Diamante Espacial do tamanho da Terra ?

Ilustração Artística de uma anã branca em órbita do pulsar PSR J2222-0137. Crédito: B. Saxton (NRAO/AUI/NSF)

Ilustração Artística de uma anã branca em órbita do pulsar PSR J2222-0137. Crédito: B. Saxton (NRAO/AUI/NSF)

Uma equipa de astrónomos encontrou o que parece ser uma anã branca bastante fria. Possivelmente é a estrela anã branca mais fria que já se descobriu. Esta anã branca (o futuro do nosso Sol) é tão fria que provavelmente o carbono cristalizou. Se assim é, então esta “estrela morta” será um diamante do tamanho da Terra.

David Kaplan, principal investigador, disse: “Este é um objeto verdadeiramente notável”.

A descoberta deste objeto foi possível porque esta anã branca (uma “estrela morta”) orbita um pulsar (uma outra “estrela morta” mas mais massiva) denominado PSR J2222-0137 , fazendo com que os pulsos do pulsar por vezes não fossem detetados a partir da Terra (ou seja, a anã branca passava “à frente” do pulsar, pela nossa perspetiva).
O par encontra-se a cerca de 900 anos-luz de distância da Terra.
A anã branca deverá ter cerca de 11 mil milhões (bilhões, no Brasil) de anos e o seu período orbital deverá ser de 2,45 dias.

O pulsar PSR J2222-0137 tem 1,2 vezes mais massa que o nosso Sol.
A companheira do pulsar tem uma massa similar ao Sol (1,05). Assim, os astrónomos pensam que essa companheira deverá ser uma anã branca (o “cadáver” de uma estrela como o Sol). No entanto, por mais que tentassem, quer em radiação visível quer em radiação infravermelha, os astrónomos não conseguiram detetar diretamente essa anã branca. Assim, deverá ser um objeto bastante ténue e frio… mais do que qualquer outra anã branca descoberta até este momento. (por frio, entenda-se 2.700ºC, o que é muito mais frio que o centro do Sol, por exemplo)

Caso exista e seja assim tão fria, então deverá ser vista como carbono cristalizado, semelhante a um diamante. Seria uma estrela de diamante…

Leiam em inglês, aqui, aqui, aqui, e artigo científico, aqui e aqui.

6 comentários

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    • José Simões on 30/06/2014 at 23:10
    • Responder

    (por frio, entenda-se 2.700ºC, o que é muito mais frio que o centro do Sol, por exemplo)

    Certo, mas não é preciso ir muito longe, até bem mais frio que o filamento duma velhinha lâmpada de incandescência em funcionamento. Nada do outro mundo.

    Aliás a essa temperatura não terá muito de branco, a estrela.

    • Manel Rosa Martins on 29/06/2014 at 12:46
    • Responder

    Poderá eventualmente dizer-se que as anãs-brancas estão “mortas” do ponto de vista da astronomia, mas que estão bem “vivas” (activas) na perspectiva da Física de Partículas. 🙂

    • Manel Rosa Martins on 29/06/2014 at 12:44
    • Responder

    Discordo jovialmente de chamar “morta,” “cadáver” ou mesmo “moribunda” a uma estrela anã-branca.

    As anãs-brancas são verdadeiras bombas de pressão de electrões (Energia de Fermi, princípio da exclusão de Pauli e Gravidade reequilibrada pela carga negativa repulsiva entre electrões) e a força gravítica na sua superfície é de cerca de 100.000 vezes a que sentimos aqui na Terra.

    São expressões correctas e usadas em Astronomia, mas discordo porque são usadas, literalmente, por uma visão antropocêntrica da luz visível, e da sua emissão e absorção e a da fusão nuclear, que pode emitir ou consumir energia (decaimento beta invertido).

    Pode-se discordar do que está convencionado, mas deve-se avisar que se está a divergir duma convenção, no caso até duma que reúne consenso.

    🙂

    1. “porque são usadas, literalmente, por uma visão antropocêntrica” — tens toda a razão. Estou de acordo. São categorizações que fazemos a partir de uma visão antropocentrica/geocentrica do Universo. 😉

  1. Eu li errado, hehe. Desculpe

  2. Acho que essa temperatura de 2700 °C no centro do Sol está errada. O centro do Sol tem uns 15 milhões de graus

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