Mãe chega a Marte de forma barata

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A Mars Orbiter Mission (MOM – Mãe), a sonda feita pela Índia para orbitar Marte, chegou com sucesso ao seu destino.

Após cerca de 10 meses em órbita, a sonda espacial Mangalyaan (o nome em Indiano da sonda) vai começar o seu trabalho de 6 meses de estudar a atmosfera marciana, sobretudo a presença de metano.

O que impressiona nesta missão não é a missão per se, mas sim diversas características da missão.
A saber:

A Índia é o primeiro país asiático a chegar com sucesso a Marte (à órbita de Marte).
Só EUA, Rússia, União Europeia, e Índia chegaram com sucesso a Marte.

A Mangalyaan foi desenvolvida no tempo recorde de 3 anos, mostrando que não é necessário existir um comprometimento de décadas para se ter uma missão a Marte.

E, sobretudo, é a missão mais barata de sempre a chegar a Marte.
Esta missão custou no total cerca de 74 milhões de dólares.
Isto é cerca de 11% da missão MAVEN, da NASA, que também chegou recentemente a Marte. A MAVEN custou cerca de 671 milhões de dólares!
A Mars Express, da Agência Espacial Europeia, custou cerca de 386 milhões de dólares.
Mas estas comparações podem ir mais longe. Pode-se comparar com alguns assuntos sociais, como existe no website 9gag. É que o filme Gravity teve um custo superior a esta missão, e o clube de futebol Manchester United gastou muito mais em contratações de jogadores neste Verão e no entanto nem contribui para o conhecimento humano nem sequer na sua área (futebol) consegue ter sucesso com o dinheiro despendido.
Para quem argumenta que as missões espaciais são muito caras para o retorno que dão, a Mangalyaan tratou de destruir essas expectativas.

Crédito: 9gag

Crédito: 9gag

Crédito: 9gag

Crédito: 9gag

3 comentários

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    • Emanuel Cerca Serrano on 26/09/2014 at 01:01
    • Responder

    Carlos algum palpite do por que dessa discrepância de valores entre missão americana,europeia e indiana?
    Nós sabemos que os primeiros a fazer teem a “obrigação” de gastar mais(geralmente) por serem pioneirosbla bla
    e que os outros vão aprender com os erros dos prmieirros,etc
    mas mesmo assim um projeto dessa envergadura ser tão menos dispendioso que os outros
    alguma resposta para isso? Por que foi assim tão mais econômico ?
    O paulo acima deve ter aluma razão,já parece a diferença entre os politicos da suécia e portugueses nas suas ” economias” mas deve haver mais razões não?

    1. Por um lado, a sonda indiana vai fazer menos.
      É diferente enviar um carro topo de gama da Austrália para a Noruega, ou enviar uma simples carta. O primeiro é muito mais caro. 😉

      Em segundo lugar, penso que os indianos queriam provar que podiam chegar ao mesmo destino por muito menos dinheiro. Por razões políticas e também económicas (é que eles tinham um orçamento menor).

      Além disto, penso que eles usam menos empresas contratadas. Nos EUA, há muita gente (empresas) a fazer dinheiro, porque são externamente contratadas para fazer determinados componentes. Isso aumenta os custos.

      Por último, este é o custo total do projeto. O satélite em si custa somente 25 milhões. O resto do dinheiro é para pagar todas as fases do projeto. O que inclui o custo humano. E, como sabemos, infelizmente o custo salarial na Índia é muito mais baixo que nos EUA por exemplo.

      Isto são algumas das razões que me veem à cabeça rapidamente.
      Porventura existirão outras que agora não me estou a lembrar 😉

  1. Toca a mandar “kaka pra ventoinha”.
    Os projetos “enganosos” acima dos 100 milhões. só servem para um pequeno grupo de pessoas viverem como nababos.
    Se calhar, o grupo de cientistas que desenvolveu o projeto Indiano, vai de bicicleta para o local de trabalho…

  1. […] captadas pela Mars Orbiter Mission (MOM). As imagens foram obtidas na primeira meia hora após a conclusão da manobra de inserção orbital, e mostram extensas áreas da superfície marciana, desde a região meridional de Syrtis Major até […]

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