LHC – Primeiras imagens de colisões a 13 TeV

Protões colidem a 13 TeV emitindo uma chuva de partículas através do detector CMS (Imagem: CMS)

Protões colidem a 13 TeV emitindo uma chuva de partículas através do detector CMS (Imagem: CMS)

21 de Maio de 2015- actualização das sessões de testes a 13 TeV.

Ontem à noite, os protões colidiram no Large Hadron Collider (LHC), pela primeira vez, na energia recorde de 13 TeV. Estas colisões-teste serviram para instalar os sistemas que protegem a máquina e os seus detectores das partículas que registam uma amplitude de espalhamento nas extremidades do feixe.

Uma parte fundamental do processo foi o “set-up” dos colimadores. Estes dispositivos que absorvem partículas vadias foram calibrados para as condições de colisão dos feixes. Este “set-up” dará à equipa do acelerador os dados que asseguram a protecção total dos ímanes do LHC e dos detectores.

Hoje, os testes continuam. Decorrem testes com várias horas de colisões de feixes no LHC.  A equipa de operações do LHC vai continuar a monitorizar a qualidade do feixe e a proceder à optimização do “set-up.”

Esta é uma etapa importante do processo que permitirá que as equipas experimentais das operações de funcionamento dos detectores ALICE, ATLAS, CMS e LHCb iniciem as experiências com energia total.

Esta etapa é para tomada de dados, já a inauguração da segunda série do LHC, o Run-2, está prevista para o início de Junho.

Em 2015 serão atingidas energias de 13 TeV e em 2016 prevê-se o aumento para a energia experimental do LHC a 14 TeV.

Este nível é o inicialmente proposto desde o dia 1 do Projecto, mas este foi tão difícil e exigente que só em 2016 o LHC – a correr como previsto – atingirá o pleno do seu funcionamento.

A opção de 2010/2011 de funcionamento a metade da energia foi uma solução intermédia.

Nesta solução descobriu-se o Bosão de Higgs, propriedades do campo de Higgs, decaimentos raros e novas partículas menos famosas.

Uma das grandes evoluções que o LHC já fez e ainda não notamos no dia a dia é a capacidade de gerir enormes quantidades de dados pelo sistema em nuvem na web. O cloud computing é no entanto um spin-off que já tem importância na sociedade.

E outro spin-off entretanto fantástico para a saúde humana são os sistemas de imagiologia médica Pet-Scan e de tratamento com anti-protões por Pico de Bragg, eficazes em casos específicos, sob orientação médica e com calibragem de segurança das Ciências da Biofísica.

Também durante a construção do LHC se inventou um programa chamado www, que me parece estarem a usar para ler este comunicado do CERN.  🙂

Run-2, Test 13 GeV, a decorrer hoje 21 de Maio de 2015.

Que descobertas serão anunciadas nesta nova série?

Hoje 21-05-2015 prosseguiram o testes no LHC para preparar os detectores ALICE, ATLAS, CMS e LHCb para tomada de dados, que está planeada para início de Junho. (Imagem LHC página 1).

Hoje 21-05-2015 prosseguiram o testes no LHC para preparar os detectores ALICE, ATLAS, CMS e LHCb para tomada de dados, que está planeada para início de Junho. (Imagem LHC página 1). Note-se os feixes a 6500 GeV, ou 6.5 TEV para uma colisão frontal total de 13 TeV.

 

 

Detecção de chuva de partículas numa colisão a 13 TeV no detector ALICE. (Imagem ALICE)

Detecção de chuva de partículas numa colisão a 13 TeV no detector ALICE. (Imagem ALICE)

 

Coli~seo de protões a 13 TeV no detector ATLAS (Imagem : ATLAS)

Colisões de protões a 13 TeV no detector ATLAS (Imagem : ATLAS)

Colisão de protões a 13 TeV emitem uma chuva de partículas detectadas pelo LHCb (Imagem : LHCb)

Colisão de protões a 13 TeV emitem uma chuva de partículas detectadas pelo LHCb (Imagem : LHCb)

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