Set 25

Einstein tinha razão: o tempo passa mais devagar num relógio em movimento

Artigo primeiramente publicado na imprensa regional portuguesa.

 

ILUSTRAÇÂO - O paradoxo dos gémeos

 

Em 1905, Einstein publicou a sua Teoria da Relatividade Restrita. Quase cem anos depois, resultados experimentais continuam a comprovar as suas previsões e a mostrar que Einstein tinha razão.

Físicos alemães verificaram experimentalmente, e com uma precisão sem precedentes, uma das mais espantosas previsões da Teoria da Relatividade Restrita: a da dilatação do tempo, que diz, em termos muito simples, que o tempo avança mais devagar num relógio em movimento em relação ao que acontece num relógio em repouso.

Esta propriedade do tempo foi muito popularizada através do paradoxo dos gémeos, exemplo sugerido pelo próprio Einstein: se um dos gémeos fosse enviado numa nave espacial a uma velocidade próxima da velocidade da luz, quando regressasse à Terra encontraria o seu irmão muito mais velho do que ele. Seria como se o tempo passasse mais lentamente para quem viaja a velocidades muito grandes.

A experiência que agora confirma esta previsão de Einstein está descrita num artigo publicado recentemente na revista Physical Review Letters (http://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/PhysRevLett.113.120405), e é o resultado de 15 anos de investigação de um grupo internacional de cientistas que inclui o Prémio Nobel Theodor Hänsch, director do Instituto Max Planck de Optica Quântica, em Garching, na Alemanha.

Para verificar o efeito da dilatação do tempo, os físicos precisaram de comparar como o tempo avança em dois relógios: um parado e outro em movimento. Para este efeito, os investigadores usaram um acelerador de partículas no Centro Helmholtz GSI, em Darmstadt, Alemanha, onde se estudam iões pesados.

Na experiência, os físicos usaram iões de lítio acelerados a um terço da velocidade da luz como relógio em movimento. Tecnologia de última geração, extremamente precisa, permitiu aos investigadores medir as transições de electrões entre diferentes níveis de energia dentro dos iões de lítio em movimento. Essas transições funcionaram como o tic-tac de um relógio em movimento. Para o relógio em repouso, os cientistas fizeram as mesmas medições mas em iões lítio parados, o que permitiu comparar a velocidade nas transições electrónicas em cada um dos casos. Resultado: as transições electrónicas ocorriam mais lentamente nos iões em movimento.

Estas experiências sobre o efeito da dilatação do tempo não servem só para confirmar as previsões da melhor teoria de que dispomos para descrever a gravidade e o tempo no Universo. Compreender a dilatação do tempo também tem implicações práticas no nosso dia-a-dia.

É que o Sistema de Posicionamento Global, vulgo GPS, funciona com o recurso a medições efectuadas por satélites em órbita da Terra, e o software que calcula em diminutas frações de segundo, por exemplo, o posicionamento de um carro em movimento na Terra tem de ter em conta o efeito da dilatação do tempo. Se não o fizesse, o resultado que nos seria apresentado pelo nosso equipamento de GPS estaria errado em centenas de metros, o que o tornaria inútil. Este é um exemplo da aplicação da Teoria da Relatividade de Einstein no nosso dia-a-dia.

António Piedade

108 comentários

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    • Helder Geraldes on 25/09/2014 at 14:21
    • Responder

    A ser assim,ondeestã a “ relatividade´´?
    “Relativisticamente´´, para o ião de lítio da experiência, quem se está a deslocar, é tudo o resto.

    Continuo a afirmar que esse atrazo no tempo é o que nós vemos e não a realidade. Da mesma forma que quando passa por nós um aparelho mais rápido que o som, nós ouvimos esse aparelho num local atrazado em relação à realidade.

    Também acredito que a velocidade da luz não seja o limite,mas sim que nós não poderemos ver algo a se deslocar mais rápido que a luz. Acredito que ao vermos algo a 99.9% da velocidade da luz, esse corpo, efectivamente, vai a uma velocidade superior a esse limite observacional.

    1. Confesso que tive alguma dificuldade em escrever este texto de divulgação pelo simples facto de “relativisticamente” não saber o que é estar parado! No caso da experiência supõem-se que o átomo de lítio em repouso está parado em relação ao referencial Terra…

        • ILVA BONVIM on 01/08/2016 at 14:01

        Por incrível que pareca, quando me exercito em todos os sentidos com prazer pelo que faco, o tempo para de ser desgastante em todos os sentidos.

    2. Respondendo a Helder Geraldes:
      Se, quase cem anos depois, resultados experimentais (e aplicações técnicas) continuam a comprovar as suas previsões e a mostrar que Einstein tinha razão, é porque a Teoria da Relatividade tem passado na avaliação.
      Como dizia Gerardo Furtado no “post” “Eu não acredito em evolução”, de 21 Setembro, “A ciência é algo para se compreender e se entender, e não para acreditar” e “A ciência é, antes de tudo, um método.”
      Se há aparelhos que usamos no dia a dia baseados nessa Teoria, como podemos não “acreditar” nos seus conceitos básicos?

        • LSN on 27/08/2017 at 19:09

        Melhores cumprimentos a você Fátima.
        Seu comentário é bastante pertinente e aproveito para te perguntar:
        Você acredita que experimentos foram realizados (por volta de 1900) com a luz propagando no ar que respiramos e que conclusões foram estendidas ao espaço (para as condições de vácuo)?
        Você compreende o que isso significa ao não?

      1. Leonardo, essa técnica é muito conhecida entre os pseudos.

        O comentário da Fátima foi específico.
        Você em vez de comentar o que ela disse, faz-lhe um elogio, e depois faz o que faz o pseudo do Canal História, que é fazer perguntas que nada têm a ver com o comentário em causa, só para desviar atenções.

        Responda ao que a Fátima disse, em vez de tentar atirar areia para os olhos 😉 . Obrigado.

        • Leandro Salles Nogueira on 28/08/2017 at 02:37

        Então Professor Carlos: sabe quando a ferida tem aquela região avermelhada que circunda o olho da ferida (onde está saindo aquela aguinha com pus) foi lá que o dedo foi colocado. É aqui que “tá” o problema. Viu?
        Quando tentarem acertar um feixe de laser, a 5.000.000 de quilômetros de distância, de um satélite em outro (num buraquinho pequenininho) é que saberemos – a um custo elevadíssimo – se o fator de lorentz (deduzido com a luz propagando no ar e que utiliza a velocidade da luz no vácuo!???) (A velocidade da luz no ar é diferente da velocidade da luz no vácuo, devido ao índice de refração. Tá?) dará conta do recado. Quando colocar sua cabeça no travesseiro, pense no custo de uma experiência como esta! Pense, também, no que os contribuintes irão pensar se não formos capazes de evitar isso!
        Vamos sugerir ao pessoal do LIGO que, caso julguem necessário e conveniente, que seja montado um laser visível dentro de uma das cavidades, para que um rover possa filmar o que ocorre. Digo “vamos” por causa da força.
        O Senhor só está lendo isso por “culpa” das autoridades portuguesas do passado: deixaram que um menino (Benedito Rodrigues), desacompanhado, embarcasse num navio com destino ao Brasil e deu no que estás lendo.
        Segundo a Teoria do Caos, se um policial tivesse pego ele pelo braço (Onde tu pensas que vai?) nada disso estaria acontecendo.

      2. Leandro,

        Eu continuo sem entender como pode defender uma coisa tão acerrimamente num blog, mas depois não tenta que o levem a sério…

        Você pode dizer que só uma experiência foi feita (no ar terrestre)… ou então pode ler sobre todas as experiências que foram feitas e que sempre comprovaram a veracidade da Relatividade, e pode, se quiser, estudar a tecnologia atual que também comprova a veracidade da Relatividade.

        Isto já tinha sido escrito pela Fátima…

        De resto, como já lhe disse por várias vezes, se você acredita assim tanto que está mais certo que Einstein, tem boa solução: escreva papers científicos, envie-os para a revista Science, Nature, ou outras revistas avaliadas por pares, e consiga que o levem a sério para arranjarem o financiamento para as experiências (afinal, se você acha que sabe mais que Einstein, irá conseguir isso facilmente).

        O problema é que em vez de fazer as coisas de forma científica, o Leandro prefere vir aqui perder tempo a comentar que as “coisas deveriam se fazer como X ou Y”.

        Para uma pessoa que assume que sabe mais que Einstein, parece-me paradoxal que tome atitudes tão ineficazes…

        abraços

    3. “Também acredito que a velocidade da luz não seja o limite,mas sim que nós não poderemos ver algo a se deslocar mais rápido que a luz. Acredito que ao vermos algo a 99.9% da velocidade da luz, esse corpo, efectivamente, vai a uma velocidade superior a esse limite observacional.”

      Você está absolutamente enganado. Já foram feitos vários testes com aceleradores de partículas e todos, até o momento, corroboram para o fato de que a velocidade da luz não pode ser superada. Se pudesse, a teoria da relatividade literalmente cairia por terra, porque esse é um dos seus pilares, e existem exemplos práticos de que a teoria é correta (vide o GPS, que só consegue identificar a nossa posição aqui na terra graças aos ajustes na medição dos tempos baseados na teoria da relatividade).

      Se a ciência vai descobrir algo novo neste sentido, não temos como afirmar e nem negar com absoluta segurança, mas hoje temos como verdade científica o fato de nada pode superar a velocidade da luz.

    4. Dirijo-me ao Elder Geraldes com saudações a todos

      Elder
      O primeiro e o segundo apontamentos seus são pertinentes, você e outros que também já perceberam isso estão corretos. O terceiro não procede e já foi devidamente rebatido. Também, é de extrema relevância o apontamento do Vitor Marum, sobre a questão da “lanterna traseira do foguete” (velocidade vetorial da frente de onda em sentido oposto ao da velocidade da fonte). Não sei se foi ele o primeiro a apontar isso, mas já vi isso sendo apontado em outros fóruns. Sendo assim, cumprimento-vos. Foi isso que firmou minha convicção de que algo estava errado ou incompleto. O fato é que está incompleto. Eu poderia esticar o gancho, desses seus dois comentários corretos, por mais algumas páginas; mas, prefiro convidá-lo a acompanhar o debate sobre o apontamento do Vitor Marum, no final, no qual ele aponta para o esquema do trenzinho e do relógio de luz, afirmando que aquilo está errado.
      Não está errado não, está CORRETO. Só que há uma vírgula aí.
      Quero sugerir a você Elder e aos demais interessados, para que possamos prosseguir de modo mais proveitoso, o seguinte:
      1) Ler a história em:
      http://www.ghtc.usp.br/server/pdf/RAM-Relatividade-livro.pdf
      O Professor Roberto de Andrade Martins aborda o assunto com profundidade e eu gostaria que você e outros interessados me sugerissem outras fontes, também.
      Preste bastante atenção quando ele abordar o fenômeno de aberração da luz. Vamos ver se você vai perceber o mesmo que eu percebi. Depois, podemos debater.
      Outro ponto crucial é onde ele afirma que a medição da velocidade da luz (aqui na Terra) em um único sentido (sem utilizar espelhos) e, por conseguinte, a diferença de velocidade entre a matéria e frente de onda, NUNCA FOI FEITA. “…ISSO NUNCA FOI FEITO…”, recordo-me desse trecho.
      Veja se você percebe, também, que os experimento realizados no passado são o resultado de uma baita duma confusão envolvendo sugestões daqui e dali. No entanto, para apontar de forma contundente as falhas metodológicas ou de concepção a respeito daqueles experimentos é necessário ter a compreensão correta do que é o fenômeno de aberração da luz e como medir esse efeito. Sobre isso não posso falar mais do que isso aqui.
      A respeito do experimento mais famoso (M & M, 1887), note que o objeto da pesquisa foi trocado! Foi trocado, é isso mesmo. É inacreditável. A intenção era estudar o comportamento da luz; no entanto, o experimento foi formatado para estudar o “vento do éter”, a existência ou não do “éter”. Foi mantido um foco na questão do módulo da velocidade da luz e sua dependência ou não da velocidade da fonte e não se estudou (até hoje) o que acontece com a direção de propagação da luz, com relação à velocidade do MEIO DE PROPAGAÇÃO dessa luz. Senhoras e senhores, sabemos que como outra onda qualquer, a velocidade de propagação da luz é DESVINCULADA do movimento da fonte.
      A leitura do referido trabalho sobre a história também vai evitar que se saia por aí dizendo que Einstein descobriu que os comprimentos se contraem, isso foi uma proposta (Fitzgerald, 1889) para explicar os resultados negativos dos experimentos de M. & M., que não tinham a menor chance de dar resultados positivos. Ou seja, um “achado” foi transformado em descoberta de Einstein.
      Ainda a respeito do relato histórico, leia e releia tudo o que envolve a conjectura (o apelo), diante dos resultados negativos das tentativas de se medir a velocidade da Terra, a partir de uma fonte de luz própria da Terra. Perceba que, até hoje, nenhum experimento provou que não é possível fazer isso. Ou seja, Einstein postulou que isso não seria possível. Isso é muito diferente de não ser possível. Mesmo sendo um postulado de Einstein, com todo respeito, é claro.
      Após essas considerações, lanço um desafio, principalmente aos críticos da Relatividade, sobre como formatar um método capaz de medir a velocidade da Terra, com uma fonte de luz própria da Terra.
      Ah! Lembrei! Talvez, o mais importante nessa História toda, seja o fato de, em momento algum, Einstein ter empregado sua enorme capacidade em favor daqueles que tentavam realizar a tão sonhada medição. Ele não colaborou com a formatação de nenhum desses experimentos. Conta o historiador que, certa vez, depois de subirem uma montanha carregando aquele peso (cheio de mercúrio), Einstein perguntou a A. A. Michelson: “…e aí? Porque é que você fica fazendo essas coisas? (aqui eu queria colocar uma carinha de deboche, mas não sei como fazer isso! Só me recordo que ri muito quando li isso.) Respondeu Michelson: “É porque é divertido.”. Sabemos que, na verdade, ele ficou foi arrasado. Einstein era aquele Grande Físico Teórico que agia assim: (por minha conta – rebata se não concordar) me dá seus dados aí que eu vou publicar em cima deles! Não era de laboratório.
      Veja também, como o historiador fecha! A Relatividade é obra, não só de A. E.; mas, também, de alguns outros menos famosos.
      2) Essa sugestão é mais geral, sendo que a direciono àqueles que, de alguma forma, atuam na educação formal:
      Peça ao coordenador da Câmara Curricular (ou equivalente) do seu curso de Física ou correlato para que inclua o máximo necessário, quanto aos conteúdos das disciplinas de História da Ciência, em detrimento até do Cálculo, se for necessário. Mas, não deixem de ler a História. (Aqui é um ex-monitor de cálculo falando para queimar o cálculo, mas nunca a história, se for necessário.) História tem que ser aquela disciplina que reprova mesmo. A História está na base, cálculo você vai aprendendo. Não há como ser crítico, sem conhecer a História.
      3) Se você é estudante de Física ou a quem interessar, peça, também, que as referências básicas do curso (já na graduação) devem abordar, de modo profundo, o fenômeno de aberração da luz. Esse não pode ser aquele livro que fica escondido porque o aluno não pode ver! Ou que só poderá ver quando crescer! Isso estava envolvido em uma série de perguntas (16) encaminhadas, via formulário, a um importante Instituto de Astronomia. A resposta a essa pergunta foi essa: “…aberração só é tratada em cursos mais avançados (quando você crescer)”. Tem sido muito tarde!
      Para compreender o porque desse item (3), é preciso ver as 16 questões. No entanto, não vou colocar isso aqui, sem a prévia autorização do Prof. Carlos. Mas posso enviar, por e-mail a quem interessar. As respostas foram dadas de modo reservado, via e-mail, e, portanto, não se encontram entre as demais perguntas frequentes da página. Por isso, em respeito aos professores, só posso enviar as perguntas.

      A partir daqui, me dirijo ao caro colega Vitor Marum.

      Enquanto isso, tente discorrer sobre a refutação da Relatividade, caso a medição da velocidade da Terra, a partir de uma fonte de luz própria da Terra, seja realizada. Porque refutaria?

    5. Concordo em absoluto

    6. Obrigado. Muito obrigado pelo seu comentario. Nao tinha pensado nesse aspecto. Tem toda a razao. 😉

    7. Ok… A teoria geral da relatividade é aceita cientificamente. Não concorda?! Você certamente deve ser mais inteligente que ele porque afinal você usou vários arguntos científicos para provar seu ponto de vista… Antes de desacreditar uma teoria pelo menos se dê ao trabalho de entende-la porque pelo jeito você está contrariando algo que você sequer entende de fato. xD

        • Rosario on 27/08/2017 at 17:18

        Não estava a contestar nada, não estava a meter em causa a teoria.Estava à procura de uma resposta para a minha dúvida, uma resposta que, como esperava, não contrariasse a teoria da relatividade e não de alguém arrogante que prefere insultar e não mostrar algum conhecimento.
        Seja como for, não me tinha lembrado da dualidade onda-partícula.
        Talvez não perceba a teoria da relatividade
        tão profundamente como vocês, afinal, tenho 14 anos,mas interesso-me em aprender e é para isso que fiz a pergunta.

      1. Rosario: só uma pergunta por curiosidade minha: porque achou que o comentário do Glauber era para si?

        O comentário do Glauber foi feito numa thread específica que nada tem a ver consigo 😉

        • LSN on 28/08/2017 at 00:46

        Melhores cumprimentos ao Rosário.

        A resposta que procuras, talvez, seja essa: o cálculo não se aplica ao fóton!
        No link a seguir há uma figura (Figura 1 ; pg 1306-4) que mostra o fóton como uma partícula de força e não de matéria.

        https://www.if.ufrgs.br/~moreira/modelopadrao.pdf

        O ideal seria outra pessoa explicar isso melhor, porque sei tão pouco quanto você.
        Inicialmente, eu não estava respondendo à sua primeira pergunta; você parece ter feito uma pequena confusão sobre o modo como funciona o esquema de interação entre os comentadores e o moderador.
        A seguir, dirijo-me ao colega Glauber, apesar de não ter ficado claro se ele está ou não fazendo referência aos meus comentários.

        • LSN on 28/08/2017 at 02:05

        Glauber: desculpe-me, caso eu esteja fazendo confusão, também.
        Seu comentário parece estar em outro contexto, mas vamos lá.
        Estou apontando que existe uma XXXX duma confusão envolvendo essa matéria: experimentos foram realizados com a luz propagando no ar e conclusões foram estendidas ao espaço!
        É inacreditável que, até hoje, ninguém ainda percebeu isso. Eu é que não acredito. Pergunto a você, aqui, e à Fátima, acima em outro comentário, se vocês compreendem o que isso significa?
        Em qualquer defesa de Tese, em qualquer academia, em qualquer continente, em qualquer cantão desse mundo, perante qualquer banca examinadora, aquele que for pego, por algum integrante da banca examinadora, numa falta de cuidado desse tipo, estará sumariamente reprovado!
        A banca irá recomendar o seguinte: volte lá e faça tudo novamente: no ar e, também, no espaço; que vamos te dar mais uma chance.
        Óh! Veja só a confusão: o esquema do “Trem de Einstein” está absolutamente correto, para a luz do teto acima de nossas cabeças e para a luz do poste. Isto é, trata-se de um caso particular. Só isso. Portanto o nome “Trem de Einstein” é impróprio, pois o esquema deveria ser chamado de “Esquema da luz do poste”.
        A explicação para os resultados negativos dos experimentos realizados no passado (por volta de 1900) (e não só para o mais famoso: Michelson e Morley, 1887) é que em todos aqueles experimentos (leia a história, porque vocês estão perdidos em equações) a LUZ ESTÁ PROPAGANDO NO AR. Como o esquema do relógio de luz está correto, neste caso particular e muitíssimo restrito, estamos vendo a troposfera da Terra arrastar a luz lateralmente. Isso não carece de uma experimentação para comprovação, porque estamos dentro disso vendo isso acontecer. É o caso de uma simples observação sobre um fato da natureza: examine os aquivos de qualquer filmadora fixa e verá que o enquadramento da imagem não muda com o passar do tempo. É como se a Terra estivesse parada! Não ficamos com enjoo, ao olharmos para uma paisagem. Caso queira ser mais rigoroso (fiz isso, tá?), fixe dois pingos de LED veicular, a mais de 400 m de distância um do outro, numa direção leste/oeste, com a mesma elevação um e outro e, +/- no meio do caminho entre eles, posicione um telescópio (pode ser de aparelho topográfico) com a mesma elevação, também. Feito isso, verá que o aparelho, ao ter sua escala “zerada” em um dos LEDs, sempre irá “encontrar” o outro LED segundo um giro de 180º “cravado”, em qualquer horário do dia ou da noite. O significado disso é o seguinte: ao focalizar um LED, o aparelho não está apontado para uma posição, no espaço, na qual a fonte (o LED) já passou; ou seja, não estamos olhando para trás. Estamos olhando para a exata posição, no espaço, na qual a fonte se encontra naquele instante (da chegada de cada fóton ao nosso olho). Em torno de determinado horário (sideral local seu) bastante especial (11 h 11 min 57,1s) o vetor velocidade total do seu local da Terra (veja o Dipolo da CMB, num link que postei noutro comentário) estará +/- perpendicular ao alinhamento dos LEDs. Essa é a condição equivalente a um “trenzinho deitado” (para uma torre vertical a coisa é um pouco diferente). Nessa condição, o telescópio deveria estar apontado para trás 253″; mas isso não ocorre! O modo como se calcula o valor do que seria o ângulo de aberração envolve o fator gama zero; mas não vou mostrar isso aqui. Quero dizer o seguinte: a luz do poste, da paisagem, do teto, etc. isto é, de uma fonte fixa sobre a Terra e propagando na troposfera (a camada mais baixa e comprimida) não apresenta aberração. Isso é um fato da natureza. O esquema do “Trem de Einstein” está correto e isso é inquestionável. A luz realmente acerta aquele ponto sobre o piso, alinhado com a fonte na vertical, e retorna ao seu local de origem. Para quem não sabe como defender o esquema do trem e não sabe do que está falando é assim que se faz. Essa é a melhor defesa do esquema. Gostou ou não?

      • Vítor Marum on 12/11/2017 at 05:45
      • Responder

      Helder Geraldes, se a velocidade limite não é a da luz, não sei, não digo sim nem não. Mas afirmo que nós nunca conseguiríamos ver nada com a velocidade da luz, nem com uma velocidade muitíssimo inferior, porque o olho humano não tem essa capacidade. Na verdade, o nosso olho, não consegue separar imagens em menos de 1/8 de segundo. É uma incapacidade do olho humano, mas é graças a ela que podemos ver cinema, televisão,computador e, de uma maneira geral, tudo o que seja , imagens em ecrãns; refiro-me a imagens com movimento. No cinema são apresentadas 24 imagens por segundo 1/24, o triplo que o nosso olho consegue separar, para que não haja cintilação e assim dar-nos a sensação do movimento contínuo. Em televisão utiliza-se 50 imagens, 50 Hz etc.
      Não veríamos nada com uma velocidade dessa ordem de grandeza. Podemos ser levados a pensar que se passasse um corpo com essa velocidade, mas bem longe, por exemplo à distância da Lua, já o veríamos, mas não, porque aí, devido à distância, o corpo pura e simplesmente desaparece; com um telescópio também não, porque isso seria o mesmo que o corpo passasse perto de nós; se o corpo que passasse a essa distância fosse muito grande, poderíamos velo, mas corpos de grande massa com essa velocidade, é muito pouco provável. Na natureza são os corpos de menor massa que podem atingir velocidades dessa ordem.
      Portanto nunca podemos ver nada com essa ordem de velocidades.

      1. Não cheguei a perceber…

        Está a dizer que os Humanos não conseguirão ver, ou está a dizer que eles também nunca conseguirão detectar (com instrumentação específica) nada a essa velocidade?

        abraços

        • binho on 12/11/2017 at 19:44

        A ação na verdade só é criada pelo cérebro. Só conseguimos vê – la , mas não captura-la.

        • Vítor Marum on 14/11/2017 at 12:40

        Professor Carlos Oliveira, eu disse: ver. Portanto é só isso.

        Um abraço

  1. Concordo com Helder em parte e concordo com Einstein em parte.
    Tempo é uma unidade de medida criada pelo ser humano que mede a rapidez de uma sequência de acontecimentos e como tal não pode ser relativa, senão perde o sentido, a precisão, a uniformidade.
    No instante do Big bang, momento de maior energia, todas as partículas, advindas deste, tinham como maior velocidade, a da luz, por isto o máximo que algo que está dentro do universo pode chegar em relação à velocidade é a velocidade da Luz.
    Einstein mediu a distorção que há em corpos com a velocidade da luz em relação à nossa realidade (a que percebemos) sem ele todos os GPS iriam funcionar de forma errada ou muitas medidas astronômicas seriam imprecisas ou não corresponderiam à realidade.
    Agora algumas interpretações de suas fórmulas, como dizer que um gêmeo iria envelhecer mais rápido que o outro é fruto de pura imaginação, mesmo porque quando o gêmeo que estivesse viajando voltasse à Terra toda a sua juventude aparente iria acabar quando este pousasse a sua nave e sua velocidade voltasse à ser zero.
    Não entendo como Físicos renomados ainda perdem tempo em fazer experiências relativas à isto e ainda caem neste tipo de dúvida que extremamente foge à lógica e ao senso comum.
    Me desculpe se estiver errado, mas esta é apenas a minha opinião!
    Que aliás tenho vários argumentos e raciocínios lógicos e matemáticos para provar, mas como ninguém vai ler nem se interessar mesmo, prefiro ficar calado!
    Acreditem no seu Deus perfeito que não erra :Einstein, no qual ele próprio,pelo que já ouvi falar , reconheceu um dos seus enganos, se não me engano.Isto atrasa o avanço da ciência, não Einstein, mas os cientistas que acreditam cegamente em tudo que este afirmou.
    Até sou fã de Einstein, acho que descobriu coisas que fez a ciência evoluir muito, mas sou mais fã de Newton, menos controverso e suas leis são base da Física em nossa realidade , em velocidades abaixo da velocidade da luz.

    1. Sócrates, as ideias que tem, como já lhe foi sugerido, tem que as colocar por escrito e enviá-las para quem de direito, para existir revisão de pares. Tal como Einstein fez.
      Einstein não imaginou somente coisas fora da nossa realidade do nosso dia-a-dia. Explicou matematicamente como essas coisas funcionam. E, sobretudo, fez previsões que se comprovaram como inteiramente corretas (matematicamente e na prática).

      Nenhum cientista acredita em Einstein, muito menos pensando nele como um Deus.
      Einstein foi alguém que provou aquilo que previu.
      Na ciência, não há crenças nem deuses, existem evidências.

      Sugiro que leia sobre a natureza da ciência.
      Isso poderá ajudá-lo a perceber que não é na net que se mostra que a nossa ideia tem validade 😉

      abraços

      P.S.: em ciência existe conhecimento. Não se é a minha opinião 😉

  2. “Einstein tinha razão: o tempo passa mais devagar num relógio em movimento”

    Acho que esta frase ficaria melhor assim:

    “Einstein tinha razão: um tempo relativo passa mais devagar num relógio em movimento”

    Não entendi , os cientistas provaram o que já estava provado?

    1. Como qualquer Teoria, também a Teoria da Relatividade tem testes constantes para saber se é exata ou se é preciso fazer ajustamentos aqui ou ali.
      Todas as teorias estão constantemente em avaliação.

      abraços

        • Lindomar on 11/06/2015 at 02:26

        A teoria da relatividade deve ser uma das que mais foram colocadas à prova, e nunca falhou. O problema é que ela foge da nossa compreensão normal das coisas, sendo que eu mesmo já mostrei aqui que tenho dificuldade em compreender. Agora uma coisa é você aceitar que tem dificuldade em compreender uma teoria científica, outra coisa é você insistir em negá-la, mesmo que comprovadamente verdadeira, só porque não consegue entender…

      1. A chamada Teoria da Relatividade (quer Geral quer Especial) é incrivelmente difícil de compreender… e quem afirma que a compreende totalmente, muito provavelmente ou está a mentir ou não tem noção de todas as complexidades e particularidades da teoria, com todos os seus aparentes paradoxos (na verdade, conclusões contra a intuição).

        Nós vamos compreendendo aqui e ali um pouquinho melhor, mas se ela é continuamente estudada, por alguma razão é 😉

        Por isso, “Lindomar”, não se preocupe se não compreender algo.
        Logo que se interesse por compreender, esse é o primeiro passo para o sucesso 😉

    2. Este aspecto da Teoria da Relatividade nunca tinha sido provado com a precisão que esta experiência alcançou. Cerca de 100 vezes mais precisa do que experiências anteriores comparáveis.

        • LSN on 30/07/2017 at 20:28

        Verifica, lá, se os detectores estão “vendo” os íons de lítio se afastando?
        O trabalho de Romer (1676) permite fazer a previsão (na contra mão: um conjunto de observações sobre a natureza, durante muito tempo e que pode ser repetida quando for necessário, permitem inferir sobre práticas equivocadas) de que essa falha ocorre na formatação do “experimento rigoroso”.
        Caso a configuração do experimento apresente esta falta de cuidado, é melhor não comentar! Tchau e bença. The End.

        • Rosario La Spina on 30/07/2017 at 21:39

        Na verdade a minha questão seria se um corpo como um fotão pode movimentar-se à velocidade da luz,isto porque,como já referi,segundo a equação da dilatação da massa, um corpo cuja velocidade é igual à da luz tem uma massa infinita.
        Eu estava à procura de uma explicação, não quero confrontar ninguém…
        Seja como for já sabia que a o tempo passa mais devagar para um referencial em movimento do que para um parado…
        Obrigado pela atenção.

  3. Eu aposto que nada de nada neste universo está realmente parado; é como o conceito de “0”, só serve para a matemática. Sem o “0” no cosmos, adeus supersimetria; o que não implica que muito longe das nossas bandas não exista uma maior presença da suposta “antimatéria”. Uma das partes devem ser um pouco mais abundante no resultado do somatório final.
    Afinal, que raio de “coisa” emerge da inexistência, ou seja do “0”?!
    Agora, entender como o espaço-tempo afeta a existência das massas em função da sua energia cinética, ou como poderemos manobrar o espaço tempo em nosso redor para durarmos mais, isso é outro desafio…
    Temos que pedir explicações ao “Shaman”, que faz crescer a laranjeira em alguns minutos????

  4. Ola Carlos!
    Pelo que ouvi, me responda se eu estiver errado, Einstein antes de ser reconhecido, teve seu texto ou sua teoria deixada de lado por anos pelos cientistas da época, pois não tinha influência nenhuma no meio científico.
    Einstein enviava suas idéias e ninguém sequer as lias, até que desistiu.
    Só quando um cientista super famoso da época( não me lembro qual) começou à apoiar suas idéias ,( por acaso este as leu e as apoiou), é que estas começaram a ser lidas com mais afinco , serem analisadas e depois consideradas pelos outros é que Einstein saiu do anonimato.
    Se fosse hoje em dia, a ciência que só considera textos científicos ou trabalhos de doutores (não aprenderam) como dignos de serem lidos, a relatividade ficaria deixada de lado e a ciência nunca evoluiria. Você a leria? Se sim por que não quis ler o meu texto, nem de curiosidade?
    Acho que Einstein até citou que depois que a matemática entrou na relatividade ele mesmo passou à não mais entende-la.
    A propagação da ciência neste aspecto além de não ter evoluído, ainda regrediu em minha opinião, dando apenas espaço para descobertas para poucos influentes.
    Não tem problema, estando certo ou errado vou espalhando minha ideia e se algum dia, alguém famoso escrever parecido e ser reconhecido eu entro com um processo, pois tudo já está registrado na biblioteca nacional de meu país.

    Outra que não entendo: A relatividade ainda é uma teoria que está sendo testada , mesmo depois de tantas provas de que funciona?
    O que impede que as leis de Newton sejam testadas também?

    Talvez seja pelo fato de que a interpretação das leis de Newton respeite a lógica do senso comum, e a relatividade nem tanto, pois mesmo funcionando, sua interpretação está baseada em conceitos ainda não muito bem aceitos?

    1. Sócrates,

      Este seu comentário está-se a tornar repetitivo…

      1 – O Sócrates não é o Einstein. Parece-me demasiada arrogancia da sua parte estar-se a comparar com ele.

      2 – O que você imagina que aconteceu com Einstein não ocorreu dessa forma. E nada do que aconteceu com Einstein tem a ver consigo. Einstein não foi para a “internet” pedir que lhe lessem textos.

      3 – Já lhe foi explicado por 2 vezes como deveria fazer.
      Em ciência sempre se fez assim e sempre se fará dessa forma. Essa é a forma da ciência e uma das razões de ter tanto sucesso.
      Se não gosta da forma de se fazer as coisas em ciência, tem sempre os vigaristas, os pseudos, que lhe aceitam qualquer ideia, por menos evidencias que tenha.

      4 – Também já lhe foi dito anteriormente que TODAS as teorias científicas são testadas constantemente (e todas elas são aceites).
      Newton, e as suas leis, não fogem à regra.
      Da próxima vez que der um pontapé na bola, a bola for normal, o pontapé ser em força, e a bola se mantiver parada agarrada a uma “força desconhecida”, então fica a saber que a 3ª lei de Newton deixou de funcionar naquele momento. Sempre que vir uma bola chutada para a frente no futebol, sabe que a 3ª lei de newton está a ser testada e a ser, uma vez mais, comprovada.

      abraços

  5. Esclarecendo, não entraria em um processo contra autores, mas sim para ,se for o caso, meus direitos de criação sejam reconhecidos, não por fama ou por dinheiro, mas por contrariedade ao fato de que as pessoas só conseguem ser ouvidas ou analisadas se já forem reconhecidas ,ou seja, apenas textos científicos são lidos e as vezes surgem ideias boas em textos não científicos que são jogadas fora que poderiam ajudar a ciência à se desenvolver.
    Como o caso do texto de Einstein, que no início não tinha linguagem científica e sim ( pelo que vi comentado em um documentário na televisão) uma linguagem própria.

    1. Não entraria em processo nem poderia entrar. 😉
      Se perceber o método da ciência e se entender o papel dos notários, vai compreender que perderia qualquer processo, científico ou civil 😉

      Acha que a matemática não é uma linguagem científica?
      https://www.fourmilab.ch/etexts/einstein/specrel/www/
      https://www.google.pt/search?q=einstein+special+relativity+paper&biw=1360&bih=634&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=DOAlVIz6BcnFPdW1gegO&ved=0CAYQ_AUoAQ
      Tem aí o artigo científico…

  6. A dilatação do tempo não pode ser vista isoladamente.
    Se temos um observador, A, junto ao relógio A, em repouso. Esse observador verá que o tempo passa mais lentamente num relógio B em movimento e um outro observador, a que chamarei B, que viaje juntamente com esse relógio B, irá envelhecer mais lentamente.

    Acontece que, para Einstein, não há referenciais provilegiados. E as leis da física são as mesmas em todos os referenciais. Daqui resulta que o observador B, verá o relógio B em repouso. E para o observador B, é o observador A e o relógio A que estão em movimento. Para o observador B, é o relógio A que marca o tempo mais lentamente…

    Este aparente paradoxo tem que ser visto em conjunto com um encurtamento das distâncias.
    O tempo passa mais lentamente na mesma proporção que as distâncias se encurtam. No limite, um fotão, que se desloca à velocidade da luz, não envelhece. E as distâncias encurtam tanto que ele chega instantaneamente ao seu destino…

    1. Fantástico Rui. Extremamente bem explicado a relatividade da percepção de cada observador que gera realidades diferentes e individuais, conforme explicou o mestre dos mestres, o digníssimo Einstein, bem como o encurtamento do meio físico designado por espaço/tempo . Excelente mesmo.
      Da minha parte, que sou mero leitor/pensador/pesquisador de conhecimento académico não superior, depois de ler algumas coisas bem conseguidas, dei por mim a pensar e perguntando-me;
      Aproveito para teorizar em cima desta questão;

      Se eu deslocar-me à velocidade da luz, no sentido positivo do tempo ( … Claro), acabo por não receber a luz que se desloca na minha direção (emitida no passado) nem projectar essa mesma luz de forma a gerar a minha imagem que me faz existir (recebida no futuro) na medida em que a luz emitida no passado e projectada para o futuro é intrínseca à realidade espaço/tempo. Será a luz também uma dimensão além de já ser uma partícula/fotão (depende da observação do observador)
      Será verdade afirmar que sem o fenómeno da luz, que se desloca (do passado para o futuro), o espaço/tempo talvez não exista.
      Terá este raciocínio coerência cientifica? Não sei… tento perceber o que se passa aqui…
      A ser verdade, eu poderia afirmar que quando me desloco à velocidade da luz, estou a acompanhar o tempo/espaço em direção ao futuro, logo o tempo não passa por mim, o espaço também não passa porque eu me desloco à mesma velocidade que eles na mesma direção rumo ao futuro.
      Aí eu existo? Não existo? “Suspendo a minha existência” e apareço com a mesma idade de quando me separei do mano gémeo?
      Hugo Caeiro – Lisboa

  7. Desculpe, se acha que estou sendo arrogante, mas para mim, eu, você , ou qualquer um, pode a qualquer momento ter a chance de ter uma ideia que possa ser brilhante. O que estou tentando dizer é que mesmo não tendo qualquer chance , devemos todos tentar, senão como saberemos que temos mesmo capacidade ou não de realizar algo.
    A única diferença entre Einstein , Newton eu ou você antes daqueles serem reconhecidos é o meio e a vida e dificuldades que todos nós temos, no resto somos todos iguais: seres humanos.
    Como você sabe se meu texto é mais , menos ou tão poderoso do que outros ou se este tem provas matemáticas ou não, se você nem o leu?
    Aliás acho que já afirmei que ele tem provas matemáticas e se tem, é lógico que eu sei que a matemática é importante pois é uma das ferramentas da Física.
    O importante é que todas as ideias sejam lidas e analisadas, seja em qual linguagem for. A liberdade de expressão tem que sempre prevalecer. Você, mais do que ninguém, tenho certeza que sabe disso, pois você tem um blog que permitem que pessoas se expressem com total liberdade e te agradeço por isto.
    Mesmo que alguém escreva alguma besteira , contando que não magoe ninguém , é válido. pois se contrapondo à esta besteira, as pessoas que estão lendo podem ter ideias novas.
    O meu texto tem 50 páginas e é resultado da evolução de 15 textos meus anteriores, sendo que o primeiro tinha uma linguagem completamente matemática utilizando derivadas para uma variação energética de variadas regiões do universo.Só que poucos entendiam para dar uma opinião, então resolvi evoluir e aplicar uma linguagem menos científica de mais acesso à mais pessoas formando um texto completamente diferente e que chega no mesmo resultado.
    Li o que você recomendou para mim ,sobre o cientista que ganhou um prêmio utilizando linguagem científica sobre buracos negros. Repare que na foto atrás dele tem um quadro cheio de expressões matemáticas mais complicadas tornando o trabalho dele menos popular.
    Já sei que você não concorda que um texto popular possa ser mais bem aceito que um científico, não concordo , mas respeito a sua opinião, pois realmente acho difícil de ser, mas não impossível.
    Bom, vou parar de ser repetitivo, no fundo sei que você está certo , e talvez algum dia consiga transformar minha linguagem em científica e popular ao mesmo tempo.
    Obrigado por este espaço maravilhoso que você sede para comentários e pelos textos que você recomenda.
    Estou sem tempo para enviar mais mensagens, até mais e felicidades!

    1. Sócrates, este é o ultimo comentário que lhe aprovo sobre este assunto.
      Você é igual a todos os outros. Se quer ser levado a sério, envie para um journal científico com peer-review.
      Se quer continuar com o discurso de coitadinho, que ninguém lhe lê nada apesar de todas as ideias brilhantes que tem, tem certamente outros locais onde esse discurso é celebrado.

      abraços

  8. Poincaré tinha uma interpretação sobre o tempo, muito mais realista:

    http://gilghamesh.blogspot.com.br/2014/01/a-medicao-do-tempo-por-henri-poincare.html

    • Leonardo Collins on 11/10/2014 at 16:20
    • Responder

    A afirmação de que a precisão do Global Positioning System demonstra que a relatividade de Einstein é verdadeira, é um autentico mito.
    A Relatividade é demasiado importante e não necessita destas tretas para se impor.
    Eis aqui uma explicação sucinta de como o sistema GPS funciona:
    http://www.alternativephysics.org/book/GPSmythology.htm

    1. ahhhh “Alternative Physics” de Bernard Burchell.

      Ainda bem que a internet não funciona com base naquilo que alguns defendem como alternativo… senão continuavamos a comunicar por papiros…
      Assim, ainda bem que a internet é baseada na ciência, aquilo que se faz através de consensos e não por “livros online” que não passam na verificação de pares.

      Já pensou ler websites de universidades conceituadas ou outras páginas de referencia na ciencia?
      http://www.astronomy.ohio-state.edu/~pogge/Ast162/Unit5/gps.html
      http://physicscentral.com/explore/writers/will.cfm
      http://blogs.discovermagazine.com/crux/2014/08/29/like-gps-thank-relativity/#.VDlUUhaWnKc

      Caro Leonardo, este local é de conhecimento, de ciência.

      Se alguém criar um website a dizer que a Terra está em cima da carapaça de uma tartaruga, e chamar a isso “alternative astronomy”, por favor, abstenha-se de tentar fazer passar isso por conhecimento. Obrigado.

    • Leonardo Collins on 11/10/2014 at 23:30
    • Responder

    Ahhh, julgar algo como bom ou mau tendo como base apenas a sua proveniência (falácia lógica genética). Esta falácia evita a argumentação porque desvia o foco da atenção para a origem da coisa ou da pessoa em causa e nem sequer se preocupa com a análise do que é apresentado.
    http://comcept.org/2012/05/25/nao-cometeras-uma-falacia-logica/
    Meu caro Carlos,
    Gosto muito de vir, de vez em quando, a esta casa que é a sua porque, como diz, é um local de Conhecimento e de Ciência. Não duvido que assim seja, mas o que é um facto é que Conhecimento e Ciência não se resumem apenas às opiniões cientificas dominantes (mainstream scientific opinion), as quais, nesta sua casa, são as únicas que são dadas a conhecer a todos os que aqui entrem. Quem não estiver de acodo com algumas opiniões que aqui são veículadas é logo tratado como sendo um pseudo e posto completamente de rastos como se fosse um atrasado mental.
    A prova daquilo que digo, é aquilo que escreveu no último parágrafo do seu post onde apresenta um argumento de tal forma ridículo que nem sequer se importa de verificar se comete ou não mais uma falácia lógica (falácia da evidência anedótica) ao falar da Terra que está em cima da carapaça de uma tartaruga.
    Como já disse, esta casa é sua e pode fazer nela aquilo que muito bem entender e quiser, inclusivé não publicar este meu post, porque eu, se ficar chateado, o mais que tenho a fazer é meter a viola no saco e nunca mais aqui vir.
    E que tal se o Carlos argumentasse também qualquer coisinha contra a opinião apresentada na Alternative Physics do tal Bernard Burchell? Olhe que não lhe caíam os parentes na lama…
    Com os melhores cumprimentos.

    1. Leonardo,

      Você só é pseudo se tiver atitudes pseudos. Como teve uma atitude pseudo, mostrou-se como um pseudo e por isso é tratado dessa forma. Não me pode culpar a mim por o tratar da forma como você decide se apresentar.

      Pode ler sobre falácias aqui no AstroPT.
      Como deveria saber, saber avaliar as fontes é uma das características da literacia funcional.
      Confundir isso com falácias é um total e completo disparate.

      Quanto às opiniões pessoais, não têm lugar na ciência ou no conhecimento.
      Como deveria saber, qualquer pessoa pode criar um website e escrever disparates porque é a opinião dessa pessoa. Se os cientistas passassem o tempo a avaliar opiniões pessoais, não faziam mais nada e seria você que viveria ainda na lama.
      Da forma como a ciência faz as coisas, você tem casa, telemóveis, carros e até computadores e internet.
      Por isso, não cuspa sobre o método que lhe dá tudo.

      É a “mainstream scientific consensus” que lhe dá tudo na vida. Deveria valorizar esse consenso, em vez de andar a hipocritamente dar valor a quem nunca lhe deu nada.

    • Leonardo Collins on 12/10/2014 at 03:03
    • Responder

    Carlos,
    Você ou é um ingénuo ou é um teórico muito bem intencionado. 😉
    Muito obrigado pela sua resposta.

  9. Bom dia Carlos! respondendo a esta sua afirmação : “Se perceber o método da ciência e se entender o papel dos notários, vai compreender que perderia qualquer processo, científico ou civil ”

    Qualquer texto registrado e datados na E.D.A.(Escritório de direitos autorais) da biblioteca nacional (de qualquer país associado à convenção) é protegido pela lei 9610/98. O Brasil é um país pertencente à Convenção da união de Berna, administrada pela (WIPO), adotada pelo Reino Unido, pelos Estados Unidos da América (aonde há o uso do Copyright©) e incorporada nas nações unidas. Logo tal texto está protegido em termos de direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução total ou parcial ou acréscimo de qualquer esclarecimento referente á base do conteúdo descrito, em qualquer trabalho, neste ou em outros países, sem a citação formal do nome do autor original.
    Neste caso o que é protegido é a originalidade da ideia, sendo esta inovadora, e não a ideia em sí .
    Isto é o que eu entendo por direitos autorais.
    Qualquer pessoa pode escrever baseada em qualquer texto já existente ou ideia já apresentada, mas o registro, que é datado, e o reconhecimento de quem a apresentou originalmente (pela primeira vez) é protegido pelo registro nas bibliotecas nacionais de cada país.
    Dando um exemplo exagerado : se um cientista famoso encontrar a fórmula para o rejuvenescimento apresentando uma linguagem científica e ganhar o prêmio nobel mas se esta fórmula já tiver sido registrada, mesmo com uma linguagem menos científica, por alguém que não foi levado a sério , por não ser um cientista famoso, ficará registrado na história que quem inventou a fórmula foi quem registrou primeiro, o que é justo, pois se o desconhecido formulou a ideia primeiro que o cientista famoso!

  10. Eu tenho muita dificuldade em compreender a dilatação do tempo, em que pese saber que já foi provado que ela é verdade. Explico o porque da minha dificuldade de entendimento: dizemos que o tempo passa mais lentamente porque o relógio que está em movimento “trabalha” mais devagar em relação a um outro relógio de mecanismo idêntico que esteja parado ou em baixa velocidade. A questão é que pra mim não foi o tempo que passou mais lento, foi simplesmente a ferramenta de medição (relógio) em movimento que teve o seu funcionamento alterado e deu uma leitura diferente em relação ao relógio estacionário. Avaliando o paradoxo dos gêmeos, cito aqui um exemplo: tomemos como verdade que todas as pessoas vivam exatos 70 anos aqui na terra e então morram. Pois bem, agora vamos imaginar que um gêmeo, quando tinha 20 anos, saiu uma viagem numa espaçonave numa velocidade próxima a da luz e o outro ficou aqui na terra. Pois bem, o gêmeo que estava aqui na terra morreu ao completar os 70 anos e para ele o irmão, que ainda não retornou, já estava viajando a 50 anos. Eu sei que para o gêmeo que está na nave, o relógio andou muito mais devagar, mas ele também não deveria morrer exatamente na mesma data? Ele não está sujeito ao mesmo efeito que o corpo sofre ao passar do tempo, sendo que para o corpo não faz diferença se um relógio trabalha mais lentou ou devagar? O coração dele não teve aproximadamente os mesmos batimentos cardíacos do irmão que ficou na terra? O corpo dele não sofreu os mesmos efeitos do irmão que ficou na terra? É claro que estou focando aqui somente na questão do tempo, e não em situações como a dieta de cada um, stress, etc. Eu não consigo aceitar a idéia de que o irmão que vai retornar de viagem está muito mais jovem fisicamente falando do que o irmão que ficou na Terra.

    1. Quando se fala em “relógio” não quer dizer o relógio que se usa no pulso ou nos telemóveis/celulares. 😉
      Também quer dizer isso (como instrumento de medição), mas não é só isso…

      “Eu sei que para o gêmeo que está na nave, o relógio andou muito mais devagar, mas ele também não deveria morrer exatamente na mesma data? Ele não está sujeito ao mesmo efeito que o corpo sofre ao passar do tempo, sendo que para o corpo não faz diferença se um relógio trabalha mais lentou ou devagar? O coração dele não teve aproximadamente os mesmos batimentos cardíacos do irmão que ficou na terra? O corpo dele não sofreu os mesmos efeitos do irmão que ficou na terra?”

      Não, não, não e não, porque o relógio biológico da pessoa andou “mais devagar”. Não, o coração dele bateu menos vezes porque o tempo passou mais devagar…

      Para a pessoa na viagem, tudo se passa normal… ela não nota qualquer “devagar”, porque todo o tempo para ela passa exatamente da mesma forma… porque tudo abranda, inclusivé o seu pensamento… só quando se encontram os gémeos é que percebem a discrepância. Só nessa altura…

        • Lindomar on 11/06/2015 at 02:09

        Obrigado, Carlos, agora compreendo pelo menos o que a teoria quer dizer, não é só o medidor de tempo que anda mais lentamente, na verdade tudo ocorre mais lentamente. Ainda assim, é totalmente contra a nossa intuição, chega a ser surreal. Como a velocidade pode fazer tudo acontecer mais lentamente? Como a velocidade pode interagir com o corpo de uma pessoa fazendo com que tudo, até mesmo os batimentos cardíacos, funcionem mais lentamente? Imagine, por exemplo, se uma pessoa viajar numa nave a uma velocidade de 99,99% da velocidade da luz, ela está praticamente morta…rs…o coração vai bater uma vez hoje uma daqui a uma mês, embora pra ela esteja tudo normal…kkkkk.

        Eu sei que não é possível, para um corpo ou objeto que tem massa, viajar a velocidade da luz, mas se houvesse pelo jeito o viajante seria imortal, para ele o tempo não passaria.

        Só mesmo o Einstein para conseguir chegar a essa conclusão. Será que daqui a algumas centenas ou milhares de anos será possível viajar a velocidades onde seja perceptível a dilatação do tempo? Como eu não consigo viajar próximo a velocidade da luz, nunca saberei…rs

      1. “Ainda assim, é totalmente contra a nossa intuição, chega a ser surreal.”

        Correto! 😉
        E por isso é que o resto do seu comentário está errado… porquê? Porque foi intuitivo 😉

        Tem que pensar no tempo como uma outra dimensão – a dimensão temporal.
        Toda essa dimensão, todo esse espaço-tempo está “mais devagar” – na verdade, não está, porque tudo, incluindo nós, nessa dimensão (a velocidade elevadíssima) estamos “normais” – só pensamos em “mais devagar” se compararmos entre dimensões. Enquanto estivermos nela, isolados, estamos “normais”. Os batimentos cardíacos estão normais… porque nesse espaço-tempo é o normal… não “desaceleramos” – não existe o caso de todo o corpo estar a ser comportar normalmente e só os batimentos cardíacos serem lentos. A 99% da velocidade da luz, a pessoa vai incrivelmente normal, o coração tem os mesmos batimentos cardíacos por dia, porque o “dia” também se adaptou. Na verdade, a pessoa nesse estado pensa que toda a gente “lá fora” é que estará muito vagarosa. Só quando “comparam relógios” é que podem saber quem era o “vagaroso”… sem realmente o ser se pensarmos em termos absolutistas.

        Se a pessoa viajasse à velocidade da luz, estaria morta porque a sua massa seria infinita. Mas ele estaria “parado no tempo”. Os outros sim pareceriam imortais. É sempre uma questão de perspectiva.

        No entanto, mesmo a velocidade da luz demora a chegar ao destino. Se eu viajasse a duas vezes superior à velocidade da luz, eu chegaria (sem efeitos relativísticos) a Proxima Centauri em 2 anos. A luz chega em 4 anos. Ou seja, eu chegaria mais depressa que a luz, mas mesmo assim perderia 2 anos a lá chegar.
        Se isto assim, já é complicado, com efeitos relativísticos, ainda se torna mais complicado:
        http://www.astropt.org/2009/01/31/teoria-da-relatividade-dilatacao-do-tempo/

        abraços! 😉

        P.S.: já é perceptível a dilatação do tempo, todos os dias, na Estação Espacial Internacional, usando relógios atómicos 😉

    • Vítor Marum on 10/07/2015 at 16:34
    • Responder

    Uma teoria científica é algo que deve dar explicação compeensível a um certo nùmero de fenómenos. Não significando no entanto que seja essa a verdadeira explicação. Mas pelo menos é uma forma de como as coisas podem ser. Ora a teoria da relatividade, pelos seus absurdos e pelas suas contradições é o oposto de tudo isso. É claro que a teoria da relatividade são muitas coisas, e algumas delas podem aceitar-se compeensivelmente, mas muitas delas são mais do domínio da ficção do que propriamente da ciência. É certo que muitos cientistas dizem que muitas dessas coisas têm vindo a ser provadas. Mas será que têm mesmo? eu diria antes, corroboradas, que é difernte de provadas.
    Entre as várias contradiçôes há uma que eu gostaria que alguém explicasse como é possível, e que é o seguinte: sabendo como se diz que a luz passa sempre com a mesma velocidade por qualquer corpo, seja qual for a velocidade dele, e como isto não fazia sentido, Einstein lembrou-se de pôr o tempo a dilatar, consoante a velocidade do corpo. Só que aparece aqui uma enorme contradição: se o corpo se deslocar no sentido da luz , matematicamente pode dar certo, como as unidades do tempo se alongam, a velocidade da luz com base nesse tempo mantém-se. Mas se a luz e o corpo se deslocarem em sentidos contrários, aí a dilatação do tempo torna-se um desastre de todo o tamanho. Pelo senso comum, as velocidades são somadas. Com a dilatação do tempo, isso daria uma velocidade sei lá quantas vezes superior à da luz. É claro que aqui o que daria jeito seria a contração em vez da dilatação, mas era só o que faltava, pôr as coisas ao sabor da conveniência.
    Eu sei que Einsten , para que a velocidade continuasse a ser a mesma, inventou um estratagema, uma arquitetura matemática, para no fim dar o resultado pretendido, e chamou aquilo: soma de velocidades relativísticas. Enfim: coisas de quem sabe muito de matemática. A verdade é que tudo isto é um absurdo, pois não faz o mínimo sentido. Mas gostaria muito de saber como é que alguém, acérrimo defensor da teoria, explica esta contradição.

    1. Uma teoria é algo provado milhares de vezes. É baseado em factos, vindos de diferentes formas, observados na prática.

      Não é algo que Einstein inventou, ludibriou, ou o que mais o Vitor gostaria de chamar.
      Todos os dias a chamada Teoria da Relatividade é provada, com relógios atómicos.
      Se acha um absurdo ou contraditório, paciência para si. O que nos vale a todos é que o Universo não anda ao sabor das suas opiniões, certo? 😉

      Também pode dizer que a gravidade é um absurdo, porque o Vitor preferia andar a voar pelos céus sem problemas. E que foi Newton que andou a inventar estratagemas para nos colocar presos ao solo.
      Mas seria uma sua opinião sem qualquer nexo, certo?

      Quanto ao fenómeno da dilatação do tempo, tem explanações aqui:
      http://www.astropt.org/2009/01/31/teoria-da-relatividade-dilatacao-do-tempo/

      abraços

    • Vítor Marum on 18/07/2015 at 20:23
    • Responder

    Boa tarde! de facto o Universo não anda ao sabor das minhas opiniões. Mas também das suas, das do Einstein, ou de qualquer ser opinante.
    Não encontrei explicação sobre a contradição que eu tinha apontado, nem nada parecido. Porque será que uma contradição tão grande, não é notada? talvez que por ser muito incómoda todos lhe passam ao lado!
    O que eu gostaria que alguém explicasse, não é propriamente a dilatação do tempo. Esse apesar de ser um contra-senso, é compreensível. O que não é compeensível é: considerando a dilatação um facto, consoante a velocidade dos corpos em movimento, como é possível que a luz passe por um corpo que se move em alta velocidade mas, em sentido contrário ao da luz, sempre com a sua velocidade C 300 000 Km/s, Ora se pelo senso comum, as velocidades do corpo e da luz , somam-se; havendo dilatação do tempo, a velocidade da luz relativamente ao corpo, tem forçosamente que ser muito superior. Isto é o contrário do que diz Einstein. Eu não posso afirmar, com 100% de certeza, que não há dilatação do tempo, assim como também não posso afirmar, com os mesmos 100% de certeza, que a velocidade que a luz passa em relação ao corpo, não são os 300 000 Km/s. Mas posso afirmar que pelo menos uma das coisas está errada, existe uma enorme contradição. As coisas não podem ser brancas e pretas ao mesmo tempo.

    1. A diferença entre nós é que eu não dou opiniões, sobretudo não dou opiniões contrárias ao conhecimento dos assuntos.

      A diferença para Einstein é que Einstein também não opinou.

      Já o Vitor farta-se de opinar, com base no oposto do conhecimento. Daí que é uma perda de tempo, para si, para nós, e para todo o Universo.

      “Ora se pelo senso comum, as velocidades do corpo e da luz , somam-se”
      A velocidade da luz não se soma.
      Isso é dito nos comentários do artigo que lhe sugeri ler… e penso que também é ensinado no 8º ano de escolaridade, nas aulas de física 😉

      Pode-se com 100% de certeza afirmar que existe dilatação de tempo porque diariamente isso é provado. (provado = provas factuais = evidências observacionais e matemáticas).

    • Manel Rosa Martins on 18/07/2015 at 22:31
    • Responder

    Que a velocidade da luz não se soma à velocidade do objecto emitente é um facto consolidado por milhares de observações e de experiências. E não é como diz a opinião do Vítor Marum ter preto e ter branco ao mesmo tempo, é até o contrário, encaixa perfeitamente na Teoria da Relatividade Especial de Einstein.

    E é simples de verificar, caso se pudesse adicionar facilmente se somaria a velocidade dos fotões da luz (que são as suas partículas mediadoras) da Galáxia vizinha Andrómeda e a luz viajaria a uma velocidade superior à da luz.

    Como vê neste exemplo simples, de facto a Ciência não é feita de opiniões.

    Cumprimentos.

    • Vítor Marum on 26/07/2015 at 21:36
    • Responder

    Eu não dou opiniões, sobretudo ocas de sentido. Eu faço deduções, que no fundo é uma coisa que em grande parte os Srs também fazem.
    Como não compreenderam a minha pergunta, heis a razão de mais este comentário.
    Eu não disse que a velocidade da luz se soma à velocidade da fonte emissora. Se a luz não sofre a influência da velocidade da fonte, isso é uma coisa que se aceita sem qualquer problema. Nem sequer rejeitei a dilatação do tempo. O que eu vejo nas minhas deduções,é que a dilatação do tempo, só dá explicação à constância da velocidade da luz , quando comparando um referencial parado e um referencial móvel, este se desloque no mesmo sentido da luz. Caso o referencial móvel se desloque em sentido oposto ao da luz , aí não há matemática lógica que explique a constância da velocidade da luz. Por isso gostaria de ver um comentário sobre este ponto.
    Já agora a título de curiosidade,uma vez que foram os Srs que puxaram o assunto, é estranho que em cem anos, ainda ninguém tivesse reparado que aquela figura que o Einstein fez (um carrinho em movimento a emitir luz verticalmente da lâmpada colocada no fundo para um espelho no teto) está errada. Pois se pretende demonstrar que a luz não sofre a influência da velocidade da fonte, na verdade demonstra precisamente o contrário.

    1. Vitor,

      Já lhe foi explicado em cima que os seus pressupostos básicos da sua “hipótese revolucionária” estavam errados. Logo, se os pressupostos estão errados, o resto deixa de fazer sentido.

      E quando alguém diz algo completamente disparatado, que está em oposição do conhecimento que qualquer livro de ensino médio nos ensina, é óbvio que está a dar uma opinião sem qualquer fundamento. É que podia ser uma opinião baseada no conhecimento, mas nem isso é, daí ser oca.

      Assim, o que eu sugeria era alguns livros do 8º ano de Física. Começar por aí e depois ir aprendendo mais um pouco a partir daí.
      Vai ver que se entender os conceitos básicos, esses supostos “paradoxos” deixam de existir…

      abraços!

    • Nillo Gallindo on 01/02/2016 at 10:37
    • Responder

    Antônio Piedade,
    Parabéns pelo seu artigo. Muito bem escrito, claro e objetivo. Perfeitamente inteligível.
    Para sua análise te envio um raciocínio sobre um NOVO paradigma sobre a DILATAÇÃO DO TEMPO, trabalho no qual apresento as provas científicas. O trabalho chama-se “Dilatação do tempo é só INÉRCIA. acesse meu link:

    https://www.youtube.com/edit?video_id=8utmR81msLE&video_referrer=watch

    Um abraço e muito obrigado. Você escreve muito bem.

    Nillo Gallindo
    Extrema – Minas Gerais – Brasil

      • Leandro Salles Nogueira on 11/02/2016 at 01:01
      • Responder

      Boa noite Nillo

      Gostaria de apreciar seu trabalho, mas o link não funcionou para min.
      Obrigado.
      LSN
      Tangará da Serra – Mato Grosso – Brasil

    • carlos cardoso on 11/02/2016 at 16:15
    • Responder

    Quando o meu primo descobriu que o tempo passava mais devagar num relógio em movimento passou a andar sempre à maior velocidade possível, sobretudo quando andava de carro. Como Einstein tinha razão ele efectivamente envelheceu mais devagar mas morreu logo ao virar da esquina. Desde essa altura chamo a isto o paradoxo de Einstein: não vale a pena envelhecer mais devagar para morrer mais depressa. 🙂

    Agora falando a sério: há uma coisa que não percebi bem (só uma?) fala-se da comparação entre um relógio parado e outro em movimento mas o que é isso de relógio parado? Um relógio só pode estar parado em relação a um dado referencial. Se estiver parado à superfície da terra viaja à velocidade de rotação desta (tanto mais rápido quanto mais próximo estiver do equador) e também à velocidade de translação e também à velocidade de deslocação do sistema solar, e da galáxia, e…etc. Sendo assim não deveríamos falar antes de dois relógios que se afastam ou que se aproximam, sem que nenhum deles esteja parado? E nesse caso como se explica que o tempo passe mais devagar num deles?

    Ou eu não percebi mesmo nada?

    1. Parado, ou em repouso, em relação ao observador 😉

    • Helder Geraldes on 11/02/2016 at 18:16
    • Responder

    Agradecendo a todos aqueles que me leram e se deram ao trabalho de me responder, fico com uma questão:

    Quando se fala num corpo que se desloca próximo da velocidade da luz, referimo-nos a uma velocidade relativa a nós. Isto quer dizer que nós nos estamos a deslocar no universo a uma velocidade impossível de ser reduzida? Será que não há uma direcção para a qual nos deslocamos? Será que é indiferente se eu giro em redor da Terra para Este, Oeste, Norte ou Sul? Sendo para Norte ou Sul, até poderá ser indiferente… mas sendo para Este ou Oeste, eu estou a somar ou a reduzir a minha velocidade relativamente a quem me observa da Terra. Será que indo para Este o relógio atrasa mais que indo para Oeste? Se fôr assim, poderemos saber a que velocidade absoluta nos deslocamos, ou pelo menos relativamente à luz.
    Volto a dizer que será muito mais simples de explicar tais fenómenos se o nosso movimento, ( da matéria observável ) fôr por “steps´´ e o dos fotões ( refiro-me a toda a energia electro-magnética ) fôr linear. Para um fotão nós estamos sempre parados embora em locais diferentes, saltando de um local para outro instantâneamente da mesma forma que um electrão salta de uma órbita para outra. Do nosso ponto de vista, como estamos permanentemente parados, o fotão passa por nós sempre à mesma velocidade, seja qual fôr a nossa velocidade. Continua sem explicação a diferença da velocidade do fotão em diferentes meios de propagação.

    Agora surgiu-me a ideia de que: será que a matéria negra se desloca no universo da mesma forma que o fotão? Será por isso que ela é indetectável?

    Helder Geraldes

  11. Cumprimento o Autor deste Texto de Divulgação Científica (A. Piedade), pela forma clara e imparcial como apresentou o trabalho.

    Esse comentário vem no sentido de dar uma contribuição no sentido da superação de todas essas questões polêmicas e, algumas, até muito pertinentes.

    Esse tipo de experimento realmente comprova que foi utilizado sinal eletromagnético na comparação entre os relógios! Quando eu observo um relógio que se afasta de mim, aumenta o atraso em decorrência do aumento da distância; ou seja, o atraso é crescente. Atraso crescente significa ter a falsa impressão de que, lá, o tempo transcorre mais lentamente do que aqui. O tipo de relógio não importa, quanto a isso. Só importa com relação à questão da precisão necessária frente à ordem de grandeza dos efeitos que precisam ser mensurados, com a finalidade de comparar essas medições com as previsões teóricas. Ou seja, caso Galileu, em uma viagem ao espaço (em altas ou baixas velocidades, não importa) nos enviasse sinais eletromagnéticos, com informações sobre sua pulsação, teríamos a falsa impressão de que seu coração bate cada vez mais lento. Concordo que é mais “chique” falar de relógio atômico. Depois essa moda passa.

    Daí o comentário, também, pertinente, de alguém que afirmou que os recursos (aí empregados) poderiam ter melhor destino.

    Colocar o trenzinho ou o relógio de luz à prova não é muito difícil e nem muito caro (com menos de US$ 1000,00 é possível fazer isso, pode acreditar). Qualquer pessoa que possa contar com a ajuda de um amigo, que possa lhe emprestar um aparelho topográfico (com telescópio, tipo estação total ou teodolito), e que possa lhe prestar serviço de demarcação de pontos (com GPS – é necessário azimute verdadeiro), pode constatar que os esquemas do trenzinho e do relógio de luz (com a luz propagando na troposfera da Terra, pelo menos até 500 m de elevação) estão CORRETOS. Isto é, parece que o trenzinho está arrastando a direção de propagação da luz (seria o Referencial PRIVILEGIADO) enquanto que o observador na estação fica olhando (seria o referencial COITADINHO). A verdade é que não há aberração nessas condições e isso tem gerado muita confusão, que só será superada com a explicação correta sobre o fenômeno de aberração da luz (o fator que zera!). Paro por aqui.

    O mesmo não posso afirmar (que o esquema está correto, com a direção de propagação da luz sendo arrastada) com relação aos esquemas que envolvem foguetes (como acima) e outras espaçonaves com espelhos e raio laser e o observador no asteroide (não me recordo em qual vídeo foi), etc. Sabe por quê? Porque isso nunca foi feito. Desenho animado é desenho animado e experimento controlado é experimento controlado. O esquema das espaçonaves (naquele vídeo) comprova que o autor é craque em computação gráfica. Só isso, mais nada. E parabéns a ele, ficou maravilhoso. Mas, aquilo não é uma tabela de dados, não é a descrição da metodologia, não é análise estatística dos dados, só é um desenho muito animado; mas, ainda gosto muito mais da Pantera Cor de Rosa. Atenção Senhores e Senhoras autores(as) de livros didáticos, vídeos, etc.: por favor, com todo respeito, parem de tratar nossas crianças e jovens como crianças. Ah! E os adultos também, porque tem adulto virando criança e perdendo a capacidade de refletir criticamente, de tão bonito e bem feito que é o desenho.

    Veja: a atmosfera da Terra (com suas diversas camadas distintas) é muito DIFERENTE do espaço “vazio”. Não se pode fazer experimentos numa condição e estender suas conclusões a outra condição ao avesso! Compreende isso? Concorda com isso?

    Resumindo: a luz (“oem”) tem um tipo de comportamento ao propagar na atmosfera da Terra e comportamento diferente ao propagar no espaço “vazio”. A direção de propagação da luz é arrastada na nossa atmosfera. Isso está dando um baile em tanta gente boa.

    Com os recursos gastos nesse acelerador de partículas aí dá para colocar combustível em duas naves russa alugadas e comprar aí um laser de 20 Dólares, espelhos dá para pegar os de casa mesmo e fazer o que tem que ser feito: verificar se a luz acerta mesmo aqueles pontos.

    É preciso saber o que medir e como medir. Aí é que tá.

    Forte abraço.

    1. Não consigo entender os seus comentários…

      Os seus comentários vão sempre no mesmo sentido: “aquilo de Einstein está mal pensado e é muito fácil fazer as experiências para se perceber “a verdade”.”

      No entanto, apesar de eu próprio já lhe ter sugerido que faça então essas experiências, escreva os artigos científicos e os envie para as revistas científicas para serem avaliados pelos peers… o caro comentador continua a preferir a comentar num blog que as “coisas deveriam se fazer como X ou Y” em vez de colocar em prática as suas ideias.

      abraços

    • Leandro Salles Nogueira on 17/02/2016 at 01:50
    • Responder

    Era exatamente isso que estava fazendo, quando subiu uma janelinha no canto inferior direito de minha tela. A Loirinha, pilota do foguetinho, olhou para mim e disse: oi. Psiu. “recomendado para si”.
    Então, quando tentei flertar com seus olhos, ela desceu e sumiu!
    Pensei: Oh! Que danadinha! Tá querendo brincar de esconde/esconde.
    Aí ela subiu de novo, segurou na minha mão e disse: Oooiii. E aí? Escreva-me um poema.
    Então falei: mocinha, estou aqui, concentrado, vasculhando os arquivos do AstroPT, em busca de pistas sobre referências confiáveis, de possíveis experimentos que comprovem não haver aberração para uma fonte de luz própria da Terra (conforme consta na história, que não cita quais foram esses experimentos), mais tarde converso com a senhorita, achei você muito interessante.
    Aí, antes de descer novamente, piscou (com aquele olhar de mormaço), deixou o telefone e jogou um beijo.
    Daí, não consigo mais parar de pensar nela; acho que terei um caso com essa astronauta (a mais nova, é claro).
    Outro comentador me alertou: ”olha! Cuidado! Essa dona aí deve ter uns 300 anos ou mais”.
    Humm! É mesmo.
    “E se esse efeito for só uma ilusão?”
    Éé, quando eu acordar tô lascado. Será pior do que uma saia justa.

    Então, Professor Carlos, um profissional, egresso da USP, me disse o seguinte: “O Professor Carlos tem razão, ouça o que ele diz. Mesmo não tendo orientador formal, é possível realizar (na Terra) e publicar.”
    Já fiz alguns apelos a pesquisadores que possuem acesso às principais bases de indexação de trabalhos científicos nessa área (Astronomia) e, até agora, as respostas que obtive (foram poucas) indicam não existir tais referências!
    Sei que o Professor tem formação e atuação em Astronomia. Portanto, caso possa colaborar, peço algumas sugestões, específicas sobre esse comportamento da luz, de uma fonte própria da Terra. Ou seja, sobre o “fato?” (isso é um relato de um Físico Historiador e não uma “verdade” – também, como já afirmei aqui, já fiz umas observações e sei que é assim mesmo e, por isso, o fator de Lorentz está feito como está e está correto, nessas condições) de não haver aberração para a luz do poste, por exemplo.
    Professor. Afinal, o senhor sempre tem boas sugestões de referências confiáveis. Portanto, não será dessa vez que irá se esquivar (demonstrando que, na verdade, não aceitou o comentário; o que é muito diferente de não compreender), dando uma resposta vazia (sem qualquer relação com a pergunta).
    A essa pergunta (ou a essa solicitação), cabem apenas três alternativas:
    a) Não respondo e justifico ou não.
    b) Respondo e as referências são estas:…..
    c) Respondo e digo que, também, honestamente, não consegui encontrar tais referências!
    Agora são duas perguntas mesmo e, logicamente, ninguém é obrigado a responder. Se optar em responder, NÃO responda rápido! Promova uma conferência mundial para debater essas questões. Assim, somente depois de discutir amplamente, com toda comunidade científica da área (Física – não tem subárea! Isso está na base de tudo, não diz respeito apenas aos interesses dos astrônomos), responda. Lá vai:
    a) É possível medir aberração sem frear a Terra? Isto é, o simples ato de apontar um telescópio para uma estrela “conveniente” e acompanha-la durante um período é suficiente para medir aberração total?
    b) Com algumas manipulações (simples) na expressão relativística que descreve a aberração astronômica é possível isolar o valor de “v” (a velocidade da Terra). Então pergunto: o método de medição desses diversos tipos de aberração permite extrair os elementos necessários à determinação das velocidades (relativas) da Terra, em cada caso? Mas, não só a determinação do módulo, é preciso ter condições de determinar a direção e o sentido, também. Velocidade é vetorial. Há precisão associada aos métodos que seus pares utilizam? Se sim, estará correta a explicação para o fenômeno de aberração da luz. Se não, estará errada. É só pensar um pouquinho, veja: não se pode empregar um fator que não admite o fenômeno de aberração da luz (o fator de Lorentz) para explicar aquilo que ele não permite! Pô! Os experimentos do passado foram realizados com a luz propagando na atmosfera da Terra, sem aberração. O fator de Lorentz representa isso. Entendeu ou não? Isso que está sendo apontado aqui é motivo para “quebrar o pau”, amanhã mesmo. Concorda? Não na rua; mas, nas escolas, nas conferências, nas palestras, na mesa do bar, etc. Sem polícia, é claro.
    E aí? Quem controla a loirinha astronauta? É um algoritmo sofisticado ou é alguém que a envia?
    Caso ela não mais me apareça, entendo que devo ficar quieto, lendo e aprendendo no AstroPT. Ok?
    Mas, caso ela me procure mais uma vez, posso manter um caso com ela? Peço sua permissão.
    Tenho que me retratar com relação a uma afirmação que fiz em outro comentário, no qual afirmei que a mecânica está incompleta e que o fator de Lorentz não é suficiente para uma descrição mais abrangente da natureza. Ora, que as Teorias estão incompletas, todos sabem disso! Afinal, a Física avança todos os dias e cada vez mais rápido. Vai continuar sendo assim até não sei quando. Aí cabe uma questão filosófica, que muitos têm debatido: será que um dia, um cientista ou grupo de cientistas chegará a uma Teoria absolutamente completa, capaz de explicar cada pormenor de cada fenômeno da natureza e fazer previsões totalmente acertadas? Será? Lembro-me de que Dr. Michio Kaku (em um vídeo, se não me engano), ao refletir sobre isso, comentou que isso equivaleria saber o que Deus sabe ou iria permitir, a esses conhecedores absolutos, rivalizar com o próprio Deus (se é que Deus existe, naquela concepção de um Senhor idoso; Sério; Julgador e condenador; para alguns, até bonitão, com barba e cabelos longos, grisalhos e cacheados, com uma régua e um compasso na mão; etc.).
    Professor Carlos Oliveira, parabéns. O motor dos avanços da Ciência, de um modo geral, é, e sempre será, o QUESTIONAMENTO. O AstroPT é um baita espaço para isso, pena que o senhor ainda não entendeu isso. Ou seja, um debate produtivo sobre questões importantes não implica, necessariamente, que as providências necessárias a essas verificações não estejam sendo tomadas….
    Aguarde.
    Diga a astronauta que quero conhece-la melhor; portanto, espero vê-la novamente.
    Abraço.

    1. Retirando as partes engraçadas 😉 , não cheguei a perceber: tentou falar com investigadores-físicos da USP e negaram-lhe a “parceria”?

      Eu tenho praticamente a certeza que se enviasse um e-mail a um físico da USP (ou de outra univ. no Brasil) e pedisse uma hora do tempo dele/dela para falar sobre as suas ideias quanto à Relatividade, esse/a investigador/a lhe concederia o tempo.

      Não me parece… hmmmmmmm… diplomático, dizer a alguém (parafraseando): “Encontre as referências ou…”.
      O facto de não encontrar referências não é sinal que o Leandro esteja certo nas suas ideias.
      O facto de nem sequer se procurar as referências, não é nada pessoal nem sequer o Leandro pode “obrigar” a isso.

      De resto, eu continuo confuso com os seus comentários. A aberração depende do movimento do observador.

      abraços

  12. Depende do movimento do observador, sim. Uma das maneiras de medir a aberração total é frear a Terra e zerar o aparelho; depois, põe para andar, novamente, e meça o ângulo de aberração (tem mais coisas aí, mas vamos deixar por enquanto). Outro modo envolve a manipulação de 3 pontos, o que, ironicamente, é mais fácil de ser feito na Terra, num tubo a vácuo. Por enquanto, só também. Já vai ter muita gente pensando nas pinças ópticas do LIGO.

    Ok.
    Na tentativa de explicar ou de tentar compreender sua falta de compreensão, com relação a meus comentários (indesejados, apesar de respeitosos), vou explorar uma associação ingênua e descabida entre um debate envolvendo o fator de Lorentz (foram FitzGeralde e Lorentz que, deduziram esse fator e NÃO A. Einstein; depois, Poincaré organizou tudo de modo didático e já envolvendo as “trasnsformações”) e as “COISAS DE EINSTEIN”. Estás colocando em minha boca algo que eu não disse. Isso não é uma atitude correta. Pior que isso, demonstra que não conhece a História e que, tão pouco, teria o conhecimento de que não há aberração para a luz do poste. Para chegar até Einstein é necessário discutir, ainda, as “transformações de Lorentz” e, sequer, chegamos lá. Tão pouco a discutimos. É lá que vai aparecer a noção de referencial fixado na matéria (o cúmulo do senso comum – como um pedreiro que necessita de pontos no terreno para fincar piquetes e esticar linhas – a origem de muitas coisas esquisitas na Física de partículas e campos: “…tem hora que você o campo elétrico e não vê o campo magnético ; tem hora que inverte tudo…”; ou seja, não é possível estabelecer, exatamente, qual é a carga elétrica que está parada ou mais lenta e qual está em movimento ou mais rápido. Entente? Mais, a frase entre aspas é de um pesquisador com dois pós-doutorados na Europa, um no Instituto Max Planck, que está colaborando juntamente com outros.
    Ou seja, a Relatividade de muitos autores e colaboradores é uma coisa, enquanto a Teoria da Relatividade Restrita de A. Einstein (publicada no ano do milagre) é OUTRA COISA, um tanto diferente.
    Com todo respeito, agradeço sua participação, mas aponto que seu comentário dá margem a duas possíveis interpretações:
    a) Realmente não compreende e espera que eu explique novamente. Isto é, fez uma afirmação e espera que esta, como de costume, seja interpretada como uma pergunta.
    Certa vez, após uma palestra (corrija- me se for engano), N. Böhr calou-se após uma afirmação semelhante, por parte de um dos ouvintes. Então, foi questionado: e aí, não vai responder? Ele então disse: “Ele não fez uma pergunta, fez uma afirmação!”. Entenda bem, não estou me comparando a Böhr. Estou apontando que a situação é semelhante a outras que causam desconforto e provocam esse tipo de reação, naturalmente, esperada.

    b) Compreendeu perfeitamente, porém não aceitou!
    Silêncio…….!
    É extremamente difícil e delicado comentar, neste caso. Afinal, estou na “Casa do Senhor”. Senhor dos conhecimentos absolutos, inquestionáveis, que explicam todos os fenômenos da natureza e que permitem fazer previsões absolutamente acertadas. O Deus do universo. Oh!
    Compreendo como se sente.

    Com relação à opção “a”, é possível apontar algumas das causas dessa dificuldade em compreender:

    1) Associar a base da Teoria da Relatividade Restrita (o Fator de Lorentz e as transformações de Lorentz e os inúmeros trabalhos de outros pesquisadores, que também contribuíram para o desenvolvimento dessa Teoria), à ideia (senso comum) de que isso é uma obra exclusiva do Grande A. Einstein, é uma prática ou atitude comum ao POVÃO.

    Por isso, insisto em sugerir que a História seja lida e relida (como fiz), o quanto necessário. A seguir, há uma boa sugestão e, certamente, deve haver muito mais que eu gostaria muito de apreciar, também:
    O surgimento da teoria da relatividade restrita
    http://www.ghtc.usp.br/server/pdf/RAM-Relatividade-livro.pdf
    Aproveite para notar que a concepção de Antoon Hendrik Lorentz, de George FitzGerald e de Poincaré, sobre a (SUPOSTA) impossibilidade de se medir a velocidade da Terra a partir de uma fonte de luz própria da Terra é um pouco DIFERENTE daquilo que propõe A. Einstein em seu postulado da Relatividade. Isso foi apontado acima por outro comentador.
    Observe, principalmente, que, no comentário em questão, em momento algum, me refiro ao nome do Grande Físico (que deveria, por justiça, ter sido agraciado com um Prêmio Nobel, por cada uma de suas obras – não fosse a atuação negativa daquele francês do qual sei lá o nome). Isto é, não faço essa insinuação ingênua e descabida entre Relatividade e “coisas de A. Einstein”. Compreenda o seguinte professor: a Ciência é feita de questionamentos e de apontamentos pertinentes, consistentes e, acima de tudo, RESPEITOSOS. O “RESPEITOSO” vale para qualquer pessoa, que de forma, também, respeitosa, tenha a intenção de colaborar com uma análise crítica sobre as propostas em vigor (todos os comentadores acima me pareceram respeitosos). Uma das coisas que estou apontando é que a medição da aberração e o cálculo da velocidade total (de determinado local) da Terra refutariam as DUAS CONCEPÇÕES. E mais, muitos não compreendem por que isso ocorreria. Se for o caso, posso explicar esse aspecto.
    É importante corrigir também algumas bobagens que andam dizendo por aí: que a contração dos comprimentos (algo que não existe, basta comparar os valores originais de projeto dos comprimentos dos ônibus espaciais e comparar com os valores atuais, depois de já aposentados) é uma DESCOBERTA DE A. Einstein: “…Einstein descobriu que os objetos se contraem….”. Nota zero para quem disse isso; essa foi uma proposta ou um achado de FitzGerald (1889), para explicar os resultados negativos, dos experimentos mais famosos de Michelson & Morley (1887 e outras datas), que não tinham a menor chance da dar resultados positivos. Portanto, não é essa a explicação para os resultados negativos.

    2) No relato histórico acima, quando o Historiador aborda a aberração da luz, ele afirma “não haver aberração para uma fonte de luz própria da Terra …”. No entanto, não cita as Referências disso. Argumenta que há uma série de efeitos que se anulam e, por isso, não há aberração. Portanto, todos já deveriam ter perguntado:

    a) Quais são esses efeitos?
    b) Queremos ler sobre esses experimentos. Quais são essas referências? Onde podemos encontra-las?
    Agora, eu pergunto: considerando que muitas referências básicas, para muitos cursos de Física, não abordam a aberração da luz, qual é a proporção dos recém-formados e dos que estão ingressando em uma pós-graduação que SABE ISSO? Quantos por cento, em cada categoria?
    Não haver aberração para uma fonte de luz própria da Terra é uma afirmação de um Físico Respeitado; enquanto a aberração astronômica tem existência indiscutível. Então a luz apresenta um tipo de comportamento propagando na atmosfera da Terra e outro tipo de comportamento, propagando no espaço “vazio”! Ora, isso é motivo, mais do que suficiente, para “quebrar o pau”! No entanto, não vejo essa discussão. Não consegui, até agora, encontrar essas referências. Vejo que o Professor sempre apresenta muitas sugestões interessantes aos comentadores que visitam o AstroPT; por isso, acredito que possa me indicar tais referências e lhe faço esse apelo. Preciso disso, vou seguir suas sugestões quanto à publicação (do que já foi feito e do que ainda será feito) e, antecipadamente, lhe agradeço. Caso não existam tais referências, sabe o que isso significa? Nessa nem eu acredito!
    Anteriormente, foram as causas da falta de compreensão; a seguir, mais alguns aspectos ou explicações sobre os dois tipos de verdade: verdade e “verdade”.

    1º) A VERDADE do trenzinho e do relógio de luz, (VÍRGULA) COM A LUZ PROPAGANDO NA TROPOSFERA DA TERRA.
    É assim que as coisas são: não há aberração para uma fonte de luz própria da Terra e com a luz a propagar na troposfera da Terra, qualquer que seja o horário (sideral ou solar médio) e qualquer que seja a direção (no espaço e não só em um plano horizontal) do alinhamento entre fonte e receptor. (não publicado, ainda).
    Mais uma vírgula: nunca encontraremos um “trenzinho relativístico”, rasgando a troposfera da terra a 0,9c (ou a qualquer velocidade superior à de um simples asteroide), sabe por quê? Deixo essa para aqueles que dominam os conhecimentos sobre colisões a altas energias! Ou seja, encontraremos apenas os fragmentos e as radiações emitidas!
    Ainda sobre os trenzinhos: é possível observar um grande avanço na tecnologia das locomotivas, hoje é possível encontrar, nos livros didáticos do ensino médio, locomotivas com: rodas, é claro; as molas da suspensão; dois engates, um dianteiro e um traseiro; maquinista, é claro é lógico, também. Agora, o mais impressionante: há uma editora por aí que colocou o “QUEPE” na cabeça do maquinista!!! Colocou o quepe na cabeça do infeliz (é, porque ele vai desintegrar). Tá certo, ele tem que trabalhar uniformizado; com essa questão das leis do trabalho é fundamental.
    Olha. Veja bem. É. Isto é. Bom. Quero dizer, nem sei o que dizer! Ah! Tentei verificar se ele estava com o crachá, também. Pô! Vai trabalhar sem crachá! Não deu para ver; tudo bem.
    Perdi tanto tempo reparando nesses detalhes (irrelevantes) e tentando ver se ele estava ou não usando o crachá. Por isso, nem tive tempo de observar que o “trenzinho relativístico” está arrastando a direção de propagação da luz. Que a luz poderia, quem sabe, atingir um ponto mais para traz, em relação à velocidade total do “trenzinho”. Tão pouco tive tempo de questionar se é o movimento da fonte que arrasta a direção de propagação da luz; ou se é o movimento do meio de propagação da luz que arrasta a direção de propagação da luz.
    Então pergunto: O QUE É QUE OS AUTORES DE LIVROS DIDÁTICOS PRETENDEM COM ISSO?
    Ora, se pingar um pouco de óleo diesel no “bicho” e bater na chave ele pega!
    Ah! E tem mais, agora eu fiquei injuriado, se não pegar na partida e nem no tranco eu meto fogo nesse trenzinho. Viu?

    2º) A “verdade” (com letra minúscula e entre aspas) das magníficas espaçonaves (de mentirinha dos desenhos animados), com raio laser, observador no asteroide (sem um equipamento adequado!) é muito mais grave!

    Para entender o porquê da gravidade dessa “verdade”, assista em (Pink Floyd):
    https://www.youtube.com/watch?v=YR5ApYxkU-U
    You! You! Yes you!
    Quero ver os dados e tudo mais que comprova que a luz acerta aquele ponto. Atenção vocês, estudantes de Física, não abram mão disso, também. Cuidado com a máquina de moer carne, se você cair daquela esteira não tem mais jeito, vai se transformar em mais um tijolo na parede. Cuidado!

    Na Astrofísica já se sabe, há muito tempo, que os fótons demoram muito mais do que os neutrinos para “escaparem” do interior do plasma (em rotação e ebulição). É claro que, enquanto isso, por enormes distâncias, a direção de propagação desses fótons (principalmente) e desses neutrinos, entre outras coisas, É ARRASTADA PELO MOVIMENTO DO MEIO DE PROPAGAÇÃO. Ou seja, a velocidade da luz (“oem” e outras coisas) SOMA VETORIALMENTE com a velocidade do meio de propagação (não estou dizendo que soma com a velocidade da fonte, não, e não tente distorcer o que estou afirmando e que já se sabe, não é novidade), para quem olha de fora.
    Não relutem em aceitar que a natureza é muito, muito mais complicada do que parece.
    Caso a luz fosse realmente absoluta e pudesse ter seu comportamento representado única e exclusivamente pelo fator de Lorentz, teríamos que ajoelhar e agradecer muito, por tanta simplicidade. Infelizmente não é assim, mas o ser humano sempre quer simplificar o que não é simples.

    E o famigerado GPS?
    Vou te contar sobre a precisão desse danado quanto à resolução de diferenças em elevação (altura, ou seja, diferenças de posição na vertical).
    Foi necessário empregar equipamentos operando por GPS, visando o alinhamento dos 2 “pingos de LED” (separados por 420 metros), com o aparelho topográfico posicionado ao centro desse alinhamento entre os LESs, em razão da necessidade de trabalhar com azimute verdadeiro.
    Quanto ao alinhamento vertical, foi necessário conhecer a elevação dos três pontos (“posições” dos LEDs e “posição” do aparelho concretada no terreno) para que as diferenças de elevação pudessem ser calculadas, o que permitiu regular as torres de sustentação desses objetos com a mesma elevação. Bem, veja só: duvidando da precisão do GPS quanto à resolução de pequenas diferenças em elevação, peguei lá uma mangueira de irrigação com mais de 200 m sem emendas e fui lá conferir. Sabe qual foi o resultado? A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS MÉTODOS É INFERIOR A 1 mm! Tive o trabalho de ir lá, na madrugadinha, quando o nível na mangueira não está variando, e deu nisso. Só não bebi a água da privada por que a mangueira já estava lá, não foi comprada.
    Agora fiquei mais injuriado ainda! Tinha um boleto do GPS para pagar até o dia 10 e não paguei!
    Se alguém apelar para esse danado, para justificar o fator de Lorentz, vou derrubar tudo na base da pedrada. É. É isso mesmo, pedrada. Vou encher uma sacola de pedra e subir no alto dum morro, com um estilingue. É, com uma atiradeira e derrubar tudo, um por um.

    Beijinho lá para a pilota de espaçonave relativística.

    1. Leandro,

      Não consigo entender os seus comentários, mas consigo perceber porque as universidades não lhe dão resposta: os seus comentários são demasiado longos, com muito blablabla, sem substância perceptível, e demasiados esquizofrénicos.
      É óbvio que ninguém o entende…

      Eu estou a gastar o meu tempo de modo a dar-lhe uma chance de se explicar convenientemente. Se você não a aproveita, a culpa não é minha.

      Consegue explicar o seu raciocínio em 3 linhas? Consegue fazer a pergunta que quer ver respondida, numa linha?

      Se sim, aproveite essa oportunidade. Se não, não perco mais o meu tempo a ler os seus comentários.

      abraços

  13. Engano seu.!
    “.. as Universidades não lhe dão resposta…

    Nunca escrevi isso!

    Da mesma forma que não existem as “transformações de Galileu”. “…Galileu nunca escreveu isso…”
    Roberto de Andrade Martins.

    http://www.ghtc.usp.br/server/pdf/RAM-Relatividade-livro.pdf

    Não há nada mais fácil que colocar palavras na boca das pessoas. Leia com atenção.

  14. Na 8ª linha : ”Seria como se o tempo (não) passasse mais lentamente para quem viaja a velocidades muito grandes.”
    Você deve ter colocado esse ‘nao’ sem querer

    1. Tem toda a razão.

      Já corrigido.

      Obrigado!

    • Vítor Marum on 24/05/2016 at 05:01
    • Responder

    Boa noite. Uma simples pergunta: qual é a velocidade relativa entre dois raios de luz que se deslocam em sentidos contrários, um do outro?

    1. Velocidade da luz.

    2. Essa foi muito boa!
      Caso a luz fosse algo absoluto, como relatam os defensores da RR, ela não poderia estar sujeita aos efeitos da dilatação do tempo! É claro.

      Que tal: 2c.

      A proposta de George FitzGerald, para explicar os resultados negativos dos experimentos mais famosos (M& M de 1887/9), de que o comprimento do braço do interferômetro teria se encurtado, devido ao movimento da Terra (já apontei que isso foi, posteriormente, transformado em descoberta de Einstein), juntamente com o efeito da dilatação do tempo (que existe, sim, e se constitui numa falsa impressão, para um observador que vê um relógio a se afastar – como a velocidade da luz é finita, a mudança de dígito no relógio que afasta é percebida cada vez mais tarde em relação ao relógio do observador; ou seja, aumentando a distância, aumenta o atraso e se o atraso é crescente o observador tem a falsa impressão de que, no relógio que se afasta, o tempo parece transcorrer mais lentamente) não explica a “constância” da velocidade da luz (algo que não carece de explicação, porque é o eletro magnetismo que estabelece isso; ou seja, a RR está querendo explicar o que já está explicado: a velocidade da luz é desvinculada da velocidade da fonte e só) para o farol na parte traseira do foguetinho relativístico da loiraça. Então, não é isso. A explicação correta para os experimentos de M & M é simples: você não pode empurrar a luz (fazendo aumentar sua velocidade); tão pouco pode puxar a luz para trás (reduzindo sua velocidade) e nem o movimento da Terra.
      Sobre os múons (do chuveiro de raios cósmicos) e sobre os relógios atômicos (em aviões) vou aguardar que alguém toque nesse assunto!

    • Vítor Marum on 24/05/2016 at 07:06
    • Responder

    Senhor Carlos Oliveira.
    É a velocidade da luz, como diz a teoria. Mas, no fundo, no fundo, acha mesmo que isso faz sentido? Para mim, isso é que é uma coisa completamente oca de sentido.

    Mas como eu não sou cientista, nem coisa parecida, talvez por isso, eu só consiga ver absurdos em muitas coisas consideradas lógicas pela ciência.

    Um abraço.

    1. Sabe que em ciência se faz experiências, certo?

      Sabe quantas experiências já se fez sobre isso, para ter sempre essa mesma conclusão?

      Mas se acha que o Universo é absurdo, é questão de reclamar. 😉

      Quanto às experiências, o Vítor é livre de fazer a sua própria experiência. Se a fizer 100 vezes e vir que dá um resultado diferente das outras experiências todas da ciência, só tem que apresentar a sua experiência e os seus resultados.
      A ciência tem a mente aberta para novas evidências.

      abraços

    • Vítor Marum on 14/06/2016 at 17:30
    • Responder

    Boa tarde.

    O Carlos poracaso já fez ou participou em alguma dessas experiências? em que 2+2=2 ?

    1. Vítor,

      O que respira?
      Não me diga que respira um gás altamente oxidante (provocando incêndios) e venenoso chamado oxigénio?
      E respira isso, levando a que os seus órgãos fiquem todos ferrugentos, como se vê no ferro cá fora?

      E diga-me mais uma coisa: porque vive num poço de gravidade?
      Acha mesmo que esses são os melhores sítios para ter vida?

      Tudo isto para lhe dizer que o absurdo existe na sua vida e por todo o Universo.
      A natureza é que nos diz o que é e o que não é verdade.
      No caso da luz, é mais um absurdo, e está mais do que provado que é verdade.

      Se acha que não, faça as experiências, duplamente cegas, e envie-as para os journals científicos.
      Se estiver correto, certamente que ficará famoso.

      abraços

    • Vítor Marum on 16/06/2016 at 21:06
    • Responder

    “Obrigado pela resposta, muito simpática e esclarecedora”.
    Estou ferrugento por dentro e por fora, mas não é devido àquilo que respiro.

    Com poço de gravidade ou sem ele, vivo onde me é possível. Enferrujado como estou, não é fama que eu procuro, mas sim a verdade sobre o funcionamento da natureza.

    Ainda bem que é a natureza que dita as próprias leis e, está-se pouco importando com as leis que os homens fazem para ela, se não , com tantas loucuras que se diz, ainda ficávamos para aí entalados nalgum buraco de minhoca. Um pouco de humor não faz mal nenhum.

    Um abraço

    1. Melhores cumprimentos ao Vitor Marum e demais debatedores.

      Permita-me uma pequena contribuição.
      Vitor, em outro comentário seu, afirmou que o esquema do relógio de luz (e do trenzinho, também) não está correto. Então pergunto: Qual é o certo?
      Em qual fato ou observação ou experimento, o senhor fundamenta sua afirmação?
      Eu, inicialmente, também acreditava que aquilo não estivesse correto, com base em meus achados!
      E aí?

        • Vítor Marum on 22/06/2016 at 17:46

        Caro Leandro Salles Nogueira.

        A minha afirmação é baseada sobretudo na observação atenta de uma animação dum site que é um blog também, no qual fiz alguns comentários. Caso não conheça, basta digitar na barra de endereço: ” O trem de Einstein”. Ele aparece logo nos primeiros resultados. No fundo, trata-se da famosa experiência mental de Einstein, que como se sabe, tem muitas variantes.

        Observando atentamente a figura e, lendo o que eles dizem representar, mas fazendo sempre as nossas deduções, chegamos à conclusão que o que eles dizem não se conjuga nem de perto nem de longe, com aquilo que observamos. E assim a famosa experiência mental, está de facto muito errada mesmo.

        Eu quando disse que a experiência estava errada, referia-me apenas a um dos aspetos da experiência, mas ela está errada por várias razões. Ora vamos lá ver!!

        1) Está errada porque aquela diferença nas trajetórias da luz, vista por cada um dos observadores, quando o trem está movimento, isto é, o observador que está no interior do trem, vê uma tajetória mais curta do que o observador que está fora do trem parado, este vê uma trajetória de luz maior e, com uma forma diferente. A finalidade desta experiência mental, era através desta diferença de trajetórias da luz, a que é vista pelo observador dentro do trem e, a que é vista pelo observador parado fora do trem e, ainda o observador parado fora do trem, quando este está parado, vê a trajetória da luz igual à que o observador no interior do trem vê. Portanto a finalidade de Einstein, era através destas diferenças na trajetória da luz, demonstrar a dilatação do tempo. Mas acontece que essas diferenças nas trajetórias da luz, não têm nada mas mesmo nada a ver com dilatação do tempo, isto independentemente de existir ou não a dilatação do tempo. Isto é, se existir a dilatação do tempo, todas aquelas diferenças nas trajetórias da luz, estão lá. Se não existir a dilatação do tempo, as mesmas ditas, estão lá na mesma. E assim não podem ter nada a ver com dilatação do tempo. Mas agora vão perguntar: mas então se as diferenças das trajetórias da luz, não têm nada a ver com dilatação do tempo, porque é que elas existem? porque estão lá? qual é a causa delas?! É uma pergunta que exige uma resposta. E é isso mesmo que eu passo a fazer. Na verdade é muito simples: todas aquelas diferenças nas trajetórias da luz, devem-se única e exclusivamente à velocidade do trem. Quanto maior a velocidade do trem, maiores as diferenças observadas e, mais uma vez volto a dizer, quer a velocidade do trem provoque ou não dilatação do tempo, isso não tem qualquer influência nas trajetórias da luz, pois elas dependem unicamente da velocidade do trem, isto porque falar em velocidade do trem, é o mesmo que falar em velocidade da fonte emissora da luz, pois ela está solidária com o trem, daí resulta que a velocidade da luz sofre a influência da velocidade da fonte, por conseguinte é essa a razão das diferenças observadas nas trajetórias da luz, pois a luz que é emitida verticalmente pela fonte, é ao mesmo tempo arrastada por ela horizontalmente, daí resulta que uma parte da velocidade da fonte ou do trem, que neste caso é o mesmo, se soma à velocidade da luz e, assim o observador que está dentro do trem, como está no mesmo referencial da fonte, apenas vê a luz deslocar-se verticalmente para cima e para baixo, da fonte até o espelho e, deste novamente até à fonte. Já o observador que está parado fora do trem, vê a trajetória da luz maior e em zig-zag, porque como não está no referencial da fonte, vê a trajetória completa da luz no espaço. E assim acabámos de analisar apenas um dos aspetos em que a experiência está redondamente errada.

        2) Outra razão porque a experiência mental de Einstein está errada, é porque como vimos atrás, Einstein pôs a luz a sofrer a influência da velocidade da fonte emissora. Ora isto está em contradição com a sua Teoria, com o seu próprio postulado, segundo o qual, a velocidade da luz não depende da velocidade da fonte. Isto é o que diz a Teoria, no entanto ele pôs as coisas ao contrário. Portanto temos mais um erro na experiência mental.

        3) Há um terceiro erro. Este é para aqueles que querem continuar a ver dilatação do tempo na experiência. Na verdade não vêem dilatação nenhuma, pois ao aumentar a velocidade do trem, o tempo no mesmo permanece sempre igual e, em contrapartida no referencial parado, o tempo contrai. Dá pois um resultado invertido.

        Agora só mais umas frases para aclarar um pouco mais o primeiro ponto. Isto para que não fique nenhum resquício de dúvida sobre a experiência não demonstrar qualquer dilatação do tempo, mas sim demonstrar que a velocidade da luz sofre a influência da velocidade da fonte.
        O facto que do ponto de vista do observador parado, fora do trem, quando este está parado, ver uma trajetória de luz pequena, exatamente a mesma que o observador que está dentro do trem vê e, quando o trem está em movimento, ver uma trajetória maior, tanto maior quanto maior for a velocidade do trem e, ambas as trajetórias acontecerem no mesmo intervalo de tempo, isto no tempo próprio do dito observador, não deixa margem para dúvidas de que parte da velocidade da fonte ou trem se soma à velocidade da luz, resultando daí uma luz com velocidade superior aos 300 000 Km/s, o que de acordo com a Teoria é proibido. Mas foi o próprio Einstein que colocou as coisas assim na experiência. Por isso entre outras coisas, ela está errada.

        Um abraço

    2. Saudações ao Vitor Marum.
      Convido-o a apreciar os comentários em João Carlos H. Barcellos e em Thiago Cordeiro (no Trem de Einstein: http://acervo.novaescola.org.br/ciencias/fundamentos/einstein-teoria-relatividade-dilatacao-do-tempo-605460.shtml).
      Nesses comentários, peguei alguns ganchos para dar continuidade ao nosso debate, iniciado aqui no Astro PT. Aproveito a oportunidade para pedir-lhe desculpas pela demora em responder. Nesses comentários está a superação para todo esse debate: a explicação para o fato dos esquemas dos trenzinhos estarem corretos e porque isso é apenas um CASO PARTICULAR!
      Além do conjunto de observações, que realizei no final de 2015, há FATOS muito mais importantes e inquestionáveis a comprovar que os referidos esquemas estão corretos (o do trem e o do relógio de luz): 1) o enquadramento da imagem, de qualquer filmadora fixa (aqui na Terra), não muda com o tempo; 2) Nenhum Agrimensor ou Engenheiro Civil ou prático que atue com topografia “fica louco” com seu aparelho topográfico! Entendeu? Caso houvesse aberração, com a luz propagando no ar que respiramos, as coisas seriam uma loucura! É maravilhoso! Até nisso o Criador pensou (para uns) ou (para outros) estamos em um, dos múltiplos universos, no qual a natureza e a combinação de probabilidades foi quase que perfeitamente caprichosa. E por que “quase”? Não é possível desconsiderar as mazelas ao redor do mundo!

        • Vítor José Guerreiro Marum on 10/05/2017 at 19:10

        Caro Leandro Salles Nogueira.
        Eu tenho andado afastado destas andanças pela Internet. Verifico agora que há aqui um comentário seu em resposta a outro meu onde eu lhe respondo a uma pergunta colocada por si.
        Já não me é possível aceder aos comentários do site do trem. Verifico no entanto que de uma certa forma fui mal interpretado. Impõe-se por isso algum esclarecimento.
        Ora eu não digo que são os esquemas que estão incorretos, eles até podem estar muito corretos, o que eu afirmo com absoluta convicção é que a experiência não demonstra nem prova aquilo que se diz demonstrar e provar, que é como sabemos, a dilatação do tempo, isto independentemente da dilatação temporal existir ou não. A única coisa que nos pode dizer se há ou não dilatação temporal no trem é o relógio. A experiência com seu esquema será sempre igual, quer haja, quer não haja dilatação do tempo, porque a verdadeira razão de ela ser como é, é por demais óbvia, só não vê quem não quer ver.
        A causa da diferença das trajetórias da luz para cada um dos observadores, o que está no trem e o que está em terra, é uma causa dinâmica. O que se passa concretamente é que, enquanto o observador que está no trem ( o referencial da fonte ) vê a luz deslocar-se verticalmente da fonte para o espelho e deste novamente para a fonte sempre na vertical, o observador que está em terra vê esse mesmo movimento vertical da luz mas vê ao mesmo tempo o movimento horizontal do trem. Ele vê uma combinação dos dois movimentos, o movimento vertical da luz com o movimento horizontal da fonte ou do trem que neste caso é o mesmo visto que a fonte está em repouso no trem. Daí resulta que o observador em terra vê a trajetória da luz maior e com uma forma diferente. Vê primeiro crescer uma linha oblíqua desde a fonte emissora da luz até ao espelho no teto e deste novamente outra linha oblíqua até à fonte.
        Tudo isto é muito óbvio, muito lógico, é por demais evidente, mas eu não quero ( até por ser tão óbvio ) que acreditem em mim. Quero isso sim, que analisem quer os esquemas quer o que se diz, sem ideias pré-concebidas.
        As idéias pré-concebidas são um problema, por mais absurdas que elas sejam, a maioria prefere seguir o absurdo em negação do óbvio. Em se tratando de Einstein, as pessoas já perderam a capacidade crítica. Nesta experiência temos esse problema,de tão matraqueadas que foram na escola, as pessoas já não conseguem ver o óbvio que está mesmo diante dos olhos, limitam-se a repetir aquilo que lhes disseram por mais absurdo que seja. É assim que muitos vão dizer: como a velocidade da luz é “constante em relação a qualquer referencial seja qual for a velocidade dele”, se temos um percurso da luz maior do que o outro, é porque há dilatação do tempo. Ora admitindo que há mesmo dilatação do tempo, o facto de se pensar que a diferença dos percursos da luz representa essa dilatação, não faz o mínimo sentido, como já atrás disse, só o relógio é que nos pode dizer se há ou não dilatação do tempo. Acresce ainda para as coisas ficarem mais absurdas, que quem quer por força ver dilatação do tempo nas diferenças dos percursos da luz vistos pelos observadores de dentro do trem e os de fora do mesmo, essas diferenças apenas simulam, não uma dilatação temporal no trem como deviam, mas visto que a trajetória da luz dentro do trem é sempre a mesma, simulam para o trem uma constância temporal por mais que se aumente a velocidade do mesmo. Em contrapartida para quem está em terra, como a trajetória da luz é maior e aumenta na medida em que aumenta a velocidade do trem, aqui simula uma contração do tempo, tanto maior quanto maior for a velocidade do trem. Isto é o absurdo dos absurdos.

        Agora temos que perceber também uma coisa, mas só se percebe quando se analisa o esquema. É fácil desde que não haja idéias pré-concebidas, é o seguinte: Einstein enganou-se, cometeu um erro em relação ao seu próprio pensamento, pois colocou a luz da experiência a depender da velocidade da fonte, o que está em contradição com o seu postulado, que diz que a velocidade da luz não depende da velocidade da fonte.
        Em relação à verdade da natureza, eu não sei qual é o certo, só sei que Einstein enganou-se relativamente a si próprio, e isto é uma coisa que tem passado despercebida a professores, alunos, físicos e demais cientistas etc. etc.
        Às vezes há comentários curtos e simples que dizem muito, como este que uma vez encontrei: ” Não percebo! Se a velocidade da luz não depende da velocidade da fonte, porque Diabos põem a luz virada para a frente?! “. Pois é se Einstein tivesse colocado a luz na experiência de acordo com o seu postulado, seria para trás relativamente ao trem que a luz se deslocaria, isto é: seria o observador no interior do trem que veria agora o percurso maior da luz, mas em sentido contrário ao movimento do trem, o observador que está em terra parado, esse é que veria agora a luz deslocar-se apenas verticalmente para cima e para baixo.
        Isto é exatamente o equivalente ao trem JOCAXIANO. O autor deste trem também não percebeu que a luz da experiência está posta ao contrário do que diz o postulado, como tal não é preciso o TREM JOCAXIANO para conseguir o mesmo efeito, basta pôr a luz a não depender da velocidade da fonte..

        O relógio de luz que o Senhor fala é a própria luz que acabámos de analisar, mas olhe que ele não é um relógio relativístico: O TIQUE TAQUE é simultâneo para ambos os observadores,o de dentro e o de fora. Mesmo de acordo com a teoria,seria uma contradição um relógio de luz relativístico, pois se a velocidade da luz é constante em relação a tudo, como eles dizem, e o tempo também dilata para tudo menos para a luz, logo não vejo hipótese para relógios de luz relativísticos.

        Sobre a aberração da luz que me fala, não vejo porque teria de haver uma tal aberração. A aberração se houver é no interior do trem, mas olhe que também não é com a luz a depender da velocidade da fonte, mas sim com a velocidade da luz não dependendo da velocidade da fonte, No entanto talvez isso seja um mal menor comparado com uma outra coisa que eu vislumbro: É que com o trem numa velocidade da ordem da velocidade da luz, esta provavelmente deixaria de ser luz passando a ser outro tipo de radiação, perigosa, mortífera mesmo.

        Pois esta experiência mental de Einstein, pelo que se observa e pelo que diz o Status-quo estabelecido, tem um lado óbvio e tem outro sem qualquer sentido, mas que os Einsteinianos gostam muito. Em meu entender, o que não faz sentido, não deveria ser seguido e muito menos ainda quando há um lado ou uma interpretação óbvia que entra em choque com o nebuloso e incompreensível. QUE HAJA AO MENOS O BOM SENSO DE NÃO SE SEGUIR O ABSURDO DESPREZANDO-SE O ÓBVIO.

        • LSN on 18/05/2017 at 00:42

        Bom dia Vitor,
        Einstein não enganou-se. O que aconteceu é um pouco mais complicado. A princípio, não é o postulado da relatividade que estabelece que a velocidade da luz é desvinculada do movimento da fonte; é o eletro magnetismo. Melhor, não há nada na “TEM de Maxwell” a nos dizer que a velocidade da luz deva depender da velocidade da fonte que a emite.
        A luz do poste e a luz do teto acima de nossas cabeças comporta-se, exatamente, como representado no esquema do “trem de Einstein”! Com a luz propagando no ar.
        O fator que (proponho) representa a luz propagando no vácuo já foi deduzido. Está na fase de verificação e vou tentar publicar. Estou fazendo um apelo à coordenação da Torre de Bremen

        https://www.zarm.uni-bremen.de/drop-tower.html

        com o objetivo de testar o fator lá, também. (no vácuo)
        O método de medição da velocidade da Terra, a partir de uma fonte de luz própria da Terra, já está detalhadamente descrito. Foi concebido para medir a velocidade total, a exemplo do que se faz, tomando como referência o quadro remanescente da CMB. Como pode ser visto aqui:

        http://arxiv.org/pdf/astro-ph/9609034.pdf
        O CMB dipolo – A mais recente medição e alguma história – Charles H. Lineweaver, 1996.

        nesse histórico de mais de 30 anos de medições. Segundo o autor, é bastante fácil de fazer isso.

        Há uma publicação mais recente, de uma equipe de Israel e da Austrália, se não me engano, já mencionada aqui no AstroPT, pelo Prof. Carlos.

        Esse tipo de medição já mandou para a lona o postulado da relatividade, há mais de 30 anos! A velocidade da matéria foi medida tomando como referência a própria onda eletromagnética. Não há trenzinho nessa atividade; isso não utiliza o fator de Lorentz! Acabou. Só que as pessoas não sabem o que fazer e evitam discutir isso.
        O significado disso é o seguinte: a onda eletromagnética “enxerga” o nosso movimento total ou, melhor, existe uma diferença de velocidade entre a frente de onda e a matéria que pode ser mensurada. Isso não significa que você possa empurrar ou puxar a luz, aumentando ou diminuindo sua velocidade. Porque a “TEM de Maxwell” não permite essa possibilidade. Portanto, se alguém sonha em derrubar a RR, esqueça; aqueles autores já fizeram isso. Também não posso reivindicar a autoria da proposta de utilizar a própria “oem” como referencial, porque eles já fazem isso.

        Como curiosidade, nossa velocidade (centro de massa do SS) na medição de 1996:
        368 km / s +/- 2 km / s
        AR = 11h 11m 57,1s ; Dec = -07º 13′ 13,6″ sul (Veja isso: a radiação cósmica de fundo de microondas está nos dizendo que estamos indo para este ponto e não para o seu diametralmente oposto e nem para qualquer outro. Viu?)

        Ainda há muita coisa embaraçosa nessa história. Estão dizendo que os Físicos já observaram o comportamento de um laser num tubo a vácuo, dentro de uma torre de 140 m de altura na Alemanha, e nada de “anormal” foi observado. O que foi observado foi a divergência do feixe, prevista pela “TEM”. Perguntei se há publicação. Tem ou não tem? Preciso ver.
        Não basta ligar o laser e olhar por alguns instantes; há coisas a serem feitas, mas é algo simples.
        Procuro por esta publicação; a quem puder ajudar, antecipadamente agradeço. Não sei se foi na torre de Bremen; eles ainda não responderam.

        Há um equívoco no “Trem Jocaxiano”: quando a luz entra pela fenda, no fundo do trem, ela passa a comporta-se, exatamente, como previsto pelo “Trem de Einstein”, que ganha mais uma. O trem está preenchido pelo ar atmosférico, caso contrário os passageiros morreriam!

        Tomara que eu esteja errado; caso contrário, tem algo (sofisticado) aí que terá que passar por mudanças radicais!

    • Geraldo Sousa on 31/12/2016 at 02:52
    • Responder

    CONCEITOS:
    .O Espaço Quântico é a região constituída de um “mar” de subpartículas que assumem momentaneamente características daquelas que interagem com eles. E esta presente em todo o Universo, dentro e fora da matéria.
    .Vácuo Quântico é uma região onde inexistem subpartículas.
    .Espaço é uma região constituída por um “mar” de partículas.
    .No Espaço estão também presentes o Espaço Quântico e o Vácuo Quântico.
    .A subpartículas não podem se mover através do Vácuo Quântico pela ausencia ou escassez de outras subpartículas com quem possam interagir, propagar.
    .O Fóton (luz) não possui massa e portanto não pode ser influenciado e ou atraido pela Gravidade.
    .A Gravidade distorce o Espaço Quântico.
    .Buracos Negros criam em seu centro uma região de Vácuo Quântico.
    .Tudo que é destruído por um Buraco Negro, vira subpartícula e esta passa a fazer parte do Espaço Quântico (Materia Escura?).
    .Tempo é apenas uma referência.
    .Não existe uma entidade chamada de Espaço-Tempo, portanto viagens através do Tempo em qualquer direção não são possíveis.
    .O limite de velocidade de aproximadamente 300.000km p/s aplica-se e limita apenas o movimento de subpartículas através do Espaço Quântico.
    .Onda é a consequência da propagação de subpartículas pelo Espaço Quântico.
    Em um das suas afirmações mais importantes, em sua Teoria da Relatividade, Albert Einstein ganhou notoriedade, quando no em 29 de Maio de 1919, afirmou que seria possível, durante a ocorrência de um eclipse, ver as estrelas que estavam atrás do sol, devido a luz se curvar em função da alta Gravidade exercida pelo sol. O que de fato ocorreu, mas isto não significa que ele estivesse certo, o que ocorreu na realidade é que o Espaço Quântico se curvou em função da Gravidade e a Luz simplesmente seguiu o caminho deste, interagindo com as subpartículas, propagando suas vibrações. Fótons são subpartículas que não possuem massa, logo não sujeitas as ações da Gravidade.
    Também em outra afirmação Albert Einstein, disse que quanto mais nos aproximamos da velocidade da luz, mais devagar anda o relógio, mais curta fica a regua, etc… desculpem-me mas isto não é nem sequer razoável,” mas tem experimentos que comprovam isto”, seus seguidores dirão, é realmente tem, mas como no caso do Eclipse, não é porque parece, que é !
    Vamos falar de um destes experimentos onde um relogio atomico ficou em um laboratório aqui na Terra em repouso e outro sincronizado com o que ficou, foi colocado dentro de um avião, que circundava a Terra a uma velocidade aproximada de 800km p/h. E depois de passado um tempo, os relógios foram comparados e o que estava no avião apresentou um pequeno atraso em relção aquele que ficou no laboratório. Novamente Albert Einstein foi aclamado, mas veja, vamos responder a esta questão: Ambos estavam sujeitos a ação da Gravidade da mesma maneira ? Sabemos que não, a medida que um objeto acelera, a ação da Gravidade diminui sobre o mesmo, fazendo com que o elemento oscilante se comportasse de forma diferente, causando a diferença.
    Agora vamos ao mistério da Fenda Dupla; reproduzindo aqui o básico, quando arremessamos por exemplo bolas de boliche através de um anteparo que possue duas fendas onde ela pode passar, o que ocorre é o previsto, a bola passara pela fenda da direita ou pela da esquerda e formara nos fundo da pista um padrao de aglomerado, ou seja algumas bolas passaram pela direita e outras pela esquerda, ou seja, o esperado. Quando repetimos o mesmo experimento com subpartículas como um elétron por exemplo e ficamos observando o experimento, ocorre o mesmo que ocorreu utilizando Bolas de Boliche, mas se fizermos novamente o experimento com os elétrons e não observarmos o experimento durante a sua ocorrência, o elétron se comportará como Onda, mudando o padrão como se pudesse estar em vários locais ao mesmo tempo. Eis o mistério e Eis a resposta: Lembrando que subpartículas trafegam pelo Espaço Quântico e não pelo Espaço, planos diferentes, quando estamos observando, existe a injeção de Fótons que “concorrem” com o elétron durante a sua propagação na interação com as subpartículas do Espaço Quântico, impedindo que o mesmo forme uma “Onda”. Basta sempre pensar assim, quando olhamos, injetamos “Fótons”, não há mágica envolvida.
    Neste momento a “constância” da velocidade da Luz também fica esclarecida, visto que não existindo a entidade “Espaço-Tempo”, a tal estória de que o tempo anda mais devagar, a regua fica mais curta, etc… a “constância” se deve simplesmente ao fato de que particúlas e subpartículas se movem em planos diferentes, ou melhor particulas se movem pelo Espaço e subpartículas pelo Espaço Quântico. Ainda lembrando aqui que o limite de 300.000 km p/s se aplica somente a subpartículas dentro do Espaço Quântico.
    Acredito que se partirmos destas premissas aqui estabelecidadas, poderemos juntos solucionarmos os mistérios do nosso Universo.

      • Vítor José Guerreiro Marum on 26/04/2017 at 11:03
      • Responder

      Caro Geraldo Sousa.
      Os seus conceitos se não corresponderem à verdade, quando comparados com as “certezas” de Einstein têm pelo menos a vantagem de não serem absurdos, paradoxais, incompreensíveis, ininteligíveis etc.
      É certo que nem tudo o que é lógico ou do senso comum é verdadeiro. Mas tudo o que é verdadeiro tem sempre alguma parte de senso comum. É precisamente isto que não se verifica nas “grandes certezas” de Einstein. Mas como pode Einstein estar enganado? Se a sua teoria até está praticamente toda provada? Quando se acha uma coincidência e é logo considerada uma prova; quando não se admitem outras hipóteses paralelas e que por sinal até podem fazer muito sentido; quando… assim é natural que se consiga “provar” essa teoria.
      Já alguém disse e eu subscrevo: “A ciência não avança quando se procura provar teorias, a ciência avança quando se procura refutar teorias”.
      Eu não sou contra uma relatividade, sou sim contra esta relatividade. Acho que o nome mais apropriado seria: “O Einteinismo”.
      Geraldo Sousa, já agora advirto-o de um pormenor que voçê tem aí, que dentro da minha ignorância de leigo curioso, parece-me não estar correto, corrija-me se estiver enganado, é o seguinte: Voçê diz que à medida que um objeto acelera a ação da gravidade sobre ele diminui. Eu de facto não tenho essa certeza, o que eu sei é que existe uma velocidade de escape à gravidade, e que é utilizada em Astronautica, mas isso é coisa que surge repentinamente ao atingir uma determinada velocidade, velocidade essa que é diferente consoante a altitude, diminui com a altitude.
      Por outro lado, em meu entender se a ação da gravidade sobre um objeto diminuir com a velocidade, a tendência dum relógio será para adiantar e não para atrasar.

  15. Se eu estivesse a um ano luz dá terra para planeta x e viajasse na velocidade da luz o tempo na terra seria o mesmo pra quem está no planeta x ,,,,em um ano chegaria lá no planeta x e mandaria uma resposta via rádio a velocidade da luz para a terra mais um ano 2 anos para confirmar a missão ,então a teoria dá relatividade não é tão exata como se ….pensam por que o tempo na terra passaria mais rápido do que para o viajante?

    1. Isso já está explicado…

        • Adelvando on 06/03/2017 at 00:26

        Eu acho que a teoria de Einstein compara tudo o que existe baseando sempre na velocidade luz, o que e incompativel com a realidade humana; pois jamais teremos tecnologia para viajar na velocidade da luz; pois se assim o fosse os nossos corpos ou naves espaciais se desintegrariam em poeira cosmica.

  16. Eu sei dizer que quanto maior for o diametro de um planeta; o tempo vai passar mais lentamente; pois pela teoria da gravidade quanto menor for o planeta, mais curto sera o dia desse planeta.

    1. Isso é totalmente errado.

      Aliás, o dia em Mercúrio (o planeta mais pequeno) não demora 24 horas como na Terra, mas sim 58 dias!
      Júpiter, o maior planeta, tem um dia de somente 10 horas.

      abraços

    • Vítor Marum on 01/06/2017 at 13:10
    • Responder

    Hipóteses alternativas à dilatação do tempo e à velocidade limite.

    Porque adiantam os relógios dos satélites, relativamente aos que estão em terra? Se não é devido à dilatação do tempo, então parece que só a gravidade explica isso, visto que quanto mais alta for a órbita, mais adiantam os relógios. Mas nada disso! Os satélites, seja qual for a altura da sua órbita, estão todos numa situação de ausência de peso ( por isso é que estão em órbita ) logo pela gravidade, os seus relógios adiantam todos o mesmo. Então porque razão o adiantamento aumenta com a altura? Poracaso nunca ninguém pensou que os satélites se móvem dentro dum campo magnético? ( o campo magnético da Terra?! ) E que por isso os seus relógios atrasam? tanto mais quanto maior for a velocidade?! Pois é, pode muito bem ser o campo magnético da Terra, por um lado, e a ausência de peso, por outro lado, os responsáveis pelo desfasamento dos relógios.

    Não esquecer que quanto mais baixa for a órbita maior é a velocidade do satélite. Daí que o atraso do seu relógio,provocado pelo campo magnético da Terra seja maior. Portanto, devido à ausência de peso, adiantam todos o mesmo. Mas devido ao campo magnético da Terra, atrasam mais os que têm a órbita mais baixa, porque são esses que têm maior velocidade. Desta ação conjunta, resulta sempre um adiantamento dos relógios dos satélites em relação aos relógios de terra. Mas menor nas órbitas mais baixas, aumentando gradualmente com a altitude das mesmas.

    Os muões que são encontrados à superfície da terra, têm um tempo de vida muito superior aos muões em laboratório. Mas quem é que nos diz que não é também devido à ação do campo magnético da Terra? Uma outra hipótese (ou quem sabe, se as duas em conjunto) é a ausência de gravidade, pois devido à velocidade, estão muito para além da velocidade de escape.

    Nos aceleradores de partículas, o tempo de visionamento das colisões, que se diz ser prolongado, será que não pode ser devido aos fortes campos eletromagnéticos empregados como forma de energia? E ou a ausência de gravidade devido à velocidade?!

    Em aceleradores, será que, átomos acelerados, funcionando como relógios, não têm a sua frequência de impulso ( oxcilação ) alterada, devido também aos campos eletromagnéticos empregados para os acelerar? E ou também à ausência de gravidade devido à velocidade?!

    Quanto à velocidade limite– hoge os físicos estão desarmados, não têm uma explicação. Antes tinham explicação com base num conceito patético: massa relativística ( massa aumentada com a velocidade ). Esse conceito acabou por caír, ainda bem, pois era a coisa mais patética e absurda que pudia haver. Na verdade tal coisa nunca existiu na natureza.
    Segundo o conceito, um corpo ou uma partícula ao se aproximar da velocidade da luz, sua massa aumentava tanto que tendia ao infinito, como tal, nem toda a energia do Universo faria aumentar mais a sua velocidade. Daí a razão da velocidade limite ser a da luz. Este era o lado bonito do conceito, o único que os seus arquitetos viram. Mas no outro lado, o das consequências, é que estava o disparate. Veja-se só isto: se a massa aumentasse assim, e com ela o volume, considerando um acelerador de partículas, então uma só partícula ,não caberia no tubo do acelerador. Mas também havia quem considerasse que só aumentava a massa, o volume não. É claro que o efeito seria igualmente desastroso: Uma só partícula atingiria uma inércia… bem se a massa era infinita, a inércia seria também infinita. Ora uma partícula com inércia infinita e quase à velocidade da luz, quando atingisse o final do acelerador, por mais espesso que fosse, perfurá-lo-ía. Mas não só o acelerador seria perfurado. Toda a zona do laboratório que estivesse no mesmo alinhamento, seria igualmente perfurada. Agora imagine-se uma infinidade de partículas ( que é como as experiências são feitas ) qual seria a dimensão do desastre?! Eu nem consigo imaginar a monstroosidade que seria cada partícula com a massa a tender ao infinito. Qual Mega ou Gigatoneladas!! Seria uma coisa inimaginável.

    Mas o conceito caíu e agora não há explicação para a velocidade limite ( nos aceleradores de partículas ) por parte da física. Então eu arranjo uma boa, que apesar de ser uma hipótese, tenho quase a certeza que não anda longe da verdade.

    O que acontece é que a velocidade limite, nos aceleradores de partículas, deve-se à natureza do tipo de energia empregada para acelerar as partículas ( o eletromagnetismo ) que de certa forma é a mesma natureza da luz. Como tal não pode fazer acelerar nada acima da velocidade da luz, por mais que se aumente a potência da energia aplicada. Portanto é óbvio que ao atingir aquela velocidade, deixa de haver interação entre a fonte de energia e as partículas. Uma potência maior, só faz com que a aceleração seja mais rápida, mais brusca, até atingir a dita velocidade, depois não aumenta mais. Com uma potência menor as partículas atingem a mesma velocidade, mas a aceleração demora mais. Atenção, atingem a mesma velocidade, tendo em conta que o comprimento do acelerador dá para isso.

    E aqui têm um conceito à maneira para explicar a razão da velocidade limite. Simples e lógico, transparente.

    Atenção, esta velocidade limite, apenas diz respeito aos aceleradores de partículas. Nada nos garante que no Universo não possam existir velocidades superiores.

    1. “Porque adiantam os relógios dos satélites, relativamente aos que estão em terra? Se não é devido à dilatação do tempo, então parece que só a gravidade explica isso, visto que quanto mais alta for a órbita, mais adiantam os relógios. Mas nada disso! Os satélites, seja qual for a altura da sua órbita, estão todos numa situação de ausência de peso ( por isso é que estão em órbita ) logo pela gravidade, os seus relógios adiantam todos o mesmo.”

      Como deveria saber, “nem todas as ausências de peso são iguais”.
      Obviamente, pela lei básica da gravidade, quanto mais próximo está o satélite do centro de gravidade, mais força será aplicada sobre ele.
      É óbvio que os satélites mais próximos da Terra sofrem uma força maior que os satélites mais longe da Terra.

      isso funciona assim para tudo.

      O planeta Mercúrio é afetado mais pela gravidade do Sol do que a Terra.
      O planeta Terra é afetado mais pela gravidade do Sol do que Júpiter.
      E assim sucessivamente…

      Isto é básico… nada tem a ver com campos magnéticos…

      Por isso é que parei de ler o seu comentário aí… se dá um erro tão grande logo no início, se tem um erro tão grande logo à-partida, tudo o que vem a seguir no raciocínio está enfermo desse erro básico.

      abraços

    • Vítor Marum on 01/06/2017 at 20:19
    • Responder

    Obrigado pela amabilidade.

    • Vítor Marum on 03/06/2017 at 10:38
    • Responder

    Bom dia Sr Carlos.

    Temos que esclarecer um assunto. A propósito do grande erro que eu teria cometido ao dizer que, os satélites estão todos numa situação de ausência de peso, seja qual for a altura da sua órbita. Eu estou ciente que isso é mesmo assim. As leis da física podem não dizer isso diretamente, mas se as soubermos interpretar, temos que concluir que é mesmo assim.

    Mas se você acha que eles têm peso, e o qual é inversamente proporcional à distância do centro de gravidade, então como explica que eles não caiam todos? O mesmo vale para os planetas. Como explica que eles não se despenhem todos na superfície do Sol?

    Eu sei perfeitamente que quanto mais perto está o satélite do centro de gravidade, mais força é aplicada sobre ele. Só que as coisas são um pouco mais complicadas, Creia que a natureza pode ser complicada, mas não é absurda. Neste momento está talvez a pensar que eu estou a dizer coisas contraditórias. Vai ver que não.

    É certo que atua a gravidade sobre os satélites, maior ou menor, consoante a altura deles. Mas também é certo, que os mesmos têm inércia. Inércia essa que é radial e centrífuga, ou seja, puxa o satélite para fora, na direção do raio. Contráriamente, a gravidade, puxa o satélite para dentro, na direção do raio. Portanto temos duas forças opostas atuando no satélite, que se equilibram, como tal, anulam-se ( cancelam-se ) e assim temos uma força resultante, nula, 0, a atuar nos satélites.

    Por conseguinte não existe peso nos satélites. Para mais, todos sabemos que existe o estado de imponderabilidade. Isto é: se o satélite for tripulado, os seus ocupantes, flutuam no seu interior, e tudo o que não estiver preso, também, o para cima e para baixo, perde o significado, deixa de existir.

    A física dá uma explicação diferente, desta que eu acabei de dar. Mas é simplesmente uma forma diferente de dizer a mesma coisa. O que a física diz, é que o satélite está numa queda infinita. À medida que cai, avança o correspondente de modo a manter sempre a mesma distância da superfície da Terra.

    Portanto, quem está a caír não sente o peso. O peso não existe para aquilo que cai. Verifica-se o mesmo dito, estado de imponderabilidade.

    Pelo que ficou dito, verifica-se que afinal, não há erro nenhum. Os satélites estão mesmo numa situação de ausência de peso. Isto é igualmente válido para os planetas.

    Um abraço

    1. “Os satélites estão mesmo numa situação de ausência de peso. Isto é igualmente válido para os planetas.”

      Se tivesse dito assim, teria razão.
      Não foi isto que disse no comentário anterior, comparando satélites a altitudes diferentes, e por isso é que foi ERRO.

      E acho MUITO MAL que em vez de assumir o erro, venha tentar atirar areia para os olhos das pessoas.

      “então como explica que eles não caiam todos?”

      A sua velocidade permite que “falhem” o centro de gravidade.

      “As leis da física podem não dizer isso diretamente, mas se as soubermos interpretar, temos que concluir que é mesmo assim.”

      Ou seja, apesar de mostrar desconhecer o básico, o Vitor Marum assume-se como um génio que é o único no mundo a saber interpretar as coisas.

      Tem boa solução: escreva um artigo científico e envie-o para a revista Science com as suas “interpretações inovadoras baseadas no desconhecimento do básico”.

      abraços

    • Vítor Marum on 03/06/2017 at 18:47
    • Responder

    Não publicou o meu último comentário porquê?

    1. Todos os comentários recebidos foram publicados. Não só foi publicado, como até já lhe respondi.

    • Kennedy santos on 07/06/2017 at 23:55
    • Responder

    Eu nunca vi nenhum cientista fala isso mais olha o que eu pensei,vamos supor que tenha um corpo A e B o corpo A corre procemo da velocidade da luz e o corpo B esra numa velocidade de (normal) 20 km/h o corpo A com essa velocidade olha para o corpo B, e o que é percebi foi que o corpo A vai vê o corpo B correndo a mais do que a 20 km/h.Porque já que o tempo passa mais devagar para o corpo A e mais rápido pro corpo B então o A vai vê o B correndo mais rápido ou se movendo rápido ex: o B percorre uma distância que vai demora 4 hr numa determinada velocidade.No tempo normal do B demorou 4 hr mais se o A olha para o B percorrendo essa distância só vai demora 2 hr,então meio que o B vai esta mais rapido pro A porque só demorou 2 hr, ou seja o corpo que está perto da velocidade da luz vai observar as pessoas em seu redor correndo mais rápido do que o normal, ou eu estou errado alguém pode me corrigi,ou talvez eu esteja certo

    1. Nenhuma das velocidades é absoluta. Isso quer dizer que o que o A vê no B, o B vê no A.
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_dos_g%C3%AAmeos#Solu.C3.A7.C3.A3o

      abraços

    • Nilton V. Paulo on 13/07/2017 at 23:14
    • Responder

    Alguém pode me ajudar? Minha filha me fez uma pergunta que demorei a entender. Disse que estão estudando noções de física moderna no ensino médio.
    Falou um monte de coisas e para tentar responder a pergunta dela eu preciso saber qual é a definição do que é um relógio, nunca me veio na mente. ao procurar na interneti achei esse blog no gogle. estou lendo os comentários para tentar encontrar a resposta a ela. Obrigado.

    1. Nilton, note que não disse qual era a pergunta dela… assim fica difícil responder 😉

        • Amélia on 18/07/2017 at 02:44

        Olá Professor
        Sou Amélia Vieira.
        O nosso grupo recebeu a tarefa de elaborar uma tabela de classificação dos relógios, com base em critérios que devemos descobrir. O nosso professor autorizou a gente a conversar com pesquisadores e buscar trabalhos publicados na internet. Ele disse que existem relógios muito precisos no espaço, que devem ser incluídos. Em seguida ele está programando fazer a apresentação de como foi feita a primeira medição da velocidade da luz e afirmou ser importante compreender o que é um relógio. Para isso nos pediu que a gente pensasse na definição do que é um relógio(?). Caso alguém possa nos ajudar, antecipadamente agradecemos.
        Ele falou também que Galileu Galilei descobriu o isocronismo do pêndulo, comparando a frequência de seu coração com a frequência do pêndulo, ou seja, usou seu coração como relógio. Ele não disse, mas ficou entendido na discussão do grupo que existem relógios naturais.
        Obrigada.

      1. Ou seja, se bem entendi, tem um excelente trabalho para casa 😉

    • Rosario La Spina on 30/07/2017 at 10:03
    • Responder

    Segunda algumas fórmulas de Einstein,conforme a velocidade de um corpo a sua prespectiva de tempo muda e massa também. T=t0/√1-B2 e M=m0÷√1-B2
    B2=v2÷c2
    Se fizermos os cálculos(M=M0÷√0) um fotão no vácuo (v=c) supostamente tem uma massa infinita! Como é isso possível?

  17. Alguns discordam de Einstein???

    Um homem que conseguiu fazer todas as teorias usando apenas a imaginação, e depois converte-las em cálculos, por fim mostrando na prática através de um eclipse observado por vários telescópios que a “luz fazia curva por conta da distorção no espaço tempo causado pela gravidade”, e ainda algumas pessoas duvidam da teoria?

    Sempre quando duvidarem, olhem o GPS do celular, cada vez que você mostrar o lugar onde esteve no facebook, lembre-se que a teoria da relatividade teve que ser usada para isso funcionar.

    O porque a velocidade da luz não pode ser ultrapassada?
    Esse limite não foi por acaso, sem ele os cálculos que envolvem a teoria da relatividade não funcionam, porém quando aplicados tudo faz sentido, logo, matematicamente a velocidade da luz é o limite.

  18. Falando sobre a relatividade da percepção de cada observador que gera realidades diferentes e individuais, conforme explicou o mestre dos mestres, o digníssimo Einstein, bem como o encurtamento do meio físico designado por espaço/tempo .
    Eu sou mero leitor/pensador/pesquisador/curioso não profissional, de conhecimento académico sem qq curso superior, depois de ler algumas coisas (de vários autores) bem conseguidas, dei por mim a pensar e perguntando-me;
    (Aproveito para teorizar em cima desta questão)

    Se eu deslocar-me à velocidade da luz, no sentido positivo do tempo ( … Claro), acabo por não receber a luz que se desloca na minha direção (emitida no passado) nem projectar essa mesma luz de forma a gerar a minha imagem que me faz existir (recebida no futuro) na medida em que a luz emitida no passado e projectada para o futuro é intrínseca à realidade espaço/tempo. Será a luz também uma dimensão além de já ser uma partícula/fotão (depende da observação do observador)
    Será verdade afirmar que sem o fenómeno da luz, que se desloca (do passado para o futuro), o espaço/tempo talvez não exista.
    Terá este raciocínio coerência cientifica? Não sei… tento perceber o que se passa aqui…
    A ser verdade, eu poderia afirmar que quando me desloco à velocidade da luz, estou a acompanhar o tempo/espaço em direção ao futuro, logo o tempo não passa por mim, o espaço também não passa porque eu me desloco à mesma velocidade que eles na mesma direção rumo ao futuro.
    Aí eu existo? Não existo? “Suspendo a minha existência” e apareço com a mesma idade de quando me separei do mano gémeo?
    Hugo Caeiro – Lisboa

  19. Albert Einsten morreu em 1955, apenas 2 anos antes de o Sputinik ser lançado no espaço.

    Um projeto de vanguarda envolvendo a construção de tal artefato, e mesmo a ciência envolvida em seu lançamento demandou anos de estudos e construção propriamente dita, bem antes de ser lançada ao espaço.

    Porque não existe nenhum relato onde Einsten argumentasse qualquer coisa a respeito dessa altíssima tecnologia na época (Sputnick), visto que a mesma envolvia diretamente parte de seus estudos sendo colocadas em prática?

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