Gamer

Gamer-1955

Gamer é um filme que me fez lembrar Os Condenados.

É um conceito muito interessante, do género de Circo Romano moderno, em que os condenados são as estrelas de um reality show do género do Big Brother.
O filme Gamer, Jogo, vai ainda mais longe, já que alia Big Brother a Facebook e a Doom.

Da wikipedia:

“Kable é um prisioneiro do jogo SLAYERS em um futuro próximo onde as prisões não são como as do século vinte. A criação de um revolucionário videogame com um ambiente on-line é a forma de diversão mais difundida entre os jovens. Semanalmente, milhões de internautas assistem condenados como Kable lutando para sobreviver como se fossem personagens virtuais em um jogo. Kable é o maior lutador do jogo, e é manipulado por Simon, um adolescente que o considera um mero personagem. Um grupo de rebeldes planeja derrubar a estrutura cruel do jogo, e para eles Kable é a peça chave para a vitória contra o sistema. No meio dessa batalha, e sob o comando de um adolescente, Kable terá que usar todas suas habilidades extravirtuais para vencer o jogo e derrubar o sistema, salvar sua família e garantir novamente a liberdade de muitos prisioneiros.”

Basicamente, num futuro onde os humanos conseguem controlar outros humanos à semelhança de um video-jogo, jogo eletrónico, um homem decide lutar pela sua independência e derrotar o mentor dos jogos.
O lema final parece ser: a vontade humana superioriza-se à vontade do computador.

O jogo, Slayers, é tipo Doom, mas com jogadores reais que controlam outros humanos que são personagens do jogo. As personagens do jogo são assassinos condenados à morte, que se ganharem escapam à sentença. Daí que são considerados voluntários e por isso não é considerado homicídio.

O filme também fala de um outro jogo eletrónico, chamado Sociedade, que é parecido ao SimCity, mas onde mais uma vez os jogadores não controlam personagens animadas mas seres humanos reais.
Basicamente, as pessoas são escravas de outras… e de livre vontade.

Vi neste filme vários temas, entre os quais o do controlo e o da desresponsabilização pessoal.
Mas é sobretudo uma crítica ao que a sociedade se está a tornar… (a sala onde Simon joga é fenomenal, com “janelas de computador”, incluindo com redes sociais, a abrir em todas as paredes)

O filme tem assim várias ideias que me parecem extremamente interessantes.
Infelizmente, parece-me também que ficou a “anos-luz” do que o filme poderia ser. Ficou muito aquém do que as excelentes ideias poderiam criar.
Curiosamente, pareceu-me ver também sinais de Criacionismo, com um Criador e “puppet master” a controlar tudo e todos.

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