Google+

«

»

Fev 15

Segunda-feira #28: Astro, Ciência & Música

O signor Orsini recomenda, para a série desta semana, esta canção magnificante, com excelentes arranjos, destes dinossauros do  rock’n’roll: Rush.

EP_A_Farewell_to_Kings_rush_1977

Cygnus X-1 ¹²

(Rush – 1977)

Book 1 – The Yoyage 

Prologue

Na constelação de Cisne, há uma força misteriosa, invisível, à espreita: o buraco negro Cygnus X-1. Seis estrelas do Cruzeiro do Norte, opacas pela perda de suas outras irmãs, em um brilho final de glória, para nunca mais encantar à noite…

I

Invisível
Para a visão
Do telescópio
Infinita
A estrela
Que nunca irá morrer

Todos
Que se atrevem
A atravessar
O seu curso
São engolidos
Por uma força medonha

São sugados
Pelo vácuo
Para serem
Destruídos
Ou é algo
Além disto?
Pulverizados no núcleo
Ou pelo portal astral
Em pleno vôo…

II

Eu tracei meu curso
Ao leste de Lira
E ao nordeste
De Pégasus
Voei na luz
De Deneb
E passei
Pela Via Láctea

Na minha nave,
A “Rocinante
Rondando
Pelas galáxias
Rumei ao coração
De Cisne
De qualquer maneira
Para dentro do mistério

O raio-x
É a sua canção sedutora
Minha espaçonave
Não pode resistir
Muito tempo
Mais próximo
Ao meu objetivo mortal
Até o buraco negro
Ganhar força…

III

Girando, rodopiando
Ainda caindo
Como num oceano
Profundo
E sem fim

Som e fúria
Afogam meu coração
Cada nervo
É rasgado…

Continua…

————————————————-

¹ Sistema binário descoberto em duas etapas: em 1964, foi descoberta fontes de raio-x em sua região, durante testes com foguetes Aerobee, na base do Novo México, para mapear tais fontes de emissão. Posteriormente, em 1971, pesquisas independentes dos astrônomos Louise Webster e Paul Murdin, do Observatório de Greenwich e Thomas Bolton, do Observatório da Universidade de Toronto, levaram à descoberta duma companheira oculta da supergigante azul, HDE 226868, com 9 vezes a massa do Sol, o que viria a ser, até o momento, um forte candidato a buraco negro. Para saber mais, cliquem aqui e aqui
² Esta canção do Rush é separada em 2 partes: a primeira, constante desta série, é uma faixa do álbum A Farewell to Kings (1977). A segunda, Book 2: Hemispheres, é uma canção do álbum Hemispheres, lançado um ano depois – próximo tema do Astro, Ciência & Música.

Acerca do autor(a)

Cavalcanti

Formação acadêmica atual como Engenheiro Químico. Dentre algumas atividades, publicou artigos no Brazilian Journal of Food Technology e Simpósios Internacionais, na área de Processos Químicos e Biotecnológicos. Entusiasta dos trabalhos do astrônomo e padre jesuíta Georges Lemaître. Seguidor do provérbio siciliano: "I veri amici sono come le mosche bianche". Apreciador de uma boa conversa informal. Votos amistosos que cada um pode, um dia, enxergar mais longe. É só estar apoiado sobre os ombros de gigantes. Ou, de acordo com o diagnóstico Freudiano, caso esteja com baixa auto-estima, sem motivações para progredir, certifique-se - primeiramente - de que, na verdade, você não esteja só cercado por idiotas.

1 comentário

2 pings

  1. Segunda-feira #29: Astro, Ciência & Música

    […] continuidade ao Astro, Ciência & Música, desejamos uma semana bastante produtiva à […]

  2. Segunda-Feira #32: Astro, Ciência & Música

    […] na série Rush, desejamos uma semana magnífica a […]

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pode usar estas HTML tags e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>