erro nos livros eram presentes por causa da atmosfera de Titã, que o fazem parecer maior que Ganimedes – sendo no entanto este de fato o maior satélite do sistema solar). Mas foi esse dado justamente que me fez interessar para Titã – e depois só aumentou – os cientistas já imaginavam que, por sua densa atmosfera e presença de nuvens de metano nesta, haveria a possibilidade de corpos líquidos em sua superfície.
    Por volta de 2004, cheguei a imaginar que veria a história de Vênus se repetir – os cientistas do passado cogitaram a existência de um mundo com mares e pântanos por causa da densa atmosfera, mas descobriram um deserto infernal e inóspito – mas felizmente não aconteceu.
    Em 2005, finalmente notei o valor da previsibilidade científica – os mares de hidrocarbonetos de Titã se revelaram reais, tornando o segundo mundo do Universo conhecido a contar com líquido na superfície. Eu cresci acompanhando as descobertas sobre Titã, vou passar a vida fazendo isso, quem sabe até veja, por volta de 2050 quem sabe, os planos para uma expedição humana a este mundo. E nessa altura os ficcionais estejam montando os planos para colonização, alguns imaginando terraformação, em fim…

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