Opportunity identifica local de origem da pequena rocha Pinnacle Island

Pinnacle_Island_Stuart_Island_Solander_Point_PanCam_Opportunity_040214“Pinnacle Island” (seta em baixo, à esquerda) e o seu ponto de origem numa rocha denominada “Stuart Island” (seta em cima, à direita). Imagem obtida pelo robot Opportunity, a 04 de Fevereiro de 2014 (3.567º sol da missão).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell University/Arizona State University.

Investigadores da missão Mars Exploration Rovers (MER) identificaram o local de origem da pequena rocha marciana em forma de donut recentemente descoberta em Solander Point. Imagens obtidas na semana passada mostram que a rocha, denominada Pinnacle Island, é um pedaço de um bloco rochoso movido e fragmentado por uma das rodas do Opportunity, num local um pouco mais acima, no início de Janeiro. Com apenas 4 centímetros, Pinnacle Island causou sensação quando apareceu, aparentemente vinda do nada, na frente do robot da NASA, num ponto onde não estava presente apenas 4 dias antes.

“A partir do momento que deslocámos um pouco o Opportunity, após ter inspeccionado Pinnacle Island, podemos ver directamente mais acima uma rocha virada, que tinha a mesma aparência invulgar”, afirmou à NASA Ray Arvidson, investigador principal da missão. “Conduzimos sobre a rocha. Podemos ver as marcas das rodas. Foi daí que veio Pinnacle Island.”

Análises realizadas à pequena rocha revelaram níveis elevados de manganésio e enxofre, elementos solúveis em água, o que sugere que foram depositados na rocha pela acção de soluções aquosas concentradas. “Isto deverá ter acontecido logo abaixo da superfície, há relativamente pouco tempo”, disse Arvidson. “Ou aconteceu a uma maior profundidade, há mais tempo, e depois, por acaso, a erosão terá removido o material por cima, tornando-a acessível às nossas rodas.”

IDL TIFF fileEscarpa McClure-Beverlin vista pelo Opportunity, a 25 de Dezembro de 2013 (3.527º sol da missão).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell University/Arizona State University.

Agora que o Opportunity terminou a inspecção de Pinnacle Island, a equipa da missão planeia conduzi-lo em direcção a sul, para investigar um conjunto de camadas rochosas expostas na vertente mais acima. O afloramento rochoso recebeu o nome de Escarpa McClure-Beverlin, em honra aos engenheiros Jack Beverlin e Bill McClure, os primeiros funcionários da NASA a serem condecorados com a Medalha de Bravura Excepcional. Beverlin e McClure foram distinguidos pela suas acções a 14 de Fevereiro de 1969, que permitiram o salvamento da Mariner 6, a segunda missão americana a Marte, quando esta se encontrava ainda na plataforma de lançamento, no interior de um dos novos foguetões Atlas/Centauro com uma anomalia no interruptor de uma válvula de pressão, que o levaria a descair no cimo da plataforma.

“A nossa equipa que trabalha na contínua missão de exploração e descoberta do Opportunity tem consciência da dívida que tem para com o trabalho das pessoas que tornaram possiveis as primeiras missões a Marte, e em particular ao heroísmo de Jack Beverlin e Bill McClure”, disse James Rice, um dos membros da equipa da MER. “Sentimos que este era realmente um tributo apropriado a estes bravos homens, especialmente com a chegada do 45º aniversário dos seus actos.”

A exploração da parte inferior da escarpa dará ao Opportunity vantagens em termos energéticos, uma vez que manterá os seus painéis solares devidamente orientados na direcção do Sol de Inverno. Hoje, 14 de Fevereiro, ocorre o solstício de Inverno no Hemisfério Sul de Marte, hemisfério que inclui Meridiani Planum, a região onde o Opportunity tem viajado desde a sua chegada ao planeta vermelho em Janeiro de 2004.

“Passámos além do ponto mínimo de energia solar deste Inverno marciano” afirmou John Callas, responsável do projecto Opportunity. “Podemos agora esperar termos mais energia disponível a cada semana. Mais ainda, ventos recentes removeram alguma poeira dos painéis solares, pelo que temos agora um melhor desempenho na produção de energia do que nos dois Invernos anteriores.”

5 comentários

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  1. VOCES NAO VIRAM NADA DE ESPECIAL. NA FOTO A SETA DE CIMA NO LADO DIREITO ESTA UMA COISA REDONDA K PARECE UMA PORCA DO PARAFUSO OU UMA ARGOLA. SEI K E METAL NAO ME DIGA K E DA NASA.

    1. SA, escrever em maiúsculas não lhe dá razão, é simplesmente uma forma grosseira e reprovável de comunicar na internet. Se repetir esse comportamento, serei obrigado a eliminar os seus comentários.

      Quanto ao objecto que diz ter observado no lado direito da imagem, parece ser outro fragmento da mesma rocha. Seja o que for, acho sensacional o SA saber, com toda a certeza, que é um objecto de metal e que não é da NASA. Enfim…

  2. Excelente a eficiência da busca de pistas pela NASA.

    Era alta a probabidade de uma roda ter “descolado” a pedra.

    Agora a evidência.

    Mas alguns ainda vão acreditar que um Anunnaki esteve lá para “deixar uma mensagem” para nós.

    1. Excelente comentário. Apesar de eu achar que a NASA sabe da existência de seres extraterrestres, tenho certeza que ela trabalha de forma seria, e realmente investiga com toda sua capacidade tudo que é possível com a tecnologia dos seus robôs e sondas.
      O que me assusta é o porque deles não comentarem sobre os eventos inexplicáveis que acontecem. Só em eles falarem que não sabem o que é seria o suficiente para dizer ao mundo que os óvnis são reais e existe algo que não entendemos no mundo.

      1. Leia os nossos artigos sobre OVNIs antes de se deixar levar por crenças religiosas…

  1. […] Dunas Coloridas. Geologia. Superfície Rochosa. Rocha Pinnacle Island (mistério, vida, resolução). Mirtilos. Meteoritos. ALH 84001. Comparação. Humor. Luas (Medo e Terror). Metano. Passado frio […]

  2. […] de Fevereiro tinham já desvendado a origem da misteriosa rocha. Pinnacle Island não passa de um fragmento partido e arremessado por uma das rodas do robot, numa das manobras realizadas dias antes da sua […]

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