Polígonos numa cratera boreal

cratera_Vastitas_Borealis_Marte_HiRISE_MRO_200915Orla de uma cratera boreal em Marte. Imagem obtida pela câmara HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, a 20 de setembro de 2015 (norte para a esquerda).
Crédito: NASA/JPL/University of Arizona.

As colinas visíveis nesta imagem fazem parte da orla de uma antiga cratera de impacto com cerca de 6 km de diâmetro, localizada no extremo oriental de Vastitas Borealis, na superfície de Marte. A paisagem desta região é dominada pela presença de células poligonais com alguns metros de diâmetro, delimitadas por fraturas interligadas resultantes de tensões térmicas geradas sazonalmente no solo permanentemente gelado.

Estas estruturas são comuns nas latitudes polares do planeta vermelho, mas nem sempre são tão evidentes como as que podemos apreciar na camada de sedimentos que preenche o interior da cratera. Nesta área, as fraturas encontram-se realçadas pelo branco das geadas primaveris.

A orla da cratera restringe a propagação das fraturas, pelo que aqui tendem a formar-se polígonos rectangulares de maiores dimensões com uma disposição concêntrica. No centro da cratera, os polígonos vão-se fragmentando gradualmente em padrões fractais, criando uma estrutura reticulada muito mais típica.

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