Cicatrizes de um cometa

A equipa da missão Rosetta publicou hoje esta magnífica imagem da região do “pescoço” do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:

Cometa_67P_NAC_OSIRIS_Rosetta_070814Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko visto pela sonda Rosetta, a 07 de agosto de 2014.
Crédito: ESA/Rosetta/MPS para a equipa OSIRIS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA.

Obtida na semana passada, a uma distância de 104 quilómetros, a imagem mostra detalhes surpreendentes da superfície do cometa, incluindo cristas lineares paralelas na região da “cabeça”, blocos dispersos numa área plana do “pescoço”, e depressões circulares (crateras?) com orlas recortadas na região do “corpo”.

Podem ver aqui uma perspetiva semelhante em 3D.

3 comentários

    • Graciete Virgínia Rietsch Monteiro Fernanbdes on 16/08/2014 at 12:01
    • Responder

    Obrigada, professor Carlos Oliveira.

    • Graciete Virgínia Rietsch Monteiro Fernanbdes on 15/08/2014 at 12:19
    • Responder

    Seria possível que o núcleo de um cometa com um pouco mais de captação de poeiras e outros detritos, viesse a transformar-se num pequeno planeta?. Esta dúvida surgiu-me pela observação da fotografia e pela ideia errada que eu tinha de um cometa. Mas deve ser um grande disparate.
    Cumprimentos.

    1. Olá Graciete,

      O problema são as dimensões 😉
      Este cometa tem de diâmetro 4 km. A Terra tem quase 13 mil km.

      É verdade que os planetas se formam dessa forma: por juntarem gradualmente mais e mais matéria. No entanto, é no início dos sistemas planetários, quando há muita matéria para se juntar e é durante um relativamente curto espaço de tempo.
      Neste momento, isso já não é possível, porque não há matéria para isso 😉

      abraços

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